Demonologia

Demonologia é o estudo sistemático dos demônios. Quando envolve os estudo de textos bíblicos, é considerada um ramo da Teologia. Por geralmente se referir aos demônios descritos no Cristianismo, pode ser considerada um estudo de parte da hierarquia bíblica. Também não está diretamente relacionada ao culto aos demônios.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

O toque do Demônio México sacudido por onda de assassinatos ligados ao satanismo

O México enfrenta neste momento uma onda de assassinatos rituais satânicos, ao mesmo tempo que exorcistas dizem haver uma demanda sem precedentes dos seus serviços.


O toque do Demônio 
O padre José Antonio Fortea, principal exorcista mexicano, advertiu sobre o crescimento de assassinatos rituais secretos
Disse também que o demônio esta tocando nas pessoas da cidade e levando a se destruírem uns ao outros.

Ele disse que o “culto do Diabo“ tem origem no assim chamado culto da Santa Muerte (Santa Morte, em espanhol), descrita em forma de corpo humano descarnado e vestido como uma noiva.

Este culto vem dos dias quando ser sacrificado aos deuses dos astecas era uma honra, ou seja é um culto de origem pagã, pré-colombiana. 

“A moda dos vampiros é algo muito próximo do satanismo”, disse o padre Fortea. Edwin Juárez Palma, funcionário de um restaurante, de 24 anos, foi agredido, asfixiado e depois degolado com uma garrafa partida por adeptos de um culto vampiresco durante uma cerimônia destinada a “transformá-lo em um vampiro”, escreveu o tabloide britânico The Sun. A Polícia informou que o jovem foi morto depois de ser convencido a participar de uma cerimônia de iniciação para tornar-se parte de um culto satânico chamado Filhos do Bafomete 1.  Em vez disso, ele foi torturado com as mãos atadas atrás das costas, depois de um dos supostos assassinos persuadir os outros de que a sua vítima devia ser sacrificada para poder regressar à vida como vampiro. Dois homens e uma mulher, detidos mais tarde em conexão a este crime, confessaram que fazem parte do culto Filhos do Bafomete

O chefe da Polícia Pablo Rocha comentou a situação:

“O crime ocorreu durante a cerimônia de iniciação dirigida por uma seita satânica chamada Filhos do Bafomete , durante a qual a vítima devia transformar-se em vampiro”.

Os cartéis mexicanos de drogas apelam supostamente à Santa Muerte para proteção da polícia e da morte. Eles pedem à figura em forma de esqueleto para proteger os seus fornecimentos de drogas e oferecem sacrifícios humanos.

O padre Fortea relacionou a subida dos cultos satânicos com o secularismo. “Quanto mais a sociedade abandona o caminho de Deus, mais são os casos de satanismo. Quanto mais cristã é uma nação, menores são os casos de culto do Diabo”, opina o padre.
se isso continuar, vai se alastrar como uma epidemia de Vírus e no final não a vera Cura.

Peru em pânico com 'possessões demoníacas' em massa em escola de Tarapoto

Na cidade peruana de Tarapoto, dezenas de crianças em idade escolar passaram por uma série de alucinações, convulsões e desmaios que ainda não puderam ser explicados. Alguns dos menores, com idades entre 11 e 14 anos, dizem terem visto um homem de vestes negras que tentava matá-los, segundo relata a imprensa local.


Os cerca de 80 alunos da escola Elsa Perea, vítimas do que algumas pessoas da região consideram ter sido uma "possessão demoníaca", foram atendidos por equipes médicas, que até agora não conseguiram identificar a causa do fenômeno e afirmam que a estranha condição pode ser "contagiosa e recorrente".  "Sabemos que começou em 29 de abril e não entendemos como continua acontecendo", disse o jornalista investigativo Anthony Choy à rede de televisão Panamericana.

Alguns dizem que a escola foi construída sobre um cemitério e outros associam a “possessão” em massa ao uso de uma tábua Ouija por parte dos alunos. 

Enquanto isso, psicólogos e especialistas em saúde mental sugerem que se trata de uma "histeria em massa" associada a ansiedade ou medo, possivelmente ligados aos exames escolares.

Alguns vão mais longe e sugerem que os jovens devem ser exorcizados, para evitar que caiam sob o domínio das "influências malignas"
Pois a situação se agrava, alguns professores também passaram a agir de modos estranhos, na escola.   

O «Demônio» nos textos das Escrituras Sagradas e na Tradição


Tal como conhecemos, os demônios já eram objeto de estudo e de especulações desde os povos Sumérios e Acádios, que influenciaram por sua vez a Mesopotâmia , os povos Hebreus, os caldeus e o mundo helênico. Na Mesopotâmia, os males que não constituíam grandes catástrofes naturais eram atribuídos a influência dos demônios. Os demônios, acreditavam os mesopotâmicos, eram numerosos, divididos em legiões encarregados de espalhar o mal aos homens e à natureza, segundo cada espécie. Havia o grupo que cuidava de espalhar as doenças contagiosas (lepra e malária), o grupo que influenciava na natureza (vendavais, maremotos) e o grupo que influenciava o comportamento do homem (raiva, ódio, fúria, epilepsia, distúrbios) . Para cada grupo específico havia os “sacerdotes”, homens estudados e preparados para enfrentá-los e exorcizá-los com rituais, magias,sacrifícios e chás preparados com ervas próprias. Havia, entretanto, o maior de todos, que nenhum sacerdote conseguia derrotar: o demônio da morte que atemorizava principalmente as gestantes e crianças recém nascidas. O índice de mortalidade infantil era muito elevado nesta região e época, e isto era atribuído a um ser espiritual horrível que não poupava as crianças de viverem. Este demônio era concebido sob a forma de uma serpente.

Tais pensamentos chegaram ao povo de Israel e a superstição a respeito do assunto fez crescer as especulações e o temor. O judaísmo do período neotestamentário demonstrava uma crença forte nos poderes do demônio, derivada em muitos aspectos da Mesopotâmia como também dos gregos. A cultura helênica colocava o demônio como um ser intermediário entre os deuses e os homens. E, também lá era forte a crença de que o demônio fosse causa de muitas doenças e desgraças.

Para os judeus e cristãos, a origem dos demônios se explica pela exegese bíblica: nos livros apócrifos eles são descritos como anjos decaídos. No livro dos Gênesis, teriam eles surgidos da união entre os filhos de Deus e as filhas dos homens (Gn 6,1-4). Nesta passagem observamos que os demônios são filhos de Satanás (que se apresentou sob a forma de serpente no Paraíso) com as filhas de Adão, dando origem aos gigantes da mitologia e do folclore judaico. No livro da Sabedoria, vemos refletida a idéia de que o demônio é o gerador da morte e das desgraças, no versículo 24 do capítulo 2: “é por inveja do diabo que a morte entrou no mundo”.( cf Jó 1,6; Gn 3,1; Sl 72,9) A tentação do pecado, além de doenças e desgraças, após o pecado dos primeiros pais, também era atribuída aos demônios. Os Judeus, como os mesopotâmicos, acreditavam que os demônios estavam organizados em grupos chamados legiões sob a chefia de Satanás, Mastema ou Belial. No Livro de Judite, Capítulo 6, são denominados “anjos que não conservaram o seu principado, abandonando a sua morada e estão, por isso, presos em cadeias eternas à espera do grande juízo”.

A presença dos demônios no Novo Testamento, é fruto de crenças trazidas do judaísmo e das religiões mesopotâmicas. As possessões demoníacas que aparecem nos Evangelhos, Atos e nas Cartas de Paulo, ilustram a forte crença de que os demônios agem sobre os homens, manifestando seu poder através de doenças e mortes; as escrituras a partir daí, os chamam de “espíritos”: “Quando um espírito impuro sai do homem, perambula por lugares áridos, procurando repouso, mas não encontrando diz ‘voltarei para minha casa, de onde saí’. Chegando lá, encontra-a varrida e arrumada. Diante disto, vai e toma outros sete espíritos piores que ele para habitar aí. E com isso a condição final daquele homem torna-se pior que antes. Eis o que vai acontecer com esta geração má”. (Mt 12 e Lc 11)

As passagens que se referem à possessão demoníaca trazendo doenças graves e contagiosas, como a epilepsia e a lepra, as privações físicas como cegueira, mudez e aleijamento corporal são inúmeras: (Mt 12,43; Lc 8,31; Mt 8,29; Lc 4,6; Jo 13,2; 1Cor 2,6;1Jo3,8; Jo12,31;1Cor5,5 etc).

Os demônios são freqüentemente chamados de “espíritos”, especialmente com o acréscimo de “impuros”: “Certa vez veio ao nosso encontro uma escrava que era possuída por um espírito impuro que fazia adivinhações trazendo muito lucro para seus donos”. (At16,16) São também chamados de “anjos de Satanás” por São Paulo: “Para que eu não me encha de soberba e orgulho foi me dado um aguilhão na carne, um anjo de satanás, para me espancar...” (2Cor 12,7).

Possessão Diabólica

Por possessão diabólica se entende a posse de uma pessoa humana por um espírito do mal, de maneira que tal espírito assuma a personalidade do ser humano, controlando todos os seus movimentos físicos, inclusive a fala. A crença na possessão diabólica não aparece no Antigo Testamento, nem em qualquer obra literária anterior ao judaísmo. Os antecedentes da crença do poder dos demônios em serem os causadores de catástrofes, doenças e morte, não era visto como necessariamente uma possessão, mas apenas como uma manifestação do poder do mal. Neste caso, o demônio não estava na pessoa, mas somente o seu poder.

Já nos Evangelhos e nos Atos dos Apóstolos, são mencionadas muitas possessões propriamente ditas, com direito a exorcismos, alguns, inclusive, feitos por Jesus. (Mt 8,16; Mc 1,34; Lc 11,19; At 5,16) De particular interesse são os episódios em que o comportamento da pessoa possessa e a expulsão são descritos com alguns pormenores. Pessoas são agitadas e sacudidas pelos demônios(Mc 1,23-27); o demônio de Gerasa vivia em cemitérios e era possuidor de força extraordinária e após a expulsão vai habitar numa vara de porcos que se precipita no mar (Mt 12,22; Lc 11,14). Em Mt 17, encontramos um caso explícito de epilepsia atribuída a uma possessão demoníaca de quem os discípulos não tiveram poder de expulsar. Em At 16, São Paulo expulsa um demônio de uma escrava que adivinhava o futuro.

Muitos escritores modernos explicam os relatos de possessão, nos Evangelhos, dizendo que as pessoas daquela época permaneciam com a ingênua crença dos antigos pais para os quais os males de causa desconhecida eram obras do demônio. As pessoas que eram chamadas de possessas apenas sofriam de desordem psíquica que não podiam ser reconhecidas como tais. Não podemos generalizar, supervalorizar ou menosprezar a presença do Mal no mundo. O bom senso e a prudência em tais afirmações parece que passaram ao largo. Esses escritores dizem que Jesus se acomodou à crença popular e usou a linguagem que todos estavam familiarizados para anunciar o reino de Deus. Eles não desmerecem os poderes de Jesus e a sua divindade, pois de fato as curas eram realizadas, os pecados eram perdoados. Jesus realizava tais milagres usando da linguagem parabólica e simbólica da tradição que estava enraizada naquele povo há muito tempo.

Quando Jesus efetuava a cura, a pessoa toda era renovada. Não era uma cura somente corporal, mas espiritual. Jesus sempre pedia aos curados, mudança de vida e de atitudes: era uma cura do coração.

Parece que Jesus compartilhava da fé de seus contemporâneos naquilo que se refere à existência e à atividade dos espíritos maus. Os relatos evangélicos de exorcismos, incluem com freqüência, algo mais do que uma enfermidade. É o que se acha implícito nos sinais não naturais de violência: “Quando Jesus descia do barco, veio até Ele um homem possuído por um espírito impuro que habitava no meio das tumbas e ninguém podia dominá-lo. Muitas vezes era acorrentado e algemado, mas sua força era tanta que arrebentava com as algemas e grilhões”; (Mc 5, 4-5) e no conhecimento religioso manifesto pelos expulsos: “Que queres de nós, Jesus de Nazaré. Sei quem tu és, és o Santo dos Santos, o Santo de Deus” (Mc 1, 24). O importante é que em todas as ocasiões, Jesus vence o poder do mal; a manifestação do poder do demônio seja nas doenças ou nas deficiências torna-se secundária quando nos atemos ao poder de Jesus frente ao mal. Não importa como o demônio se manifeste, Jesus sempre o vencerá. “Ao entardecer, trouxeram-lhe muitos endemoninhados e ele, com uma palavra expulsou os espíritos e curou todos os que estavam enfermos a fim de se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaias: ‘levou-nos nossas enfermidades e carregou nossas doenças’” (Mt 8,16-17).

Jesus nos faz conhecer que não basta somente o exorcismo. É preciso substituir o poder demoníaco pelo poder do bem e por uma iluminação interior do indivíduo. O exorcismo é o primeiro passo no processo de cura. O espírito impuro é exorcizado para que seja substituído pelo Espírito Santo.

A Tentação

Um dos aspectos do domínio de Satanás é o seu poder de manipular (e de tentar) as mentes dos homens. Semelhante poder supõe nele profunda compreensão da alma humana, das vontades e das inclinações dos filhos de Deus. Satanás é descrito como o tentador em Mateus: “Então, aproximando-se o tentador disse: transforme estas pedras em pão” (Mt 4,3); como o pai da mentira em João: “Vós sois do diabo, vosso pai, e quereis realizar os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade. Por que nele não há a verdade. Quando mente fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (Jo 8,44); é enganador e usa de formas inocentes para ludibriar o homem: “O próprio Satanás se transfigura em anjo de luz” ( 2Cor 11,14).

São Justino, no discurso “O Verbo e suas Sementes”, comenta “os malvados demônios estenderam um véu sobre os divinos ensinamentos de Cristo, com a finalidade de apartar os homens [...]. Usa de estratagemas para tentar o homem a separá-lo da graça de Deus, desejando separar o Criador de sua criatura, o Pai de seus filhos. Esta separação constitui o traço essencial do pecado. O pecado de Adão é o pecado do rompimento da unidade, do rompimento da harmonia, rompimento da verdade. Em Adão a humanidade se afastou de Deus” [...]. “Nossos primeiros pais eram puros, mas concebendo a palavra da serpente, geraram a desobediência, a divisão e a morte” (São Justino).

O demônio usa a divisão para enfraquecer o homem. Quando a alma do homem está dividida pelo pecado, o egoísmo se instala e a inveja toma seu trono no coração humano. A inveja de Caím, fruto de um coração dividido e egoísta, levou a assassinar seu irmão.

Além da separação, a Satanás é atribuído tradicionalmente o domínio do mundo secular. Ele é descrito como o “príncipe deste mundo”: “É agora o julgamento deste mundo; agora o príncipe deste mundo será lançado fora ,e quando eu for elevado atrairei todos a mim” . (Jo 12,31) Paulo o chama de “o deus deste mundo”: “Se o nosso Evangelho permanece velado, está velado para aqueles que se perdem, para os incrédulos, dos quais o deus deste mundo obscureceu a inteligência a fim de que não vejam brilhar a luz do Cristo”. (2Cor 4,3-4).

Santo Inácio de Antioquia, na Patrística, usa também a expressão “príncipe deste mundo” para falar do demônio, e nos adverte; “O príncipe deste mundo quer arrebatar-me e corromper meus sentimentos em relação a Deus. Não sejais como os que invocam Jesus Cristo, mas desejam o mundo! Na habite entre vós a inveja!” (Sermão aos Romanos)

Quando o diabo tentou Jesus O levou para uma alta montanha e lhe mostrou todos os reinos do mundo dizendo: “eu te darei tudo isso se, prostrando-se me adorares” (Mt 4,8). O ter, o ser e o poder são os alvos preferidos do demônio para tentar separar o homem de Deus.

“O demônio é uma criatura que seduz, apresentando-se muitas vezes como tentação da carne e da beleza”. Assim acreditavam os padres do deserto. Às vezes se apresenta sob forma humana, possuidor de uma beleza sedutora, como um anjo de luz. Assim é descrito o demônio pelos primeiros cristãos gregos que o pintaram como sendo jovem e encantador, dizendo com isso que o mal é tão atraente e poderosamente sedutor, que os homens cedem ou consentem com o mal diante de sua tentação. “De diversas maneiras o demônio mostra sua hostilidade para com a verdade. Pretende por vezes golpeá-la simulando defendê-la. Faz-se defensor do único Senhor para extrair da divina unidade uma heresia” (Tertuliano, ao defender o dogma da Santíssima. Trindade, contra heresia da Praxéias) .

O Exorcismo

O Primeiro Concílio de caráter local que assumiu uma atitude solene e decidida sobre a questão do diabo foi o Concilio de Praga (Portugal), em 561, numa declaração contra os priscilianos, que acreditavam que o diabo não havia sido criado por Deus. A Igreja então afirmou que Deus criou-os anjos perfeitos e por causa de seu livre arbítrio rebelaram-se. Mais tarde, outras afirmações foram consolidadas pelo Magistério e a Tradição a respeito da origem, obras e tentações demoníacas. Por isso o exorcismo deve ser visto dentro do contexto da Igreja. Para os cristãos, o exorcismo não se trata de um ritual gnóstico, nem do domínio de uma técnica, nem da habilidade mística de um sacerdote. O exorcista é ministro de Cristo e da Igreja. É Cristo quem exorciza. É o seu poder que subjuga e lança para fora o mal através do sacerdote, em nome da Igreja. Porque é a Igreja, corpo místico de Cristo, quem capacita, pelo Sacramento da Ordem, a realizar a obra de Cristo em nome d’Ele.

Na Igreja Primitiva, o exorcismo era feito sempre por um sacerdote cuja vida espiritual era intensa, e sempre na companhia de outros membros da Igreja, que se uniam ao sacerdote na oração, recordando que, onde dois ou três estivessem reunidos em nome do Cristo, Ele estaria no meio deles. Sendo assim, era garantida a presença de Cristo num ritual de exorcismo, pois esta promessa saiu da própria boca do Senhor. O exorcismo é uma oração dirigida a Deus, a fim de afastar os demônios ou os espíritos maus das pessoas, lugares ou coisas que estejam infestados por eles, que correm o perigo de se converterem em vítimas ou instrumentos de sua maldade. O exorcismo é uma oração da Igreja que reza unida pelo afastamento da presença do mal. A fé, a vocação e a integridade espiritual do sacerdote desempenham um papel importante no êxito do exorcismo: “E constituiu doze para que ficassem com Ele, para enviá-los a pregar e terem autoridade para expulsar os demônios”. (Mc 3,14; Mt 10,1)

Também no Sacramento do Batismo as forças do mal são exorcizadas pelo sacerdote, purificando assim a alma da criança para receber o Espírito Santo pelas águas batismais. Três grandes orações são elevadas a Deus para que qualquer tipo de mal seja afastado daquele que receberá o Batismo.

As orações que se elevam a Deus em nome do Senhor Jesus para obter a libertação do mal, seja ele qual for, está presente no culto cristão desde o principio. A fé cristã se caracteriza pela convicção invencível de que Cristo é Senhor e de que o pecado, a morte e Satanás não terão a última palavra sobre o destino definitivo do homem. O cristão autêntico está seguro que Cristo já venceu o mal embora suas manifestações ainda sejam sentidas no mundo.

A possessão demoníaca de Clara Germana Cele

Um caso muito antigo e arrepiante, que aconteceu com uma jovem moça em 1906, ou seja a mais de um século, e que ainda continua sendo misterioso, a história é dada como verídica no país de origem.



Clara Germana Cele, nascida na África do Sul em 1890, foi parar ainda bebê num orfanato católico da cidade de Natal. Foi batizada pelos religiosos que cuidavam do lugar, levando uma vida normal até os 16 anos, ela era uma adolescente normal, até os seus 16 anos, quando ela teria feito um pacto com o Diabo. Em seus exorcismos, Clara revelou ao Padre Hörner Erasmus, que havia feito o pacto, e uma freira mantinha informações deste caso, segundo um dos relatos a jovem possuía a capacidade de falar outras línguas até então desconhecidas. Clara falava alemão, polonês, francês e outras línguas desconhecidas.
A freira relatou que Clara demonstrava clarividência, revelando os segredos mais íntimos e transgressões das pessoas que ela nem possuía contato, e também do seu pavor a objetos religiosos e abençoados, a moça ficava agitada ao se deparar com crucifixos , e produzia sons horríveis na presença das freiras. Muitas freiras acabavam apanhando da garota, sendo espancadas,  mais pessoas eram necessárias para ajudar a segura-lá. As freiras ainda afirmaram que Clara, levitava no ar chegando até meio ou um metro acima do chão. Segundo o Manual Luterano Pastoral, quando uma pessoa mantém estes sintomas ela realmente está possuída.
Para praticar o seu exorcismo, foram necessários dois padres e durou 2 dias. Sendo que no primeiro dia, Clara estava muito nervosa, e tentou matar um dos padres com a bíblia. Mais de 170 pessoas teriam presenciado o ritual — que durou dois dias —, e inclusive teriam testemunhado a jovem tentando estrangular um dos sacerdotes e levitando enquanto as sagradas escrituras eram lidas diante dela.
Após os 2 dias, ela teria se curada e o demônio obrigado a sair. Infelizmente não temos nenhuma informação do que aconteceu com ela após o exorcismo, a idade de sua morte, ou outras informações sobre ela.

Psiquiatra afirma que possessão demoníaca é real e mais frequente do que se pensa

Dr. Richard Gallagher é psiquiatra e professor da clínica na Faculdade de Medicina de Nova York e, diferente da maioria de seus colegas, ele acredita que há um mundo espiritual com um lado muito obscuro que vai além de apenas o nosso mundo físico.



Embora muitos cientistas digam que a possessão demoníaca é um mito, um psiquiatra tem afirmado que ela é real e o número desses casos pode estar em ascensão.

Dr. Richard Gallagher é psiquiatra e professor de psiquiatria clínica na Faculdade de Medicina de Nova York. Ao contrário da maioria de seus colegas da arena científica, ele acredita que há um mundo espiritual com um lado muito obscuro que vai além de apenas o nosso mundo físico.

O trabalho de pesquisa de Gallagher sobre o mundo demoníaco começou décadas atrás, quando ele teve um cliente que dizia ser uma bruxa.

"Ela se dizia bruxa e usava roupas escuras e sombra preta em torno de seus olhos", contou Gallagher ao descrever a mulher em um artigo para o jornal 'Washington Post'.

Como um homem da ciência, Gallagher reagia com certo ceticismo sobre as afirmações da mulher que ele testemunhou o inexplicável.

"O comportamento dela ultrapassou o que eu poderia explicar com a minha formação", lembrou ele. "Ela poderia revelar as fraquezas secretas de algumas pessoas. Ela sabia essas informações sobre indivíduos que nunca tinha conhecido ou até que já tinham morrido, incluindo minha mãe e seu caso fatal de câncer no ovário."

Mas essa não foi a única coisa que convenceu Gallagher. O psiquiatra contou que esta revelação de sua paciente foi "apenas uma brincadeira" dela.

"Posteriormente, seis pessoas me alertaram que, durante seus exorcismos, a ouviram falar várias línguas completamente desconhecidas para ela fora de seus transes, incluindo o latim", disse ele. "Isto não era algum tipo de psicose. Eu só poderia descrever como uma habilidade paranormal, então eu concluí que ela estava possuída".

A partir de então Gallagher começou a trabalhar com padres para ajudar a distinguir quais os clientes estavam possuídos e quais estavam tendo surtos causados por alguma doença mental grave.

"Nas últimas duas décadas e meia e mais várias centenas de consultas, ajudou líderes de várias denominações e credos a filtrar episódios de doença mental - que representam a esmagadora maioria dos casos - do que parece literalmente o trabalho do diabo", ele explicou.

Com mais de 20 anos de experiência na identificação de possessões demoníacas, Gallagher sugere possessão demoníaca é mais frequente do que muitos acreditam.

"O Vaticano não rastreia os exorcismos em nível global ou nacional, mas na minha experiência e de acordo com os padres que conheço, o número de casos de possessões está aumentando", disse ele.

"Os Estados Unidos são o lar de cerca de 50 exorcistas 'estáveis - aqueles que foram designados pelos bispos para combater a atividade demoníaca em uma base semi-regular - comparados com apenas 12 há uma década", Gallagher acrescentou.

Ainda assim, muitos no campo de Gallagher não acreditam que os médicos possam conciliar o seu trabalho com a crença no mundo espiritual. Mas Gallagher diz que ele tem uma resposta simples para essa objeção.

"Já me perguntaram e eu tenho uma resposta simples. Eu honestamente peso as evidências", disse ele. "A meu ver, a evidência para a posse é como a evidência para a travessia de George Washington em Delaware. Em ambos os casos, relatos históricos escritos com numerosas testemunhas comprovam sua precisão".

Gallagher também diz que é mais ilógico rejeitar completamente a existência de um mundo espiritual.

"Como psicanalista, uma rejeição completa sobre a possibilidade de ataques demoníacos parece menos lógica e muitas vezes tendenciosa, em vez de uma avaliação cuidadosa dos fatos".
Pois os Demônios existem e eles estão nos cercando a cada dia que passa a cada ano, o Portão do Inferno foi Aberto, e o que nos proteja Deus.

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