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Demonologia é o estudo sistemático dos demônios. Quando envolve os estudo de textos bíblicos, é considerada um ramo da Teologia. Por geralmente se referir aos demônios descritos no Cristianismo, pode ser considerada um estudo de parte da hierarquia bíblica. Também não está diretamente relacionada ao culto aos demônios.


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

SALOMÃO... "MUITO ALÉM DA SABEDORIA"



Salomão é o nome mais respeitado que existe no seio de um imenso número de religiões, seitas e Sociedades Secretas, inclusive na nossa maçonaria. Por que Salomão se tornou tão importante perante tão heterogêneos sistemas místico-religiosos? Por que tantas linhas de pensamentos, muitas vezes bem diferentes confluem até Salomão?
Quando se fala de Salomão torna-se muito difícil separar o que é verdade do que é lenda, sendo assim quase impossível se estabelecer os limites onde termina a verdade histórica e onde começa a lenda.
Quando Davi estava avançado em idade ele ansiava por cumprir uma promessa que não era somente dele, mas também de todo o povo hebreu: Edificar um grande templo dedicado ao deus de Abraão e que ele próprio não pudera construir em virtude das inúmeras guerra com que se ocupou em todos os anos de sua vida.
Embora não esteja relatado na Bíblia, mesmo assim, é verdade que Salomão quando da velhice de seu pai Davi não estava presente na Palestina. Ele, segundo algumas informações contidas em documentos particulares de algumas ordens Iniciáticas, estava no Egito para onde fora a fim de tomar conhecimento do como estavam sendo dirigidas as Escolas Iniciáticas, e sobre a natureza do que, e do como, estava sendo ensinado lá, pois isso dizia respeito diretamente à sua principal missão na terra. Salomão tinha como primeiro objetivo expurgar as influências do lado negativo dentro das fontes de conhecimento de então. Sabe-se que em Memphis Salomão foi iniciado nos GRANDES MISTÉRIOS egípcios numa Escola ligada diretamente à Grande Fraternidade Branca, naquela época sediada no Egito.
Com a aproximação da morte de David, Salomão foi chamado do Egito e quanto chegou à Palestina o seu irmão Adonias estava praticamente no poder.
A Bíblia não traz referências quanto à vivência de Salomão no Egito. Aquele livro apenas cita que ele desposou uma filha do Faraó ( Reis I 3-1 ).
Também em Reis 14.29 e seguintes é citado que a sabedoria de Salomão era maior do que a sabedoria de todos os reis do Oriente e do que a sabedoria dos egípcios. Vê-se que Salomão estava de alguma forma ligado a várias fontes de conhecimentos, especialmente aos conhecimentos dos egípcios.
Quando Salomão esteve no Egito haviam transcorrido cerca de 482 anos desde a partida dos hebreus do Egito e de quando eles trouxeram grandes conhecimentos secretos, razão da contra ordem dada pelo Faraó para deter o êxodo.
A sabedoria de Salomão derivava das próprias tradições de seu povo, mas, então aquela sabedoria em parte havia não apenas sido em parte esquecida, mas principalmente adulterada pela Conjura e por influencia da natureza negativa tendo a frente Jehová. Naquele período as Escolas de Mistérios ainda estavam muito ativas e possuindo muito sabedoria. Por tal razão Salomão foi enviado ao Egito a fim de se inteirar do como as verdades estavam sendo guardadas e ensinadas.
Salomão mostrou ser uma pessoa de sabedoria incrível. Conhecia todos os segredos da história da humanidade, dominava todos os conhecimentos da sua época bem como do passado. Não era uma pessoa comum e nem “santa” segundo os atributos dos santos da Igreja Católica. Essencialmente era uma pessoa sábia, de consciência clara, portanto.
Na primeira fase de sua vida pública, o que ele tinha de especial era um conhecimento imenso, algo fora do comum, estava infinitamente adiante dos demais seres de sua época. O que havia nele de especial era o saber e não um caráter de bondade piegas.
Foi aquele jovem rei Salomão a quem Davi deu a incumbência de construir um templo onde deveriam ser guardada a Arca da Aliança, juntamente com as Tábuas da Lei.
A Maçonaria explica de forma muito especial e detalhada as diferentes etapas da construção daquele templo e praticamente baseia a sua ritualística nele.
No que diz respeito a Salomão haver construído um templo o qual era um compromisso do povo hebreu para com Jehová é mais um paradoxo, pois se Salomão tinha conhecimentos da infiltração do lado negativo da natureza no seio da cultura e da religião hebraica por qual razão Ele tomou construiu aquele templo? Sendo Salomão sabedor da natureza de Jehová não é fácil se entender como Ele se dedicou àquela construção.
Se Salomão não empreendesse a construção do templo os hebreus continuariam inabalavelmente no propósito de construí-lo mais cedo ou mais tarde. Assim sendo Salomão preteriu ele mesmo empreender aquela obra. Construindo o templo, Salomão poderia dar-lhe um outro destino e foi assim que aconteceu. Por um lado Ele atendeu aos anseios do povo enquanto que por outro lado Ele deu-lhe um objetivo bem diferente. Seguiu as especificações técnicas e arquitetônicas, mas a destinação prático dada foi bem diferente. O templo não era apenas um local de acendimento religioso, mas sim uma verdadeira universidade apta a funcionar essencialmente como uma Escola de Mistérios semelhante àquelas que existiam no Egito Antigo. Levado pelo seu imenso saber, e especialmente por haver sido membro destacado das Escolas de Mistérios no Egito, o rei Salomão construiu o Templo de Jerusalém de maneira a funcionar como uma Escola de Saber Oculto e não apenas uma casa de devoção a Jehová.
Salomão, o Rei de maior sabedoria entre todos os reis… Qual o imenso saber de Salomão? – Já dissemos que Ele foi um INICIADO nos Mistérios Menores e Maiores da Escola Iniciativa de Memphis no Egito. Os Mistérios menores envolviam todos os conhecimentos históricos e científicos da humanidade, mas somente com os Mistérios Maiores é que o postulante aprendia o domínio da mente.
Além do conhecimento já existente nas Escolas de Mistérios de Memphis Salomão dominava magistralmente os ensinamentos da Cabala Hebraica e especialmente pelo Seu saber inato, saber que Ele tinha em si mesmo, que trazia consigo mesmo, pois sua consciência era uma projeção da Consciência Cósmica na terra.
Foi exatamente essa capacidade natural o que motivou o seu pai Davi a enviá-lo para o Egito afim de melhor tomar ciência do que estava sendo ensinado lá e assim Ele com mais habilidade pudesse sucedê-lo como rei de Israel, mesmo que tal atitude viesse a ferir o direito de progenitura de Adonias.
Adonias não tinha propensão para o saber oculto, era um espírito sem desenvolvimento algum, por isto nos bastidores da Conjura ele era o tipo ideal para governante. Jamais alguém como Salomão poderia ser da simpatia de da Conjura do Silêncio, e bem menos ainda ser aceito pela força negativa. Naquela disputa entre Adonias e Salomão, na realidade por detrás havia um jogo tremendo entre os OBSCURANTISTAS, os INICIÁTICOS, e especialmente a FORÇA NEGATIVA. Exatamente por ser detentor de conhecimentos ocultos, especialmente aqueles ligados à Cabala, Salomão foi aceito como o protetor dos magos. É tido como o rei da magia, das ciências ocultas, do hermetismo, etc. Através desses conhecimentos ele se impõe aos cultivadores das doutrinas secretas, das diferentes formas de magia, da maçonaria, e de quase todas as saciedades e doutrinas secretas do ocidente. Como um dos principais reis de Israel ele chegou a ponto das grandes religiões do ocidente como o Islamismo e muitas Igrejas Cristãs Tê-lo no mais elevado conceito.
Dizem os cabalista que Salomão foi o maior entre os maiores conhecedores dessa ciência. Ele detinha, segundo todas as fontes de informações, um poder incrível sobre as forças da natureza. Assim o grande poder de Salomão dominava todos os gênios da natureza. Diz a tradição que Ele impunha a sua vontade sobre todos os “demônios”. Citamos essas entidades para justificar o porquê de Salomão ser reconhecido simultaneamente por cristãos, magos, feiticeiros, cabalistas, místicos, etc.
Salomão é respeitado pelos magos e feiticeiros de todos os tempos. O seu nome aparece nos livros sagrados dos cristãos tanto quanto nos islamitas, ou nos tratados de magia branca, assim como de magia negra; nos livros de Maçonaria e nos de inúmeras outras ordens iniciáticas e sociedades secretas. Somente se entendendo a problemática da humanidade, no que diz respeito aos obscurantistas, e aos iniciáticos é que se pode tirar as dúvidas, afastar as desconfianças do contrário se torna decepcionante ver o nome de Salomão ligada à seitas demoníacas, e a muitas formas de conhecimento oculto.
O grande Rei, dizem, era detentor de um anel mágico, um anel cabalístico que Lhe dava poderes maravilhosos, e no que existia desenhado o famoso SÍMBOLO DE SALOMÃO, também conhecido por SIGNO SALOMÃO por haver sido usado pelo Rei como sinete com o qual eram autenticados os documentos. Ainda existem alguns daqueles documentos autenticados com o anel de Salomão em arquivos de sociedades secretas e mesmo em museus.
O anel de Salomão era um talismã valiosíssimo com o qual Salomão submetia à sua vontade todos os gênios e demônios. A Tradição Místicas dos árabes é riquíssima no que diz respeito aos imensos poderes do REI no domínio de todas as forças da natureza. Pela Bíblia é pode-se sentir o quanto era vasta a sabedoria do GRANDE REI. Uma das tarefas de Salomão foi a construção do Templo de Jerusalém, promessa do povo hebreu ao deus de Abraão e o principal desejo de Davi.
Dizem as tradições de algumas doutrinas que na construção do templo não se escutava qualquer ruído embora ali a pedra fosse trabalhada profusamente. Para explicar isto muitos afirmam que as pedras foram trabalhadas em pedreiras distantes transportadas já devidamente cinzeladas até o local da construção onde somente eram montadas. Mas os que assim afirmam desconhecem a verdade. Uma verdade velada, um dos grandes mistérios das civilizações antigas. O fato dos blocos haverem sido transportados não explica o não se ouvir os ruídos da construção, dos deslocamentos blocos e da cooptação de uns nos outros. Mesmo numa de nossas construções atuais feita com pequenos tijolos de barro, para ajustá-los devidamente escutam-se batidas de ferramentas. Como, então, explicar que na construção do Templo em que foram utilizados blocos grande de pedra barulho algum fosse propagado?
Para explicar isto vamos invocar aquilo que está escrito nos livros religiosos islamitas.
Salomão na construção do templo invocou o auxilio dos “gênios” graças aos poderes cabalísticos que possuía. Assim os gênios se submeteram a vontade de Salomão e foram obrigados a trabalhar como escravos. Mesmo estando sendo construído por gênios Salomão tinha o sossego quebrado pelos ruídos da lapidação das pedras, pelo ajustamento dos blocos nas paredes. Incomodado por isso o rei indagou dos “gênios” se aquele trabalho não poderia ser feito em silêncio e assim exigiu que a obra fosse trabalhada sem ruído algum. Os “gênios” disseram que tal era impossível para eles, mas que existia um “gênio” que tinha tal conhecimento, mas que fugira à convocação de Salomão. Este, por meio de processo mágico localizou o “gênio” rebelde e usando o poder do seu anel submeteu-o e este teve de explicar a maneira como trabalhar a pedra em silêncio. O gênio foi obrigado a revelar aquele segredo dizendo: “Oh Rei. Cobre o ninho daquele corvo com uma campânula de pedra e descobrirás aquilo que desejas”. Salomão assim procedeu e verificou que o corvo ao regressar para o ninho havendo encontrado os ovos cobertos voou e regressou depois trazendo um certo tipo de erva que depositou sobre a campânula de pedra sob a qual estavam os ovos. A erva foi libertando seiva e esta amoleceu completamente a pedra e assim o corvo conseguiu com o bico libertar os ovos. Imediatamente o Rei ordenou que aquela seiva fosse utilizada para tornar os blocos de pedra amolecidos e assim tudo pode ser construído em silêncio. Depois dos blocos cortados, moldados, e ajustados novamente eram solidificados.
Isto por certo é uma das lendas sobre Salomão, mas na verdade o Rei tinha conhecimento do como amolecer a pedra, pois a técnica de amolecimento da pedra é uma realidade, mas que na história de Salomão aparece em uma forma lendária. Sobre esse mito repousa uma grande verdade, tanto a técnica de amolecimento de rocha existia no passado como também o Rei submeteu muitos “gênios” da natureza, especialmente “gênios” servidores da força negativa.
Com certeza Salomão não aprendeu a amolecer pedra da maneira como diz a lenda, mas sendo detentor de Consciência Cósmica ele sabia de todas as técnicas e ciências, sem falar nos conhecimentos a que teve acessos nas Escolas de Mistérios, nas fontes de conhecimento do Egito desde que aquela técnica foi amplamente empregada na construção das grandes construções do Egito e oriundos da Atlântida. Este é um dos grandes segredos da antigüidade e que explica os grandes paradoxos das construções megalíticas da pré-história. Assim se pode saber como os egípcios que só dispunham de serra e brocas de bronze podiam executar monumental trabalho em pedras. ( aquela erva cuja seiva amolece a pedra não é uma raridade, ela existe em abundância no Brasil).
Não são apenas as lendas islamitas e maçônicas que falam da construção do Templo de Salomão. Existem inúmeras outras que se completam e cada uma guarda em si ensinamentos vários, e lições morais interessantíssimas. Com o término da construção do templo Salomão cumpriu a promessa feita pelo seu pai Davi e paralelamente o povo hebreu cumpriu a promessa feita a Jehová. Durante a construção Salomão começou a fazer ver que uma obra arquitetônica muito bem pode simbolizar a via de desenvolvimento e evolutiva de uma pessoa humana. Tudo pode ser construído, moldado, lapidado, polido, e ajustado na vida do ser humano, tal qual numa edificação de pedras. Assim a construção moral do ser pode ser simbolizada pela construção de um edifício material. Mas, a construção do ser humano em suas qualidades espirituais é uma obra mais grandiosa que qualquer templo material, algo bem mais imperecível, pois que jamais pode ser destruída. Assim Salomão estabeleceu as bases de uma nova ordem social utilizando para a construção desse homem novo as mesmas bases que fora empregada para a edificação do templo e assim criou uma Escola Iniciática em que as pessoas eram distribuídas em três graus tal como os obreiros eram classificados na construção do templo material. Isto é essencialmente a base da Maçonaria. A estrutura física do edifício do Templo de Jerusalém não condiz de forma alguma com as linhas clássicas de um templo religioso e sim com as de uma universidade.
Com a criação daquele templo destinado ao aperfeiçoamento do ser humano o Rei Salomão quis criar algo eterno, um templo imaterial para que o homem pudesse se desenvolver e evoluir em saber. Para que ele pudesse ascender no cumprimento daquilo para o que está destinado, o desenvolvimento cósmico de sua natureza. O templo material poderia ser o cumprimento de uma promessa feita pelo povo hebreu àquele ser que se intitulava Jeová, o senhor dos exércitos, mas o imaterial a Escola Arcana de Sabedoria, esta visava homenagear o Ser Superior, à Consciência Cósmica, Supremo Criador de todas as leis universais, Creador de bilhões de sistemas plenos de vida. À este o rei Salomão dedicou paralelamente não um templo material, uma escola de mistérios, em termos atuais.
Nas Escolas de mistérios e no Templo de Salomão se aprendia muito sobre ciências altamente adiante da época. Lendo-se os antigos filósofos vemos claramente que eles conheciam muitos princípios científicos atuais. Por exemplo, a idéia de que a matéria era constituída de estrutura que os gregos chamaram átomos e cujo enunciado é atribuído a Demócrito, a Leucipo e a Epícuro, na realidade a idéia não partiu daqueles filósofos. Demócrito recebeu-a de Moschus, o Fenício, a informação precisa de que o átomo era indivisível ( quimicamente ).
Segundo Tales de Mileto e Anaxímenes, a Via Láctea era constituída de estrelas.
Galileu confessou claramente que suas afirmativas a respeito do movimento da terra ele a colhera dos antigos, Copérnico, considerado o criador da teoria heliocêntrica, no prefácio de sua obra dedicada ao Papa Paulo III, diz textualmente que descobriu o movimento da terra nos escritos dos antigos. Na realidade não foi Newton quem descobriu a “Lei da Gravidade Universal”, também conhecida como “Lei do quadrado das distâncias”. Antes dele, Pitágoras já havia afirmado isto, e antes deste, Plutarco disse que havia uma atração recíproca ente os corpos, que o sol atraia a terra.
Uma magnífica indagação é sobre o que constava nos milhares de manuscritos da Biblioteca de Alexandria que foi totalmente destruída. Também nas 200.000 obras da Biblioteca de Pérgamo? Seriam apenas historietas? A realidade é que havia ali muitos conhecimentos científicos, históricos filosóficos tudo sobre a gênese da terra, dos espíritos e do universo.
Como Salomão esteve ligado a diversas fontes que tinham esse tipo de conhecimento é de se admitir que ele tinha pleno conhecimento, um conhecimento abrangente de tudo quanto havia naquela época.

O SELO DO REI SALOMÃO Selo de Salomão em uma pedra de um arco de uma sinagoga do séc. III-IV na Galiléia

O Rei Salomão, filho do Rei David, estabeleceu Jerusalém como a cidade da Justiça e da paz. Seu nome reflete o nome original da cidade, Shalem. Salomão é chamado de “aquele a quem foram dados sabedoria e conhecimento”, este é significado comumente usado para indicar seu governo sábio, a habilidade de distinguir entre o moralmente bom e mau, e através de uma compreensão do universo. “Eis que fiz segundo as tuas palavras, eis que te dei um coração sábio e entendido, que antes de ti teu igual não houve, e depois de ti teu igual não se levantará” (Reis I, 3:12).
A lenda do Selo do Rei Salomão, do sinete de madeira que ele recebeu dos céus, é comum ao Judaísmo, ao Cristianismo e ao islamismo. O Selo do Rei Salomão, cuja base está no chão e cujas bordas alcançam o céu, simboliza a harmonia dos opostos, cujo significado é múltiplo tanto quanto multicultural. Reflete a ordem cósmica, os céus, o movimento das estrelas em suas esferas, e o fluxo perpétuo entre céu e terra, entre os elementos do ar e do fogo. O Selo simboliza a sabedoria e as regras supra-humanas da Divina Graça.

Selo de Salomão em uma placa de concreto de uma Igreja Bizantina, Khirbel Sufa, Negev do Norte
Em 1536 D.C., o Sultão Suleiman, o Magnífico, ordenou extensivas restaurações no Monte do templo e converteu a Igreja que tinha sido construída no Monte Sião durante as cruzadas em um mosteiro. Pela construção deste mosteiro, Suleiman ligou-se a Salomão o filho de David e o David Messiânico que, de acordo com a crença Cristã, é Jesus. Foi a consciência messiânica de Suleiman que levou-o a desenvolver a ligação entre ele e o Rei Salomão. Nas paredes que circundam Jerusalém estão decorações de pedra que formam dois triângulos entrelaçados. São estrelas de David, conhecidas pelos Muçulmanos como Khatam Suleiman e pelos judeus como Khatam Shlomo (Selo do Rei Salomão) cuja função é proteger a cidade. O símbolo do hexagrama, a figura estrelada formada pelos dois triângulos, tem muitas conotações, especialmente quando é enclausurada por um círculo; poderes sobrenaturais têm sido atribuídos a este símbolo em muitas partes do mundo desde tempos ancestrais.

Moeda de prata da “dinastia Ayyubid” Aleppo, Síria, 1212-13
Além das associações nacionais Judaicas que têm sido adicionadas ao símbolo nas últimas centenas de anos, o elemento abstrato da figura (que está conectado às estrelas celestiais), e sua completitude geométrica fazem-no um símbolo universal. Junto com a estrela de cinco pontas (o Pentagrama, que é de origem muito mais recente) o hexagrama representa o desenvolvimento da matemática e geometria pelos Gregos e seus sucessores ao longo do Mediterrâneo.
Através da geometria, na qual os Pitagóricos e seus seguidores viam simbolismos cósmicos, o hexagrama e o pentagrama tornaram-se uma expressão do céu e sua reflexão na terra, o Divino e sua reflexão na criação e a conexão entre o céu e a terra, entre o macrocosmos e o microcosmos, e entre espírito e matéria.

Jarra e copo, Mogul India, século XVIII e XIX
A civilização Islâmica teve uma vibrante encruzilhada cultural através da qual as aquisições do mundo antigo que fluíram para a Europa moderna, através destas informações passadas do Leste para o Oeste e de lá para cá novamente, nas quais vários grupos étnicos de diferentes linguagens e religiões viveram lado a lado e contribuíram para o avanço cultural.

Potes de cerâmica, Ásia central ou Leste do Irã, século X
O Selo do Rei Salomão combina Força e Beleza, simbolismo e qualidade ilustrativa e tudo isso dentro de uma figura geométrica, a característica mais importante da arte Islâmica. O amor dos artistas Muçulmanos pela geometria permitiu a verdadeira essência do Selo do Rei Salomão como um símbolo de conexão entre ciência, beleza e metafísica, com elementos de medicina e magia, astronomia e astrologia, a arte da irrigação e sua influência no jardim, e a simbólica conexão entre jardins de prazer e Jardins do Éden, entre o céu e domos arquitetônicos e também cosmologia tradicional e sua conexão com a religião.

Tigelas médicas “mágicas”, Irã século XVII-XIX
Hoje, o hexagrama é conhecido como “Estrela de David” e é visto como o símbolo definitivo do Judaísmo. O termo é também usado em países Islâmicos. Existe um grau de confusão sobre suas origens, nomes e associações. Na Europa, o pentagrama é igualmente conhecido como Selo do Rei Salomão, enquanto o hexagrama como Estrela de David, e é comumente assumido que foi sempre assim. Entretanto, há pontos de evidência sobre a evolução gradual do hexagrama de um símbolo cosmológico Romano para um símbolo religioso e mágico que não está necessariamente associado a uma religião ou povo. Pesquisas sugerem que ambos temas foram usados por diferentes religiões e o significado mais claro do hexagrama é associado com técnicas mágicas para proteger contra forças do mal. O Professor Gershom Scholem, um notável estudioso de Kabbalah estudou a função protetiva do hexagrama e seu ingresso no Judaísmo a partir de tradições Islâmicas. Em uma série de artigos sobre a Estrela de David e sua história, Scholem fez as seguintes afirmações:

Gorro de veludo e roupa ornada com moedas usadas por garotos Judeus, Marrocos, início do século XX
Primeira: O hexagrama é um símbolo universal, cujas associações Judaicas foram desenvolvidas gradualmente. Começou como um símbolo da comunidade Judia em Praga, provavelmente no século XIV, embora possa ter sido no século XVII. Ele foi reconhecido como símbolo dos Judeus como um todo no século XIX.

Pingente-amuleto feminino com Selo de Salomão, Argélia, século XIX
Segundo: Muitos exemplos Judaicos e Cristãos do hexagrama e outros temas decorativos, existem do período antigo e posteriores na arte Islâmica no século XIII, o tema passou de cópias da Bíblia, que tinhas sido transcrita em países Islâmicos, para manuscritos Hebreus na Alemanha e Espanha. Na Espanha, até o século XIII, o hexagrama era conhecido como Selo do Rei Salomão pelos Judeus, do século XIII ao século XV, ambos os nomes foram usados simultaneamente. Foi apenas mais tarde que o termo Estrela de David gradualmente tornou-se dominante nas comunidades Ashkenazi, enquanto o Selo do Rei Salomão tornou-se identificado com o pentagrama.
Terceiro: O hexagrama ou pentagrama, aparece primeiro em mezuzot “mágicos” (pergaminhos colocados no umbral da porta, comuns entre os Judeus) e posteriormente em vários talismãs na literatura. Os desenhos mágicos do hexagrama e o pentagrama eram conhecidos como selos, na manutenção da idéia de que uma pessoa “estampa a si mesma” com estes signos no sentido de proteger a si mesmas de espíritos daninhos. Este termo é conectado à lenda do Rei Salomão que controlava demônios por meio de um anel-sinete especial no qual estava gravado o Tetragrammaton. O selo apenas tinha poder para uma coisa, prover proteção contra forças malévolas.

Selo de Salomão do An'am Sharif, um livro de orações e excertos do Corão, 1761-2
É possível que o hexagrama serviu como um símbolo do Templo em um estágio inicial de desenvolvimento. Um desenho Judeu do século X é o exemplo mais antigo de conexão entre os dois símbolos; nós não sabemos se suas origens na tradição Judaicas são mais antigas, ou se elas refletem uma conexão com a arte Islâmica. Na Espanha, iniciando no século XIII, livros religiosos Judaicos eram decorados com Estrelas de David, algumas vezes como colófono em livros escritos em micrografia. O hexagrama apareceu anteriormente como uma decoração usada para preencher espaços ou para mostrar as divisões em capítulos em manuscritos Hebreus e Árabes. Em alguns manuscritos Hebreus da Espanha, diversas Estrelas de David têm sido desenhadas próximas a versos que falam do longo retorno a Sião.

Selo de Salomão no verso de um espelho, Mesopotâmia, século XII

Moedas de cobre e prata das dinastias 'Umayyad and 'Ayyubid, séculos VIII-XIII; do período Malmeluk, século XIV, e do perído Mongol, Tbilisi, Georgia, século XIII.

Traduzido do artigo ”The King Solomon´s Seal, 16 Fev 1999”

Cartas Sem Selo

um dia as cartas serao historia, lidas, contadas e relembradas… ainda que quem as escreveu nao estajam mais aqui.

Eclesiastés 3   
1  Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
2  Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
 
3  Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;

4  Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;

5  Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
 
6  Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;

7
  Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;

8  Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.
Estas palavras são de Salomão, o rei considerado o homem mais sabio de todos os tempos segundo a Biblia.

Os sete selos e as sete trombetas de Apocalipse

Os sete selos e as sete trombetas de Apocalipse 
O homem sempre foi fascinado com a idéia de futuro. Para onde caminha a humanidade? Qual será o seu fim? Muitas religiões tentaram e ainda tentam dar uma resposta a essas questões. Mas D’us Todo Poderoso, o criador do universo e do homem revelou a João, através de seu amado, Yeshua (Yeshua) o que certamente acontecerá nos tempos finais.

Yeshua ordena a João escrever as coisas que lhe foram mostradas e confirma Ele próprio a veracidade dos fatos.
Na descrição encontrada no livro Apocalipse de João, vemos que Yeshua inicialmente dá um alerta à sua igreja: arrependi-vos. Bem-aventuranças e advertências são dadas.

Logo após essas cartas às igrejas e apóstolos, João tem uma das mais belas visões descritas nas Escrituras Sagradas: a visão do Trono de D’us. Essa descrição encontra-se no capítulo 4 de Apocalipse. Mas é interessante notar um detalhe citado por João: “Vi, na mão direita daquele que estava assentado no trono, um rolo (livro) escrito por dentro e por fora, de todo selado com sete selos” (Ap 5. 1).

Qual o significado desse livro e de seus selos? Na antigüidade documentos reais/oficiais eram escritos em rolos e o selo garantia entre outras coisas:
  1. a manutenção do sigilo de seu conteúdo;
  2. a autenticidade e a autoridade da mensagem.

A observação feita por João que esse livro estava escrito por dentro e por fora indica a importância e a totalidade de seu conteúdo. O número de selos, sete, indica na língua hebraica a perfeição, a plenitude. Dai pode-se inferir como esse documento é importante. Muitas opiniões existem entre os estudiosos sobre o que é esse livro e o que ele contém. O que podemos afirmar com certeza é que pertence a D’us Todo-Poderoso, que os julgamentos de D’us e seus castigos são liberados ao se abrirem os selos desse documento e que só há uma criatura em todo o universo com autoridade para abrir os selos – Yeshua, o Messias. O cordeiro que foi morto mas vive para sempre. Aquele que cumpriu em plena obediência a missão de expiação pelo homem.

Ao serem quebrados os primeiros quatro selos, são libertados os “quatro cavaleiros do Apocalipse” que representam respectivamente: 1- a guerra em seu aspecto de subjugar as pessoas umas às outras; 2 – a guerra em seu aspecto de ódio entre as nações e indivíduos; 3 – a distribuição econômica desigual, bem como a escassez e 4 – a morte que resulta das 3 primeiras causas e resultantes de doenças.

Muito se tem dito acerca do primeiro cavaleiro montado no cavalo branco. Muitos consideram ser Yeshua ou até mesmo a expansão do evangelho. Em Ap 6: 2 fala de um arco (arma de guerra) e que “lhe foi dada uma coroa”. Yeshua não precisa que lhe seja dada uma coroa, Ele tem sobre sua cabeça “muitos diademas”(Ap 19:12). Cremos então que este cavaleiro traz julgamento na forma da guerra e conquista. Parece que esse cavaleiro quer enganar com sua aparência seja pelo cavalo branco seja pelo arco, sem a flecha. Ele imita, mas não é o Messias.

No segundo selo vemos claramente o caráter de seu cavalo. Veio num cavalo vermelho que representa a violência e sangue e conduzirá os homens à guerra.

Com decorrência da guerra é quebrado o 3º selo que simboliza a fome e a escassez de alimentos. É importante observar que produtos de luxo que estão presentes nas mesas dos ricos serão preservados. Isto nos leva a inferir que os ricos estarão mais ricos e os pobres trabalharão muito e pouco comerão.

Então o próximo selo é quebrado. Em decorrência da guerra, fome e desigualdade econômica haverá uma mortandade sem igual. O cavalo pálido ou amarelo é a própria cor de um cadáver. Por todo lado haverá guerras, fome, pestes e cadáveres abandonados. Cremos que aqui podemos já visualizar de maneira clara o caráter do governo do anticristo. A quarta parte dos habitantes da terra morrerá.

O quinto selo faz liberar um clamor por vingança daqueles que foram mortos como mártires. O Talmud fala das almas dos justos oferecidas como sacrifício a D’us no Templo Celeste. Eles reconhecem que a vingança pertence a D’us. Mas ainda não é chegado o tempo oportuno. Deveriam aguardar até que se completasse o número de mártires.
É quebrado então o 6º selo, o selo que libera ira da natureza. Um grande terremoto acontece a nível mundial. Parece haver a descrição de uma grande chuva de meteoros. Todos os homens, grandes e pequenos, são afetados. Os homens têm consciência de que esses acontecimentos são juízos de D’us.

Nesse ponto há uma suspensão dos juízos para que sejam selados 144.000 judeus. Esse selo pode significar uma proteção do dano físico ou espiritual e representará uma proteção durante a tribulação. Afirmamos que são judeus porque há a descrição de cada tribo. Há a falta das tribos de Dâ e Efraim. É provável que isso tenha ocorrido por causa de sua idolatria. Elas deixaram que fosse introduzido em suas tribos bezerros de ouro pelo rei Jeroboão (Jz 4:45, Os 4:17). Embora hoje a maioria dos judeus não esteja convicta de sua linhagem esta passagem indica que D’us miraculosamente revelará a identidade tribal de seu povo nos últimos dias. O Salmo 87:5-6 diz: “E com respeito a Sião se dirá: Este e aquele nasceram nela; e o próprio Altíssimo a estabelecerá. O Senhor, ao registrar os povos, dirá: Este nasceu lá”.

Esses 144.000 serão judeus messiânicos, isto é, judeus que crêem em Yeshua como o Messias enviado por D’us e profetizado no Antigo Testamento. Seu ministério, durante o período tribulacional, será o de testemunhar perante o mundo. Em Ap 14:5,6 eles aparecem como primícias para D’us e para o cordeiro, são castos e sem máculas. No céu recebem o privilégio de aprenderem o novo cântico de louvor e adoração a D’us.

Seguindo a visão dos 144.000, João vê uma multidão de todas as nações que estão diante do trono. Quem são estes? São aqueles que, vendo o juízo de D’us sobre a terra, se arrependerão, se purificarão e aceitarão a salvação que há no sangue sacrificial de Yeshua. Pagarão com sua própria vida por causa de sua fé. Serão decapitados (Ap 20: 4), por causa de Yeshua. Manterão o testemunho de sua fé e como recompensa servirão dia e noite a D’us no seu santuário celeste.

Após essa pequena suspensão na retirada dos selos faz-se um silêncio por meia hora. É um silêncio que causa profundo temor. É o indício que algo solene ou tremendo está para acontecer. É então quebrado o 7º selo. Pode-se dizer que nesse momento inicia-se a ira de D’us. D’us está vindo para intervir de maneira definitiva na rebeldia e pecado dos homens. Esse sétimo selo libera as sete trombetas que são tocadas por sete anjos.

O toque da trombeta (shofar) entre o povo de Israel é muito significativo. É um modo de chamar o povo à ação; alertar quanto á guerra; chamar o povo à adoração e anunciar as festas bíblicas.

As quatro primeiras trombetas afetarão diretamente a natureza e de modo indireto os homens. Lembra as pragas do Egito (Sl 105:29,32), enquanto as últimas três pragas afetarão diretamente os homens.

Com o toque da 1ª trombeta haverá uma chuva de granizo, fogo e sangue. Terá um efeito catastrófico sobre a vida vegetal. A qualidade do ar será comprometida. Será uma clara advertência ao mundo.

Com o soar da 2ª trombeta haverá uma grande destruição sobre o mar. Haverá a queda de um grande elemento fumegante sobre o mar. É difícil saber ao certo o que será, mas pode ser um grande meteoro ou mesmo uma bomba de grande poder de destruição. As perdas na natureza e de vidas humanas serão enormes.

A 3ª trombeta fará liberar um juízo sobre as fontes de água potável da terra. Um terço dos rios e das fontes naturais serão contaminados. O símbolo usado “absinto” é uma madeira de sabor mais amargo que há. Muitos homens morreram o ingerir das águas contaminadas.

A 4ª trombeta afetará o firmamento. Um terço do sol, lua e estrelas perderão seu brilho. Isto significa que a luz do dia será diminuída e que o poder da luz será reduzido em um terço. Isso trará um esfriamento à terra e tristeza aos homens.

Os três últimos toques serão também os “ai”. São toques que trarão muitos sofrimentos e causarão lamentos. A 5ª trombeta libera um anjo que tem as chaves do abismo. O abismo não é o Sheol mas um lugar onde seres demoníacos estão aprisionados. Esses poderes demoníacos são descritos como locustas que voam (Ex 10:12-20; Gl 1:4,2:4-14) e ferroam como escorpiões (Ez 2:6, Lc11:12).
Atormentaram os homens de maneira tremenda e terão 4 limitações: a) não podem danificar a natureza; b) não podem atormentar os que estão com o selo de D’us; c) não podem matar e d) seu poder é limitado. Quando a 6ª trombeta é tocada, quatro anjos são liberados. Esses anjos encontravam-se atados junto ao rio Eufrates. O rio Eufrates é um dos quatro rios que saía do Jardim do Éden. Foi nessa região que o homem começou a adorar a ídolos e pensou em chegar ao céu por seus próprios esforços. O lugar que lembra a vitória dos anjos caídos sobre o homem (Éden), D’us transforma em prisão para eles. Esses anjos parecem ser espíritos malíguinos, atados por causa de seu espírito homicida, pois não podem matar, até que chegue a hora indicada por D’us e Ele dê ordem para soltá-los. Quando soltos trazem consigo exércitos numerosos e saem para cumprir o seu desejo de matar e destruir os homens. Será um golpe estonteante, dado pelo próprio Hades e que se constituirá numa praga que deixará os homens atônitos. Apesar desse grande flagelo os homens não se arrependem.

A 7ª trombeta é tocada. Embora muitos eventos ainda estejam em curso, João relata a alegria antecipada dos anjos pela vitória plena de Yeshua sobre Satanás. Os 24 anciãos adoram a D’us reconhecendo que o seu reino glorioso será implantado na segunda vinda de Yeshua.

As nações continuam endurecidas, mas o juízo final de D’us se aproxima. É então liberada a consumação da ira de D’us com os sete últimos flagelos – as taças da ira.

Sete selos

Os Sete Selos é um conceito da escatologia cristã, que vem do Livro do Apocalipse, da Bíblia cristã, onde um livro com sete selos é descrito em Apocalipse 5:1.
Os Sete Selos foram abertos pelo Leão de Judá. Apocalipse 5:5 diz: "E um dos anciões disse até mim: Não chores eis que o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, venceu para abrir o livro e desatar os sete selos".
Judá era geralmente o reino entregue ao príncipe herdeiro de Israel. Jesus na tradição cristã, é o Rei dos reis, e não o príncipe herdeiro. O Leão de Judá é uma referência deliberada direta a um príncipe digno "do sangue de Cristo". Os sete selos foram abertos, um a um, pelo Cordeiro. Apocalipse 5:6 diz: "E eis que, e eis que no meio do trono e dos quatro animais, e no meio dos anciãos, um Cordeiro como tinha sido morto, tendo sete chifres e sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus enviados por toda a terra".

Sinais 

Cada abertura de um dos selos é seguida por um evento ou uma série de eventos. Apocalipse 6:1: "E, havendo o Cordeiro aberto um dos selos, olhei, e ouvi um dos quatro animais, que dizia como em voz de trovão: Vem, e vê". A visão do Livro dos Sete Selos foi referida por João, em Apocalipse. Quando cada um dos quatro primeiros selos é aberto, um cavalo e seu cavaleiro aparecem. Estes são geralmente referidos como Cavaleiros do Apocalipse.
Na abertura do primeiro selo surge um cavalo branco, que representa o Anticristo, com sua falsa inocência e paz, que governa o mundo (Apocalipse 6:2).
Na segunda abertura do livro, surge outro cavalo, desta vez vermelho, ao qual foi dada a ordem de que tirasse a paz da terra, e que se matassem uns aos outros (Apocalipse 6:4).
Ao abrir do terceiro selo, João vê um cavalo preto, que segurando uma balança faz ofertas exorbitantes; o que significaria a excassez dos produtos e seus preços exorbitantes. Este cavalo representa a fome, a penúria, as trocas injustas (Apocalipse 6:4).
Na abertura do quarto selo surge o último dos quatro cavaleiros, que é a representação da fome, da peste e da destruição, do qual o que estava assentado sobre ele havia a palavra Morte, e o Inferno o seguia (Apocalipse 6:7-8).
A abertura do quinto selo é seguida por uma visão daqueles que foram "mortos por causa da palavra de Deus" (Apocalipse 6:9).
Quando o sexto selo é aberto, há um grande terremoto, e os sinais aparecem no céu. (Apocalipse 6:12,14) Além disso, 144.000 servos de Deus são "selados” nas suas testas, em Apocalipse 7:.
Quando o sétimo e último selo é aberto, sete anjos com suas trombetas começam a soar, um por um. Os acontecimentos do Sétimo Selo são subdivididos pelos eventos seguintes, ao soar de cada trombeta. Este selo é aberto em Apocalipse 7:, e a sétimo trombeta não soa até Apocalipse 11:.
Em resumo:
  • Primeiro Selo - Conquista mundial, Cavalo branco;
  • Segundo Selo – Conflito e guerra, Cavalo vermelho;
  • Terceiro Selo – Fome e escassez, Cavalo preto;
  • Quarto Selo – Morte, Cavalo Amarelo;
  • Quinto Selo – Visão do martírio, ou mártires;
  • Sexto Selo – Perturbações “cósmicas” ou sinais do céu, e a marcação dos 144 mil;
  • Sétimo Selo – Soar das sete trombetas dos sete anjos e o Juízo Final.
Estudiosos bíblicos associam os sete selos com os sete Espíritos de Deus,[1] e outros termos bíblicos referidos ao número sete.[2] Os selos podem conter símbolos comumente interpretados como a morte, a fome, as guerras mundiais, o martírio, terremotos e o Anticristo. O livro também afirma que haverá "sete trombetas" anunciando os aspectos do "Fim dos Tempos": a humanidade a ser julgada, os mares se voltando para o sangue, feridas no corpo das pessoas, epidemias, infertilidade, e a introdução das "sete taças". Essas bacias são um terço do mar, a humanidade, a água, a vida animal, os navios, as culturas, e a terra, todos sendo tragados por um abismo infinito. 

O Cordeiro abrindo o Livro dos Sete Selos 
Escatologia cristã
Diferenças escatológicas
Apocalypse vasnetsov.jpg

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