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Demonologia é o estudo sistemático dos demônios. Quando envolve os estudo de textos bíblicos, é considerada um ramo da Teologia. Por geralmente se referir aos demônios descritos no Cristianismo, pode ser considerada um estudo de parte da hierarquia bíblica. Também não está diretamente relacionada ao culto aos demônios.

As mais extensas exposições sobre demonologia cristã são o Malleus Maleficarum, de Heinrich Kraemer, Demonolatria, de Nicolas Rémy, e Compendium Maleficarum, de Francesco Maria Guazzo.

A demonologia se refere a catálogos que tentam nomear e definir uma hierarquia de demônios e espíritos malignos. Nesse sentido, a demonologia pode ser vista como uma imagem em espelho ou um ramo da angeologia, que estuda os anjos.

Os grimórios de ocultismo são tomos que conteriam os feitiços dessa versão da demonologia, contendo instruções de como convocar demônios e (espera-se), submetê-los à vontade do conjurador, embora nem todos os ocultistas antigos ou modernos necessariamente conjurem demônios.


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é um título conferido a Maria, mãe de Jesus, representada em um ícone de estilo bizantino. Na Igreja Ortodoxa é conhecida como Mãe de Deus da Paixão, ou ainda, a Virgem da Paixão.
Um ícone célebre é venerado desde 1865 em Roma, na igreja de Santo Afonso, dos redentoristas, na Via Merulana. Tendo vindo da ilha de Creta e estado antes na Igreja de S. Mateus, igualmente em Roma, onde tinha sido solenemente entronizado no ano de 1499, e do qual se contam muitos milagres e histórias .
A tipologia da Mãe de Deus da Paixão está presente no repertório da pintura bizantina desde, no mínimo, o século XII, apesar de rara. No século XV, esta composição que prefigura a paixão de Jesus, é difundida em um grande número de ícones.
Andreas Ritzos, pintor grego do século XV, realizou as mais belas pinturas neste tema. Por esta razão, muitos lhe atribuem este tipo iconográfico. Na verdade a tipologia é bizantina, e quase acadêmica a execução do rígido panejamento das vestes; mas é certamente novo o movimento oposto e assustado do menino, de cujo pé lhe cai a sandália, e ainda a comovente ternura do rosto da mãe.
O ícone é uma variante do tipo hodigítria cuja representação clássica é Maria em posição frontal, num braço ela porta Jesus que abençoa e, com o outro, o aponta para quem, olha para o quadro, aludindo no gesto à frase “é ele o caminho”.
Na representação da Virgem da Paixão, os arcanjos Gabriel e Miguel , na parte superior, de um lado e do outro de Maria, apresentam os instrumentos da paixão. Um dos arcanjos segura a cruz e o outro a lança e a cana com uma esponja na ponta ensopada de vinagre (Jo 19,29).
Ao ver estes instrumentos, o menino se assusta e agarra-se à mãe, enquanto uma sandália lhe cai do pé.
Sobre as figuras no retrato, estão algumas letras gregas. As letras “IC XC” são a abreviatura do nome “Jesus Cristo” e “MP ØY” são a abreviatura de “Mãe de Deus”. As letras que estão abaixo dos arcanjos correspondem à abreviatura de seus nomes.


Nossa Senhora da Conceição Aparecida

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, popularmente chamada de Nossa Senhora Aparecida, é a padroeira do Brasil . Venerada na Igreja Católica. Um título mariano negro, Nossa Senhora Aparecida é representada por uma pequena imagem de terracota da Virgem Maria atualmente alojada na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, localizada na cidade de Aparecida, em São Paulo. Sua festa litúrgica é celebrada em 12 de outubro, um feriado nacional no Brasil desde 1980, quando o Papa João Paulo II consagrou a Basílica, que é o quarto santuário mariano mais visitado do mundo, capaz de abrigar até 45.000 fiéis.
Há duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida (anterior a 1743) e no Arquivo da Companhia de Jesus, em Roma: a história registrada pelos padres José Alves Vilela, em 1743, e João de Morais e Aguiar, em 1757, cujos documentos se encontram no Primeiro Livro de Tombo da Paróquia de Santo Antônio de Guaratinguetá.
Segundo os relatos, a aparição da imagem ocorreu na segunda quinzena de outubro de 1717, quando Dom Pedro de Almeida, conde de Assumar e governante da capitania de São Paulo e Minas de Ouro, estava de passagem pela cidade de Guaratinguetá, no vale do Paraíba durante uma viagem até Vila Rica
O povo de Guaratinguetá decidiu fazer uma festa em homenagem à presença de Dom Pedro de Almeida e, apesar de não ser temporada de pesca, os pescadores lançaram seus barcos no Rio Paraíba com a intenção de oferecerem peixes ao conde. Os pescadores Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso rezaram para a Virgem Maria e pediram a ajuda de Deus. Após várias tentativas infrutíferas, desceram o curso do rio até chegarem ao Porto Itaguaçu. Eles já estavam a desistir da pescaria quando João Alves jogou sua rede novamente,  em vez de peixes, apanhou o corpo de uma imagem da Virgem Maria, sem a cabeça. Ao lançar a rede novamente, apanhou a cabeça da imagem, que foi envolvida em um lenço. Após terem recuperado as duas partes da imagem, a figura da Virgem Aparecida teria ficado tão pesada que eles não conseguiam mais movê-la. A partir daquele momento, os três pescadores apanharam tantos peixes que se viram forçados a retornar ao porto, uma vez que o volume da pesca ameaçava afundar as embarcações. Este foi a primeira interceção atribuida à santa.

Durante os quinze anos seguintes a imagem permaneceu na residência de Filipe Pedroso, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para orar. A devoção foi crescendo entre o povo da região e muitas graças foram alcançadas por aqueles que oravam diante da santa. A fama de seus supostos poderes foi se espalhando por todas as regiões do Brasil. Diversas vezes as pessoas que à noite faziam diante dela as suas orações, viam luzes de repente apagadas e depois de um pouco reacendidas sem nenhuma intervenção humana. Logo, já não eram somente os pescadores os que vinham rezar, mas também muitas outras pessoas das vizinhanças. A família construiu um oratório no Porto de Itaguaçu, que logo tornou-se pequeno para abrigar tantos fiéis.
Assim, por volta de 1734, o vigário de Guaratinguetá construiu uma capela no alto do morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745 . A capela foi erguida com a ajuda do filho de Filipe Pedroso, que não aprovava o local escolhido, pois considerava mais cômodo para os fiéis uma região próxima ao povoado.
Há relatos não confirmados de que no dia 20 de abril de 1822, em viagem pelo Vale do Paraíba, o então Príncipe Regente do Brasil, Dom Pedro I e sua comitiva, visitaram a capela e conheceram a imagem de Nossa Senhora Aparecida.
O número de fiéis não parava de aumentar e, em 1834, foi iniciada a construção de uma igreja maior (a atual Basílica Velha), sendo solenemente inaugurada e benzida em 8 de dezembro de 1888.
 Em 6 de novembro de 1888, a princesa Isabel visitou pela segunda vez a basílica e ofertou à santa, em pagamento de uma promessa (feita em sua primeira visita, em 8 de dezembro de 1868), uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis, juntamente com um manto azul, ricamente adornado.
 Em 28 de outubro de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da imagem para rezar com a Senhora "Aparecida" das águas. A 8 de setembro de 1904, a imagem foi coroada com a riquíssima coroa doada pela Princesa Isabel e portando o manto anil, bordado em ouro e pedrarias, símbolos de sua realeza e patrono. A celebração solene foi dirigida por D. José Camargo Barros, com a presença do núncio apostólico, muitos bispos, o presidente da República Rodrigues Alves e numeroso povo. Depois da coroação o Santo Padre concedeu ao santuário de Aparecida mais outros favores: ofício e missa própria de Nossa Senhora Aparecida, e indulgências para os romeiros que vêm em peregrinação ao Santuário. 
No dia 29 de abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor, sagrada a 5 de setembro de 1909 e recebendo os ossos de são Vicente Mártir, trazidos de Roma com permissão do Papa. Em 17 de dezembro de 1928, a vila que se formara ao redor da igreja no alto do Morro dos Coqueiros, emancipou-se politicamente de Guaratinguetá e se tornou um município, vindo a se chamar Aparecida, em homenagem a Nossa Senhora, cuja devoção fora responsável pela criação da cidade.
Nossa Senhora da Conceição Aparecida, foi proclamada Rainha do Brasil e sua Padroeira Principal em 16 de julho de 1930, por decreto do papa Pio XI. A imagem já havia sido coroada anteriormente, em nome do papa Pio X, por decreto da Santa Sé, em 1904.
Pela Lei nº 6.802 de 30 de junho de 1980, foi decretado oficialmente feriado no dia 12 de outubro, dedicando este dia a devoção. Também nesta Lei, a República Federativa do Brasil reconhece oficialmente Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. Em 1967, ao completar-se 250 anos da devoção, o Papa Paulo VI ofereceu ao Santuário a “Rosa de Ouro”, gesto repetido pelo Papa Bento XVI que ofereceu outra Rosa, em 2007, em decorrência da sua Viagem Apostólica ao país nesse mesmo ano, reconhecendo a importância da santa devoção.
Houve necessidade de um local maior para os romeiros, e em 1955 teve início a construção da Basílica Nova. O arquiteto Benedito Calixto a qual idealizou um edifício em forma de cruz grega, com 173m de comprimento por 168m de largura; as naves com 40m e a cúpula com 70m de altura.
Em 4 de julho de 1980 o papa João Paulo II, em sua visita ao Brasil, consagrou a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, o maior santuário mariano do mundo, em solene missa celebrada, revigorando a devoção à Santa Maria, Mãe de Deus, e sagrando solenemente aquele grandioso monumento.
 No mês de maio de 2004 o papa João Paulo II concedeu indulgências aos devotos de Nossa Senhora Aparecida, por ocasião das comemorações do centenário da coroação da imagem e proclamação de Nossa Senhora como Padroeira do Brasil. Após um concurso nacional, devotos e autoridades eclesiais elegeram a Coroa do Centenário, que marcaria as festividades do jubileu de coroação realizado naquele ano.
A imagem retirada das águas do rio Paraíba em 1717 mede quarenta centímetros de altura e é de terracota, ou seja, argila que após modelada é cozida num forno apropriado. Em estilo seiscentista, como atestado por diversos especialistas que a analisaram ,acredita-se que originalmente apresentaria uma policromia, como era costume à época, embora não haja documentação que comprove tal suspeita. A argila utilizada para a confecção da imagem é oriunda da região de Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo. Quando recolhida pelos pescadores, estava sem a policromia original, devido ao longo período em que esteve submersa nas águas do rio. A cor de canela que apresenta hoje deve-se à exposição secular à fuligem produzida pelas chamas das velas, lamparinas e candeeiros, acesas por seus devotos.
Através de estudos comparativos, a autoria da imagem foi atribuída ao frei Agostinho de Jesus, um monge de São Paulo conhecido por sua habilidade artística na confecção de imagens sacras. Tais características incluem a forma sorridente dos lábios, queixo encravado, flores em relevo no cabelo, broche de três pérolas na testa e porte empinado para trás.O motivo pelo qual a imagem se encontrava no fundo do rio Paraíba é que, durante o período colonial, as imagens sacras de terracota eram jogadas em rios ou enterradas quando quebradas.
Em 1978, após sofrer um atentado que a reduziu a quase duzentos fragmentos, a imagem foi encaminhada a Pietro Maria Bardi, à época diretor do Museu de Arte de São Paulo (MASP), que a examinou, juntamente com João Marinho, colecionador de imagens sacras brasileiras. Foi então totalmente restaurada, no MASP, pelas mãos da artista plástica Maria Helena Chartuni .Em 1748, o padre Francisco da Silveira, estava em missa realizada onde hoje é o município de Aparecida, quando escreveu uma crônica onde menciona a imagem de Nossa Senhora como "famosa por muitos milagres realizados". Na mesma crônica descreve que os peregrinos se locomoviam grandes distâncias para agradecer as graças alcançadas. Estando a noite serena, repentinamente as duas velas que iluminavam a Santa se apagaram. Houve espanto entre os devotos, e Silvana da Rocha, querendo acendê-las novamente, não conseguiu, pois elas acenderam por si mesmas Este milagre de Nossa Senhora, ocorrido mais provavelmente em 1733.  Em meados de 1850, um escravo chamado Zacarias, preso por grossas correntes, ao passar pela igreja onde se encontrava a imagem de Nossa Senhora Aparecida, pede ao feitor permissão para rezar. Recebendo autorização, o escravo se ajoelha diante de Nossa Senhora Aparecida e reza fervorosamente. Durante a oração as correntes milagrosamente soltam-se de seus pulsos, deixando Zacarias livre. Um cavaleiro de Cuiabá, passando por Aparecida, ao se dirigir para Minas Gerais, viu a fé dos romeiros e começou a zombar, dizendo, que aquela fé era uma bobagem. Quis provar o que dizia, entrando a cavalo na igreja. Logo na escadaria, a pata de seu cavalo se prendeu na pedra da escada da igreja (Basílica Velha), vindo a derrubar o cavaleiro de seu cavalo, após o fato, a marca da ferradura ficou cravada da pedra. O cavaleiro arrependido, pediu perdão e se tornou devoto. Por ser muito devotos de Nossa Senhora Aparecida, os membros da família Vaz de Jaboticabal - Sp, rezavam e falavam muito sobre os acontecimentos referente à Nossa Senhora Aparecida. O casal desta família tinha uma menina que era cega de nascença e que sempre ouvia atentamente ao que falavam. A menina tinha uma vontade muito grande de ir até a Igreja. Naqueles tempos, onde tudo ainda era sertão, ficava muito difícil de se chegar até lá. Mas com muita dificuldade, fé e perseverança,mãe e filha da família Vaz de Jaboticabal - SP, chegaram às escadarias da Igreja, quando surpreendentemente a menina cega de nascença exclamou: "Mãe, como é linda esta Igreja!". Daquele momento em diante a menina que era cega de nascença passa a enxergar normalmente. O pai e o filho foram pescar. Durante a pescaria, a correnteza estava muito forte e por um descuido o menino caiu no rio. O menino não sabia nadar, a correnteza o arrastava cada vez mais rápido e o pai desesperado pediu a Nossa Senhora Aparecida para salvar o menino. De repente o corpo do menino parou de ser arrastado, enquanto a forte correnteza continuava, e o pai salvou o menino. Um homem estava voltando para sua casa, quando de repente ele se deparou com uma onça. Ele se viu encurralado e a onça estava prestes a atacar, então o homem pediu desesperado a Nossa Senhora Aparecida por sua vida, e a onça foi embora. Para celebrar o centenário da Coroação da Imagem da Padroeira do Brasil, a Associação de Joalheiros e Relojoeiros do Noroeste Paulista - AJORESP, com apoio técnico do Sebrae (São Paulo), promoveu um Concurso Nacional de Design, visando selecionar uma nova Coroa comemorativa do evento.
O Júri Institucional do evento selecionou, por consenso, o projeto da designer Lena Garrido, em parceria com a designer Débora Camisasca, de Belo Horizonte (Minas Gerais). A nova peça foi confeccionada em ouro e pedras preciosas especialmente para a solenidade do Centenário da Coroação de Nossa Senhora Aparecida, no dia 8 de setembro de 2004.
A imagem já foi, mais de uma vez, fonte de confrontos religiosos entre católicos e protestantes. Em 16 de maio de 1978, um evangélico retirou-a de seu altar na Basílica após a última missa do dia. Ele foi perseguido pelos guardas e por alguns fiéis e, ao ser apanhado, deixou a imagem cair no chão. Por ser feita de terracota e ter ficado submersa no rio Paraíba por muito tempo, sua reconstrução foi difícil, mas um grupo de artistas do MASP conseguiu colar os pedaços da imagem.
No feriado de Nossa Senhora Aparecida de 1995, ocorreu o incidente conhecido como "chute na santa". O ex-bispo televangelista Sérgio von Helde, da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), chutou uma réplica da imagem de Nossa Senhora Aparecida num programa religioso transmitido de madrugada pela Rede Record, emissora de propriedade da IURD. Na noite seguinte, o Jornal Nacional da Rede Globo denunciou o incidente, causando comoção nacional. O evento foi visto por fiéis católicos como um ato de intolerância religiosa. Vários templos da IURD foram atacados e von Helde acabou sendo transferido para a África do Sul.
Em 25 de abril de 2012, o evangélico Rafael de Araújo Teixeira deu duas marretadas na réplica da imagem localizada numa via pública de Águas Lindas de Goiás. Um grupo de aproximadamente cem pessoas impediu que ele desse mais marretadas na imagem; algumas delas tentaram linchá-lo e a Polícia Militar foi enviada ao local. O rapaz pode responder pelo crime de destruição de patrimônio público, uma vez que a imagem foi construída com recursos da prefeitura municipal.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

O poder da água benta contra o demônio

Pode Por que usar a água benta no dia -a- dia
Antes era muito comum o uso de água benta entre os católicos, depois a água
benta ficou restrita apenas a alguns ambientes. Normalmente encontramos uma pia de
 água benta na porta das Igrejas, onde o fiel molha a ponta dos dedos e se benze fazendo
o sinal da cruz. Também há o uso de água benta em algumas cerimônias da Igreja, como no
início da Missa Tradicional: o padre anda na Igreja aspergindo água benta nos fieis, antes
de começar a Santa Missa.

Mas há fiéis que levam num vidrinho pequeno, água benta consigo. Aspergem-na
discretamente no ambiente de trabalho, na escola, na faculdade, no carro novo que comprou,
e até em si mesmos antes de fazerem algum exame, diante de uma provação, diante de uma
dificuldade. É muito útil levar água benta consigo em um pequeno vidrinho recomendo.

No início do Cristianismo Santo Alexandre mandou usar o sal na bênção da água. Na lei de Moisés,
aspergia-se o povo com água misturada com a cinza do bezerrinho vermelho que imolavam. Chama-se
lustral esta água, que limpava o povo das imundícies. O que as cinzas eram na Lei de Moisés
é o sal no Novo Testamento. O sal simboliza a sabedoria e a amargura da penitência. Antes de
benzer a água, benze-se o sal. A água simboliza o batismo. Benzendo-se a água, o padre vai
misturando o sal já bento e assim resulta-se na água benta

Efeitos espirituais da água benta:
Afugenta todo o poder do demônio no lugar em que se joga a água benta; nos dá forças
contra os pecados mortais e veniais; afugenta toda sombra, fantasia e astúcia diabólica;tira
as distrações na oração;dispõe a alma, com a graça do Espírito Santo, à maior devoção, destrói
todas as conseqüências da inveja, contaminações espirituais, maldições e tantos outros males;
obtém o perdão dos pecados veniais, livra-nos de acidentes e até curar doenças.

Efeitos corporais da água benta:
Abundância nos bens temporais; afasta as enfermidades; libertada do mal estar, medo,
pesadelos a noite entre outras libertações; a fugenta os gafanhotos, ratos e outros animais
daninhos e ares pestíferos;livra-nos de incômodos físicos ou psicológicos.
Afirmou que inúmeros católicos, mesmo dos mais instruídos, não sabem para que serve a
água benta. É que pena! Por isso, não se beneficiam desse precioso instrumento instituído
pela Igreja para ajudá-los em praticamente todas as circunstâncias e dificuldades da vida!
Para que serve? E por que usa-lá?
Há várias formas de usá-la. A mais comum é persignar-se com ela. Outra é aspergi-la
sobre si mesmo, sobre outras pessoas, lugares ou objetos. Qualquer leigo ou leiga pode
fazer isto. Naturalmente, quando feito por um sacerdote tem mais peso.
cujas misteriosas e sinistras operações afetam às vezes até as atividades físicas do homem, querem, antes
de tudo, induzir-nos ao pecado grave, que conduz ao inferno. Para isto empregam todos os recursos.
Às vezes, por exemplo, provocam em nós um sem número de incômodos físicos ou psicológicos.
Outras vezes provocam pequenos incidentes, em nosso dia-a-dia, criam atrapalhações que parecem ter
causas meramente naturais.

Por exemplo, na hora de cumprir um dever, a pessoa sente um inexplicável mal-estar, um inesperado
desânimo, uma estranha dor de cabeça… Em certas oportunidades, sem qualquer motivo, o marido fica
repentinamente irritado contra a esposa, ou vice-versa, daí surge uma discussão e se quebra a paz
do lar. Ou, então, o pai ou a mãe deixa-se levar por um movimento de impaciência e repreende duramente
o filho, em vez de admoestá-lo com doçura.
O filho se revolta, sai de casa. Está criado um problema! Tudo isso pode
ser evitado afugentando o demônio com um simples sinal-da-cruz, feito com água benta. Quando você
sentir uma irritação estranha, faça essa experiência, e preste atenção no efeito salutar que produz!
Logo lhe voltará a serenidade.

Além do mais, a água benta é um sacramental que nos alcança o perdão dos pecados veniais,
pode livrar-nos de acidentes (trânsito, assaltos, quedas), e ajuda até a curar doenças. O conhecido
livro “Tesouro de Exemplos” conta que uma criança gravemente enferma ficou imediatamente curada ao
receber a bênção de São João Crisóstomo com água benta.
A água benta, como todo sacramental, leva-nos a invocar, nas diversas circunstâncias do dia, o socorro
do Divino Espírito Santo, para o bem de nossa alma e de nosso corpo.[www.arcanjomiguel.net]

Outro benefício muito interessante e pouco conhecido: ela pode ser usada eficazmente em proveito de
pessoas que se acham distantes de nós. E mais, cada vez que a utilizamos para fazer o sinal da- cruz,
na intenção das almas do purgatório, elas são aliviadas dos seus sofrimentos.

De onde vem esse poder maravilhoso?
Vem do fato de ser ela um sacramental instituído pela Santa Igreja Católica (ver box ao lado).
O sacerdote benze a água, enquanto ministro de Deus, em nome da Igreja e na qualidade de representante
dela, cujas orações nosso Divino Salvador sempre atende com benevolência.

É importante lembrar que para ser verdadeiramente água benta, ela precisa ser benzida pelo
sacerdote segundo o cerimonial prescrito pela Igreja, no “Ritual de Bênçãos” e no próprio
“Missal Romano”, ambos publicados pela CNBB.

São belas e altamente significativas as orações para a bênção da água. Por exemplo, esta:
Senhor Deus todo-poderoso, fonte e origem de toda a vida, abençoai esta água que vamos usar confiantes
para implorar o perdão dos nossos pecados e alcançar a proteção da vossa graça contra toda doença e
cilada do inimigo.
Concedei, ó Deus, que, por vossa misericórdia, jorrem sempre para nós as águas da salvação
para que possamos nos aproximar de Vós com o coração puro e evitar todo perigo do corpo e
da alma. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

Portanto, não se esqueça!

É muito conveniente ter sempre consigo água benta para usar em qualquer circunstância.
Por exemplo, benzer-se com ela ao sair e ao entrar na igreja, em casa ou no local de
trabalho; ao iniciar uma oração, um serviço, uma viagem. Para afastar do lar a influência
maléfica dos demônios, é muito aconselhável aspergir na casa algumas gotas de vez em quando.
Isto pode ser feito por qualquer pessoa da família. É claro que pedir a um Padre para benzer a
casa é muito melhor! Portanto, a água benta é sempre benfazeja e eficaz.

Sacramentais, o que são?

Os sacramentais são sinais sagrados instituídos pela Igreja para proporcionar aos fiéis
benefícios principalmente espirituais, mas também temporais, obtidos pela impetração da própria Igreja.
São sacramentais, por exemplo: bênçãos de pessoas, de famílias, de casas e de objetos
(água, velas, medalhas, imagens, sinos, etc.).
Embora os sacramentais tenham analogias com os sacramentos, são essencialmente diferentes em dois pontos principais:
1º – Os sacramentos foram instituídos por Nosso Senhor Jesus Cristo, e são apenas sete.Já os
sacramentais são instituídos pela Igreja, a qual pode aumentar seu número o quanto julgar
conveniente para o bem das almas.


2º – Os sacramentos têm o poder de produzir a graça santificante pelo próprio fato de serem administrados validamente.
Os sacramentais conferem apenas uma graça auxiliar, pelo poder das preces da Igreja e
dependendo das boas disposições de quem os recebe. Um efeito muito importante dos sacramentais
é o de preparar a alma para receber a graça divina e ajudá-la a cooperar com ela.

Como fazer uma Faca que fere demônios Pode ser outro tipo de lamina, basta seguir o ritual substituindo a Faca por outra lamina de sua escolha.

Foi perguntado em comentários e resolvi escrever aqui no topo já, isso foi testado por membros da Ordem que comprovaram sua eficácia.
Como fazer uma Faca que fere demônios Essa faca só é capaz de ferir demônios e até criaturas sobrenaturais,
Mais é preciso ter uma sincronia de 100% com essa faca isso é como se essa faca
 fizesse parte do seu corpo, Como se vocês dois fossem um só.
Essa faca pode ser comprada ou feita é de sua preferência eu recomendo
que você  coloque nela os sete metais planetários em pequenas quantidades os
metais são ouro, prata, mercúrio,chumbo, ferro, estanho, cobre estes metais colocados
em pequenas quantidades na espada, funcionam como um amuleto estando juntos, repelindo
espíritos e entidades de baixas hierarquias. TORNO DE UMA SEMANA, CASO VOCÊ NÃO OBEDEÇA OS TÓPICOS ABAIXOS O RITUAL PODE FALHAR É muito importante que você retenha 100 % da sua energia no seu corpo antes de fazer o 

ritual antes e não se pode fazer sexo por dois motivos você deve estar o mais puro possível e
deve conter a energia no seu corpo masturbação também utiliza energia sexual.
É importante reter o máximo possível o ego na semana do ritual, O ego é aquilo que
caracteriza nossa personalidade o que nós somos no dia a dia os nossos desejos o orgulho,
Pense no seu dia a dia como você é reflita, meditação é muito importante e ajuda muito mesmo.
Lembre-se por qual é o motivo que você irá fazer esse procedimento sem objetivos fúteis como
tirar vantagem própria ou algo do gênero, Qual é o verdadeiro motivo você dará uma vida a uma faca
não é algo simples e é para esse objetivo que ela irá servir.

Agora vamos começar o ritual.
Primeiro passo: Escolha um local calmo para que você não seja incomodadado durante o ritual, Purifique o
local com incensos, rezas, sal grosso água benta etc... É importante que você faça o ritual no domingo pela
manhã, pode-se utilizar música no processo.
Segundo passo: coloque a espada sobre um tecido de seda branco, Depois de haver feito isso recite essas palavras.
Eu "seu nome" imagem e semelhança do Deus criador TODO PODEROSO, criador do céu e da Terra.
Peço a  METRATON e todos os seus anjos que atentem para minha cerimônia, pois hoje estou diante
de todos vocês para celebrar a vida dessa lâmina!
Ela apartir de agora passa a ser um instrumento dos céus, contra todo tipo de ameaça a mim, um mago
diante do Pai, reconhecido como seu filho.
Pelo poder das minhas palavras, e pelo poder dos céus eu declaro, neste momento A Minha Faca é SAGRADA e
nesse momento a consagro!
Pela autoridade do nome infalível de Deus TETRAGRAMMATON
Pela autoridade concebida por METRATON o Senhor dos Anjos e pai de todos os ele mentais! Pelo poder do Arcanjo Michael eu peço a Coragem para enfrentar meus inimigos
Pelo poder do Arcanjo Gabriel eu peço a Força para ferir meus inimigos
Pelo poder do Arcanjo Rafael  eu peço  a Cura de toda maldade causa pelo meu ego
Pelo poder do Arcanjo Uriel  eu peço a Chama de Deus, ardente em meu coração e na lâmina.
Aos ele mentais do Fogo, peço que inflamem com as chamas do fogo a lâmina dessa faca
Aos ele mentais da Água, peço a serenidade para saber quando devo usa-la
Aos ele mentais do Ar,  peço a sabedoria para se fazer a justiça
Aos elementais da Terra, peço a resistência para não fraquejar contra meus inimigos Eu "Seu nome completo" com a autoridade divina !
Eu  nomeio essa espada de (dê um nome a sua faca) e a declaro uma faca Sagrada!
Que assim seja e que o céu e a terra sejam testemunhas que irei utiliza-la somente se
necessário for, e que Deus esteja comigo!
Após isso ajoelhe-se em posição diante do Rei do Universo, e diga.
Eis diante de ti, um servo, um mago, e um guerreiro.
Eu "seu nome" imagem e semelhança do Deus criador TODO PODEROSO, criador do céu e da Terra.
Peço a  METRATON e todos os seus anjos que atentem para minha cerimônia, pois hoje estou diante
de todos vocês para celebrar a vida dessa lâmina!
Ela apartir de agora passa a ser um instrumento dos céus, contra todo tipo de ameaça a mim, um mago
diante do Pai, reconhecido como seu filho.
Pelo poder das minhas palavras, e pelo poder dos céus eu declaro, neste momento A Minha Faca é SAGRADA
e nesse momento a consagro!
Pela autoridade do nome infalível de Deus TETRAGRAMMATON

Pela autoridade concebida por METRATON o Senhor dos Anjos e pai de todos os elementais!
Pelo poder do Arcanjo Michael eu peço a Coragem para enfrentar meus inimigos
Pelo poder do Arcanjo Gabriel eu peço a Força para ferir meus inimigos
Pelo poder do Arcanjo Rafael  eu peço  a Cura de toda maldade causa pelo meu ego
Pelo poder do Arcanjo Uriel  eu peço a Chama de Deus, ardente em meu coração e na lâmina.

Aos elementais do Fogo, peço que inflamem com as chamas do fogo a lâmina dessa faca
Aos elementais da Água, peço a serenidade para saber quando devo usa-la
Aos elementais do Ar,  peço a sabedoria para se fazer a justiça
Aos elementais da Terra, peço a resistência para não fraquejar contra meus inimigos

Eu "Seu nome completo" com a autoridade divina !
Eu  nomeio essa espada de (dê um nome a sua espada) e a declaro uma Faca Sagrada!
Que assim seja e que o céu e a terra sejam testemunhas que irei utiliza-la somente se necessário
for, e que Deus esteja comigo! 

Após isso ajoelhe-se em posição diante do Rei do Universo, e diga.
Eis diante de ti, um servo, um mago, e um guerreiro.
Eu "seu nome" imagem e semelhança do Deus criador TODO PODEROSO, criador do céu e da Terra.
Peço a  METRATON e todos os seus anjos que atentem para minha cerimônia, pois hoje estou diante de
todos vocês para celebrar a vida dessa lâmina!
Ela apartir de agora passa a ser um instrumento dos céus, contra todo tipo de ameaça a mim, um mago
diante do Pai, reconhecido como seu filho.
Pelo poder das minhas palavras, e pelo poder dos céus eu declaro, neste momento A Minha Faca é SAGRADA e
nesse momento a consagro!
Pela autoridade do nome infalível de Deus TETRAGRAMMATON
Pela autoridade concebida por METRATON o Senhor dos Anjos e pai de todos os elementais!
Pelo poder do Arcanjo Michael eu peço a Coragem para enfrentar meus inimigos
Pelo poder do Arcanjo Gabriel eu peço a Força para ferir meus inimigos
Pelo poder do Arcanjo Rafael  eu peço  a Cura de toda maldade causa pelo meu ego
Pelo poder do Arcanjo Uriel  eu peço a Chama de Deus, ardente em meu coração e na lâmina.

Aos elementais do Fogo, peço que inflamem com as chamas do fogo a lâmina dessa faca
Aos elementais da Água, peço a serenidade para saber quando devo usa-la
Aos elementais do Ar,  peço a sabedoria para se fazer a justiça
Aos elementais da Terra, peço a resistência para não fraquejar contra meus inimigos

Eu "Seu nome completo" com a autoridade divina !
Eu  nomeio essa faca de (dê um nome a sua faca) e a declaro uma Faca Sagrada!
Que assim seja e que o céu e a terra sejam testemunhas que irei utiliza-la somente se
necessário for, e que Deus esteja comigo!

Após isso ajoelhe-se em posição diante do Rei do Universo, e diga.
Eis diante de ti, um servo, um mago, e um guerreiro.



Como matar um demônio

O que vou fazer é tentar mergulhar na idéia que é passada e tentar entender o funcionamento de tais armas. Explorando, é claro, o conceitos de matar um ser espiritual (como um demônio) ou qualquer outro ser sobrenatural/imortal. Primeiramente vamos filosofar sobre o que é matar um demônio.
Quando alguem leva um tiro ou uma facada seu corpo leva danos que podem resultar na sua morte, seu corpo é sofre um dano mas sua alma continua intacto, sendo assim o conceito de morte fica facil: a pessoa morre fisicamente, seu corpo não funciona mais, sendo assim só lhe resta viver na outra vida, na vida espiritual (para quem acredita nisso é claro). O espirito, a alma, são imortais.
Agora com um demonio a coisa complica. Demonios são criaturas espirituais, sendo assim para matar um demonio é necessario uma arma que destrua o espiritual. Sendo assim não haveria uma vida após a essa, uma vida após a morte espiritual, ou seja, a alma destruída simplesmente deixa de existir, como se nunca tivesse nascido… devo admitir que é um destino horrível, talvez merecido a um demônio, mas ainda sim terrível.
Isso explica o temor dos demônios em relação a essas armas. Já ficou claro no seriado que demônios também sofrem no inferno e que ser mandado de volta pra lá não é nada agradável, mas deixar de existir parece muito mais cruel que o inferno. Alem do mais há sempre a chance de escapar do inferno e ainda tem aqueles que acreditam no Apocalipse que Lúcifer trará (para papo de catequese de demônio ^^), um inferno na Terra, livre para fazer suas crueldades mas sem sofrer as torturas.
Quando um demônio possui um corpo humano ele toma controle de todas as funções físicas da vitima, ele passa a comandar o corpo mesmo quando ele não tem mais vida, isso foi mostrado varias vezes. Mesmo quando o possuído leva um tiro, cai de grandes alturas, é esfaqueado… o demônio nem a vitima morrem, enquanto o demônio permanecer a vitima continua viva. Isso mostra que o demônio realmente se torna um com o corpo do possuído e para morrer ele precisa ser atingido em um ponto vital por essas armas especiais. The Colt 

Samuel Colt realmente existiu e ele realmente revolucionou a indústria bélica ao criar o Colt, até então as armas de fogo eram como mini-canhões que tinham que ser recarregadas a cada tiro com estopim, pólvora e o projétil(algo que levava muito tempo, tempo demais em uma guerra).Não se sabe como o conjunto arma e balas funciona, o fato deles terem sido feitos durante a queda de um meteorito. Samuel Colt conseguiu uma forma de derreter o Meteorito e criando uma arma feita de um material completamente do espaço, A arma possui no cabo um pentagrama representando a proteção contra o mal, as treze balas foram feitas, tam bem do Meteoro, Ficou claro que só tinha efeito o conjunto arma e bala, Por serem feitos dos mesmo Material Um Meteoro.
O revólver de Colt foi revolucionário para sua época, pelo fato de ser de fácil recarregamento e manuseio (se comparado com as armas excessivamente pesadas, imprecisas e grosseiramente rústicas de sua contemporaneidade), além de ser mais barato que as armas concorrentes. Com a saúde declinante, começou a fornecer armas para as forças da União durante a guerra civil americana e morreu dois anos depois, quando tinha sob sua indústria mais de 400 empregados e produzido mais de 1.000.000 armas de fogo. Morreu em sua cidade natal e seus restos mortais repousam no Cedar Hill Cemetery, Hartford, Connecticut, USA. Após sua morte a companhia permaneceu com sua família até ser vendida (1985) para um grupo de investidores.

10 demônios culpados pelo mau comportamento dos homens

Durante a Idade Média, demônios eram presenças constantes. Responsabilizados por tudo, desde vozes roucas a nudez pública, demônios eram uma força onipresente e um culpado viável para todos os aspectos ruins da natureza humana.
Demonologistas medievais escreveram enciclopédias inteiras, incluindo A Chave Menor de Salomão, Compendium Maleficarum, História Admirável, e Pseudomonarchia Daemonum (em português, “falsa monarquia dos demônios”), dedicados à classificação de demônios e suas contribuições.
Conforme as pessoas se afastaram da crença nessas forças malévolas, começaram a admitir responsabilidade pelo próprio comportamento ruim. Confira uma lista de demônios responsáveis por vários comportamentos na verdade humanos:
 Ardad, o demônio que faz os viajantes se perderem
Se você já tirou férias e teve problemas para encontrar seu hotel, seu carro, seu mapa, sua medicação, ou o resto de sua família, você provavelmente encontrou Ardad, o demônio que faz os viajantes se perderem.
Ardad não é tão poderoso como demônio, porque seu trabalho é seduzir um comportamento que a maioria dos mortais não tem problemas em ter por conta própria. Talvez ele possua mais frequentemente os homens que são inflexíveis em perguntar por direções, e também seja responsável pelo mau funcionamento do GPS nas grandes cidades.
2 – Agares, o demônio dos terremotos, da linguagem chula e da destruição da dignidade
Você está atrasado para uma reunião no seu novo emprego. Você se senta na mesa, e o fervor de comunicação morre até a sala ficar quase silenciosa, até que você derrama café quente em toda a sua roupa e grita um sonoro e audível “#*$@!”.
Um silêncio mortal invade a sala, e você sente a repugnância nos olhos de seus novos colegas de trabalho graças a sua falta de profissionalismo. Felizmente, você pode se explicar dizendo que você está lutando contra o demônio Agares.
Agares é um grão-duque do inferno qye preside mais de 31 legiões de demônios. Ele particularmente gosta de destruir dignidades, ensinar linguagens sujas, e faz com que aqueles que correm fiquem parados. Agares também pode causar terremotos.
3 – Astaroth, o demônio da vaidade, preguiça e racionalização
Depois de acordar às 11:30 da manhã, a preguiça de caminhar até a cozinha para fazer café da manhã o faz pegar o telefone e pedir comida. Em seguida, você liga a TV e passa o dia todo vendo programas inúteis, imaginando que se você fizesse parte daquele roteiro, seria provavelmente o protagonista gostosão. Ao fim do dia, você diz a si mesmo que não houve problema em ter passado as horas dessa forma, já que você trabalha tão duro a semana toda e tem poucas chances de descansar. No dia seguinte, você faz a mesma coisa.
Se você já se encontrou nesta situação antes, provavelmente estava atormentado pelo demônio Astaroth, que provoca a preguiça, a vaidade, e a racionalização. Ele, no entanto, dá poder às serpentes. O melhor remédio para uma “infecção” de Astaroth é uma oração ao seu arqui-inimigo São Bartolomeu, que lhe ensina como não sucumbir às tentações de Astaroth.
4 – Ose, o demônio da insanidade
Você tem um grande problema se o demônio Ose possuir você, pois você vai realmente acreditar que é um rei, o papa, ou qualquer criatura. A maioria das pessoas rotula este tipo de comportamento como loucura, o que é exatamente o que Ose planeja para manter seu disfarce.
Ose é um presidente do inferno e dirige trinta legiões de demônios. Se você tiver um problema com este demônio, provavelmente não saberá, já que ele transforma os pensamentos dos mortais infligidos a acreditar que eles são da forma que ele escolhe.
5 – Sitri, o demônio que faz as pessoas revelarem-se nuas
Sitri faz os homens e mulheres revelarem-se nus, e ironicamente revela os segredos das mulheres. A presença de Sitri provavelmente é disfarçada em festas de faculdades ao redor do mundo. Para aqueles que comumente fazem um papel ridículo quando embriagados, ou para aquelas que morrem de vergonha depois de um caso de uma só noite embaraçoso, pode ser reconfortante saber que você tem alguém para culpar além de suas próprias más escolhas.
Em A Chave Menor de Salomão, Sitri é um grande príncipe do inferno, reinando sobre 60 legiões de demônios. Acho que um bom remédio para uma possessão de Sitri é deixar a casa usando bastante camadas de roupas e sem ter tomado um gole de álcool.
6 – Pruflas, o demônio da discórdia, brigas e falsidade Se você e seu namorado brigam absolutamente o tempo todo, vocês não precisam terminar; precisam é de um exorcismo. Pruflas, como dito pelo demonologista Johann Weyer em Pseudomonarchia Daemonum, é um duque do inferno, com 26 legiões de demônios sob seu domínio. Ele promove a discórdia, brigas e falsidade. Tenha em mente, as infidelidades e mentiras não podem ser atribuídos a qualquer uma das partes: a culpa é de Pruflas.
7 – Belzebu, o demônio da glutonaria
Você sabe que está lutando contra Belzebu quando, após a sua terceira viagem até o Buffet “tudo o que você aguenta comer”, você retorna a uma mesa cheia de amigos com um prato igualmente cheio de comida e não consegue deixar de pensar sobre o quão bom será comer um banana split triplo com chantilly e nozes quando terminado o seu banquete.
O mais provável é a presença do demônio da gula em sua alma. E você deve ficar lisonjeado. Belzebu é um demônio e tanto. Na verdade, ele é um dos três anjos caídos mais proeminentes, fortes e poderosos, ao lado de apenas Satanás e Leviatã. E, quando ele não está causando ciúmes e assassinatos ou seduzindo a guerra, ele está fazendo você comer Cheetos.
8 – Asmodeus, o demônio da luxúria
O barman novo do local em frente ao seu escritório parece muito sexy, e não é apenas o álcool que você tomou. Você
encontra-se dando uma gorjeta ao lado de uma piscada e um sorriso sedutor, esperando por uma chance de sua companhia no banheiro. O problema é que você é casada.

Esses estranhos desejos sexuais e seu quase desaparecimento pela natureza irresistível da sua própria concupiscência são facilmente atribuídos a Asmodeus, o demônio patrono do pecado mortal. Mantenha as calças nas pernas, no entanto, porque aqueles que caem na sedução de Asmodeus passam a eternidade banidos ao segundo nível do inferno.
Ele é o rei do inferno e responsável pela luxúria dos sete pecados capitais, com maior potência em novembro. Reza a lenda que ele pode facilmente ser enxotado pelo cheiro gerado quando se coloca um coração e um fígado de peixe em cinzas queimando.
9 – Verrine, o demônio da impaciência
Você não suporta mais do que cinco minutos em qualquer fila. Mais do que isso: após três minutos, você começa a ficar vermelho e gritar com qualquer pessoa a sua frente – velho, criança, deficiente.
Todo mundo que já lhe viu nessa situação poderia suspeitar que você está infectado com uma presença demoníaca, cujo nome é Verrine, responsável pela impaciência. Verrine é um príncipe dos tronos, e está listado na primeira hierarquia de demônios, como explicado por Sebastien Michaelis em História Admirável. Rezar para São Domingos pode ajudá-lo a se livrar deste demônio; é claro que provavelmente ajudaria se todos à sua volta não fossem tão idiotas.
10 – Lúcifer, tudo o que é mal
Na medida em que os sete pecados capitais estão em causa, Lúcifer é responsável pelo orgulho nos mortais. Este pecado vem do próprio orgulho de Lúcifer, resultando em sua queda do céu. Lúcifer amava a si mesmo acima de qualquer coisa, e sem a ignorância como uma desculpa.
Classificado como o mais alto dos anjos, com seu assento no céu ao lado de Deus, Deus permitiu-lhe poder sobre a Terra.
Quando Deus deixou seu assento, no entanto, Lúcifer sentou-se no trono celestial. Este ato de orgulho de Lúcifer começou uma guerra entre os anjos, e quando Miguel finalmente conseguiu banir Lúcifer do céu, ele foi lançado para a Terra e passou a ser chamado de Satanás.

Os anjos que o seguiram na queda tornaram-se os demônios que criaram todas as aflições da natureza humana, com Lúcifer como o rei. Os plebeus não têm necessidade de se preocupar muito com a forte influência de Lúcifer na Terra, já que ele prefere figuras mais proeminentes como vítimas de sua possessão direta. Historicamente, a sua presença tem sido vista nos tirânicos orgulhosos de Roma, mas nós poderíamos argumentar que o seu carisma está ressurgindo em alguns líderes mundiais mais recentes.

A Queda do Homem

O homem, sem exceção, inclina-se a repelir o mal e a procurar o bem. Os homens, porém, inconscientemente levados por uma força má, repelem o bem desejado por suas mentes originais e fazem más ações, que eles realmente não querem fazer. No Cristianismo, esta força má é conhecida como "Satanás". Visto que o homem não conhece a verdadeira natureza de Satanás, ele é incapaz de liquidar a força de Satanás. A fim de eliminar a fonte do mal, de terminar a história pecaminosa da humanidade e estabelecer uma era de bem, devemos primeiramente esclarecer a motivação de Satanás e a natureza do seu ser. Para fazer isto, devemos estudar a "Queda do Homem".
A Raiz do Pecado
Até a presente era, nenhum homem conheceu a raiz do pecado. Os cristãos acreditam que Adão e Eva, o primeiro homem e a primeira mulher comeram o fruto da Árvore da Ciência do Bem e do Mal, e que este ato foi a raiz do pecado. Há certo número de pessoas de fé que assumem que o fruto da Árvore da Ciência do Bem e do Mal é um fruto de uma árvore real, enquanto outros acreditam que o fruto é um símbolo. Tais opiniões diversas conduzem a diferentes interpretações e, daí, à confusão.
1. A ÁRVORE DA VlDA E A ÁRVORE DA CIÊNCIA DO BEM E DO MAL
Muitos cristãos até o dia de hoje, acreditam que o fruto que levou Adão e Eva a cair era literalmente o fruto de uma árvore. Mas, como poderia Deus - o pai do homem - fazer um fruto tão tentador (Gn 3.6) que seus filhos haveriam de desejar mesmo com o risco de caírem? Como poderia Ele ter colocado um fruto tão nocivo onde Seus filhos pudessem facilmente alcançar?
Jesus disse: "o que contamina o homem não é o que entra na boca mas o que sai da boca isto é o que contamina o homem’’ (Mt 15.11). então como poderia um alimento que é comido pelo homem levá-lo a cair? o pecado original do homem tem sido herdado do primeiro homem e da primeira mulher. Como poderia um comestível ser a fonte daquele pecado ou a causa da transmissão daquele pecado original aos filhos? Aquilo que se herda é transmitido através da linhagem de sangue. Aquilo que uma pessoa come não pode ser transmitido de uma geração para a outra.
Há muitos que crêem que Deus tenha criado o fruto da Árvore da Ciência do Bem e do Mal, e tenha dado ao homem o mandamento de não o comer a fim de testar a obediência do homem para com Ele. Devemos perguntar: Será que um Deus de Amor poderia ter posto o homem em teste de maneira tão impiedosa, por um meio que poderia causar a sua morte? Adão e Eva sabiam que haveriam de morrer, quando comeram o fruto, pois Deus lhes havia dito. Mesmo assim eles o comeram. Não podemos compreender porque Adão e Eva, que realmente não estavam passando fome, haveriam de desobedecer ao mandamento de Deus, com o risco de suas vidas. O fruto da Árvore da Ciência do Bem e do Mal deve ter sido tão extraordinariamente estimulante e tão ardentemente desejado, que nem o medo da punição - nem a morte - os pôde impedir de comer aquele fruto.
Já que o fruto da Árvore da Ciência do Bem e do Mal não foi um fruto material, mas um símbolo, o que representa este símbolo? Para responder esta pergunta comecemos com um exame da Árvore da Vida que crescia no Jardim do Éden, juntamente com a Árvore da Ciência do Bem e do Mal (Gn 2.9). Quando entendermos o verdadeiro caráter da Árvore da Vida, conheceremos também a natureza da Árvore da Ciência do Bem e do Mal.
(1) A Árvore da Vida
De acordo com a Bíblia a esperança do homem decaído está na Árvore da Vida, isto é em transformar-se em uma Árvore da vida. Os israelitas do Velho Testamento encaravam a Árvore da Vida como sua esperança última (Pv 13.12). A esperança dos cristãos desde o tempo de Jesus até a presente época está na direção da Árvore da Vida (Ap 22.14). Já que a esperança última do homem decaído é a Árvore da Vida podemos concluir que a esperança de Adão antes da queda também era a Árvore da Vida. Por que podemos concluir que a esperança de Adão era alcançar a Árvore da Vida? Em Gênesis 3.24 diz que depois que Adão cometeu o pecado, Deus colocou querubins com uma espada de fogo para guardar o caminho da Árvore da Vida. Devido à queda Adão foi expulso do Jardim do Éden (Gn 3.24) sem ter atingido a Árvore da Vida. A partir de então o homem decaído tem colocado sua esperança em atingir o que Adão falhou em atingir: a Árvore da Vida.
Qual deverá ter sido a esperança de Adão enquanto ele estava no processo de crescimento à perfeição? Ele tinha esperança de atingir a perfeita virilidade sem cair e assim realizar o ideal da criação de Deus. Portanto, podemos agora compreender a importância da Árvore da Vida como "virilidade que realiza o ideal da criação’’ como Adão aperfeiçoado. A Árvore da Vida representa o Adão aperfeiçoado.
Se Adão tivesse atingido a Árvore da Vida, todos os seus descendentes também teriam atingido a Árvore da Vida e assim eles teriam realizado o Reino do Céu na Terra. Contudo, Adão caiu e Deus colocou uma espada de fogo na entrada do Jardim, para guardá-lo. Portanto, a Árvore da Vida ficou sendo a esperança dos homens decaídos que se esforçam por restaurar o ideal da criação.
Por que a procura da realização da Árvore da Vida é tão difícil, que ninguém a tenha atingido? O homem decaído, sobrecarregado com o pecado original, não pode alcançar aquela meta apenas por sua própria capacidade. É necessário que um homem que tenha realizado o ideal da criação na Terra venha e atraia todos os homens decaídos para si, em unidade harmoniosa (Rm 11.17). Tal homem deve vir para mostrar o caminho aos homens decaídos. Jesus veio como a Árvore da Vida, para realizar a esperança dos santos do Velho Testamento, que tinham esperado por seu advento (Pv 13.12).
Atos 2.3 afirma que os santos, no dia de pentecostes, puderam receber o Espírito Santo, através do qual toda a humanidade podia ir para Jesus, a Árvore da Vida, e juntar-se a ele. Isto aconteceu somente depois da distribuição das "línguas de fogo’’, isto é, a espada de fogo, que guarda a Árvore da Vida. Deste modo, somente os cristãos estão espiritualmente unidos a Jesus. Assim, por mais desenvolvida que seja a fé dos pais em Jesus, eles só podem ter filhos com pecado, os quais têm que passar pela redenção dos pecados. Sabemos que nem mesmo os santos mais piedosos foram capazes de remover o pecado original; e por isto, até eles o transmitem a seus filhos (cf. parte I, Capítulo IV, Seção I).
Por isto, Cristo deve vir de novo à Terra como a Árvore da Vida, para realizar a providência da redenção da humanidade, enxertando os homens em si mesmo. Este é o motivo pelo qual os santos da idade do Novo Testamento esperam pela Árvore da Vida, como está em Apocalipse 22. 14, que, de fato, é o Senhor do Segundo Advento.
Podemos compreender que a finalidade da providência de salvação de Deus é restaurar a Árvore da Vida, que foi perdida no Jardim do Éden (Gn 2.9), para a Árvore da Vida, mencionada em Apocalipse 22.14. Por causa da Queda, Adão não pôde atingir a primeira Árvore da Vida. Por isto, Cristo deve voltar novamente como o último Adão (Ap 22.14), a fim de salvar o homem decaído. É por este motivo que Cristo é chamado de "Último Adão’’ (I Co 15.45). (2) A Árvore da Ciência do Bem e do MaI
Deus criou Adão e também criou Eva como esposa de Adão. Assim, quando encontramos no Jardim do Éden uma árvore que simboliza a masculinidade, sabemos que deve haver outra árvore que simbolize a feminilidade. A Árvore da Ciência do Bem e do Mal, a qual, como se descreve, está junto da Árvore da Vida (Gn 2.9), era, pois, o símbolo de Eva.
A Bíblia refere-se a Jesus como videira (Jo 15.5) ou a oliveira (Rm 11.17). De modo semelhante, Adão e Eva são representados por duas árvores.
2. O VERDADEIRO CARÁTER DA SERPENTE
Na Bíblia lemos que a serpente tentou Eva a pecar (Gn 3.4-5). o que significa esta serpente? Encontra-se a resposta pelo estudo do verdadeiro caráter da serpente, de acordo com o Capítulo 3 do Gênesis.
A serpente descrita na Bíblia podia conversar com o homem. Mais do que isto, ela causou a queda do homem, que é um ser espiritual. Portanto, a serpente deve também ter sido um ser espiritual. Ela conhecia a intenção de Deus de proibir o homem de comer o fruto da Árvore da Ciência do Bem e do Mal. Isto nos diz que a serpente era, sem dúvida alguma, espiritual.
Em Apocalipse 12.9 lemos ainda que "foi lançado o grande dragão, a antiga serpente’’, que por uns é chamada de Diabo e por outros, de Satanás. Esta "antiga serpente’’ era a mesma que tentou Adão e Eva no Jardim do Éden. Esta serpente é chamada de Diabo ou Satanás, que, como sabemos, constantemente tem dirigido a mente humana para o mal. Por isto, Satanás também deve ser um ser espiritual. Se o Diabo é espiritual, a serpente, que simboliza o Diabo, deve também ser espiritual. Assim, fica esclarecido que a serpente que tentou o primeiro homem e a primeira mulher não era um animal, mas um ser espiritual.
Uma questão que devemos resolver é, então, se a serpente existia antes do tempo da criação ou se ela foi formada na criação. Se esta serpente fosse um ser que existia antes da criação, com uma finalidade contrária à de Deus, a luta entre o bem e o mal no mundo seria inevitável e eterna. A providência da restauração de Deus, desta forma, daria em nada e o monismo, a crença de que todas as coisas foram criadas por um só Deus, seria refutada. Não podemos evitar a conclusão, portanto, que o ser espiritual, comparado a uma serpente, era um ser originalmente criado para a finalidade do bem, que depois caiu e foi rebaixado para se tornar Satanás.
Que tipo de ser espiritual poderia ter conversado com o homem, conhecido a vontade de Deus, vivido no céu (o mundo do espírito), e ter dominado a alma humana, transcendendo tempo e espaço, mesmo depois da queda e degradação deste ser? Não existe nenhum ser dotado de tais características a não ser um anjo. A serpente, pois, deve ter sido um termo figurado para um anjo. Lemos em II Pedro 2.4, que Deus não poupou aos anjos quando pecaram, mas lançou-os no inferno. Portanto, devemos concluir que o verdadeiro caráter da serpente, que tentou o homem a pecar, era o de um anjo.
A língua da serpente é dividida em duas. Isto simboliza um homem ou um ser que profere duas coisas diferentes com uma só língua, um ser que vive uma dupla vida com um só coração. A serpente é também o símbolo daquele que induz outros a sacrificarem-se em benefício de si mesmo. A serpente enrola seu corpo em volta de sua presa e depois a devora. Por isso a Bíblia comparou o anjo que tentou o homem a uma serpente. 3. A QUEDA DO ANJO E A QUEDA DO HOMEM
Sabemos agora que a serpente que tentou o homem a cair era um anjo, e que este anjo, tendo caído em pecado, se tornou Satanás.
Investiguemos ainda que tipo de pecado o anjo e o homem cometeram:
(1) O Crime do Anjo
Em Judas 1.6-7 diz-se:
"E aos anjos, que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, reservou na escuridão, e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia; assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se corrompido como aqueles e ido após outra carne, foram postas, por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno." Disto podemos raciocinar que o anjo caiu como o resultado de um ato imoral de luxúria contra a natureza, e que aquele ato foi fornicação.
A fornicação é um crime que não pode ser cometido por uma pessoa sozinha. Por isto, devemos saber com quem foi que o anjo cometeu fornicação no Jardim do Éden. Para conhecer isto investiguemos primeiro que espécie de crime foi cometido pelo homem.
(2) O Crime do Homem
Em Gênesis 2.25 lemos que Adão e Eva estavam nus e não se envergonhavam de sua nudez, mas, depois da queda, eles ficaram envergonhados de sua nudez e coseram folhas de figueira fazendo aventais para cobrir suas partes inferiores (Gn 3.7). Se eles tivessem cometido pecado comendo um fruto real de uma "árvore da ciência do bem e do mal’’, eles haveriam de esconder suas mãos e boca. É da natureza do homem esconder a área da transgressão. Eles cobriram suas partes sexuais, indicando claramente que eles estavam envergonhados das áreas sexuais de seus corpos, porque eles haviam pecado através delas. Disto sabemos que eles cometeram pecado através das partes sexuais de seus corpos.
Em Jó 31.33 está escrito: "Se, como Adão encobri as minhas transgressões, ocultando o meu delito no meu seio...’’ Adão ocultou sua transgressão cobrindo a parte sexual de seu corpo depois da queda. Isto mais uma vez indica que a parte sexual do corpo de Adão foi a área da transgressão. Devemos assim concluir que a parte sexual de Adão se tornou o lugar da transgressão, pois Adão cometeu pecado através daquela parte.
No mundo antes da queda do homem, que ato o homem poderia ter feito com o risco de sua vida? Não poderia ser outra coisa a não ser um ato de amor indevido. Do ponto de vista da criação de Deus, o amor devia ser o ato mais precioso e mais santo do mundo. Todavia, desde a queda, os homens têm considerado o ato de amor como algo desprezível, porque o amor foi realmente a causa da queda humana. Isto demonstra ainda mais que o homem caiu por causa da fornicação.
(3) O Ato de Adultério entre o Anjo e o Homem 

Até agora esclarecemos o fato de que o homem foi tentado por um anjo e caiu. Tanto o homem como o anjo caíram por causa da fornicação. No mundo da criação, os homens e os anjos eram os únicos seres espirituais capazes de ter um relacionamento de amor. Do que foi dito acima, podemos concluir que deve ter havido algum ato de adultério entre o homem e o anjo.
João 8.44 diz: "Vós tendes por pai o diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai." Outrossim, Apocalipse 12.9 esclarece que o diabo é Satanás e que Satanás é a "antiga serpente" que tentou o homem. Destes versículos bíblicos podemos afirmar que o homem é descendente do "diabo" e, naturalmente, descendente de Satanás; e assim, descendente da serpente. Quais foram as circunstâncias do caso que fez o homem ser descendente do anjo decaído, Satanás? Estas circunstâncias se relacionam com o fato de que adultério foi cometido entre os primeiros antepassados e o anjo. Deste ato, todos os homens vieram a nascer de linhagem satânica, separados de Deus. Romanos 8.23 diz:
"Nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção como filhos, a redenção do nosso corpo." Em Mateus 3.7, João Batista reprovou a falta de fé do povo, chamando-os de "raça de víboras" - "filhos de Satanás". Além disso, em Mateus 23.33, Jesus repreendeu os judeus dizendo: "Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação do inferno?" Destas passagens bíblicas podemos afirmar que houve um relacionamento adúltero entre o anjo e o homem, e isto se tornou a causa da queda do homem.
4. O FRUTO DA ÁRVORE DA CIÊNCIA DO BEM E DO MAL
Já esclarecemos anteriormente o fato que a "Árvore da Ciência do Bem e do Mal" é Eva. O que, pois simboliza o fruto da árvore? Ele simboliza o amor de Eva. Assim como uma árvore frutífera se multiplica pelo seu fruto, que contém sua semente, Eva deveria ter multiplicado filhos do bem através de seu amor centralizado em Deus. Mas, ao invés, Eva multiplicou filhos do mal através de seu amor centralizado em Satanás. Eva foi criada para aperfeiçoar-se através do período de crescimento; ela podia produzir um bom fruto ou um mau fruto através de seu amor. Conseqüentemente, seu amor foi chamado o "fruto da árvore da Ciência do Bem e do Mal", enquanto ela própria foi chamada a "Árvore da Ciência do Bem e do Mal".
Que, pois, significava o ato de comer o fruto da Árvore da Ciência do Bem e do Mal? Quando nós dizemos que comemos alguma coisa, isto significa que transformamos aquilo em nosso sangue e carne. Eva devia ter multiplicado os filhos de boa linhagem, através do sangue e da carne do bem, derivados do bom fruto que teria comido de seu bom amor centralizado em Deus. Ao invés, ela produziu um mundo pecaminoso, multiplicando os filhos de má linhagem, através do sangue e da carne do mal, derivados do mau fruto que ela comeu de seu mau amor centralizado em Satanás. Desta forma, o fato de ter Eva comido o fruto da Árvore da Ciência do Bem e do Mal significa que ela teve uma relação de sangue com o anjo (Satanás) através do mau amor, centralizado nele.
Em Gênesis 3.14, lemos que Deus amaldiçoou o arcanjo decaído, dizendo que ele iria andar sobre seu ventre e comer o pó todos os dias de sua vida. "Andarás sobre teu ventre" significa que o anjo se tornou um ser infeliz, incapaz de funcionar adequadamente de acordo com o modo original da criação. Ter que "comer pó" significa que ele tinha que viver recebendo maus elementos do mundo pecaminoso, despojado do direito de ter elementos de vida de Deus, porque foi lançado do Céu (Is 14.12, Ap 12.9).
5. A RAIZ DO PECADO 

De acordo com o que foi elucidado pela Bíblia, compreendemos que a raiz do pecado não está no fato de terem nossos primeiros antepassados comido um fruto, mas em terem tido uma relação de sangue ilícita com um anjo, simbolizado por uma serpente. Conseqüentemente, eles não puderam multiplicar a boa linhagem de Deus, mas, ao invés, multiplicaram a má linhagem de Satanás.
Além disto, temos outro fato que demonstra claramente que a raiz do pecado do homem veio do adultério. O pecado original é transmitido de geração a geração, justamente porque a raiz do pecado começou por um relacionamento de sangue. Toda religião que ensina como dominar o pecado, considera o adultério como o maior pecado, e recomenda uma vida ascética a fim de evitá-lo. Isto também demonstra que a raiz do pecado está no adultério. Os israelitas eram circuncidados como a condição da redenção, a fim de se tornarem os eleitos de Deus, porque a raiz do pecado estava em ter o homem recebido o sangue mau, por causa do adultério, e eles queriam santificar-se sob a condição de que o mau sangue devia ser removido da carne do homem decaído.
A principal causa da queda de numerosas nações, seus heróis e patriotas, foi o adultério, porque o impulso de cometer o adultério, a raiz do pecado, está sempre funcionando na mente do homem, sem que ele tenha conhecimento disto. Podemos ser capazes de eliminar todos os outros pecados pela exaltação da ética e da moralidade do homem, através da religião, pela educação e pelo melhoramento do sistema econômico e social. Mas, nas presentes condições, ninguém pode impedir o crime do adultério, que está crescendo dia a dia, a medida que o desenvolvimento da civilização torna a vida humana mais fácil e mais indolente. Por isto, nunca podemos esperar que o mundo ideal seja estabelecido, a menos que possamos eliminar a fonte deste crime. Desta forma, o Senhor do Segundo Advento deve ser capaz de resolver este problema completamente. Todos estes fatos provam que a raiz do pecado está no adultério. 

A Motivação e o Processo da Queda
Já explicamos na Seção I o fato que a serpente era um anjo, que induziu Eva a cair. Visto que a motivação da queda humana estava no anjo, devemos saber alguma coisa sobre o anjo antes de realmente conhecer a motivação e o processo da Queda.
1. A CRIAÇÃO DO ANJO, SUA MISSÃO E SEU RELACIONAMENTO COM O HOMEM
Todos os seres foram criados por Deus. Os anjos não fazem exceção. Deus criou o mundo angélico antes de qualquer outra coisa. Em Gênesis 1.26 conta-se a história da criação: "Façamos o homem à nossa imagem e semelhança", usando a primeira pessoa do plural. O motivo não é que Ele estava na posição de trindade, como muitos teólogos interpretaram, mas é porque Ele disse isto incluindo os anjos, que tinham sido criados antes do homem (Gn 1.26).
Deus criou os anjos como servos para auxiliar na criação do universo e auxiliar em Sua providência (Hb 1.14). Os anjos comunicaram a Abraão as importantes palavras de bênçãos de Deus (Gn 18.10), anunciaram a concepção de Cristo por Maria (Mt 1.20, Lc 1.31) e libertaram Pedro de suas cadeias e o conduziram para fora da prisão (At 12.7-11). Podemos encontrar numerosos exemplos na Bíblia de anjos trabalhando para Deus. Em Apocalipse 22.9 o anjo chama-se de "servo" ao passo que em Hebreus 1.14 os anjos se dizem "espíritos servidores". Para repetir, podemos encontrar em muitos versículos bíblicos uma sólida prova de que os anjos foram criados para honrar e louvar a Deus (Ap 5.11-12, 7.11-12).
Investiguemos agora o relacionamento entre o homem e os anjos, de acordo com o Princípio da Criação. Já que Deus criou os homens como Seus filhos, dando-lhes domínio sobre toda a criação (Gn 1.28), o homem devia dominar também aos anjos. Em I Coríntios 6.3. diz-se que o homem tem a autoridade para julgar os anjos. Muitos que se comunicam com o mundo espiritual freqüentemente vêem que os anjos estão servindo aos santos no Paraíso. Este também é um bom exemplo para ilustrar que os anjos servem ao homem.
2. A QUEDA ESPIRITUAL E A QUEDA FÍSICA
Já que Deus criou o homem no espírito e na carne, a Queda também se realizou no espírito e na carne. A Queda através do relacionamento de sangue entre o anjo e Eva foi a queda espiritual, enquanto aquela através do relacionamento de sangue entre Eva e Adão foi a queda física.
Como podia haver um relacionamento sexual entre o anjo e o homem? Sentimentos e sensações são sentidos e correspondidos no mundo invisível ou espiritual. O contato entre um espírito e um homem terrestre (que tem um espírito) não é muito diferente daquele entre dois seres humanos terrestres. Por isto, a união sexual entre um ser humano e um anjo é de fato possível.
Podemos compreender o que foi dito aqui ainda mais claramente através das seguintes histórias: Existem casos registrados na sociedade humana de como um homem terrestre leva uma vida de casado com um espírito. Há uma história do anjo que, lutando com Jacó, tocou a juntura de sua coxa e a deslocou (Gn 32.25). Ainda uma outra história é sobre os anjos que apareceram na casa de Abraão e comeram a carne e outros alimentos que ele tinha preparado para eles (Gn 18.7-8), e os dois anjos que visitaram a Lot e que comeram o pão sem levedura que ele assou para eles. Os homens da cidade, excitados em desejo sexual ao vê-los, rodearam a casa e chamaram a Lot, dizendo: "Onde estão os varões que aqui vieram nesta noite? Traze-os fora a nós, para que os conheçamos" (Gn 19.5). Estes incidentes exemplificam a possibilidade de contato entre os homens e os anjos. 

(1) A Queda Espiritual
Deus criou o mundo angélico (Gn 1.26) e colocou Lúcifer (o que significa "Estrela do Dia", "Filho da Aurora", Is 14.12) na posição de arcanjo. Lúcifer estava na posição de monopolizar o amor de Deus, como mediador entre Deus e o mundo angélico, assim como Abraão era o canal da bênção de Deus para os israelitas. Contudo, Deus, depois de criar os homens como Seus filhos, amava-os muito mais do que amava Lúcifer, que tinha sido criado como Seu servo. De fato, Lúcifer recebia a mesma quantia de amor de Deus que recebera antes da criação do homem, mas quando ele viu que Deus amava mais a Adão e Eva, sentiu que Deus o amava menos do que antes. É uma situação semelhante à história bíblica dos trabalhadores que tinham começado a trabalhar de manhã cedo. Vendo que aqueles que tinham sido contratados tarde e tinham trabalhado pouco recebiam o mesmo salário que eles, sentiram que eram mal pagos, embora tivessem recebido a quantia prometida (Mt 20.1-15). Lúcifer, que sentiu uma diminuição de amor, procurou tentar Eva a submeter-se a ele, a fim de poder desfrutar de uma posição de amor na sociedade humana igual àquela que tinha no mundo angélico. Foi esta a motivação da queda espiritual.
Todas as coisas foram criadas para receber o domínio de Deus através do amor. Por isto, o amor é a fonte da vida e a essência da felicidade; o amor é o ideal de toda a Criação. Desta forma, quanto mais amor uma pessoa recebe de Deus, tanto mais bela aquela pessoa se torna. Assim, era muito natural que Eva se mostrasse muito bela aos olhos de Lúcifer. Além disto, quando Eva mostrou-se suscetível à tentação, Lúcifer foi fortemente estimulado por um impulso de amor para com Eva. Neste ponto Lúcifer atreveu-se a seduzir Eva, com o risco de sua vida. Lúcifer, que deixou sua posição devido ao excessivo desejo, e Eva, que desejava que seus olhos fossem abertos, como os de Deus, através de um relacionamento recíproco antes que estivesse preparada para aquilo, formaram uma base recíproca e tiveram relação sexual através da ação de dar e receber (Gn 3.5-6). Já que a força do amor derivada da sua ação de dar e receber não era baseada no Princípio, eles caíram em um relacionamento ilícito de amor espiritual.
De acordo com o princípio de que os homens foram criados para permutar elementos com o ser objetivo com o qual se tornam um só corpo através do amor, Eva recebeu certos elementos de Lúcifer quando ela se uniu em um só corpo com ele através do amor. Primeiro, ela recebeu de Lúcifer o sentimento de medo, que veio de uma consciência culpada por causa de sua violação da finalidade da criação. Segundo, ela recebeu sabedoria, que lhe possibilitou perceber o fato que seu devido esposo da natureza original da criação não era Lúcifer mas Adão. Naquele tempo Eva ainda estava no período de imaturidade. Por isto, ela estava imatura em sua sabedoria comparada com a do arcanjo, que tinha alcançado um certo nível de maturidade. Assim ela recebeu a sabedoria do arcanjo.
(2) A Queda Física
Adão e Eva deveriam ter-se tornado esposo e esposa eternamente, centralizados em Deus, depois de sua perfeição. Contudo, Eva uniu-se a Adão depois de ter tido o relacionamento ilícito com o arcanjo em seu período de crescimento. Adão também caiu em seu período de crescimento. O relacionamento conjugal prematuro assim estabelecido entre Adão e Eva era centralizado em Satanás e causou a sua queda física.
Como foi mencionado acima, Eva obteve, da Queda espiritual com o arcanjo, o sentimento de medo vindo do remorso de sua consciência culpada, e a sabedoria para compreender que seu devido esposo não era o arcanjo, mas Adão. Eva, então, veio a seduzir Adão, na esperança de que ela pudesse livrar-se do medo derivado da Queda e apresentar-se diante de Deus, tornando-se, mesmo naquela época, um só corpo com Adão, que devia ser seu esposo. Foi esta a motivação por detrás da Queda física.
Eva, tendo se tornado um só corpo com o arcanjo através de seu relacionamento sexual ilícito, estava na posição de arcanjo para com Adão. Por isto, Adão, a quem Deus amava, parecia muito belo a seus olhos. Adão era sua única esperança de voltar para Deus. Sentindo isso, Eva tentou Adão, da mesma maneira como o arcanjo a havia tentado. Adão e Eva formaram uma base recíproca e, através da ação de dar e receber, a força do amor os atraiu. Este poderoso amor fez Adão deixar sua posição original e finalmente fez com que Eva e ele tivessem um relacionamento sexual ilícito.
Adão, tornando-se um só corpo com Eva, herdou todos os elementos que Eva tinha recebido de Lúcifer, da mesma maneira como ela tinha herdado. Estes elementos foram então transm

A Força do Amor, a Força do Princípio e
o Mandamento de Deus
1. A QUEDA HUMANA CONSIDERADA DO PONTO DE VISTA DA FORÇA DO AMOR E DA FORÇA DO PRINCÍPIO
O homem foi criado para viver de acordo com o Princípio. Por isto, não seria possível que a força do Princípio viesse a causar a queda, levando o homem a sair dos trilhos. Isto pode comparar-se a um trem, que não pode sair dos trilhos por si mesmo. Para que o trem saia dos trilhos, deve haver um problema no motor ou nos trilhos. O trem será forçado a sair dos trilhos somente quando uma força externa, mais forte do que a sua própria força propulsora, vier a atingi-lo de uma direção diferente. De modo semelhante, o homem também será compelido a cair, quando certa força, mais forte do que a do Princípio que o faz crescer e, com uma finalidade diferente, colidir com ele. A força que é mais forte do que a do princípio, nada mais é do que a força do amor. Por isto, o homem, no estágio imaturo, podia cair por causa da força do amor, caso não estivesse centralizado no Princípio.
Por que, então, era a força do amor mais forte do que o poder do Princípio, de modo que o homem caiu quando encontrou o amor dirigido para uma finalidade diferente?
De acordo com o princípio da criação, o amor de Deus significa o amor subjetivo, manifestado através do fundamento de quatro posições, que é estabelecido depois de ter aperfeiçoado as três finalidades objetivas através dos três amores objetivos. Por isto, o amor é a fonte da vida e da felicidade do homem, porque sem o amor de Deus o fundamento de quatro posições, que é a finalidade da criação do homem, nunca poderia ser estabelecido. Deus, através do amor, deve ter domínio sobre o homem, que foi criado pelo princípio. Por isto, para que o amor tenha o valor maior, o poder do amor deve ser mais forte do que o do Princípio. Se o poder do amor fosse mais fraco do que o do Princípio, o amor de Deus não seria capaz de dominar o homem, que foi criado pelo Princípio. Ao contrário, o homem se ocuparia mais com o Princípio do que com o amor de Deus. Este é o motivo porque Jesus queria educar seus discípulos com a verdade e salvá-los com o amor.
2. A FINALIDADE DE TER DEUS DADO O MANDAMENTO AO HOMEM
Qual poderia ter sido a finalidade de ter Deus dado a Adão e Eva o mandamento de não comerem o fruto? Se Adão e Eva, que não estavam no domínio direto do amor de Deus devido à sua imaturidade, viessem a entrar em um relacionamento recíproco com o arcanjo, baseado em um amor fora do Princípio poderiam cair, já que a força do amor era mais forte do que a do Princípio. Mas, por maior que fosse a força do amor do arcanjo, se eles tivessem seguido o mandamento de Deus, sem responder ao anjo, desempenhando a ação de dar e receber apenas com Deus, eles nunca poderiam ter caído. Nesse caso, a força do amor fora do Princípio não poderia ter efeito algum. Já que eles formaram uma base recíproca com o arcanjo e desempenharam a ação de dar e receber com ele, contra o mandamento de Deus, a força do amor ilícito os fez desviar do Princípio.
Não foi simplesmente porque Deus queria impedir o homem de cair que Deus lhe deu tal mandamento no período de sua imaturidade. Deus também queria que o homem desfrutasse do domínio sobre toda a Criação, fazendo com que ele herdasse Sua natureza criativa. Assim, Adão e Eva deviam aperfeiçoar-se através da sua fé na Palavra (Verbo), como sua própria porção de responsabilidade (cf. Parte 1, Capítulo 1, Seção V, 2 [2]).
Deus deu esse mandamento, não ao arcanjo, mas ao homem; Ele procurou exaltar a dignidade e o qualificativo do homem no Princípio da Criação para que o homem pudesse dominar até mesmo ao arcanjo, da posição de filho de Deus. 3. O PERÍODO EM QUE O MANDAMENTO ERA NECESSÁRIO
Será que o mandamento de não comer do fruto teria sido necessário para sempre? Vista do ponto de vista do amor, a realização da segunda bênção de Deus é que Adão e Eva deveriam entrar no domínio direto de Deus através do seu amor, tornando-se esposo e esposa centralizando-se no amor de Deus, multiplicando seus filhos (Gn 1.28). Por isto, o homem foi criado para ter permissão, no Princípio, de comer o fruto, depois de sua perfeição.
Já que a força do amor é mais forte do que a força do Princípio, Adão e Eva não poderiam ter caído se tivessem se tornado esposo e esposa depois de sua perfeição e entrado no domínio direto de Deus, através de seu amor absoluto. Neste caso, não poderia haver nem homem nem força alguma que pudesse destruir a força deste amor conjugal absoluto. Além disto, a força do amor do arcanjo, que deve ser menor e mais fraca do que a do homem, não poderia de modo algum ter cortado seu amor conjugal recíproco centralizado em Deus. Por isto, o mandamento de Deus de não comer o fruto teria sido necessário à Adão e Eva somente no período de sua imaturidade.
O Resultado da Queda Humana
Qual foi o resultado produzido no mundo da Criação, incluindo o homem e o arcanjo, pela queda espiritual e física de Adão e Eva?
Examinemos esta importante questão.
1. SATANÁS E O HOMEM DECAÍDO
Já mencionamos anteriormente que Lúcifer, o arcanjo decaído, é chamado Satanás. O homem caiu tornando-se filho de Satanás, porque ele formou o fundamento de quatro posições centralizado em Satanás, assim se tornando um só corpo com ele, através do relacionamento de sangue. Por isto, Jesus disse que os homens decaídos são de seu pai o Diabo (Jo 8.44), e em muitas ocasiões chamou-os de raça de víboras, isto é, filhos de Satanás (Mt 3.7, 12.34, 23.33). Romanos 8.23, diz: "E não só a criação, mas nós mesmos, que temos as primícias do espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção como filhos..." O motivo é que o homem não pôde herdar a linhagem de Deus, mas, ao invés, herdou a de Satanás, devido à queda dos primeiros antepassados.
Se Adão e Eva tivessem estabelecido o fundamento de quatro posições centralizado em Deus, depois de terem aperfeiçoado a si mesmos, o mundo sob a soberania de Deus poderia ter sido estabelecido naquele tempo. Contudo, eles caíram no período de imaturidade, assim formando o fundamento de quatro posições centralizado em Satanás. Em conseqüência, o mundo ficou sob a soberania satânica. João 12.31, diz que Satanás é o "príncipe deste mundo", enquanto na II Coríntios 4.4, Satanás é chamado o "deus deste mundo". Esta é a maneira pela qual Satanás veio a dominar o homem, que tinha sido criado para ser o dominador de toda a Criação, e veio assim a dominar também o mundo da Criação. Por isto, Romanos 8.19, diz que a criação, com ardente expectativa, aguarda a manifestação dos filhos de Deus. Isto significa que toda a criação, estando agora sob o domínio de Satanás, sendo que deveria ser dominada por homens aperfeiçoados, está ansiosa por repelir Satanás e ver a manifestação dos homens da natureza original da criação, que tem o direito de dominar toda a criação em amor.
2. AS ATIVIDADES DE SATANÁS NA SOCIEDADE HUMANA
Satanás está constantemente acusando os homens diante de Deus, assim como ele fez com Jó (Jó 1.9-11) a fim de colocá-los no inferno. Contudo, nem mesmo Satanás pode exercer tal ação má sem ter um objeto com o qual possa formar uma base recíproca para a ação de dar e receber. Os objetos de Satanás são os maus espíritos no mundo espiritual. Os objetos destes maus espíritos são os homens espirituais dos maus homens na Terra. Os objetos dos espíritos dos maus homens na Terra são seus corpos físicos. Por isto, o poder satânico, transmitido pelos espíritos maus, resulta nas más atividades dos homens físicos. Por isto, lemos em Lucas 22.3, que Satanás entrou em Judas Iscariotes. Novamente em Mateus 16.23, Jesus chamou Pedro de "Satanás". Na Bíblia, maus homens espirituais são denominados anjos do diabo (Mt 25.41).
Restaurar o Reino do Céu terreno (cf. Parte I, Capítulo III, Seção II) significa realizar um mundo no qual Satanás nunca pode agir, pelo fato de toda a humanidade romper completamente sua base recíproca com Satanás e restaurar a base recíproca com Deus, entrando assim na ação de dar e receber com Ele. O fato de que Deus nos Últimos Dias, guarda Satanás no abismo profundo significa que Satanás será incapaz de agir porque ele perderá o objeto com o qual possa trabalhar. Para que o homem seja capaz de romper a base recíproca com Satanás e seja, além disto, capaz até mesmo de julgá-lo (I Co 6.3), ele deve ser capaz de conhecer o verdadeiro caráter do crime de Satanás e de acusá-lo diante de Deus. Contudo, Deus ao criar os anjos e os homens, deu a eles liberdade; e portanto, ao restaurá-los, não pode restaurá-los pela força. Por isto, o homem deverá ser capaz de fazer Satanás vir a uma capitulação natural, exaltando a Palavra, através da realização de sua própria porção de responsabilidade, por sua própria volição, antes de poder ele ser restaurado ao estado de um homem da natureza original da criação. A história da providência da restauração tem sido prolongada por tanto tempo, porque Deus está desenvolvendo Sua providência de acordo com tais princípios.
3. O BEM E O MAL SOB O PONTO DE VISTA DA NATUREZA DA FINALIDADE
Já definimos o bem e o mal no "Valor Original da Criação" (cf. Parte I, Capítulo I, Seção IV). Investiguemos agora o bem e o mal vistos da natureza da finalidade. Se Adão e Eva tivessem estabelecido o fundamento de quatro posições centralizado em Deus, através do amor originalmente dado a eles, teriam realizado o mundo do bem. Mas eles realizaram o mundo do mal, porque estabeleceram o fundamento de quatro posições centralizados em Satanás, através do amor com uma finalidade contrária ao bem. Por isto, o bem e o mal são os resultados das mesmas ações, mas em diferentes direções e com diferentes finalidades. Temos muitos exemplos de que a natureza humana, considerada má, poderia ser boa, contanto que buscasse a finalidade da vontade de Deus. Por exemplo: o desejo humano da ambição, geralmente considerado mau, é parte da natureza original da criação, dada por Deus no início. Isto é verdade, pois a finalidade da criação era obter alegria, e só se pode obter alegria quando o desejo é realizado. Se o homem não tivesse desejo ou ambição não poderia ter alegria. Se o homem não tivesse desejo ou ambição alguma, não haveria também ambição alguma de receber o amor de Deus, nem o desejo de querer viver, nem o desejo de fazer boas ações, nem o desejo de se desenvolver. Por isto, nem a finalidade da criação de Deus, nem a providência da restauração poderiam ser realizadas. A manutenção e o desenvolvimento da sociedade humana, da mesma maneira, seriam impedidos.
Já que o desejo original do homem é a natureza original da criação, ele vem a realizar o bem, se for frutífero para a finalidade da vontade de Deus. Mas, ao contrário, se for frutífero para a finalidade da vontade de Satanás, resultará em mal. Deste princípio, é evidente que mesmo o mundo do mal, quando voltado para a finalidade do bem, centralizado em Cristo, será restaurado ao bem perfeito, assim realizando o Reino de Deus na Terra (cf. Parte I, Capítulo III, Seção II, 2).
Em conseqüência, a providência de salvação é mudar a direção do mundo decaído, que se encontra no rumo da finalidade de Satanás, para o Reino do Céu na Terra, a fim de realizar a finalidade da criação de Deus. O padrão do bem, sustentado no curso desta providência, não é de uma natureza absoluta, mas relativa. O motivo é que, durante uma época específica, pode-se chamar de bem quando uma pessoa segue a finalidade da ideologia do soberano, enquanto se chama de mal quando se vai contra sua finalidade. Logo que a época e o soberano forem mudados, aparecendo uma ideologia diferente, a finalidade também será mudada, e com ela, o padrão do bem e do mal. Em toda religião ou ideologia, é "bom" o fato das pessoas seguirem, dentro de sua esfera, a finalidade indicada pela doutrina, ao passo que ir contra ela é "mau". No entanto, para aqueles que têm uma religião ou ideologia diferente, ou que mudaram suas crenças, o padrão do bem e do mal viria naturalmente a divergir, de acordo com a diferença na finalidade.
A principal causa por detrás de conflitos e revoluções na sociedade humana é que o padrão do bem e do mal sempre muda, conforme varia a finalidade procurada pelos homens. O padrão do bem no curso da restauração é, por conseguinte, não absoluto, mas relativo. No entanto, quando a soberania de Satanás for expulsa da Terra, e Deus, o Ser absoluto, eterno, transcendente de tempo e espaço, restaurar Sua soberania e ideologia absoluta, a finalidade determinada pela ideologia e o resultante padrão do bem, também serão absolutos. Este será o mundo da ideologia macrocósmica, que será estabelecido pelo Senhor do Segundo Advento. De fato, a história humana tem lutado à procura do bem absoluto do desejo de nossa mente original, constantemente suportando conflitos e revoluções. Por conseguinte, os conflitos e revoluções que ocorrem na sociedade humana continuarão até que o mundo do bem absoluto seja estabelecido.
4. AS OBRAS DE BONS ESPÍRITOS E DE MAUS ESPÍRITOS
"Bons espíritos" é a denominação coletiva para Deus, os bons homens espirituais do Seu lado e os anjos. O que chamamos de "maus espíritos" são Satanás e todos os maus homens espirituais do seu lado. As obras dos bons espíritos e dos maus espíritos, como no caso do bem e do mal, iniciam-se no mesmo ponto e da mesma maneira, mas são dirigidas para finalidades diferentes.
Aqueles que estão envolvidos nas obras de bons espíritos desfrutam de um crescente sentimento de paz e justiça; até mesmo a saúde física dos indivíduos ficará melhor. As obras dos maus espíritos fazem com que os indivíduos cada vez mais tenham um sentimento de insegurança, medo e egoísmo, até prejudicando a saúde física do assediado. Aqueles que ignoram o Princípio acham muito difícil discernir entre o bem e o mal nas obras espirituais. Com o passar do tempo, os resultados revelarão a natureza do espírito. Contudo, os homens decaídos, situados a meio caminho entre o bem (Deus) e o mal (Satanás), podem às vezes cooperar com as obras de bons e maus espíritos. Em muitos casos, até mesmo as obras de maus espíritos podem misturar-se com as obras de bons espíritos depois de um certo período. Portanto, é muito difícil, para aqueles que ignoram o Princípio, discernir entre elas.
É uma pena que, nesta época, muitos ministros e outros obreiros religiosos condenem, por ignorância, as obras de bons espíritos como sendo as de maus espíritos, indo assim contra a vontade de Deus, sem que tenham conhecimento algum disto. Pessoa alguma, no presente dia de tais fenômenos espirituais, poderá jamais guiar os homens na comunicação espiritual, a menos que possa discernir entre obras de bons espíritos e de maus espíritos.
5. O PECADO
Pecado é o ato de violar a lei celeste, estabelecendo uma condição pela qual se pode formar uma base recíproca com Satanás e entrar numa ação de dar e receber com ele. Podemos classificar o pecado humano em quatro espécies. O primeiro é o "pecado original" do homem, que é o pecado derivado da queda espiritual e física dos primeiros antepassados humanos. O pecado original é a raiz de todos os pecados.
O segundo é o "pecado hereditário" do homem, que é o pecado dos antepassados transmitido aos descendentes através da linhagem de sangue. Os Dez Mandamentos afirmam que o pecado dos pais será transmitido através de várias gerações (Ex 20.5).
O terceiro é o "pecado coletivo". Este é o pecado pelo qual todos são coletivamente responsáveis, mesmo que não tenha sido seu próprio pecado, nem um pecado hereditário. Um exemplo desta espécie de pecado é a crucifixão de Jesus. Os sumos sacerdotes e escribas do povo fizeram com que Jesus fosse crucificado; por isto, todos os judeus tem sofrido a punição de Deus, assumindo a responsabilidade como um todo. Da mesma maneira, toda a humanidade teve que sofrer, e sofrerá por esta responsabilidade comum até o Segundo Advento do Senhor.
O quarto é o "pecado individual", que cada um comete diretamente por si mesmo. Como ficou mencionado acima, chamamos o pecado original a raiz de todos os pecados.
O pecado hereditário corresponde ao tronco, enquanto o pecado coletivo e o pecado individual correspondem respectivamente aos galhos e folhas de uma árvore. Todos os pecados vêm do pecado original, que é a raiz de todos os pecados. Por isto, o homem, fundamentalmente, não pode liquidar todos os pecados sem se livrar do pecado original. No entanto, ninguém pôde descobrir a raiz dos pecados, escondida no chão. Somente Cristo, o Verdadeiro Pai, que vem como a raiz da vida, pode descobrir a raiz do pecado e liquidá-la.
6. A NATUREZA ORIGINAL DA QUEDA
Eva herdou do arcanjo todas as características que surgiram quando o arcanjo cometeu um ato sexual com Eva contra a vontade de Deus. Então Adão, que entrou em relacionamento de sangue com Eva - que, por sua vez, estava na posição do arcanjo para com ele - veio a herdar as mesmas características. Desta maneira, estas se tornaram as características fundamentais que deram origem à natureza decaída dos homens decaídos. Damos a estas o nome de "natureza original da Queda".
A motivação básica que causou a "natureza original da Queda" estava no ciúme que o arcanjo sentiu para com Adão. Como poderia haver semelhante coisa como ciúme em torno do amor do arcanjo, que tinha sido criado para a finalidade do bem? Originalmente o arcanjo era dotado de sabedoria e desejo como a natureza original da criação. Ele podia comparar e discernir que o amor de Deus para com os homens era maior do que o amor para com ele mesmo. Era muito natural que ele alimentasse a esperança de receber maior amor do que qualquer outra pessoa, porque havia nele um desejo espontâneo de possuir o maior amor. Tal desejo tendia automaticamente ao ciúme. Por isto, o ciúme era um subproduto provocado pela natureza original da criação, semelhante à sombra de um objeto produzida pela luz.
No entanto, depois de sua perfeição, o homem jamais poderia cair por causa de tal desejo incidental. Ele não ousaria cometer tal crime, porque de fato sentiria que o tormento que haveria de experimentar pelo medo da auto-destruição, depois que tivesse realizado tal desejo, seria muito maior do que a satisfação momentânea que sentiria por tê-lo realizado.
O mundo depois da realização da finalidade da criação deve ser uma sociedade sistemática, em sua forma assemelhando-se a um homem, na qual todos os homens têm relacionamento integrado entre si. Portanto, o dano que vem de um indivíduo é sentido pelo todo.
Por isto, o corpo todo protegeria os membros individuais da destruição. De modo semelhante, no mundo em que a finalidade da criação é realizada qualquer desejo incidental que surgisse da natureza original da criação, seria usado para o desenvolvimento da sociedade humana; nunca poderia levar o homem a cair.
De modo geral podemos dividir a natureza original da queda em quatro. A primeira é a falha em não tomar o ponto de vista de Deus em amar a outros. A motivação da queda do arcanjo estava em seu ciúme de Adão; ele não o amava de um ponto de vista igual ao de Deus; isto o levou a violar Eva. A natureza pela qual certo membro de uma corte sente ciúmes de um indivíduo favorito do rei, em vez de amá-lo do ponto de vista igual ao do rei, é outro exemplo desta natureza original da queda.
A segunda é sair de sua própria posição. Lúcifer caiu por ter saído de sua posição, devido a um desejo injusto de desfrutar da posição de amor na sociedade humana igual à que ele tinha no mundo angélico, e pelo seu esforço de receber mais amor de Deus. Qualquer ato que seja praticado por um desejo injusto, estando a pessoa fora de sua própria posição e limite, é, sem exceção, a manifestação desta natureza original da queda.
A terceira é inverter o domínio. O anjo, que devia estar sob o domínio do homem, dominou Eva, invertendo a ordem do princípio. E Eva, que devia estar sob o domínio de Adão, inversamente veio a dominá-lo. O resultado disto foi a queda. A sociedade humana foi colocada fora de ordem por aqueles envolvidos em sair de suas posições e inverter seu domínio. Tudo isto veio a existir por causa da terceira natureza original da queda. A quarta é multiplicar o ato criminoso. Se Eva não tivesse multiplicado seu crime em Adão, após a queda, Adão poderia ter ficado imune à queda. Restaurar só Eva teria sido fácil. Eva, porém, induziu Adão a cair, multiplicando seu crime nele. O desejo de maus homens de levar seus companheiros a cometer crimes com eles, também vem desta natureza original da queda.
A Liberdade e a Queda
1. O SIGNIFICADO DA LIBERDADE DO PONTO DE VISTA DO PRINCÍPIO
Ao examinar a natureza da liberdade à luz do Princípio, devemos primeiro conhecer o fato que não existe liberdade fora do Princípio.
A palavra "liberdade" expressa coletivamente tanto o livre arbítrio como a livre ação que o acompanha. Já que o primeiro e o último estão em relação de "caráter" e "forma", a perfeita liberdade só é possível quando estes dois estiverem juntos. Naturalmente, onde não houver livre arbítrio não haverá livre ação.
O livre arbítrio não acompanhado da livre ação não pode ser aperfeiçoado. A livre ação vem do livre arbítrio, e o livre arbítrio é a exposição da mente de uma pessoa. No que se refere aos homens da natureza original da criação, suas mentes não podem funcionar fora do Princípio, que é a Palavra de Deus. Por isto, não pode haver livre arbítrio fora do Princípio, e naturalmente nenhuma livre ação verdadeira pode seguir. Podemos assim chegar à conclusão que, para os homens de natureza original da criação, não existe liberdade alguma fora do Princípio.
Em segundo lugar, não existe liberdade que não seja acompanhada de responsabilidade. O homem, criado de acordo com o Princípio, deve aperfeiçoar-se pela realização de sua porção de responsabilidade através de seu próprio livre arbítrio (cf. Parte I, Capítulo I, seção V, 2 [2]). Por conseguinte, o homem, em busca da finalidade da criação, procura sempre realizar sua responsabilidade de acordo com seu livre arbítrio; por isto, não pode haver liberdade que não seja acompanhada de responsabilidade.
Em terceiro lugar, não existe liberdade sem resultados reais. A finalidade de procurar o homem realizar sua própria porção de responsabilidade é atingir a finalidade da criação e assim produzir resultados reais pelos quais possa fazer feliz a Deus. Conseqüentemente, a liberdade está sempre em busca de resultados reais; não existe liberdade alguma sem resultados reais.
2. A LIBERDADE E A QUEDA HUMANA
Como foi anteriormente explicado, a liberdade não pode existir fora do Princípio. Por isto, de acordo com o Princípio da Criação, a liberdade é sempre acompanhada de responsabilidade, estando também sempre à procura de resultados reais para fazer feliz a Deus. Conseqüentemente, atos livres, de acordo com o livre arbítrio, devem sempre resultar em bem. Por isto, não é possível que o homem viesse a cair por causa da liberdade. É por isto que em II Coríntios 3.17 se diz: "O Senhor é Espírito; e onde está o espírito do Senhor aí há liberdade". Damos a esta espécie de liberdade o nome de "liberdade da mente original".
Visto que Adão e Eva tinham sido avisados por Deus que não comessem o fruto da Árvore da Ciência do Bem e do Mal, deviam ter observado o mandamento de acordo com a liberdade de sua mente original, sem a intervenção de Deus. Quando Eva estava para sair da linha, a liberdade de sua mente original, procurando o resultado real do bem e da responsabilidade no Princípio, aparentemente operou para impedi-la de sair da linha, despertando nela um sentimento de insegurança e medo. Mesmo depois da queda, esta liberdade da mente original certamente operou para levar o homem de volta para Deus. Por isto, o homem não poderia ter caído devido à liberdade da mente original. Ao contrário, a queda humana teve sua causa fundamental no fato de que a força do amor fora do princípio foi mais forte do que a força direcional da liberdade da mente original. Afinal de contas, o homem perdeu a sua liberdade por causa da queda. No entanto, Deus pode operar Sua providência de restauração desta liberdade para o homem, porque o homem, embora decaído, ainda tem o restante desta natureza original, que busca a liberdade em Deus. É a sólida prova do progresso do homem para a restauração desta liberdade, há muito perdida por causa de Satanás, o fato que, com o transcorrer do tempo, o zelo do homem na busca da liberdade cresce, e ele a procura mesmo com o risco de sua vida. Por isto, a finalidade da busca da liberdade pelo homem é realizar a finalidade da criação, pela produção de resultados reais, e realizar sua responsabilidade no Princípio, através de uma livre ação, de acordo com seu livre arbítrio.
3. A LIBERDADE, A QUEDA E A RESTAURAÇÃO
Os anjos foram criados para servir aos homens. Portanto, os homens tinham liberdade para tratar com os anjos. Contudo, Eva, na ocasião da tentação ainda estava imatura, tanto na sabedoria como no coração. Assim, quando Eva se encontrou cega na sabedoria (conhecimento) e confusa no coração (sentimento) pela tentação do anjo, ela foi forçada a ultrapassar a linha da queda, mesmo que não estivesse sem angústia, devido à liberdade de sua mente original, que estava em busca de resultados reais e de responsabilidade. O motivo é que a força do amor com o anjo era mais forte do que a liberdade de sua mente original. Por mais que Eva se sentisse livre em tratar com o anjo, ela devia ter acreditado no mandamento de Deus e não comer o fruto, refreando-se de responder à tentação do anjo. Se ela tivesse se refreado, não teria caído. Nesse caso, a força do amor fora do Princípio com o anjo não teria sido gerada. Apesar do fato de ter a liberdade permitido a Eva responder ao anjo, conduzindo-a até a linha da queda, não foi de forma alguma a liberdade, mas sim a força do amor fora do Princípio, que a fez transgredir a linha da queda.
Visto que o homem foi criado para tratar com os anjos em liberdade, Eva veio a tratar com Lúcifer. Pelo desempenho da ação de dar e receber com ele numa base recíproca, eles caíram no amor fora do Princípio, e a força daquele amor os induziu a cair. Ao contrário, o homem decaído pode também, pôr-se em uma posição objetiva para com Deus em liberdade. Por isto, se o homem desempenhar a ação de dar e receber com Deus em uma base recíproca de acordo com a verdade, ele poderá restaurar a natureza original da criação com a força do amor no Princípio. O homem veio a clamar pela liberdade por causa da natureza direcional da liberdade da mente original, que procura restaurar a natureza original da criação.
O homem, devido à queda, tornou-se ignorante de Deus e de Seu coração. Por isto, a vontade humana, devido a esta ignorância, não podia tomar uma direção com a qual Deus pudesse estar contente. Contudo, no homem decaído o coração e o zelo pela liberdade da mente original, orientados na direção da finalidade da criação, também foram restaurados, à medida que o espírito (conhecimento interno) e a verdade (conhecimento externo) se desenvolveram de acordo com a época sob a providência da restauração. Subseqüentemente, o coração e o zelo do homem para com Deus também foram restaurados, intensificando o desejo de viver de acordo com a vontade de Deus.
À medida que a volição do homem para a restauração da liberdade é cultivada, ele naturalmente procura criar as circunstâncias sociais nas quais possa realizar a liberdade. A revolução social é inevitável quando as circunstâncias da época não podem satisfazer os desejos dos homens pertencentes à época. A Revolução Francesa do Século XVIII é um exemplo representativo. A revolução continuará até que a liberdade da natureza original da criação seja completamente restaurada.
O Motivo pelo qual Deus Não Interferiu
no Ato Decaído dos Primeiros Antepassados Humanos
Deus, sendo onisciente e onipotente, previu a possibilidade do ato de queda dos primeiros antepassados humanos. Ele tinha o poder de impedir Adão e Eva de cometer o ato. Por que, então, Deus não interferiu para impedir o ato da queda, já que Ele o previu? Esta é uma das mais importantes perguntas, deixada sem solução no decurso da história humana. Podemos dar os três seguintes pontos como os motivos pelos quais Deus não interferiu no ato decaído do homem.
1. POR CAUSA DA QUALIDADE ABSOLUTA E DA PERFEIÇÃO DO PRINCÍPIO DA CRIAÇÃO
De acordo com o princípio da criação, Deus criou o homem a fim de que, herdando Sua natureza criadora, pudesse dominar todas as coisas, assim como Deus domina sobre a humanidade. Contudo, o homem deve aperfeiçoar-se pelo cumprimento de sua própria porção de responsabilidade, a fim de herdar a natureza criadora de Deus. Damos a este período de crescimento o nome de "esfera do domínio indireto", ou a "esfera do domínio sobre o resultado do Princípio". Enquanto os homens se encontram nesta esfera, Deus não pode dominá-los; ao invés, Ele procura levá-los a realizar sua própria porção de responsabilidade. Deus deve dominar os homens diretamente somente depois de sua perfeição. Se Deus interferisse com seus atos durante o período de crescimento, significaria que Deus estava ignorando a porção de responsabilidade do homem. Neste caso, o próprio Deus estaria ignorando o Princípio da criação, no qual Ele exalta o homem como o dominador de todas as coisas, dando-lhe uma natureza criativa. De modo semelhante, se o Princípio fosse ignorado, a qualidade absoluta e a perfeição do Princípio seriam perdidas. Já que Deus é o Criador, absoluto e perfeito, o Princípio da criação que Ele estabeleceu deve ser também absoluto e perfeito. Por isto, Deus não podia interferir no ato da queda enquanto os homens estavam no período de crescimento, por causa da qualidade absoluta e da perfeição do Princípio da criação.
2. PARA QUE SOMENTE DEUS SEJA O CRIADOR
Deus intervém em seres ou atos somente dentro do Princípio, mas não interfere em seres ou atos fora do Princípio, que não sejam de Sua criação. Por isto, se Deus interferisse em qualquer ser ou ato assim, o resultado seria que aquele ser ou ato ficaria reconhecido como parte do Princípio.
Quando examinado deste ponto de vista, se Deus tivesse interferido no ato decaído dos primeiros antepassados humanos, significaria que até mesmo o ato da queda teria recebido o valor da criação, e que este ato pecaminoso teria sido reconhecido como parte do Princípio. Se fosse assim, isto levaria Deus a estabelecer um novo Princípio, que se tornaria necessário pelo fato de ter Ele reconhecido o ato pecaminoso como um ato do Princípio. Já que Satanás iniciou tal processo, isto significaria que Satanás teria criado um novo Princípio, fazendo a si mesmo um criador, juntamente com Deus. Para que somente Deus seja o criador, Ele não podia interferir no ato da queda. 3. A FIM DE ESTABELECER O HOMEM COMO O DOMINADOR DE TODAS AS COISAS
Deus criou o homem, e o abençoou, e o estabeleceu para ser o dominador de todas as coisas (Gn 1.28). Para que o homem domine todas as coisas, como disse Deus, deve possuir certos qualificativos como senhor, porque ele só poderia dominar os outros de uma posição superior à deles.
Assim como Deus tinha qualificativo de dominar todos os homens por ser o Criador, o homem também devia ter a criatividade de Deus, a fim de ter o qualificativo de dominador de todas as coisas. Por isto, Deus fez com que o homem aperfeiçoasse a si mesmo pelo cumprimento de sua própria porção de responsabilidade, através do período de seu crescimento, a fim de qualificá-lo como o dominador de todas as coisas. Por isto, o homem deve possuir as qualidades de domínio, que podem ser obtidas somente aperfeiçoando-se através de tal curso no Princípio, antes que possa dominar todas as coisas. Se Deus diretamente dominasse e interferisse no homem no período de sua imaturidade, o resultado seria fazê-lo dominador de todas as coisas, não sendo ele ainda suficientemente qualificado para ser o dominador, pois ainda não tinha a criatividade de Deus, não havia cumprido ainda sua própria porção de responsabilidade. Seria uma contradição tratar a um homem imaturo e a um homem aperfeiçoado em uma base igual. Mais do que isso, seria ignorar o Princípio da criação, que Ele estabeleceu a fim de fazer o homem dominador de todas as coisas, dando-lhe até mesmo Seu poder de criatividade. Por isto, Deus, que fez o mundo de acordo com o Princípio, não podia interferir no ato da queda do homem imaturo, que ainda estava na esfera do domínio indireto, para que Ele mais tarde pudesse estabelecer o homem na posição de dominador de todas as coisas.

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