Demonologia

Demonologia é o estudo sistemático dos demônios. Quando envolve os estudo de textos bíblicos, é considerada um ramo da Teologia. Por geralmente se referir aos demônios descritos no Cristianismo, pode ser considerada um estudo de parte da hierarquia bíblica. Também não está diretamente relacionada ao culto aos demônios.

As mais extensas exposições sobre demonologia cristã são o Malleus Maleficarum, de Heinrich Kraemer, Demonolatria, de Nicolas Rémy, e Compendium Maleficarum, de Francesco Maria Guazzo.

A demonologia se refere a catálogos que tentam nomear e definir uma hierarquia de demônios e espíritos malignos. Nesse sentido, a demonologia pode ser vista como uma imagem em espelho ou um ramo da angeologia, que estuda os anjos.

Os grimórios de ocultismo são tomos que conteriam os feitiços dessa versão da demonologia, contendo instruções de como convocar demônios e (espera-se), submetê-los à vontade do conjurador, embora nem todos os ocultistas antigos ou modernos necessariamente conjurem demônios.


terça-feira, 1 de setembro de 2015

Adão e Lilith

Quando abriu seus olhos pela primeira vez e contemplou o mundo ao seu redor, Adão irrompeu em louvor a Deus:
– Quão grandes são tuas obras, Senhor!
Porém sua admiração pelo mundo ao seu redor não excedeu a admiração que todas as coisas criadas dispensaram a Adão. Elas tomaram-no por seu criador, e vieram prestar-lhe adoração. Ele porém disse:
– Por que vocês vêem adorar a mim? Não, eu e vocês juntos reconheceremos a majestade e o poder daquele que nos criou a todos. “O Senhor reina” – declarou ele, – “e está revestido de majestade!”
Não apenas as criaturas da terra: até mesmo os anjos chegaram a pensar que Adão fosse senhor de todos, e eles estavam prestes a saudá-lo com o “Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos” quando Deus fez com Adão caísse no sono; os anjos souberam então que ele não passava de um ser humano.
O propósito do sono que recaiu sobre Adão era dar a ele uma esposa, para que a raça humana pudesse se desenvolver e todas as criaturas reconhecessem a diferença entre Deus e o homem. Quando ouviu o que Deus estava decidido a fazer, a terra começou a tremer e sacudir.
– Não tenho forças – ela disse – para prover comida para multidão dos descendentes de Adão.
Por essa razão o tempo foi dividido entre Deus e a terra: Deus ficou com a noite, a terra com o dia. O sono reconfortante sustenta e fortalece o homem, proporciona-lhe vida e descanso, enquanto a terra produz fruto com a ajuda de Deus, que a rega. Ainda assim o homem tem de trabalhar a terra a fim de ganhar o seu sustento.
A decisão divina de conceder uma companheira a Adão veio ao encontro dos anseios do homem, que havia sido tomado por uma sensação de isolamento quando os animais vieram até ele em pares para receberem seus nomes.
Entao Deus cria a primeira Mulher Lilith

Lilith é hoje um dos mitos mais conhecidos da cultura judaica. Segundo o Talmude (obra que compila discussões rabínicas sobre leis judaicas, tradições, costumes, lendas e histórias), ela é a primeira mulher de Adão. Anterior a Eva, Lilith é a personificação da justificativa do matriarcado ser preterido a favor do patriarcado na cultura judaico-cristã.

Lilith, a Mulher Feita do Pó
Segundo o Zohar, livro cabalístico criado no século XIII, quando Deus fez o homem, criou-o macho e fêmea, depois o dividiu ao meio e separou as suas almas, lançando-as no universo, para que assim, as almas gêmeas se encontrassem. Lilith surge como a parte feminina separada de Adão, e é dada a ele como esposa. Assim comhomem, a mulher aqui é criada da mesma essência, do barro. Não é uma coadjuvante do homem, mas igual a ele. Se Deus fez do homem a sua imagem, a mulher reflete esta imagem, já que faz parte da mesma criação dividida. A natureza de Lilith é de rebeldia e de insatisfação. Ao fazer sexo com Adão, questionava-lhe o porque de ter que ficar sempre por baixo, a suportar-lhe o peso, se também ela era feita do pó, por que tinha de lhe ser submissa? Para manter o equilíbrio já estabelecido, Adão recusava-se a inverter as posições (versões aramaica e hebraica do Alfabeto de Ben Sirá, século VI ou VII).
Diante da intransigência do marido, Lilith rebela-se e pronuncia inadequadamente o nome de Deus. Vitupera Adão e o abandona quando o sol se põe, à noite, na mesma hora que Deus fizera vir os demônios ao mundo. Lilith parte para o Mar Vermelho, onde habitam os demônios e espíritos malignos, tornando-se ela mesma um demônio, longe do Éden.
Deus ordena que Lilith retorne. Diante da recusa, envia uma guarnição de três anjos, Sanvi, Sansavi e Samangelaf, para tentar convencê-la. Mas com grande fúria, ela se recusa a voltar.Abandonado, Adão sente o peso da perda e da solidão.
Diante da sua tristeza, Deus faz com que ele adormeça, retira uma das suas costelas e cria Eva, mulher ideal, feita não do pó como o homem, mas da sua carne, do seu sangue e das suas necessidades diante de uma sociedade patriarcal. Ao contrário de Lilith, Eva é submissa e dócil. É o equilíbrio do homem diante do mundo e de Deus.
Lilith torna-se a noiva de Samael, o senhor das forças do mal do SITRA ACHRA (aramaico, significa “outro lado”). Dessa união gera cem demônios por dia, que são destruídos pelos três anjos. Enfurecida, Lilith tenta se vingar na prole de Adão e Eva, jura matar todo filho recém-nascido de Adão e de sua descendência
Superstições Ligadas ao Mito Antes de ser levada à categoria de mito e fazer parte do folclore judaico, Lilith aparece em relatos da Torah assírio-babilônica e hebraica entre outros textos apócrifos. Durante séculos Lilith foi vista pela comunidade judaica como um temível demônio, principalmente na Idade Média. O parto era feito obedecendo a vários rituais para proteger a mãe e o filho das forças demoníacas de Lilith, que inveja a alegria da maternidade. Ela é uma ameaça ao embrião. Sussurravam sortilégios no ouvido das mulheres para facilitar o trabalho de parto. A porta do quarto das crianças tinha os nomes dos três anjos escritos sobre ela, e cercava-se o quarto com um círculo de carvões ardentes. Ainda hoje há versões modernas de como proteger os partos de Lilith em algumas comunidades judaicas do norte da África.
Lilith muitas vezes é descrita como a Lua Negra, outras vezes como uma vampira, que nos dias de solstício e equinócios lança seu líquido menstrual nas águas, contaminando a todos que bebem o líquido nesses dias. Também o homem perde a razão quando enfeitiçado por seus sortilégios e apaixona-se pelo seu corpo. Também o bebê quando sorri sozinho, está a brincar com Lilith.
Ironicamente o mito de Lilith, antes visto como um demônio, hoje é símbolo das lutas femininas. De acordo com alguns astrólogos, de 1914 a 1938, quando Lilith sofreu influência de Plutão, que fez uma longa volta à sua órbita, as filhas de Eva iniciaram os movimentos de libertação e direitos diante dos homens.
Os questionamentos de Lilith à igualdade por ter sido gerada do pó, assim como Adão, perdem o sentido contestatório quando da explicação de que a parte que lhe coubera do barro era de pó negro, lodo e excrementos, inferior à essência geratriz de Adão, segunda a versão jeovística para o Gênesis, contada no Talmude e oralmente pelos rabinos. Adão tem a sua androgenia sagrada, pois foi criado à imagem de Deus. Lilith ao contestar e reinvidicar para si os mesmos direitos, desequilibra a harmonia do Éden, origina um afastamento do homem e do Criador.Assim, destituído da primeira mulher, Adão se uniu a Eva, parte da sua carne, feita sob medida para ele e para ser a mãe da humanidade.
e se Aliando com o Pior De Todos os Demônios Legião

Este resistente demônio se manifestou num homem gadareno que vivia como louco entre os túmulos do deserto, [Lc 8: 26-34]. Quando Jesus perguntou seu nome, o líder deles respondeu Legião por serem muitos. Pra se ter uma idéia, uma legião romana era formada por cerca de 6000 soldados, com base nisto podemos supor que uma casta de 6000 demônios atormentava o pobre homem! Ao saírem do homem estes espíritos entraram em uma manada de porcos e os animais se jogaram precipício abaixo e se afogaram no mar de Genesaré. Legião era um exército de invasão romano e por onde as legiões passavam deixavam um rastro de destruição e morte.
Asmodeu, Por sua vez e Braço Direito de Legião e Lilith. eles Sao
Entidade imoral descrita no livro apócrifo de Tobias. Segundo o relato, ele assassinava os maridos de uma mulher chamada Sara ainda na noite de núpcias, ao todo , Sara perdeu sete noivos antes que eles se relacionassem com ela. Foi então que Tobias se casou com ela, e aconselhado pelo anjo Rafael, jogou o coração e o fígado de um peixe no braseiro, fazendo com que o cheiro da fumaça afugentasse o demônio para o deserto do alto Egito, onde foi derrotado e preso pelo anjo Rafael. A Asmodeu são atribuídos os pecados de imoralidade, perversão sexual e a destruição dos casamentos, pois ele odeia a união conjugal sadia.
Uma mulher chamada Rita Cabezas afirma em seu livro Desmascarado (Editora Renascer, 1996, São Paulo), que conversou com esta potestade através de uma mulher em uma sessão de libertação. Cabeças descreve uma série de fatos revelados por Asmodeu sobre a hierarquia satânica e suas áreas de atuações, mas seus ensinos devem ser rejeitados, pois os demônios são mentirosos ao extremo por natureza
Embora Hoje as Maiores Possessão Demoníacas da Historia da Humanidade, e causadas por estes Três Demônios Asmodeu, Legião e Lilith, Colocando a Fe de Padres Pastores a Provas.

Como Satanás se transforma em um anjo de luz?

Sempre me causou dificuldade responder esta pergunta. Afinal, como Satanás se transforma em anjo de luz? Acaso o maligno poderia ser, espiritualmente semelhante às divinas e perfeitas criaturas que continuamente louvam ao Senhor? Teria o espírito mau, poder para se parecer ao espírito bom? Como poderia ser isso?

Para entendermos, importa analisar o que a Bíblia nos fala anteriormente à referida menção em 2Co 11.14.

Assim escreveu o apóstolo à igreja em Corinto: "Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo. Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo" (2Co 11.2-3 - grifo meu).

Notemos que o apóstolo faz menção ao pecado original e afirma temer que, tal qual Eva foi enlaçada em erro, também alguns da igreja em Corinto assim estejam perecendo. O motivo desta segunda carta, de maneira alguma foi destruir a igreja - "Porque em muita tribulação e angústia do coração vos escrevi, com muitas lágrimas, não para que vos entristecêsseis, mas para que conhecêsseis o amor que abundantemente vos tenho" (2Co 2.4). A carta foi escrita com amor "e angústia do coração", "com muitas lágrimas", "para que conhecêsseis o amor que abundantemente vos tenho". O intento do apóstolo era trazer aqueles que haviam se desviado. Havia escrito para "saber se sois obedientes em tudo" (2Co 2.9).

Mas, por que escreveu tais coisas aos coríntios? Um dos motivos da carta foi devido a muitos da igreja estarem tentando desprestigiar seu ministério e pôr em dúvida a sua autoridade apostólica e a dos seus colaboradores. A fim de validar ainda mais seu ministério, Paulo afirma, noutras palavras, que não dependia do sustento da igreja em Corinto, ainda que tivesse necessidade. Tal afirmação nos leva a crer que teve o intuito de demonstrar àqueles homens o fato do apóstolo não ter qualquer obrigação em lhes falar aquilo que queriam ouvir, mas, sim, o que deveriam ouvir: "Outras igrejas despojei eu para vos servir, recebendo delas salário; e quando estava presente convosco, e tinha necessidade, a ninguém fui pesado. Porque os irmãos que vieram da macedônia supriram a minha necessidade; e em tudo me guardei de vos ser pesado, e ainda me guardarei" (2Co 11.8-9). Não que noutros lugares o apóstolo usasse do sustento para afagar o eco e pecado, jamais! O propósito era, somente, reforçar a questão dos coríntios não estarem contribuindo para com o apóstolo (porque ele mesmo não havia feito questão) e, assim, entendessem que o apóstolo estava lhes exortando em amor e visando a aproximação de Cristo - nada mais.

Tamanha dúvida e incredulidade perpassavam a igreja, que Paulo escreveu: "Porque penso que em nada fui inferior aos mais excelentes apóstolos" (2Co 11.5). Instou, em versículo anterior, para que a igreja atentasse ao perigo de seguir um falso Salvador: "Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis" (2Co 11.4 - grifo meu). Alguns da igreja em Corinto se punham a seguir outros mestres e um Jesus diferente daquele que Paulo havia apresentado e para isso deveriam ser alertados.

Importa notar que tamanha era a incredulidade para com Paulo, que ele ainda assevera: "Como a verdade de Cristo está em mim, esta glória não me será impedida nas regiões da Acaia. Por quê? Porque não vos amo? Deus o sabe" (2Co 11.10-11).

Após estes destaques, Paulo escreve: "Mas o que eu faço o farei, para cortar ocasião aos que buscam ocasião, a fim de que, naquilo em que se gloriam, sejam achados assim como nós. Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo" (2Co 11.12-13 - grifo meu). Aqui está o ponto fundamental, pois o apóstolo é enfático com respeito aos "falsos apóstolos". Estes fingiam ser apóstolos de Cristo, "transfigurando-se". Lembremos que a palavra "apóstolo" denota a ideia de fundador, edificador, aquele que era incumbido por Cristo de ir avante e levantando as primeiras igrejas. Hoje, como sabemos, não existe qualquer apóstolo no sentido especial e comissionado por Cristo como nos dias da Escritura - ainda que o ofício de apostolado, o ir e fundar igrejas, permaneça (lembre-se de que um dos requisitos para ser apóstolo era ter vivido, literalmente, junto com os apóstolos primitivos - leia Atos 1).

Prossegue, demonstrando que tal ocorrência de falsos apóstolos, não deveria ser estranha e que a igreja não deveria se espantar que existiam os tais, afinal, "não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz" (2Co 11.14).

A pergunta, desta forma, é: como "o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz"? A resposta é cristalina no versículo seguinte: "Não é muito, pois, que os seus ministros [de Satanás] se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras" (2Co 11.15 - grifo meu). Isto é, Satanás tem os seus ministros na terra e os tais "se transfigurem em ministros da justiça". Em hipótese alguma a palavra "justiça", aqui, remete à justiça no sentido de mera equidade, mas, sim, à justiça de Deus. Paulo salienta que Satanás se infiltra até mesmo nas igrejas e sob a figura de falsos ministros!

Em sua primeira carta, João registrou algo semelhante: "Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo" (1Jo 4.1 - grifo meu). Falsos profetas surgiriam no fim dos tempos (mas também existiam em abundância no Antigo Testamento). Mas quando começou o fim dos tempos? alguém pergunta "Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos" (1Co 10.11 - grifo meu). "O qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós" (1Pe 1.20 - grifo meu). Assim, o fim dos tempos se iniciou em Cristo Jesus. Nada a que se falar sobre nós, do século XXI, estarmos vivendo os "últimos tempos", como se desde o nascimento de Cristo isto não existisse.

Comentando sobre o versículo acima de João, e tratando sobre quais são os sinais que podem distinguir um espírito santo de um maligno, Jonathan Edwards (1703-1758) comentou: "(...) o Diabo se transforma em anjo de luz. Isso porque é pensando principalmente nesses 'obreiros desonestos' que João apresenta tais evidências, como fica claro pelas palavras do texto: 'Amados, não acrediteis em qualquer espírito, mas avaliai se os espíritos vêm de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo' (v.1); ou seja: 'Há muitos que saíram pelo mundo, que são ministros do Diabo e se transformam em profetas de Deus, por meio destes o espírito do Diabo é transformado em anjo de luz. Portanto, avaliem os espíritos com estas regras que lhes darei, para que sejam capazes de discernir o espírito verdadeiro do falso, disfarçado com tanto astúcia'. Sem dúvida, os falsos profetas aludidos por João são homens do mesmo tipo dos falsos apóstolos e obreiros desonestos a respeito dos quais Paulo fala, por meio dos quais Satanás se transformou em anjo de luz. Assim, podemos estar certos de que os sinais estão especialmente adaptados para podermos distinguir entre o espírito verdadeiro e o Diabo transformado em anjo de luz, porque são propostos especialmente para tal fim. Fornecer os sinais pelos quais o verdadeiro Espírito pode ser discernido desse tipo de imitação é o claro propósito e desígnio de João". [1]

Por fim, então, se estabelece, com segura certeza, que o modo pela qual Satanás se transforma em anjo de luz, não é mediante aparições místicas ou visões angelicais para enganar o mundo. O modo é muito mais astuto, pois ele se vale de falsos ministros, os quais são "são condutores cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova" (Mt 15.14).

Falsos ministros são o próprio Satanás.

Demônios

A Bíblia ensina que o diabo ainda anda nas sombras como um leão rugidor, um adversário que deve ser resistido (1 Pedro 5:8; Tiago 4:7). Mas o que a Bíblia ensina
a respeito de demônios e espíritos malignos? Devemos acreditar que os demônios ainda operam no nosso mundo? Um grau limitado de preocupação com a atividade dos demônios não é errado. Mas há uma quantia não saudável de curiosidade sobre os demônios que leva ao crescimento do satanismo. O que a Bíblia diz sobre os demônios e a sua atividade?

O que a Bíblia ensina sobre os demônios

1. Há uma distinção entre o diabo e os demônios. A Bíblia chama os demônios de “espíritos malignos” (Lucas 8:2), e “espíritos imundos” (Lucas 8:29). Mateus chama Satanás de “maioral dos demônios” (Mateus 12:24). É razoável dizer que os demônios são os mensageiros do diabo, aqueles que foram enviados para cumprir o seu propósito. Mateus fala dos anjos do diabo (Mateus 25:41).

2. Possessão por demônios e doenças físicas devem ser consideradas como categorias diferentes. Alguns hoje acreditam que todas as doenças físicas ou mentais sejam manifestações de possessão por demônios. Jesus discordaria. Note com cuidado que Jesus pôs a possessão por demônio na mesma lista que uma doença física ou mental, mas não foi dado aos demônios o crédito de originarem a doença (Mateus 4:23-24). Nem todo epilético ou paralítico sofria de possessão por demônios. É verdade que, às vezes, possessão causava os mesmos sintomas que essas doenças (Mateus 9:32-33; Marcos 5:1-5; Marcos 9:17-18). O fato de um homem ser mudo não quer dizer que ele esteja, necessariamente, possuído por demônios. E não devemos concluir que todas as pessoas insanas estejam possuídas por demônios.

3. O poder de Jesus sobre os demônios indica que o reino de Deus já chegou. Há muita confusão em relação ao reino de Deus. Alguns acreditam que o reino ainda virá. Muitas falsas interpretações do livro de Apocalipse se centram num conceito futurista do reino de Deus. No termo “reino”, o pensamento principal é o reinado soberano de Deus. Jesus ensinou que seu poder para expelir os espíritos malignos mostrava às pessoas que o reinado de Deus estava sendo estabelecido no mundo e que o diabo estava sendo derrotado. “Se, porém, eu expulso demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós” (Mateus 12:28). Esta é uma explicação possível do motivo de Deus permitir o diabo a usar seus mensageiros violentos para criar tal confusão durante o ministério de Jesus na terra. Deus estava demonstrando poderosamente o estabelecimento de sua soberania através de seu Filho.

4. Nem todos que alegam ser exorcistas de demônios o são. Em Atos 19, Deus estava dando grande êxito ao apóstolo Paulo na expulsão de demônios. “E Deus, pelas mãos de Paulo, fazia milagres extraordinários, a ponto de levarem aos enfermos lenços e aventais do seu uso pessoal, diante dos quais as enfermidades fugiam das suas vítimas, e os espíritos malignos se retiravam” (Atos 19:11-12). Alguns exorcistas judeus utilizaram o nome de Jesus de uma maneira errada, tentando duplicar o que Paulo fazia. Eles presumiam que o poder de Paulo se encontrava na forma de suas palavras. Os demônios responderam: “Conheço a Jesus e sei quem é Paulo; mas vós, quem sois?” (Atos 19:15). Os eventos seguintes são quase cômicos: o demônio se apoderou dos “exorcistas”! Jesus havia dado aos seus apostólos escolhidos e a alguns outros servos o poder de expelir demônios (Marcos 3:14-15; 9:38). Mas nem todos que alegavam ter poder sobre os demônios o tinham. Do exemplo em Atos 19, podemos concluir que até um espírito mal reconhece um fingido ao vê-lo. E nós, reconhecemos tais enganadores? Há muitas organizações religiosas, livros e rituais especiais utilizados hoje para supostamente expelir demônios. Há uma grande diferença no que as pessoas fazem hoje e o que Jesus e Paulo faziam. Jesus e Paulo não usavam rituais elaborados, nem fórmulas especiais. Se existiam pessoas, na época de Paulo, que alegavam ser exorcistas mesmo não sendo, não deve nos surpreender encontrar pessoas fazendo a mesma coisa hoje. A pergunta é se teremos discernimento para examinar as obras deles, ou se seremos levados, por falta de cautela, por seus espetáculos enganadores.

Perguntas práticas com respostas bíblicas

1. Os espíritos maus ainda são ativos hoje?
Aqueles que responderiam pelo negativo talvez citariam duas passagens: 2 Pedro 2:4,9 (“Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno, os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo”) e Judas 6 (“e a anjos, os que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio, ele tem guardado sob trevas, em algemas eternas, para o juízo do grande Dia”). Então é possível que estes espíritos estivessem derrotados eternamente, aprisionados para sempre, deixados completa e finalmente inativos. Dois problemas nos fazem hesitar em chegar a esta conclusão. Primeiro, os contextos de ambas as passagens parecem retornar a uma época anterior ao tempo de Jesus – leia cuidadosamente 2 Pedro 1:1-10 e Judas 5. Em segundo lugar, se aquelas passagens estão falando do fim total do trabalho dos demônios, como estão presos e acorrentados, isso não deveria também ser verdade em relação às passagens a respeito do diabo? Apocalipse 20:1-3 parece mostrar que o diabo estava eternamente derrotado e abolido para sempre. Porém Apocalipse 20:7-8 e 1 Pedro 5:8 indicam que foi permitido que o seu trabalho continuasse em gerações posteriores.Por outro lado, Paulo instruiu os efésios a colocarem toda a armadura de Deus, porque as forças que enfrentavam eram poderes espirituais. “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Efésios 6:11-12). Se o diabo ainda espreita como leão que ruge, um adversário que deve ser resistido, por que não devemos acreditar que os demônios podem também ainda trabalhar para ele? Não podemos afirmar que todos os anjos do diabo (mensageiros) foram rendidos inativos mais do que podemos alegar o mesmo do próprio diabo.

2. Os demônios ainda podem possuir os homens hoje?
O apóstolo Paulo nos diz três coisas relevantes que ajudam para responder esta pergunta: (a) Deus nos deu a força necessária para derrotar completamente o diabo e seus aliados, “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis . . . embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno” (Efésios 6:13,16). (b) Não há nenhuma força, material ou espiritual, que pode nos separar do Senhor. “Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 8:38-39). (c) As tentações com que o Senhor permite que o diabo nos assalte podem ser suportadas pela palavra de Deus. “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (1 Coríntios 10:13). Portanto, devemos resistir a idéia de que Deus ainda permite que Satanás utilize seus demônios para superar a vontade do homem, como ele fazia na época de Jesus.

3. O diabo ainda pode nos vencer hoje?
Alguns que se tornam cristãos podem desenvolver um falso sentido de segurança. Podem achar que, uma vez que já vieram ao Senhor, o diabo não tem como atingi-los de maneira alguma. Esse é um pensamento errado. A Bíblia ensina que o homem não ser vencido pelo diabo depende de nós o resisitirmos. “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4:7). Se não resistirmos a Satanás, o Senhor nos assegura de que podemos nos tornar tão endurecidos e ingremados no pecado que não poderemos ser libertos dele. “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência” (1 Timóteo 4:1-2). Lembram de Judas? Ele roubou o dinheiro dos discípulos. Era um homem que não sabia controlar a sua ganância, então o diabo se aproveitou dessa fraqueza. “Durante a ceia, tendo já o diabo posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que traísse a Jesus…” (João 13:2). O diabo entrou em Judas e o controlou. E se nós falharmos em resisti-lo, ele nos controlará também.

Observação final
É aconselhável que os pais tomem cuidado em relação às amizades dos seus filhos e às coisas que estes assistem. Muitas vezes, há uma tendência à rebelião nos jovens. Podem exibir a sua rebelião se vestindo de maneira ofensiva ou se comportando de maneira estranha. Quando eles sabem que os seus pais têm respeito por Deus, às vezes sentirão tentados a investigar as coisas de Satanás. Podem ler alguma literatura e assistir coisas na televisão ou em filmes obterem alguns detalhes a respeito do louvor ao diabo e aos demônios. Com lojas acessíveis que vendem ídolos e acessórios para tais práticas, eles entram cada vez mais fundo, até o ponto de mal poderem ser resgatados.

Conclusão
A trás do louvor dos demônios sempre há uma atitude rebelde. Numa loja cheia de ídolos num bairro próximo, reparamos que praticamente todos os ídolos eram ligados a alguma forma de desejo carnal. Fosse ele a bebida, as drogas, o sexo ou a violência, estes deuses falsos dão permissão à pessoa que os louva de se fazer a sua própria vontade e satisfazer qualquer apetite carnal.
O Senhor avisou Israel, antes de entrarem na terra de Canaã, que resistissem os deuses daquelas terras: “Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR, teu Deus, os lança de diante de ti. Perfeito serás para com o SENHOR, teu Deus” (Deuteronômio 18:10-13). Precisamos enfocar as nossas mentes, não nos espíritos carnais e demônios, que nos dão licença para fazer o que quisermos, mas sim no Espírito de Deus. “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.“ (Gálatas 5:22-23). Se seguirmos o Espírito de Deus, ele produzirá em nós coisas boas.

O Retorno de Gogue ao Cenário Mundial Para Enganar Novamente os Líderes

"E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão, E sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha." [Apocalipse 20:7-8].

Quando Satanás for solto de sua prisão, após o Milênio, evidentemente trará Gogue consigo. Gogue imediatamente irá ao redor do mundo — os quatro cantos da terra — para sussurrar nos ouvidos dos líderes humanos rebeldes que devem juntar suas forças contra Deus novamente. Conforme dissemos anteriormente, os estudiosos da Bíblia não conseguiram explicar como Gogue, a quem vêem como um líder humano, pode morrer em seu ataque a Israel e estar de volta após o Milênio. Eles têm um problema não apenas com o fato de um líder humano estar voltando à vida, mas também com a idéia de que um líder humano possa viver por 1.000 anos.

No entanto, como Gogue é um demônio soberano, incumbido por Satanás de influenciar os governantes da Rússia e, mais tarde, de influenciar todas as nações, não temos tais problemas. Gogue é sobrenatural e não pode ser morto. Sendo sobrenatural, ele vive para sempre.

Observando tanto do aspecto ocultista como da Escritura, fica claro que o Gogue de Ezequiel 38-39 e de Apocalipse 20 é o demônio soberano da Rússia. Em breve, ele estará conduzindo o exército russo até o Oriente Médio, provavelmente através da Chechênia, para participar na planejada Terceira Guerra Mundial, a guerra descrita em Obadias, que verdadeiramente permitirá o aparecimento do Anticristo.
Você está preparado espiritualmente? Sua família está preparada? Você está protegendo seus amados da forma adequada? Esta é a razão deste ministério, fazê-lo compreender os perigos iminentes e depois ajudá-lo a criar estratégias para advertir e proteger seus amados. Após estar bem treinado, você também pode usar seu conhecimento como um modo de abrir a porta de discussão com uma pessoa que ainda não conheça o plano da salvação. Já pude fazer isso muitas vezes e vi pessoas receberem Jesus Cristo em seus corações. Estes tempos difíceis em que vivemos também são tempos em que podemos anunciar Jesus Cristo a muitas pessoas.

Se você recebeu Jesus Cristo como seu Salvador pessoal, mas vive uma vida espiritual morna, precisa pedir perdão e renovar seus compromissos. Ele o perdoará imediatamente e encherá seu coração com a alegria do Espírito Santo de Deus. Em seguida, você precisa iniciar uma vida diária de comunhão, com oração e estudo da Bíblia.

Possível Identificação na Bíblia do Demônio Soberano da Rússia

Gogue é o Líder Humano da Rússia?

    Nenhum estudioso da Bíblia conhece exatamente a identificação de Gogue, o líder da Rússia nessa profecia referente ao fim dos tempos. A maioria dos estudiosos procura identificá-lo como um líder humano que comandará a Rússia em um ataque a Israel no fim dos tempos.

    J. R. Church, do ministério Prophecy in the News é um caso típico. Em um de seus artigos em 1988, escreveu que Gorbachev provavelmente será o líder que comandará a Rússia nesse malfadado ataque. Ele baseou essa opinião no fato de que, antes da Revolução Russa de 1917, o sobrenome Gorbachev era realmente escrito como Gogbachev. Embora essa possibilidade seja intrigante, agora sabemos que Gorbachev não irá liderar nenhum exército russo contra Israel, pois está afastado da política há muito tempo para achar que possa retornar.

    No entanto, a objeção mais séria encontra-se em Apocalipse 20:7-8, em que vemos Gogue aparecendo novamente, liderando outra nação, ou nações, numa derradeira batalha contra Deus, após o reinado milenar de Jesus Cristo. Se o Gogue original de Ezequiel 38-39 for um homem, será morto na época da invasão russa a Israel. Como então aparece novamente, liderando as nações, após o reinado milenar de Cristo? Os estudiosos simplesmente não sabem explicar.
    Identificação Ocultista de Gogue Como o Demônio Soberano da Rússia!

    Entretanto, do ponto de vista de alguém que esteja familiarizado com o ocultismo, a identidade de Gogue em Ezequiel 38-39 e Apocalipse 20:7-8 é simples: ele é o demônio soberano responsável diante de Satanás pela direção dos governantes russos.

    Para os que não estão habituados com esse tema, permita-nos gastar alguns momentos no estudo da Bíblia para trazermos luz a esse assunto. Abra sua Bíblia no capítulo 10 do livro de Daniel. Nesse capítulo, o profeta Daniel começa orando a Deus para ter um maior entendimento a respeito da história profética futura da nação de Israel. Vemos que Deus enviou um anjo com a resposta a Daniel logo no primeiro dia em que ele começou a orar [verso 12]. Entretanto, o anjo foi impedido de chegar a Daniel por três semanas inteiras! O que poderia ter acontecido para impedir que um anjo de Deus chegasse à Terra por três semanas, sendo que o tempo normal de "transporte" é menos de um segundo? A resposta está no verso 13:

        "Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu vinte e um dias, e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia."

    Essa passagem nos diz que um anjo de Deus foi atacado por um ser demoníaco mais poderoso do que ele, e foi impedido de chegar a Daniel por três semanas inteiras. Aposto que você não sabia que existem demônios que são mais poderosos que alguns anjos de Deus, sabia?

    Além disso, vemos que o único meio pelo qual esse anjo pôde vencer o demônio foi pedindo ajuda a Miguel, o anjo guardião responsável pela defesa de Israel. Assim que Miguel veio em seu auxílio, o anjo pôde ir até Daniel para revelar a resposta de Deus às suas preces.

    No entanto, em seguida, o anjo diz algo ainda mais surpreendente: no verso 20 ele diz que, ao retornar, terá de participar de uma batalha que está em andamento entre os anjos de Deus e os seres demoníacos "príncipe da Pérsia" e "príncipe da Grécia". O reino da Grécia, na época em que isso foi escrito, nem mesmo existia! Assim, somos levados a compreender que, na esfera celeste, tanto os anjos de Deus quanto os seres malignos estão lutando pelas nações muito antes de chegar o tempo de elas surgirem no cenário mundial.

    Agora, observe que esses seres demoníacos são referidos como "príncipes". Em Daniel 10, a palavra para "príncipe" é sar, item 8269 na Concordância de Strong. Os significados para essa palavra são: capitão, chefe, governador ou senhor. Em outras palavras, esse ser demoníaco referido possuía poder de mando ou de autoridade. Tenha isso em mente, pois faremos referência logo mais neste artigo.

    A verdadeira imagem da qual se fala aqui é que tanto Deus quanto Satanás encarregam seus emissários sobrenaturais de influenciarem os líderes humanos das nações individuais ao longo da história. O anjo tenta fazer o rei tomar decisões que implementarão o plano de Deus, enquanto o demônio tenta influenciar o rei a tomar decisões que servirão aos propósitos de Satanás. Essa imagem mostra Gogue influenciando o líder humano da Rússia, garantindo que as decisões que ele tomará e os pensamentos em sua mente levem o país à órbita de Satanás, para que o país tome decisões que promovam os planos de Satanás.

    Felizmente, Deus nos dá uma visão mais clara desse aspecto terrivelmente importante da guerra espiritual nas regiões celestiais.

    Em Isaías 14:1-11, Deus ironiza o maldoso rei humano de Babilônia que vai morrer em seguida e ser levado para o inferno. No verso 11, Deus diz como a pompa e a magnificência do rei da Babilônia são transformadas em nada, quando ele descer ao Seol. Então, de repente, no verso 12, Deus fala diretamente a Satanás, dizendo que terá o mesmo fim [versos 15-19].

    No primeiro momento, Deus ironiza o rei humano da Babilônia e, no momento seguinte, ironiza Satanás com o mesmo linguajar, a mesma terminologia, o mesmo fim. Veja, Satanás estava agindo por trás do rei da Babilônia o tempo todo, influenciando suas decisões e seus pensamentos.

    Temos uma percepção ainda mais clara dessa batalha sobrenatural que envolve as nações em Ezequiel 28:12-19. No verso 12, Deus fala ao rei de Tiro:

        "Filho do homem, levanta uma lamentação sobre o rei de Tiro, e dize-lhe: Assim diz o Senhor DEUS: Tu eras o selo da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura."

    Muito embora essas palavras sejam muito lisonjeiras para um rei humano, Deus está mesmo falando ao rei de Tiro. No entanto, no próximo verso, vemos que Deus está também falando a Satanás!

    "Estiveste no Éden, jardim de Deus." O que?! O rei de Tiro não estava vivo fisicamente na época do jardim do Éden, mas Satanás estava. Assim sendo, Deus está falando, mesmo no verso 12, a Satanás, que é o poder por trás do trono do profano rei de Tiro!

    Voltando a Daniel 10, vemos que Satanás nem sempre intervém pessoalmente em todos os governantes das nações, mas delega essa responsabilidade aos seus demônios soberanos mais poderosos. A missão deles é estar constantemente acompanhando os reis aos quais foram alocados, influenciando seus pensamentos, planos, sentimentos e emoções, para que tomem medidas que favoreçam os planos de Satanás.

    Deus, por outro lado, encarrega seus anjos poderosos da mesma tarefa com os mesmos líderes humanos. Embora Deus tenha o poder para vencer todas as batalhas, se decidir fazê-lo, atua em sua soberania de forma a não ganhar todas elas. Entretanto, Satanás não obtém nenhuma vitória que possa fazer com que Deus perca a guerra. Os objetivos, os planos e as profecias de Deus sempre serão cumpridos. No entanto, como em qualquer guerra programada, será permitido a Satanás "conquistar" algumas vitórias sobre os anjos de Deus.

    Essa guerra em Ezequiel se encaixa de alguma forma nessa última categoria. Satanás receberá a permissão de trazer o líder humano da Rússia até a fronteira de Israel nos "últimos dias". Na verdade, a imagem aqui é a de que Deus está deliberadamente forçando o demônio soberano Gogue a atacar Israel.

    Examinemos agora essa passagem de forma a trazer luz ao fato de que Deus está falando aqui ao demônio soberano, o Príncipe da Rússia:

        "Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Filho do homem, dirige o teu rosto contra Gogue, terra de Magogue, príncipe e chefe de Meseque, e Tubal, e profetiza contra ele. E dize: Assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu sou contra ti, ó Gogue, príncipe e chefe de Meseque e de Tubal." [Ezequiel 38:1-3].

    Aqui, podemos ver que Deus está falando claramente a uma pessoa, um ser, chamando-o de "príncipe", "chefe" e até mesmo usando o pronome oblíquo "ti". A palavra usada aqui "príncipe" é o item 5387 na Concordância de Strong, naisy. Embora seja usada uma palavra diferente, os significados são os mesmos de "príncipe" em Daniel 10: capitão, chefe, governador ou senhor. Dessa forma, sabemos que Gogue é o mesmo tipo de personagem demoníaco que o "príncipe da Pérsia" e o "príncipe da Grécia" em Daniel 10.

        "E te farei voltar, e porei anzóis nos teus queixos..." [Ezequiel 38:4].

    Posso até ver, usando minha imaginação, um demônio no qual Deus colocou anzóis em suas poderosas mandíbulas. O "anzol" em questão é o mesmo que o freio de um cavalo, que é instalado na boca do animal e o machuca para fazê-lo virar a cabeça na direção que o cavaleiro desejar. Ao que parece, o demônio soberano está tentando levar a Rússia para uma direção diferente da qual Deus deseja, de modo que Deus coloca suas rédeas no queixo do demônio soberano e o faz virar, para que inicie seu ataque a Israel. Não somos informados quando, na linha de tempo profética, Deus colocará esse anzol.

    Por oito vezes, no capítulo 38, Deus se refere a Gogue com o pronome pessoal "tu". É claro, essa é exatamente a forma que você esperaria que Deus se dirigisse a um personagem demoníaco. Veja todos os pronomes pessoais:

        "Prepara-te, e dispõe-te, tu e todas as multidões do teu povo que se reuniram a ti, e serve-lhes tu de guarda. Depois de muitos dias (tu) serás visitado. No fim dos anos (tu) virás... junto aos montes de Israel..." [versos 7 e 8].
Este símbolo realmente retrata o rio de sangue que precisa ser derramado para que o Anticristo possa aparecer. O comunismo certamente massacrou suas dezenas de milhões para preparar o mundo para o Anticristo.

Aí então, Deus profetiza de forma a demonstrar claramente o fato de que está falando a Gogue, que estará trazendo as forças armadas russas contra Israel. Veja:

    "Então subirás, virás como uma tempestade, far-te-ás como uma nuvem para cobrir a terra, tu e todas as tuas tropas, e muitos povos contigo." [38:9].

Aqui, Deus se refere claramente a Gogue como sendo uma entidade separada das forças armadas que ele comandará.

Finalmente, Deus prediz a derrota das forças armadas lideradas por Gogue contra Israel:

    "Nos montes de Israel cairás, tu e todas as tuas tropas, e os povos que estão contigo... Sobre a face do campo cairás, porque eu o falei, diz o Senhor DEUS." [39:4-5].

Deus destruirá o exército que Gogue trará contra Israel, destruindo até mesmo a terra de Gogue (Magogue), a própria Rússia. Assim, Gogue levará os líderes russos ao maior desastre nacional, pois Deus destruirá o exército e a nação. Parece que Gogue perderá seu emprego, não é?

    Acho muito interessante que Deus diga que Gogue estará controlando a situação na Rússia por "muitos dias", mas só a trará contra Israel no "fim dos anos". Deus parece estar dizendo que Gogue intervirá diretamente na Rússia por muitos anos, e no "fim dos anos" fará com que sua liderança marche contra Israel.

    Sabemos com certeza que Gogue esteve trabalhando com a liderança comunista desde a Revolução de 1917. Entretanto, vemos a Rússia especificamente mencionada na visão demoníaca de Albert Pike de 1870 (veja os detalhes lendo os artigos N1015, "O Plano Demoníaco de Albert Pike Para a Implementação da Nova Ordem Mundial", N1056, "A Próxima Guerra Árabe-Israelense Está Extremamente Próxima — Parte 1 de 2" e N1057, "Parte 2 de 2") sobre como preparar o aparecimento do Anticristo. O objetivo fundamental da Primeira Guerra Mundial foi derrubar o governo czarista da Rússia; o objetivo fundamental da Segunda Guerra Mundial foi elevar a Rússia ao status de superpotência para que servisse de poder de Antítese, lutando contra os poderes da Tese do Ocidente, para que o sistema Síntese (a Nova Ordem Mundial) possa ser estabelecido (veja os detalhes lendo o artigo N1007, "Tese x Antítese = Síntese").

    Achamos altamente provável que Gogue tenha sido atribuído ao governo czarista da Rússia pelo menos cem anos antes da Revolução. A história registra que o governo czarista estava profundamente envolvido em bruxaria nos mais altos níveis desde o fim do século XVIII. Isso enfraqueceu a união entre as pessoas e preparou a Rússia para o julgamento de Deus, que chegou com força total em 1917 na pessoa de Lênin. Conforme lamentou um velho sacerdote no momento em que a Rússia caiu nas mãos da Revolução Comunista: "Isto aconteceu porque nos esquecemos de Deus".

    Mas, certamente, Gogue esteve por trás dos líderes comunistas na Rússia de 1917 em diante. O comunismo foi o pior e mais assassino sistema de repressão da história mundial. Não havia limites para executar qualquer um que se apresentasse como obstáculo à sua implementação. Estima-se que mais de 20 milhões de pessoas tenham sido executadas por Lênin e Stalin. O comunismo apropriadamente escolheu a cor vermelha para a sua bandeira, pois banhou a Rússia com sangue humano várias vezes. O pastor e autor cristão Richard Wurmbrand, prisioneiro por muitos anos em um Gulag, descreveu perfeitamente o espírito do comunismo:

        "As revoluções não fazem o amor triunfar. Ao invés disso, matar torna-se uma mania. Nas revoluções russa e chinesa, após o comunismo ter executado dezenas de milhões de inocentes, eles não conseguiram parar de assassinar e matavam-se brutalmente uns aos outros... O comunismo é uma forma de possessão demoníaca coletiva." [Marx & Satan (Marx e Satanás), págs. 107-8].

Gênesis - A terra de Nod

A convicção de que a Bíblia merece absoluta confiança como revelação de Deus não garante, necessariamente, a compreensão exata dessa revelação por parte de quem lê. Entretanto, é necessário que o leitor analise o contexto em que foi escrito. Nesse sentido é imprescindível um estudo reflexivo, estando com a mente aberta para as possíveis interpretações, contudo, analisando o texto à luz do contexto geral da Bíblia.

Gênesis é o livro dos começos como a palavra indica. Essa palavra descreve a relação que o livro tem com o restante da Bíblia. Em depoimento direto, ilustração ou tipo, todas as coisas materiais ou morais são traçadas às suas origens.

O texto do capítulo 4, de Gênesis, narra o primeiro homicida da humanidade, Caim, (v. 8), o qual chega a ser também o primeiro homem mentiroso (v. 9). Caim, também é tido como o primeiro proscrito, é desterrado e separado das bençãos de Deus (v. 12) e vai morar na terra de Nod (v. 16). Mas que lugar é este? Onde fica a terra de Nod?

Nod é a região ao oriente do Éden, a qual foi desterrado Caim depois de ter assassinado seu irmão Abel. Este nome em hebraico, (nwd), significa “mover-se para trás e para a frente; vagar”, termo usado em Gênesis 4:14 quando Caim lamenta em tornar-se errante. É um nome desconhecido fora da Bíblia, mas a sua forma e contexto sugerem que se tratava de uma região onde se fazia necessária a existência nômade, tal como ocorre hoje em dia em várias partes do oriente médio.

A cidade de Caim (Gn 4:17), em alguma parte o oriente do Édem, foi provavelmente, apenas uma vila de rudes cabanas, com um muro de defesa, para servir como espécie de reduto para a sua descendência proscrita. Ao edificar a primeira cidade e lhe colocar o nome de seu filho Henoc, este projeto urbano foi, sem dúvida, um intento de neutralizar a maldição de Deus citada em Gn 4:12.

O importante da narrativa do capítulo 4, de Gênesis, não está na localização da terra de Nod, mas, sim, no ensinamento que o texto propõe a seus leitores. Pode-se verificar que o autor faz uma advertência sobre as consequências dos atos praticados pelo homem.

Assim, desde o começo da história da raça humana nos é mostrado nas páginas da Bíblia, dois tipos de homens que iriam existir em qualquer época, isto é, aqueles que entregam suas vidas a Deus pela fé, e aqueles que se recusam a confiar nEle. Além disso, nota-se a misericórdia de Deus oferecendo a Caim uma oportunidade para mudar e corrigir seus caminhos (Gn 4:6-7). Mas Caim continuou no pecado, abrindo assim as portas da destruição, pois permitiu que o pecado gerasse mais pecado. Ele matou o irmão, mentiu para Deus, recusou-se a se arrepender e foi banido da presença de Deus, como fugitivo, vagando pelo mundo.

Como que Caim conheceu uma mulher se só tinha Adão e Eva naquele tempo?

Lendo a Bíblia com os óculos críticos, sem usar aqueles da fé, aparecerão milhares de perguntas como esta, que você pôs. Teríamos que nos perguntar também, por exemplo, se houveram duas criações do homem... De fato Gênesis 1,27 fala de uma e logo após, em Gênesis 2,4 seguintes, encontramos outra história da criação. Ou ainda: por que Abraão, pai da fé, expulsou de casa Agar, com quem teve um filho, mandando-os para o deserto (Gênesis 16)? Por que os filhos de Araão, Nadab e Abiu, sacerdotes, oferecerão uma oferta a Deus e por isso morrerram (Levítico 10,1-3)? E, como estas, há tantas outras interrogações que aparecem a um leitor atento.

Essas perguntas não são irracionais e nem é errado fazê-las. O fundamental é a atitude de quem busca a resposta. A resposta não deve derivar da lógica do texto, isto é, da nossa concepção moderna de leitores e sedentos de conhecimento histórico. A Bíblia não é somente um livro histórico. É a narração da história de uma caminhada de fé. E essa narração é feita por alguém que experimentou e viveu de modo intenso a fé. Sem fé a Bíblia é lida de modo parcial e, muitas vezes, errôneo.

Falando concretamente da sua questão, como já tivemos oportunidade de frisar neste espaço, a descrição da criação contada na Bíblia não é uma narração histórica. É uma narração antiga que tenta interpretar, graças aos instrumentos disponíveis na época do autor e à inspiração divina, como surgiu a vida na terra. Quando a Bíblia fala que Caim conheceu sua mulher (Gênesis 4,17), da qual nasceu Henoc, não significa que na história desse homem existiam somente seus pais. Caim não é histórico, no sentido moderno, mas um símbolo: construtor da primeira cidade, pai dos pastores, dos músicos, dos ferreiros e das prostitutas, expressões da comodidade urbana e, talvez por isso, amaldiçoado.
Quanto a criação da mulher, se ja tinha criado Lilith, que foi um erro fatal, logo veio Eva que da costela de Adão recebeu a Vida, na Ciência, ela seria Irmã de Adão, pois teria o seu Mesmo DNA.  

A Estranha Mulher de Caim

Cogita-se muito sobre quem seria a estranha mulher de Caim, e as interpretações tomam dois rumos diferentes:

 1º - Que tenha sido uma irmã ou sobrinha sua;
 2º - Que existiam outros povos além de Adão e Eva.

Vamos começar pela Segunda linha de pensamento que diz que haviam outros povos antes de Adão. Quem assim pensa, ensina que é correto o que a história diz sobre o “homem da caverna” e tantos outros antepassados tão distantes e que Adão foi constituído por Deus como o regente de toda a raça humana já existente.
  Isto está completamente errado, pois a Bíblia ensina que “De um só Deus fez a geração dos homens para habitar a terra” (At 17.26). Está registrado também que a esposa de Adão recebeu o nome de EVA por ter sido ela a primeira mãe e consequentemente foi chamada de “a mãe dos viventes” (Gn 3.20).
  Portanto, a Bíblia não deixa espaço algum para pensarmos na possibilidade de haver outros povos na terra antes de Adão.
 A outra linha de pensamento, diz que a esposa de caim foi uma irmã sua ou uma parente bem próxima. Veremos por que consideramos correta esta interpretação:

• A árvore genealógica de uma família indica sempre alguém que merece destaque ou por ser o primogênito ou por ter sido ele o fruto de um acontecimento importante. Veja por exemplo: Sete, Isaque, Jacó, Judá, Davi e Salomão.
                        Por isto é correto dizer que Adão não tinha apenas Caim e Abel como filho, mas que esses dois se destacam por terem sido os primeiros filhos a nascerem sobre a terra;
 
• É bom sabermos também que, quando Caim e Abel se desentenderam, caim tinha 128 anos, mais ou menos, pois Adão já foi criado adulto, seus anos de vida começam-se a contar após a perda da inocência. Tão logo pecaram tivera Caim e Abel e quando Eva tem um filho para substituir Abel, Adão já tinha 130 anos. Nesse período de 130 anos Eva teria parado de gerar?  - Não. Ela teve muitos outros filhos e filhas (Gn 5.4). Curiosamente se sabe que eram 33 filhos e 27 filhas. Nesses 130 anos muitas gerações se formaram;

• Ao matar Abel, Caim mudou-se para a terra de Node. Node estava ao oriente do Jardim do Éden. Não era um país distante ou uma terra longínqua. Era apenas no lado oriental do Jardim. O texto diz que ele construiu uma cidade e a chamou de “Enoque”. Não se deve pensar aqui em cidade nos termos de uma “Jericó”, por exemplo. Eram tendas cercadas por um muro. Tanto é que a arqueologia nunca conseguiu encontrar uma cidade com o nome “Enoque”.

• A Bíblia não diz que Caim casou-se na terra de Node, mas que CONHECEU sua mulher lá. E CONHECER aqui tem o sentido exato de ter relação sexual com sua mulher. Veja Gn 4.1,17 e Mt 1.25. É bem provável que caim já era casado a muito tempo e que tinha filhos. Ele resolve honrar esse novo filho porque foi o primeiro depois do desastre que lhe aconteceu. Talvez ele pensasse que nem ia ter mais filhos, como castigo, no entanto, nasceu mais um. Por isso ele colocou o nome do seu filho na cidade, em gratidão, para comemorar. E o nome do seu filho entrou na genealogia pelo fato que ocorreu pouco antes do seu nascimento.

Concluindo: Se não existiam outros povos; Se Caim não foi para uma terra distante; Se caim já tinha cerca de 128 anos; Se ele apenas CONHECEU a sua esposa (não foi um casamento), Com quem Caim casou-se?

Resp: Com uma irmã sua.

  E isto não era proibido naquela época. Não havia cartório, nem juiz de direito, nem lei que determinasse a proibição de casamentos entre irmãos. Só é pecado o que a lei determina (Rm 7.8). Na época de Abraão era legal tal procedimento, e ainda na época de Davi.
  Além disto, era necessário tal relacionamento para que houvessem descendentes, para que a terra fosse povoada.
  Quando Caim falou a Deus: “QUALQUER QUE ME ACHAR ME MATARÁ” indica que havia uma população em expansão, presente ou futura.

De acordo com Gênesis 4:15 Deus pôs em Caim um sinal, para que quem o visse não o matasse. Que sinal era esse?

Caim foi o primeiro bebê deste mundo. Deve ter sido muito lindo, forte e sadio. Talvez sua mãe, Eva, tenha até imaginado que ele pudesse ser o Messias prometido, Aquele que esmagaria a cabeça de Satanás, simbolizado pela serpente. Mal sabia ela que segurava em seus bra­ços o primeiro assassino, aquele que, por ciúme, mata­ria seu irmão, o piedoso e justo Abel. Chamado a se ex­plicar diante de Deus, declarou cinicamente: “Acaso sou eu tutor de meu irmão?” (Gn 4:9).

O relato bíblico afirma que Caim estava com medo de morrer devido a seu crime (Gn 4:14). Isso poderia aconte­cer pelas mãos de algum “vingador do sangue”, que pode­ria ser Adão mesmo ou qualquer um de seus outros irmãos (veja, em Gn 5:4, que ele teve outros irmãos e i rmãs). Então, Deus pôs nele um sinal, “para que o não ferisse de morte quem quer que o encontrasse” (Gn 4:15). A palavra “sinal”, no original, é “ôt, e significa “sinal”, “marca”, “emblema”, “símbolo”. Essa palavra aparece também em Gênesis 9:12 e 13, com respeito ao arco-íris, sinal divino de que a Terra não mais seria destruída por outro dilúvio. No entanto, apenas pelo significado dessa palavra hebraica não se pode saber qual teria sido o sinal posto em Caim.

“Alguns comentaristas têm interpretado este sinal como uma marca externa, posta em Caim, ao passo que outros interpretam o sinal como sendo a promessa di­vina de que nada poria em risco a vida de Caim. De toda maneira, não era um sinal de perdão, mas tão-somente de proteção temporal” (E D. Nichol, Comentário Bíblico Adventista del Séptimo Dia, v. 1, p. 254).

R. N. Champlin (em O Antigo Testamento Interpretado, v. 1, p. 47) lista diversas tentativas de explicação para esse sinal, algumas até risíveis:

1. Caim teria se tornado negro e foi o pai das pessoas de pele escura. Essa é uma hipótese nitidamente racista. Na verdade, os negros se originaram com um dos filhos de Noé – Cam;

2. Ele teria recebido uma espécie de tatuagem;

3. O nome de Deus, Yahweh, teria sido estampado na testa dele;

4. O nome “Caim, o fratricida”, teria sido escrito em sua testa;

5. Deus teria tornado Caim invencível – não podia ser queimado, afogado, nem ferido à espada;

6. Uma luz, como o círculo do Sol, o acompanhava por onde quer que ele fosse.

Como se pode ver, nenhuma dessas explicações sa­tisfaz a curiosidade em relação àquele sinal. Contudo, o mais importante não é o sinal em si, mas a razão pela qual Deus o pôs em Caim: foi para que ele tivesse tempo de se arrepender. Percebe o grande amor de Deus pelo pri­meiro homicida? Pena que Caim não tenha aproveitado sua longa vida (talvez perto dos mil anos, como muitos dos seus parentes antediluvianos) para se arrepender, desprezando o oferecimento divino de salvação.

Sobre o casamento de Caim, deve-se dizer que as in­formações são bem escassas. Sabemos apenas que ele se retirou “da presença do Senhor e habitou na terra de Node, ao oriente do Éden” (Gn 4:16) e, nesse lugar, “coabi­tou com sua mulher; ela concebeu e deu à luz a Enoque” (4:17). “Coabitar”, nesse verso, é ter relações sexuais.

Como Caim teria conseguido mulher na terra de Node, uma vez que, segundo a Bíblia, Adão e Eva forma­ram o casal que iniciou o povoamento da Terra? Perceba que o relato bíblico diz apenas que, em Node, Caim teve relações sexuais com sua mulher. Com certeza, já era ca­sado com uma de suas irmãs ou sobrinhas, antes de fu­gir da presença do Senhor (em Gn 5:4 é dito que Adão teve outros filhos e filhas).

No início da história da Terra, não havia problemas com casamentos tão próximos, o que não é o caso hoje, devido às tendências degenerativas no ser humano. Note que Abraão era casado com Sara, sua irmã por parte de pai (Gn 20:12), e Moisés era filho de um casamento entre tia e sobrinho (a mãe dele era tia do marido, conforme Êxodo 6:20). Casamentos com parentes tão próximos fo­ram proibidos por Deus ainda nos dias de Moisés (ver Levítico 18:9-14).

Algumas lições podem ser tiradas da vida de Caim: (1) ira mal resolvida pode levar ao ódio, e este ao assas­sinato, (2) Deus não nos rejeita quando praticamos um ato mau, mas nos dá oportunidade para que nos arre­pendamos, sejamos perdoados e salvos, (3) a piedade e religiosidade dos pais não são automaticamente trans­feridas aos filhos. Com certeza, ajudam no desenvolvi­mento de um bom caráter, mas o fator decisivo é a to­mada de decisões por parte de cada filho, “pois cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus” (Rm 14:12).

Livro de Nod

O Livro de Nod A teoria dos céticos e liberalistas teológicos sobre a fonte básica para a redação do livro de Nod é seguinte: teria sido um conjunto de histórias debilmente conectadas a respeito de heróis tribais que salvavam seu povo em batalha.
Sua dúvida diz respeito a Gênesis 4:16, 17: “Retirou-se Caim da presença do SENHOR e habitou na terra de Node, ao oriente do Éden. E coabitou Caim com sua mulher; ela concebeu e deu à luz a Enoque. Caim edificou uma cidade e lhe chamou Enoque, o nome de seu filho.
É certo que as Escrituras não mencionam o nome da mulher de Caim Mas Nod ou Node dizia que o nome dela era Lilith e sua  procedência. Porém, devemos nos lembrar que a Terra já tinha começado a ser povoada quando ele se casou. Com certeza, naquela altura dos acontecimentos, havia muito mais do que apenas 5 pessoas, inclusive outras mulheres além de Eva. Notemos os seguintes pontos antes de chegarmos a uma conclusão:
Em Gênesis são mencionados pelos nomes os filhos de Caim e depois os de Sete, que seria o patriarca da segunda geração, nascido quando Adão tinha 130 anos (Gênesis 5:3). E o Livro Santo afirma ainda que Adão, além de Sete, “gerou filhos e filhas” (Gênesis 5:4). Não sendo importantes tais detalhes, não foram mencionados os nomes e nem a quantidade de filhos e filhas que Adão e Eva tiveram, mas, é certo que a bênção de Deus ao casal, registrada em Gênesis 1:28, já estava se cumprindo: “E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra…” E, num tempo em que a vida humana se media em séculos, a descendência de Adão já deveria ser numerosa. Portando, uma dessas filhas de Adão, irmã de Caim, poderia ter sido sua esposa.
2. Caim cometeu o brutal homicídio em idade já madura. Diz Gênesis 4:3: “Aconteceu que no fim de uns tempos trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao SENHOR.”
Isso mostra o transcorrer de um período considerável de tempo. A tradução de Matos Soares e de Figueiredo diz: “Passados muitos anos…”. E, o “Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia” também admite esta hipótese: “ao fim de muitos dias denota um período indefinido e considerável de tempo transcorrido. Ora, a esta altura dos acontecimentos, já a prole de Adão estaria numerosíssima”.
3. Alguns acreditam que a mulher de Caim até poderia ter sido uma sobrinha dele, filha de Sete. Baseiam-se no fato de ter decorrido muito temo o exílio de Caim na terra de Node, (Gênesis 4:16) e o seu casamento relatado no verso 17. E o verso 25 afirma que Adão e Eva tiveram outro filho para substituir o justo Abel assassinado. Esse era Sete, e também ele “gerou filhos e filhas”. Gênesis 5:7. A terra de Node, para onde Caim foi, era conhecida com esse nome no tempo de Moisés, (em que ele estava escrevendo o Livro!) que relatou por inspiração divina a história de Caim. É bem provável que no tempo de Caim o lugar não tinha nome. Também é importante considerarmos que o relato da vida de Adão foi feito por Moisés talvez milênios depois dos acontecimentos. Este é o motivo de se dizer que Caim fundou uma cidade (Gênesis 4:17), quando talvez se tenha fundado com o alastramento de sua própria prole.
4. Há ainda comentaristas que admitem que no espaço de 300 anos, o número de filhas e filhos de Adão era superior a 50 e mais de 20 os filhos de Sete.
5. A dificuldade geral parece estar no capítulo 4 verso 17, onde diz que Caim conheceu sua mulher. Mas o texto não diz que ele a conheceu de vista pela primeira vez. Afirma que ele a conheceu e ela concebeu um filho. O seu conhecimento quanto à sua mulher não foi no sentido de a ver pela primeira vez, mas sim de gerar um filho. É comum na Bíblia usar o termo “conhecer” para se referir à relação sexual (ver Mateus 1:25).

Podemos concluir que tanto Caim quanto Sete e todos os demais filhos de Adão e Eva casavam-se ou com uma irmã sua ou com uma sobrinha (naquele tempo os homens não se casavam tão prematuramente como nos nossos dias). E, ao tempo em que Caim pensara em casar-se, havia muitas irmãs e muitas sobrinhas, o que não lhe trouxe dificuldades para encontrar uma esposa.

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