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Demonologia é o estudo sistemático dos demônios. Quando envolve os estudo de textos bíblicos, é considerada um ramo da Teologia. Por geralmente se referir aos demônios descritos no Cristianismo, pode ser considerada um estudo de parte da hierarquia bíblica. Também não está diretamente relacionada ao culto aos demônios.


sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Demônios e Possessões

DEMÔNIO E POSSESSÃO DEMONÍACA

Demônio é um anjo que se rebelou contra Deus ao seguir as ordens de Satanás. Os demônios executam as ordens de Satanás e tentar induzir as pessoas a desobedecerem o desejo de Deus. Quando eles entram realmente na vida dos seres humanos, isso é chamado de possessão demoníaca. Há muitos exemplos na Bíblia e uma grande parte do trabalho de Jesus na terra envolveu a cura de pessoas controladas pelos demônios.

QUEM SÃO OS DEMÔNIOS

A palavra demônio é de origem grega e significa "falsa deidade" (I Coríntios 10:20). Qualquer deidade que não seja o Deus verdadeiro é um espírito que se opõe a Ele, logo é um espírito do mal ou um demônio. Há só um diabo, que é conhecido por uma variedade de nomes e títulos na Bíblia. O diabo governa sobre todos os outros demônios, que lhe são sujeitos. Muitas vezes na Bíblia a palavra "espírito" é usada por demônio, com um descritivo. Por ex. a Bíblia menciona "espírito do mal" (Atos 19:12-13), "espírito imundo" (Mateus 10:1, Marcos 1:23, 26; Atos 5:16), "espírito de enfermidade" (Lucas 13:11) e "espírito mudo e surdo" (Marcos 9:25). Alguns demônios possuem o espírito de assassinato, suicídio, medo ou mentira, o que os associa com vários pecados ou atitudes contrários à vontade de Deus. Demônios são seres criados. São imortais e não podem voltar a ter seu relacionamento anterior com Deus. Têm grandes poderes quando comparados a humanos, mas seus poderes não se comparam com o poder de Deus. Deus nos deu autoridade sobre eles e os cristãos que crêem no poder de Jesus não podem ser conquistados pelo poder dos demônios.

O QUE FAZEM OS DEMÔNIOS

Os anjos foram criados para adorar e louvar a Deus, servi-lO e agir como seus mensageiros. A Bíblia afirma que eles são "espíritos enviados por Deus para cuidar daqueles que receberão salvação"(Hebreus 1:14). Os demônios têm função similar, mas servem a um mestre diferente. São governados por Satanás, a quem servem sem temor. Atuam nas vidas dos seres humanos, mas seu propósito é cumprir os esquemas de Satanás e fazer oposição a Deus. Tentam, enganam e iludem as pessoas com a intenção de trazê-las para a condenação eterna. Constantemente atacam, oprimem e acusam o povo de Deus. Uma vez que Satanás não pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo, usa os demônios para executarem diferentes tarefas. Por ex., na parábola do semeador (Mateus 13:3-9, Marcos 4:1-20, Lucas 8:4-15) os demônios arrancam fora a palavra antes que ela possa enraizar (Marcos 4:15). Muitas vezes, Satanás promove o afastamento de algumas pessoas de Deus antes que façam um genuíno compromisso (Marcos 4:17). Basicamente, os demônios trabalham de acordo com o padrão estabelecido por Satanás na sua tentação de Eva no Jardim do Éden. Primeiro, negam a verdade da Palavra de Deus e contestam as afirmações que faz. Em seguida, negam a realidade da morte. Finalmente, apelam para a vaidade e orgulho humanos dizendo que homens e mulheres podem ser iguais a Deus ou mesmo serem deuses (Gênesis 3:1-5). Esses são os métodos e ensinos básicos que estão por trás da maioria dos cultos e das falsas religiões.

O DESTINO FINAL DOS DEMÔNIOS

A Bíblia nos conta que Deus tomou os anjos que pecaram contra Ele e os "precipitou no inferno e os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo" (II Pedro 2:4). Jesus falou sobre o fogo eterno preparado para o diabo e seus demônios. Também descreveu como as pessoas que não crerem nEle terão da mesma forma esse horrível destino na eternidade (Mateus 25:41). Eventualmente Satanás e seus demônios serão lançados no lago de fogo (Apocalipse 20:10), que é o lugar de tormenta eterna para todas as pessoas cujos nomes não estão escritos no Livro da Vida (Apocalipse 20: 12-15).

POSSESSÃO DEMONíACA

A possessão demoníaca ocorre quando um demônio ocupa o espírito de um ser humano. A Bíblia nos fala que demônios podem entrar no corpo de uma pessoa (Lucas 8:30, 22:3) a fim de controlar seus pensamentos e ações. Todos os cristãos pertencem a Jesus Cristo e seus espíritos humanos são selados pelo Espírito Santo (Efésios 1:13). Os demônios conhecem e reconhecem este selo. Eles podem também entrar no corpo de animais (Marcos 5:13); são associados com livros de mágica (Atos 19:19) e ídolos (I Coríntios 10:19-21). Com freqüência causam doença ou deficiência física. Envolvimento com cartas de tarô, horóscopos ou qualquer outra forma de adivinhações podem dar aos demônios a oportunidade de entrar na vida de um cristão. Tais práticas podem ser inofensivas para a maioria das pessoas, mas Satanás usa as menores chances para obter vantagens sobre as pessoas.

MANIFESTAÇÃO

Com freqüência os demônios preferem se esconder para que possam exercer controle sem oposição. Possuem poderes sobrenaturais (Apocalipse 16:14) e exibem esses poderes através de suas vítimas (Marcos 5:4-5; 9:18-20). Muitas vezes Jesus repreendeu os demônios para livrar pessoas que sofriam por suas possessões.

EXORCISMO

Expulsão de demônios ou exorcismo era uma parte normal do ministério de Jesus, que ordenou a seus seguidores que fizessem o mesmo. Essa ordem nunca cessou e se faz ainda mais importante hoje uma vez que as forças do mal grassam com tanta intensidade no mundo.
Os seguintes princípios vêm da prática de Jesus, das Escrituras e da observação e envolvimento pessoais:
1. Jesus se dirigia aos demônios e ordenava-lhes que saíssem (Marcos 1:25; 9:25). Expulsava-os "com uma palavra" (Mateus 8:16). Jesus deu autoridade a seus seguidores para usar Seu nome na expulsão de demônios e usar isto como sinal do discípulo cristão (Marcos 16:17). O nome de Jesus não é uma fórmula mágica e seu uso depende do relacionamento entre o Senhor e a pessoa que usa Seu nome (Atos 19:11-18).
2. Jesus expulsa demônios pelo Espírito de Deus (Mateus 12:28). Deus ungiu Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder para curar todos os oprimidos por Satanás (Lucas 4:18-19; Atos 10:38).
3. Jesus ensinou claramente sobre "amarrar o valente" (Mateus 12:29; Marcos 3:27) e sobre ligar e desligar no céu (Mateus 18:18).
4. A oração é arma importante para lidar com demônios. Quando os discípulos perguntaram por que não podiam expulsar um certo tipo de demônio, Jesus respondeu que muitos tipos só poderiam ser dominados com muita oração (Marcos 9:28).
5. Apocalipse 12:11 descreve o poder que "o sangue do Cordeiro" tem sobre Satanás. Os demônios não gostam de ouvir sobre o sangue de Jesus e ficam agitados quando isso é mencionado.
6. Deus equipou o discípulo cristão com arma de defesa em batalha espiritual contra os demônios (Efésios 6:10-17).
7. O Senhor respondeu a Satanás com passagens da Bíblia. A Palavra de Deus nos foi dada como ferramenta de defesa e para atacar Satanás (Efésios 6:17; Hebreus 4:12).
8. Devemos ir contra os demônios do inferno com ajuda dos céus, não com nossos limitados recursos terrenos (Efésios 2:6).
9. Devemos reconhecer que a última vitória já foi ganha por Jesus, que veio para destruir as obras do diabo (I João 3:8) e para destruir o poder de Satanás sobre a morte (Hebreus 2: 14-16). Quando Jesus gritou na cruz "Está consumado", quis dizer que sua obra redentora estava feita. Quando ressuscitou dos mortos, demonstrou poder sobre a morte. Somos vencedores somente se tomamos parte na vitória de Jesus sobre Satanás e seus demônios.


                                                 Possessão demoníaca

Anneliese Michel

Anneliese Michel (Leiblfing, 21 de setembro de 1952 — Klingenberg am Main, 1 de julho de 1976) foi uma
 jovem alemã de família católica que acreditava ter sido possuída por uma legião de demônios, tendo sido
submetida a uma intensa série de sessões de exorcismo pelos padres Ernest Alt e Arnold Renz em 1975 e
1976. O Caso Klingenberg, como passou a ser conhecido pelo grande público, deu origem a vários estudos
e pesquisas, tanto de natureza teológica quanto científica, e serviu como inspiração para os filmes O
Exorcismo de Emily Rose, dirigido pelo cineasta estadunidense Scott Derrickson, e Requiem, dirigido pelo
polêmico cineasta alemão Hans-Christian Schmid.
Anneliese experimentou graves distúrbios psiquiátricos a partir dos 16 anos de idade até sua morte,
aos 23 anos, sendo seu quadro clínico composto desde desnutrição secundária à doença mental. Depois de
vários anos de tratamento psiquiátrico ineficaz, ela se recusou ao tratamento médico e solicitou um
exorcismo.1 As graves consequências atribuídas ao ritual de exorcismo sobre a jovem motivaram a abertura
de um processo criminal pelos promotores de justiça locais contra os pais de Anneliese e os padres exorcistas,
causando uma grande polêmica em toda a Europa e dividindo a opinião pública mundial. Tanto os padres que
realizaram o exorcismo quanto os pais de Michel foram condenados por homicídio negligente porque renunciaram
ao tratamento médico quando do início do tratamento por meio do exorcismo.

Infância

Anneliese Michel nasceu em Leiblfing, no estado federal alemão da Baviera, mas foi criada com as suas
três irmãs no pequeno município de Klingenberg am Main. Seus pais, Anna e Josef Michel, muito religiosos,
lhe deram uma educação profundamente católica. O pai de Anneliese mantinha a família trabalhando em uma
serraria.1 Quando tinha dezesseis anos, Anneliese sofreu uma grave convulsão e foi diagnosticada com epilepsia.
Logo, ela também começou a alucinar enquanto rezava.2 Em 1973, ela sofria de depressão e começou a ouvir vozes
dizendo que diziam que ela estava "condenada"1 e que iria "apodrecer no inferno".
Em 1973, Anneliese estava sofrendo de depressão e considerando o suicídio.3 O seu comportamento tornou-se
cada vez mais bizarro. Ela andava nua pela casa, fazia suas necessidades em qualquer lugar, rasgava suas
roupas, comia insetos como moscas e aranhas, carvão e chegou a lamber sua própria urina.

Tratamento psiquiátrico

Depois de ser admitida em um hospital psiquiátrico a saúde de Anneliese não melhorou. Além disso, sua
depressão começou a se aprofundar. Ela começou a ficar cada vez mais frustrada com a intervenção médica,
que não melhorava a sua condição. Em longo termo, o tratamento médico não foi bem sucedido, seu estado,
incluindo a sua depressão, agravaram-se com o tempo.
Tendo centrado toda a sua vida em torno da fé católica, Anneliese começou a atribuir sua condição psiquiátrica
à possessão demoníaca. Anneliese tornou-se intolerante à lugares e objetos sagrados, como crucifixos, que
contribuiu ao que achavam ser possessão demoníaca. Ao longo do curso dos ritos religiosos Anneliese sofreu
muito. Foram prescritos a ela medicamentos antipsicóticos, que ela pode ou não ter parado de tomar.
Em junho de 1970, Anneliese sofreu uma terceira convulsão no hospital psiquiátrico, neste momento foi
prescrito pela primeira vez anticonvulsivantes. O nome desta droga não é conhecido e não trouxe alívio
imediato aos sintomas de Anneliese. Ela continuou falando sobre o que ela chamou de "faces do diabo",
vistas por ela durante vários momentos do dia. Anneliese ficou convencida de que a medicina convencional
 era de nenhuma ajuda. Acreditando cada vez mais que sua doença era um tipo de distúrbio espiritual, ela
recorreu à Igreja para que a exorcisassem. Naquele mesmo mês, lhe foi prescrita uma outra droga, Aolept
(pericyazine), que é uma fenotiazina com propriedades gerais semelhantes às da clorpromazina: pericyazine
é usado no tratamento de psicoses diversas, incluindo esquizofrenia e distúrbios de comportamento.
Em novembro de 1973, Anneliese iniciou o tratamento com Tegretol (carbamazepina), que é uma droga
antiepiléptica. Anneliese tomou o medicamento com frequência, até pouco antes de sua morte.

Exorcismo e morte

Anneliese fez uma peregrinação a San Damiano com um bom amigo da família, Thea Hein, que regularmente
organizava peregrinações para "lugares santos" não reconhecidos oficialmente pela Igreja Católica.4
Como Anneliese era incapaz de passar por um crucifixo e se recusava beber a água de uma nascente sagrada,
seu acompanhante concluiu que ela estava sofrendo de possessão demoníaca.1 Tanto Anneliese quanto sua família
se convenceram de que ela estava realmente possuída e consultaram vários sacerdotes, pedindo um exorcismo. Os
sacerdotes se recusaram, recomendaram a continuação do tratamento médico e informaram à família que para a
realização de exorcismo era necessária a permissão de um bispo.2 Eventualmente, em uma cidade próxima, se
depararam com vigário Ernst Alt, que, depois de ver Anneliese, declarou que ela não "parecia uma epiléptica"
e que ele não a via tendo convulsões.4 Ele acreditava que a menina estava sofrendo uma possessão demoníaca.1
Alt pediu ao bispo para permitir um exorcismo. Em setembro de 1975, o bispo Josef Stangl concedeu uma permissão
ao Padre Renz para exorcizar Anneliese de acordo com o Rituale Romanum de 1614,1 mas ordenou total sigilo sobre
o caso.5 Renz realizara a primeira sessão em 24 de setembro.
Uma vez convencidos de sua possessão, Anneliese, seus pais e os exorcistas pararam de procurar tratamento médico
e colocoram seu destino nas mãos apenas dos ritos de exorcismo. Sessenta e sete sessões de exorcismo, uma ou duas
 por semanas, com duração de até quatro horas, foram realizadas durante cerca de 10 meses em 1975 e 1976. Em
algum momento, Michel começou a falar cada vez mais sobre a morte para expiar a juventude rebelde do dia e os
padres apóstatas da igreja moderna e se recusou a comer. A pedido da própria Anneliese, os médicos não estavam
mais sendo consultados.1
Em 1 de julho de 1976, Anneliese morreu durante o sono. O relatório da autópsia indicou a causa da morte foi
desnutrição e desidratação de quase um ano de semi-inanição, enquanto os rituais de exorcismo eram realizadas.

Julgamento

Logo após o falecimento de Anneliese, os padres Ernest Alt e Arnold Renz fizeram o comunicado do óbito às
autoridades locais que, imediatamente, abriram inquérito e procederam às investigações preliminares.
Os promotores públicos responsabilizaram os dois padres e os pais de Anneliese de homicídio causado por
negligência médica. O bispo Josef Stangl, embora tivesse dado a autorização para o exorcismo, não foi
indiciado pela promotoria em virtude de sua idade avançada e seu estado de saúde debilitado, vindo a falecer
 em 1979. Josef Stangl foi quem consagrou bispo o padre Joseph Ratzinger, que no futuro se tornaria o Papa Bento XVI.
O julgamento do processo, que passou a ser denominado como o Caso Klingenberg (em alemão: Fall Klingenberg),
iniciou-se em 30 de março de 1978 e despertou grande interesse da opinião pública alemã. Perante o tribunal,
os médicos afirmaram que a jovem não estava possuída, muito embora o Dr. Richard Roth, ao qual foi solicitado
auxílio médico pelo padre Ernest Alt, teria feito a afirmação à época que não havia medicação eficaz contra a
ação de forças demoníacas (cfe. fonte original: "there is no injection against the devil").
Os médicos psiquiatras, que prestaram depoimento, afirmaram que os padres tinham incorrido inadvertidamente
em "indução doutrinária" em razão dos ritos, o que havia reforçado o estado psicótico da jovem, e que, se ela
tivesse sido encaminhada ao hospital e forçada a se alimentar, o seu falecimento não teria ocorrido.A defesa judicial
dos padres foi feita por advogados contratados pela Igreja. A defesa dos pais de Anneliese
argumentou que o exorcismo tinha sido ato lícito e que a Constituição Alemã protege os seus cidadãos no exercício
irrestrito de suas crenças religiosas.
A defesa também recorreu ao conteúdo das fitas gravadas durante as sessões de exorcismo, que foram apresentadas
ao tribunal de justiça, onde, por diversas vezes, as vozes e os diálogos — muitas vezes perturbadores — dos supostos
demônios eram perfeitamente audíveis. Em uma das fitas é possível discernir vozes masculinas de dois supostos demônios
 discutindo entre si qual deles teria de deixar primeiro o corpo de Anneliese. Ambos os padres demonstraram profunda
convicção de que ela estava verdadeiramente possessa e que teria sido finalmente libertada pelo exorcismo, um pouco
antes da sua morte.
Ao fim do processo, os pais de Anneliese e os dois padres foram considerados culpados de negligência médica e foi
determinada uma sentença de seis meses com liberdade condicional sob fiança.

Exumação

Antes do início do processo, os pais de Anneliese solicitaram às autoridades locais uma permissão para
exumar os restos mortais de sua filha. Eles fizeram esta solicitação em virtude de terem recebido uma
mensagem de uma freira carmelita do distrito de Allgäu, no sudoeste da Baviera. A freira relatou aos
pais da jovem que teria tido uma visão na qual o corpo de Anneliese ainda estaria intacto ou incorrupto
e que esta seria a prova definitiva do caráter sobrenatural dos fatos ocorridos. O motivo oficial que foi
dado às autoridades foi o de que Annieliese tinha sido sepultada às pressas em um sarcófago precário.
Os relatórios oficiais, entretanto, divulgaram a informação que o corpo já estava em avançado estado
de decomposição. As fotos que foram tiradas durante a exumação jamais foram divulgadas. Várias pessoas
 chegaram a especular que os exumadores moveram o corpo de Anneliese do antigo sarcófago para o novo,
feito de carvalho, segurando-o pelas mãos e pernas, o que seria um indício de que o corpo não estaria
 na realidade muito decomposto. Os pais e os padres exorcistas foram desencorajados a ver os restos
mortais de Anneliese. O padre Arnold Renz mais tarde afirmou que teria sido inclusive advertido a não
entrar no mortuário.

Exorcismo Anneliese Michel Audio Tapes

 Anneliese Michel
Nascimento 21 de setembro de 1952
Leiblfing, Baviera, Alemanha
Morte 1 de julho de 1976 (23 anos)
Klingenberg am Main, Bavária
Nacionalidade Alemã 

Casos Reais de Possessão Demoníaca

A posseção demoníaca é algo triste, polêmico e assustador. No qual um indivíduo é possuído e controlado involuntariamente por um demônio. Já o exorcismo designa o ritual executado por uma pessoa devidamente autorizada para expulsar os espíritos malignos (demônios) de outra pessoa que acredite estar num estado de possessão demoníaca.

Muitos não acreditam em nada disso, acham que os possuídos não passam de loucos, doentes mentais. Mas é difícil achar explicação para tantos casos existentes por aí e de vez em quando um ritual destes é exatamente o que a pessoa precisa 
O filme "O Exorcista" (1973) foi inspirado em um caso real, não envolvendo uma garotinha de 12 anos, mas um menino de 13. Até hoje, ninguém sabe o seu nome real. Ficou conhecido como Roland Doe (algo como "sicrano de tal" em inglês) ou Robbie Manhein, pseudônimo dado pelo escritor Thomas Allen, em seu livro Possessed. Ele nasceu em 1936, em Cottage City (EUA),  numa família luterana e muito religiosa. Era muito apegado a sua tia Herriet, que era fascinada com o mundo espiritual e gostava de mexer com a tábua de Ouija (o equivalente a nossa brincadeira do copo). Quando ela morreu, em 1949, o menino tentou contatá-la usando o tabuleiro, o que teria atraído o demônio.

Ele começou a ouvir barulhos estranhos, objetos levitavam e camas se moviam quando o garoto estava nelas. Palavras como "hell" (inferno) e "evil" (mal) apareciam inexplicavelmente em sua pele, além disso, Robbie urinava e defecava em qualquer lugar e sua voz estava macabramente alterada. Um pastor luterano tentou realizar o primeiro exorcismo. Depois, veio um sacerdote da Igreja Episcopal. Quando ambos falharam, a família apelou para padres jesuítas. Pelo menos quatro se arriscaram. Violento, o menino quebrou o nariz de um deles.

Depois de cerca de 30 rituais em 2 meses, os padres acharam que tinham vencido o capeta. Um barulho muito forte como um trovão ou o disparo de uma arma ecoou pelas paredes do quarto. O garoto então teria declarado: "acabou, acabou". Apesar de tudo, Robbie teve uma vida normal: casou-se, foi pai e avô.
 
Clara Germana Cele
 
Nascida na África do Sul em 1890, foi parar ainda bebê num orfanato católico da cidade de Natal. Foi batizada pelos religiosos que cuidavam do lugar, levando uma vida normal até os 16 anos, quando o bicho começou a pegar, literalmente! Acontecimentos inexplicáveis começaram a afetar a garota e as pessoas que conviviam com ela. Mais tarde, ela viria a confessar a um padre que fez um pacto com Satanás (por motivos que até hoje não estão claros) e que essa teria sido a causa de seu tormento.

Segundo as freiras do orfanato, clara tornou-se incontrolável e passou a demonstrar força descomunal. Era capaz de agarrar as religiosas e jogá-las longe ou então dava surras terríveis nelas. Seus gritos assustadores pareciam o de um bando de animais selvagens, de acordo com as freiras. Mesmo com pouca educação formal, Clara desenvolveu a estranha capacidade de entender várias línguas, como francês e polonês. Também teria demonstrado clarividência, sabendo segredos e pecados de pessoas com as quais nunca tinha tido contado. Há relatos até de que teria levitado.

O ritual de exorcismo foi conduzido pelo padre Erasmos e pelo diretor espiritual do orfanato. Conta-se que, ao receber água benta, a moça recobrava a consciência momentaneamente. Clara chegou a tentar estrangular um dos sacerdotes com a estola que ele usava. Após dois dias de trabalho, os padres conseguiram esconjurar a entidade, o exorcismo foi um sucesso.

Anneliese Michel

Anneliese Michel serviu como base para o longa "O Exorcismo de Emily Rose" mas a história sofreu várias adaptações. Enquanto, na ficção a protagonista era americana, anneliese nasceu em 1952 em Leiblfing, na Baviera, região mais católica da Alemanha e terra natal do papa Bento XVI. Ela e toda sua família eram muito religiosos.

Na adolescência, Anneliese começou a ter fortes convulsões e foi diagnosticada com epilepsia associada à esquizofrenia. Iniciou-se um tratamento intensivo, que durou um ano. Supostamente  recuperada, Anneliese  completou o segundo grau, e ingressou numa universidade, mas os estudos foram interrompidos.
 
Anneliese Michel  começou a ter visões assustadoras de faces demoníacas enquanto, ajoelhada, dedicava uma prece ao Senhor. Vozes invadiam os seus ouvidos com promessas terríveis, dizendo que ela queimaria para sempre no inferno. As vozes e visões demoníacas se tornaram cada vez mais constantes e opressoras. Anneliese assumira um comportamento agressivo. Consta que a moça  “insultava, espancava e mordia os outros membros da família, além de dormir sempre no chão e se alimentar com moscas e aranhas, chegando a beber da própria urina. Anneliese podia ser ouvida gritando por horas em sua casa, enquanto quebrava crucifixos, destruía imagens de Jesus Cristo e lançava rosários para longe de si. Ela também cometia atos de auto-mutilação, tirava suas roupas e urinava pela casa com freqüência”. Frustrada, a família de Anneliese se revoltou contra os médicos e os remédios, já que, aparentemente, não faziam efeitos. A família passou então a atribuir a doença à ação do diabo e buscaram o auxílio da Igreja.

Foram 67 seções,  de até quatro horas, durante dez meses, realizadas uma ou duas vezes por semana. Durante as sessões, Anneliese, muitas vezes, “tinha que ser segurada por até três homens ou, em algumas ocasiões, acorrentada”. Argumenta-se que ela “lesionou seriamente os joelhos em virtude das genuflexões compulsivas que realizava durante o exorcismo”.

Anneliese parou de tomar seus remédios e passou a se alimentar cada vez menos. Ela morreu em 1976, dormindo. A autópsia considerou a causa de sua morte por falência múltipla dos órgãos, devido o seu estado avançado de desnutrição e desidratação. Nesse dia o seu corpo pesava apenas 30 kg. A justiça alemã condenou os pais e os padres por homicídio culposo (quando não há a intensão de matar). A pena foi de 6 meses de prisão, mas depois acabou sendo suspensa.

Anneliese teria relatado um no qual  dialogara com a Virgem Maria. A mãe de Jesus teria proposto à jovem a seguinte escolha: liberar-se, em proveito próprio, do terrível jugo demoníaco,  ou continuar imersa no dolososo martírio, mas em nome da fé cristã.  Anneliese teria escolhido a segunda opção, pois assim ela seria um público exemplo de que os demônios existem e de que ele é capaz sim, de exercer toda a sua maldade nas pessoas. Essa escolha serviria de aviso a toda a humanidade de que o demônio existe e que nos ronda a todos, e que e por isso, elas deveriam sempre rezar e jamais perder a fé.
                            Esse vídeo tem o áudio do exorcismo de Anneliese Michel.
 
 

Onde a Medicina e a Psicologia são impotentes… As possessões demoníacas e sua única solução o Exorcismo

Em 2008, o doutor Richard E. Gallagher, um psiquiatra e professor de Psiquiatria na clínica New York Medical College, documentou o caso de uma paciente com o nome de “Julia”, dizendo que se encontrava diante de um real caso de possessão demoníaca

É raro que um cientista e psiquiatra reconheça tal possibilidade, visto que em geral os médicos dizem que se trata de qualquer tipo de doença mental.
O doutor Hallagher observou pessoalmente objetos voarem e notou que Julia era capaz de levitar, falar em línguas desconhecidas e saber coisas das pessoas ao redor dela.
Também a ciência cambaleia diante de episódios que se apresentam como inexplicáveis. Um destes é a possessão demoníaca, processo no qual o espírito demoníaco se apodera de um corpo mortal.
Um processo não imediato e radical, mas que se manifesta em três frases, a última das quais (possessão de terceiro grau) é devastadora para o físico da pessoa, na qual o demônio altera fortemente as características físicas, a temperatura corpórea varia e a pele emite mau cheiro.
Neurose ou Possessão?
A doutora Donatella Pace, especialista em Psiquiatria e em Psicologia Médica, seguiu em diversas ocasiões este tipo de pessoas, vítimas de opressões diabólicas.
“Como psiquiatra - explica – avalio se seja mais indicado para os pacientes um percurso de psicoterapia, um tratamento psico-farmacêutico, ou eventualmente, os dois.
A diferença entre um psiquiatra católico, ateu ou agnóstico está apenas no fato que o primeiro não exclui a verificação dos fenômenos pré-naturais”.
Em alguns casos, de fato, verificam-se fenômenos não explicáveis em nível científico. “Ressalto, porém, que isso não acontece de forma frequente.” 
Existe toda uma outra série de sintomas que não podem se assimilar a distúrbios psíquicos.
“Fala-se de distúrbio bipolar – continua Pace – quando em um paciente se alternam períodos de excitação – marcados por hiperatividade, irritação, delírio de onipotência e outros – e períodos de profunda depressão. Este é um distúrbio puramente psiquiátrico.

Em alguns casos, existem mudanças do tom de humor, que não são cíclicos como no distúrbio bipolar – meses de excitação, seguidos de meses de depressão – mas absolutamente repentinos e alternados no período de poucas horas: a pessoa pode ser tranquila e em uma hora se tornar agitada, furiosa, profundamente angustiada, alegre e assim por diante”.
Outro episódio que tem profundamente marcado a psiquiatria foi “a mudança improvisada de cor da pele em uma pessoa.
A pele assumiu uma tonalidade indescritível e nunca observada clinicamente.Aquilo se associava a uma deformação do rosto e um timbre de voz também indescritível, acompanhados de uma força enorme”.
Neste caso somente a intervenção do exorcista seria eficaz. “A pele retoma sua cor, o rosto parece doce em minutos e assim a voz volta ao timbre normal”.
“Antes de chegar a uma conclusão, o médico deve atender uma pessoa várias vezes, dizer quais são os sintomas físicos e psíquicos e debater com outros colegas.
Às vezes, acontece que o trabalho do psiquiatra termina aqui.
Ali entra o exorcista: será ele, e somente ele a comprovar através do discernimento dos fenômenos naturais e paranormais, ou seja, aqueles que se relacionam com situações de opressão, infestação ou possessão demoníaca”.

A simbologia da Psicanálise é suficiente? 
O professor Giorgio Codarini, psiquiatra e estudioso de demonologia, evidencia que no curso dos séculos existiu constantemente a tentativa de representar a força do mal.
A neurose demoníaca se tornou objeto de estudo, evolução paralela da psicologia e da psicanálise.
“A tarefa do psicanalista – afirma Codarini – é de tornar linguística, transformar em uma história, aquela experiência que transborda no delírio e busca elementos onde se origina o estado nervoso.
Não é uma leitura ontológica, não crê na presença do ser que encarna o mal, mas estuda aquilo que é simbólico. E há casos em que ele admite ser impotente e encerra o trabalho”.
Segundo o psicanalista, existem pelo menos dois estados que, em alguns casos mais extremos, poderiam se chamar demoníacos:
As histerias, que são nervosas, onde se registram mudanças de voz, o falar línguas desconhecidas; e as esquizofrenias, que são psicoses, caracterizadas por distúrbios psiquiátricos com êxtases muito perigosos, o contínuo ouvir vozes, ou emitir risadas anormais.
Neste caso é como se tivesse diante de si mais pessoas que uma só.
“Não tenho elementos para demonstrar que são possessões demoníacas - disse Codarini – mas naquelas pessoas percebo algo de anormal no rito do falar, na tipologia de linguagem adotada e no discurso. O mundo externo é como se não existisse, e existe uma apreciação fora dele”.
Em muitos casos é possível curar, transformando o estado de nervoso ou psicótico em uma história, banindo assim esta “presença” obscura, inexplicável, que anula o “eu”.
“Em outras situações, não é possível curar a pessoa e, naquele ponto, pode entrar o exorcista para tirar a pessoa desta prisão”.
Desmascarando o diabo
É mais radical o pensamento do Padre Raffele Talmelli, psiquiatra e exorcista, autor do livro “Eu vejo o céu aberto”, no qual desmascara muitas obras do diabo.
“A demonologia cuida de fatos extraordinários, com pessoas, frequentemente sãs na mente, que desmoronam no mal e o semeiam. Tudo isso não tem nada a ver com a psiquiatria.
E após a Segunda Guerra, ocorreram muitas confusões entre as duas coisas”. 
Um exorcista ”nem deveria comentar sobre o diagnóstico de um psiquiatra”.
Daqui a um tempo sairá um documento da Conferência dos Bispos Italianos neste sentido. “Será útil relatar a demonologia fora do fenômeno da aberração”.
Uma “disciplina” que não tem nada a ver com sintomas como mudanças bruscas de humor, distúrbios de personalidade.
Nem é correto aproximá-la somente de uma força extraordinária de tipo muscular que poderia originar uma fase maníaca, ou à glossolalia, falar línguas desconhecidas que poderiam ter sido aprendidas em qualquer circunstância da vida.
“É necessário ter atenção em outros sinais, sobretudo de ordem moral, que revelam sob forma diversa, a intervenção diabólica”, explica o psiquiatra-exorcista.
“Não digo nada de novo – prossegue padre Talmelli – porque é o Magistérios da Igreja a falar de possessão diabólica nestes termos. Basta ler o ritual do exorcista, hoje facilmente encontrado na internet, para ver que existe uma dimensão não estritamente física que testemunha a presença do demônio”.
O sacerdote dá o exemplo de uma pessoa anciã, mas com uma vitalidade enorme, possessa pelo demônio dos 75 aos 90 anos. Era um clarividente e em quinze anos tinha escrito 20 mil páginas sem nenhum erro ortográfico, seguidamente, sem dormir, nem mesmo uma hora ao dia.
Uma pessoa que manifestava dentro de si uma maldade incrível. Buscava teorizar o mal, tendo uma cultura de base muito limitada e se sentia movido por uma força que o garantia uma energia sem fim.
“Nunca soube que levantasse objetos pesados – acrescenta o sacerdote -, ou cometesse outros gestos que são associados a uma possessão diabólica.
‘Quero ressaltar que quando Jesus encontrou o demônio, este citou o salmo, dando uma interpretação distorcida à Palavra de Deus.’
Não cometeu nenhum ato físico contra Jesus, ou contra si mesmo.
Um outro exemplo: Hitler era uma pessoa movida pelo demônio, um convicto sustentador da pureza da raça ariana, um germe difundido com maldade indescritível a milhões de pessoas.
Por isso sou convencido que a possessão é algo que entra em uma esfera não classificável da ciência, e se insere no extraordinário dos fatos”.


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