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Demonologia é o estudo sistemático dos demônios. Quando envolve os estudo de textos bíblicos, é considerada um ramo da Teologia. Por geralmente se referir aos demônios descritos no Cristianismo, pode ser considerada um estudo de parte da hierarquia bíblica. Também não está diretamente relacionada ao culto aos demônios.


sexta-feira, 10 de julho de 2015

Conheça as 8 bizarrices descritas na Bíblia

A Bíblia é considerada como um livro sagrado para os cristãos, mas ela não deixa de ter incongruências e até mesmo dezenas de histórias completamente bizarras para o contexto da sociedade atual. Afinal, para um livro escrito há milhares de anos, é melhor não esperarmos conceitos muito condizentes com nossa vida de hoje em dia.
Se você está curioso para conhecer algumas das passagens mais estranhas que podem ser encontradas na Bíblia, o site Listverse criou um ranking das coisas mais confusas, estranhas ou horripilantes do livro sagrado – e nós escolhemos aqui algumas das melhores passagens relatadas por lá.
Se você acredita fielmente em cada pedaço da Bíblia, quem sabe possa rever alguns trechos dela – ou é melhor não seguir com a leitura, que pode ser considerada totalmente herege.
1 - Não ria dos carecas
Uma das passagens mais inspiradoras (ou assustadoras) da Bíblia está no livro de Reis (2:23-24). Ela conta a história de Elias, um homem bastante sábio, mas que sofria com a calvície, própria de sua idade. Um belo dia, ele estava em uma longa caminhada até Betel, na Cananeia, quando foi atacado por um grupo de crianças que queria provocá-lo por conta de sua careca.
Mas Elias soube se vingar e lançou maldições em nome do Senhor para aqueles meninos. Imediatamente, duas ursas surgiram do bosque e aniquilaram as 42 crianças, destruindo seus corpos até a morte. Moral da história? Nunca dê risada de um careca. Deus leva isso muito a sério.
 2 – Violência e morte sem a condenação divina
Algumas histórias na Bíblia são bastante perturbadoras, mas é difícil encontrarmos algo tão horripilante quanto o que é descrito em Juízes 19:22-30. A história não é só bizarra, mas também totalmente repugnante.
Um homem e sua amante estavam vagando pelas ruas até que um indivíduo aceita hospedar os dois em sua casa. No meio da noite, um grupo de homens apareceu em sua porta, exigindo que ele entregasse seu hóspede para que eles tivessem relações sexuais com o viajante. O dono da casa então ofereceu sua filha virgem no lugar do homem.
Se tudo isso já não fosse ruim o suficiente, os homens ainda deixaram que ela sangrasse até a morte. Quando ela foi encontrada por seu noivo, ele deu fim a seus restos mortais distribuindo-os para as 12 tribos de Israel – tudo isso sem a condenação divina. Aparentemente, o homem ainda foi julgado justo, por impedir que seu hóspede fosse violado.
3 – Uma estranha prova de amor
David era um homem muito apaixonado pela filha de Saul e disse que ofereceria qualquer coisa pela mão da donzela. Saul, então, lança um desafio horripilante ao futuro genro: recolher o prepúcio de nada menos do que 100 homens, em uma só noite.
David, para provar que era realmente apaixonado, leva para Saul cerca de 200 prepúcios. Os pombinhos se casam e todos vivem felizes para sempre. Bem, menos os 200 homens mutilados por David. A passagem está relatada em 1 Samuel, 18:25-27.
4 – Um corte nada agradável
Outra passagem bizarra está em Êxodo 4:24-26, quando Deus tenta matar Moisés, pois seu filho não era circuncidado. Quando o Todo Poderoso estava prestes a destruir a vida do homem, sua esposa pegou rapidamente uma pedra e arrancou o pedaço "extra" do corpo do garoto (outch!), jogando a parte sangrenta aos pés de Moisés.
 5 – A morte da pobre figueira
Em Mateus 21:19 e Marcos 11:13-14, encontramos uma história estranha por dois motivos: vemos Jesus tendo um acesso de raiva (algo que não era comum no comportamento do Filho de Deus) e também um castigo no mínimo estranho.
Na passagem, Jesus está caminhando e sente um pouco de fome. Ele então encontra uma figueira estéril e ordena que, mesmo que não seja capaz de dar frutos, a árvore passe a entregar figos imediatamente.
Sem ter qualquer resposta da árvore, ele então amaldiçoa o arbusto até a morte, mesmo que ese fosse apenas um objeto inanimado.
6 – Deus prefere não mostrar seu rosto
Não, não estamos brincando. É só ler Êxodo 33:23 e você vai entender melhor a história. O versículo trata do encontro de Moisés com Deus: com o encontro marcado, o homem se posiciona em uma pedra ansioso para ver o ser divino, mas o Senhor simplesmente decide que nenhum ser na terra poderia ver seu rosto e sobreviver.
A solução? Mostrar seu traseiro para Moisés. Deus então deixa que Moisés veja suas mãos e a parte traseira de seu corpo celestial. A decepção deve ter sido grande na hora de relatar o ocorrido.
Para a equipe do Listverse, a moral da história é de que Deus às vezes trabalha de uma forma estranha para os padrões atuais.
7 – Animais falantes filosofando
Em Números 22:28-30, Balaão estava trabalhando em um dia comum, agindo com violência com seu jumento para que ele andasse. Cansado da situação, o animal começou a reclamar. Balaão então questionou a rebeldia do asno, que passou a filosofar algo sobre a natureza, seu relacionamento com humanos e sobre como aquilo feria seus sentimentos.
Balaão então fez as pazes com o animal e eles seguiram seu caminho como se nada tivesse acontecido. A moral da história talvez seja a de não procurar encrenca com animais falantes para evitar monólogos no meio do seu trabalho.
 8 – Genética é para os fracos
A história relatada em Gênesis 30:37-39 é tão estranha que poderia ser explicada apenas como mais um milagre divino, mas não é assim que ela é relatada. Basicamente, Laban estava tomando todos os animais listrados e malhados de Jacó, que não ficou muito contente com a situação e bolou um plano nada convencional: ele pegou algumas varas verdes e começa a fazer manchas nos animais, para que suas gerações nasçam com cores estranhas.
De acordo com a Biologia, o plano dele deveria falhar miseravelmente, mas não é isso o que acontece nessa passagem. Segundo a Bíblia, os animais começam a copular e, misteriosamente, passam a dar à luz animais pintados. Obviamente, ninguém nunca repetiu o feito.

A lenda do Filtro dos Sonhos

Conta uma velha lenda dos nativos norte-americanos, que um velho índio ao fazer uma Busca da Visão no topo de uma montanha, lhe apareceu IKTOMI, a aranha, e comunicou-se em linguagem sagrada. A Aranha pegou um aro de cipó e começou a tecer uma teia com cabelo de cavalo e as oferendas recebidas. Enquanto tecia, o espírito da Aranha falou sobre os ciclos da vida, do nascimento á morte e das boas e más forças que atuam sobre nós em cada uma dessas fases. Ela dizia :

"Se você trabalhar com forças boas, será guiado na direção certa e entrará em harmonia com a natureza. Do contrário, irá para direção que causará dor e infortúnios".

No final a Aranha devolveu ao velho índio o aro de cipó com uma teia no centro dizendo-lhe:

"No centro está a teia que representa o ciclo da vida. Use-a para ajudar seu povo a alcançar seus objetivos, fazendo bom uso de suas idéias, sonhos e visões. Eles vem de um lugar chamado Espírito do Mundo que se ocupa do ar da noite com sonhos bons e ruins. A teia quando pendurada se move livremente e consegue pegar sonhos, quando eles ainda estão no ar. Os bons sonhos sabem o caminho e deslizam suavemente pelas penas até alcançar quem está dormindo. Já os ruins ficam presos no círculo até o nascer do sol, e desaparecem com a primeira luz do novo dia"

Esse círculo é conhecido como "dreamcatcher" (apanhador de sonhos). Aqui no Brasil é chamado de Filtro dos Sonhos ou Coletor de Sonhos.Trata-se de um instrumento de poder para assegurar bons sonhos para aqueles que dormem debaixo dele, e também para trazer visões.Geralmente são colocados onde a luz bate pela manhã, em frente a janela. Os nativos nos ensinam que os sonhos passam pelo furo no centro e os maus sonhos ficam presos na teia e se dissipam à luz do amanhecer. Você poderá colocá-lo no seu quarto, escritório, ou até no berço ou carrinho do bebê. Os nativos ensinam que os bebês ao verem a pena balançar com o vento, se entretêm e aprendem a importância do ar. Ele é feito na forma de um círculo, tradicionalmente com galhos de Salgueiro. É feita uma rede na forma de uma teia de aranha com uma abertura ao centro. Tem muitas lendas de origem, de acordo com cada tribo e também diferentes formas de tecer.
Filtro dos sonhos é um amuleto típico da cultura indígena norte-americana que, supostamente, teria o poder de purificar as energias, separando os "sonhos negativos" dos "sonhos positivos", além de trazer sabedoria e sorte para quem o possui.

Também chamado de "Caçador de sonhos", "Espanta pesadelos" ou "Catasonhos", o dreamcatcher - nome original em inglês do filtro dos sonhos - é considerado um símbolo dos costumes e da cultura indígena norte-americana.

No entanto, os primeiros filtros dos sonhos surgiram na tribo dos Ojibwa, que habitavam a região dos grandes lagos da América do Norte. Os membros desta tribo acreditavam que uma das principais missões das pessoas durante a vida era a de decifrar os sonhos, pois acreditavam que traziam importantes mensagens sobre o funcionamento da natureza, do universo e da vida.

Os Ojibwa acreditavam que durante a noite o ar se enchia de sonhos e energias, boas e más, sendo o filtro dos sonhos, como o próprio nome sugere, uma proteção contra as energias e sonhos negativos.
O filtro dos sonhos consiste em um círculo, tradicionalmente feito com fibras de um salgueiro-chorão e revestido com tiras de couro, ao qual são amarrados vários fios, formando uma espécie de teia de aranha com uma abertura circular no centro. Uma pena de ave (preferencialmente de coruja, por significar "sabedoria") é colocada debaixo da teia, assim como outras penas e adereços. A pena simboliza a respiração e o ar, elemento essencial para a vida.

Os sonhos bons (aqueles que possuem mensagens importantes) teriam a capacidade de passar pelo circulo formado no centro da teia, enquanto que todas as energias malignas ficariam presas nos fios da teia.

A tradição ainda sugere que o filtro dos sonhos seja colocado em um lugar que receba luz solar, pois todos os sonhos negativos que supostamente estariam presos nos fios da teia, ao receberem os raios do sol desapareceriam.

Devido ao simbolismo que este amuleto contém, atualmente muitas pessoas costumam fazer tatuagens com imagens do filtro dos sonhos, como uma forma de conseguir proteção.

Existem várias lendas que envolvem a criação do filtro dos sonhos, porém, uma das mais conhecidas fala de um velho xamã que teria subido no cume de uma montanha para encontrar sabedoria.

Chegando ao topo, encontrou IKTOMI, um espírito mágico com a forma de uma aranha, que teria tecido uma teia com pelos de cavalo em volta de um aro feito de cipó, ao mesmo tempo que ensinava ao xamã importantes conhecimentos sobre o nascimento, a morte e as energias boas e más que existem espalhadas pelo ar.

De acordo com a lenda, a aranha teria dito ao xamã: "Se você trabalhar com forças boas, será guiado na direção certa e entrará em harmonia com a natureza. Do contrário, irá para direção que causará dor e infortúnios".

IKTOMI ensinou o índio a usar as boas energias e sonhos recebidos através deste amuleto para ajudar o seu povo a conquistar os seus objetivos, ouvindo e prestando atenção nas visões, sonhos e ideias que transmitiam.

Para o xamanismo, o filtro dos sonhos serve como uma mandala para inspirar a criatividade, imaginação e ajudar a transformar todos os sonhos e objetivos em realidade.

A santa Gabriel Garcia Marquez

A Santa
Vinte e dois anos depois, tornei a ver Margarito Duarte. Apareceu de repente numa das ruazinhas secretas do Trastevere, e tive trabalho em reconhecê–lo à primeira vista por seu castelhano difícil e seu jeito ameno de romano antigo. Tinha o cabelo branco e escasso, e não restavam nele rastros da conduta lúgubre e das roupas funerárias de advogado andino com que havia vindo a Roma pela primeira vez, mas no curso da conversa fui resgatando–o pouco a pouco das perfídias dos anos e tornei a vê–lo como era: sigiloso, imprevisível, e de uma tenacidade de quebrador de pedra.
Antes da segunda xícara de café num dos nossos bares de outros tempos, me atrevi a fazer–lhe a pergunta que me carcomia por dentro.
– O que aconteceu com a santa?
– Lá está a santa – respondeu. – Esperando.
Só o tenor Rafael Ribero Silva e eu podíamos entender a tremenda carga humana de sua resposta. Conhecíamos tanto seu drama que durante anos pensei que Margarito Duarte era o personagem em busca de autor que nós, romancistas, esperamos durante uma vida inteira, e se nunca deixei que me encontrasse foi porque o final de sua história me parecia inimaginável.
Tinha vindo a Roma naquela primavera radiante em que Pio XII padecia uma crise de soluço que nem as boas nem as más artes de médicos e feiticeiros haviam conseguido remediar. Saía pela primeira vez de sua escarpada aldeia do Tolima, nos Andes colombianos, e dava para notar isso até no seu jeito de dormir. Apresentou–se certa manhã em nosso consulado com a maleta de pinho polido que pela forma e o tamanho parecia o estojo de um violoncelo, e expôs ao cônsul o motivo surpreendente de sua viagem.
O cônsul chamou então por telefone o tenor Rafael Ribero Silva, seu compatriota, para que conseguisse para ele um quarto na pensão onde nós dois morávamos. Foi assim que o conheci.
Margarito Duarte não havia passado da escola primária, mas sua vocação pelas belas–artes havia permitido uma formação mais ampla com a leitura apaixonada de tudo que era material impresso que encontrava ao seu alcance. Aos dezoito anos, sendo o escrivão do município, casou–se com uma bela moça que morreu pouco depois no parto de sua primeira filha. Esta, ainda mais bela que a mãe, morreu de uma febre essencial aos sete anos. Mas a verdadeira história de Margarito Duarte havia começado seis meses antes de sua chegada a Roma, quando foi preciso mudar o cemitério de sua aldeia para construir uma represa. Como todos os habitantes da região, Margarito desenterrou os ossos de seus mortos para levá–los ao cemitério novo. A esposa era pó. Na tumba contígua, porém, a menina continuava intacta depois de onze anos. Tanto que quando destamparam o caixão sentiu–se o hálito das rosas frescas com que a haviam enterrado. O mais assombroso, no entanto, é que o corpo carecia de peso.
 Centenas de curiosos atraídos pelo clamor do milagre lotaram a aldeia. Não havia dúvida. A incorruptibilidade do corpo era um sintoma inequívoco da santidade, e até o bispo da diocese concordou que semelhante prodígio deveria ser submetido ao veredicto do Vaticano. Assim, foi feita uma coleta pública para que Margarito Duarte viajasse a Roma, para batalhar por uma causa que já não era apenas dele ou do âmbito estreito da aldeia, mas um assunto nacional.
Enquanto nos contava sua história na pensão do agradável bairro de Panou, Margarito Duarte tirou o cadeado e abriu a tampa do baú primoroso. Foi assim que o tenor Ribero Silva e eu participamos do milagre. Não parecia uma múmia murcha como as que a gente vê em tantos museus do mundo, mas uma menina vestida de noiva que continuava dormindo ao cabo de uma longa estada debaixo da terra. A pele era polida e morna, e os olhos abertos eram diáfanos, e causavam a impressão insuportável de que nos viam da morte. A tule e os jasmins falsos da coroa não haviam resistido ao rigor do tempo com tão boa saúde como a pele, mas as rosas que haviam sido postas em suas mãos permaneciam vivas.
O peso do estojo de pinho, na verdade, continuou sendo o mesmo quando tiramos o corpo.
Margarito Duarte começou suas gestões no dia seguinte ao da chegada. No começo com uma ajuda diplomática mais compassiva que eficaz, e depois com todas as artimanhas que lhe ocorreram para superar os incontáveis obstáculos do Vaticano. Foi sempre muito reservado sobre suas diligências, mas sabia–se que eram numerosas e inúteis. Fazia contatos com todas as congregações religiosas e fundações humanitárias que encontrava pelo caminho, onde o escutavam com atenção mas sem assombro, e lhe prometiam gestões imediatas que nunca davam em nada. A verdade é que a época não era a mais propícia. Tudo que tivesse a ver com a Santa Sé havia sido adiado até que o papa superasse a crise de soluços, resistente não apenas aos mais refinados recursos da medicina acadêmica, mas a todo tipo de remédios mágicos que lhe mandavam do mundo inteiro. Finalmente, no mês de julho, Pio XII recuperou–se e foi para as suas férias de verão em Castelgandolfo.
Margarito levou a santa à primeira audiência semanal com a esperança de mostrá–la. O papa apareceu no pátio interior, num balcão tão baixo que Margarito pôde ver suas unhas bem polidas e chegou a sentir seu hálito de lavanda. Mas não circulou entre os turistas que chegavam do mundo inteiro para vê–lo, como Margarito esperava, e pronunciou o mesmo discurso em seis idiomas e terminou com a bênção geral.
Após tantos adiamentos, Margarito decidiu enfrentar as coisas em pessoa, e levou à Secretaria de Estado uma carta manuscrita de quase sessenta folhas, para a qual não obteve resposta. Ele havia previsto isso, pois o funcionário que recebeu a carta com os formalismos de praxe limitou–se a dar uma olhada oficial na menina morta, e os empregados que passavam por perto a olhavam sem nenhum interesse.
 Um deles contou–lhe que no ano anterior haviam recebido mais de oitocentas cartas que solicitavam a santificação de cadáveres intactos em vários lugares do mundo. Margarito pediu enfim que se comprovasse a falta de gravidade do corpo. O funcionário a comprovou, mas negou–se a admitir.
– Deve ser um caso de sugestão coletiva disse. Em suas escassas horas livres e em seus áridos domingos de verão, Margarito permanecia em seu quarto, obstinado na leitura de qualquer livro que pudesse ter interesse para a sua causa. No fim de cada mês, por iniciativa própria, escrevia num caderno escolar uma relação minuciosa de seus gastos com sua caligrafia preciosista de amanuense–mor, para prestar contas rígidas e oportunas aos contribuintes de sua aldeia. Antes de terminar o ano conhecia os dédalos de Roma como se tivesse nascido neles, falava um italiano fácil e de tão poucas palavras quanto seu castelhano andino, e sabia tanto ou mais que qualquer um sobre processos de canonização. Mas passou muito mais tempo antes que mudasse seu traje fúnebre, e o colete e o chapéu de magistrado que na Roma da época eram próprios de algumas sociedades secretas de fins inconfessáveis. Saía logo cedo com o estojo da santa, e às vezes regressava tarde da noite, exausto e triste, mas sempre com um rescaldo de luz que infundia nele novos ânimos para o dia seguinte.
– Os santos vivem em seu próprio tempo dizia.
Eu estava em Roma pela primeira vez, estudando no Centro Experimental de Cinema, e vivi seu calvário com uma intensidade inesquecível. A pensão onde morávamos era na realidade um apartamento moderno a poucos passos da Villa Borghese, cuja dona ocupava dois quartos e alugava quatro a estudantes estrangeiros. Nós a chamávamos de Maria Bela, e era bonita e temperamental na plenitude de seu outono, e sempre fiel à norma sagrada de que cada um é rei absoluto dentro de seu quarto. Na verdade, quem levava o peso da vida cotidiana era sua irmã mais velha, a tia Antonieta, um anjo sem asas que trabalhava horas a fio durante o dia, e andava por todos os lados com seu balde e sua vassoura de enxergão lustrando além do possível os mármores do piso. Foi ela quem nos ensinou a comer os passarinhos cantores que Bartolino, seu esposo, caçava por um mau hábito que lhe restou da guerra, e quem terminaria levando Margarito a morar em sua casa quando os recursos não deram mais para os preços de Maria Bela. Nada menos adequado para o modo de ser de Margarito que aquela casa sem lei. Cada hora nos reservava alguma novidade, até na madrugada, quando nos despertava o rugido pavoroso do leão no zoológico da Villa Borghese. O tenor Ribero Silva havia conquistado o privilégio de que os romanos não se ressentissem de seus ensaios madrugadores.
Levantava–se às seis, tomava um banho medicinal de água gelada e ajeitava a barba e as sobrancelhas de Mefistófeles, e só quando já estava pronto com o roupão escocês, o cachecol de seda chinesa e sua água–de–colônia pessoal, entregava–se de corpo e alma aos seus exercícios de canto. Abria de par em par as janelas do quarto, ainda com as estrelas do inverno, e começava a aquecer a voz com fraseados progressivos de grandes árias de amor, até que se soltava e cantava a toda. A expectativa diária era quando dava o dó–de–peito e o leão da Villa Borghese respondia com um rugido de tremor de terra.
– Você é São Marcos reencarnado, figlio mio – exclamava tia Antonieta, assombrada de verdade.
– Só ele podia falar com os leões.
 Certa manhã, não foi o leão quem replicou. O tenor iniciou o dueto de amor do Otello: Già nella notte densa s'estingue ogni clamor. De repente, do fundo do pátio, nos chegou a resposta numa bela voz de soprano. O tenor prosseguiu, e as duas vozes cantaram a parte completa, para o prazer da vizinhança que abriu as janelas para santificar suas casas com a torrente daquele amor irresistível.
O tenor quase desmaiou quando soube que sua Desdêmona invisível era nada menos que a grande Maria Caniglia.
Tenho a impressão de que foi aquele episódio que deu um motivo válido a Argarito Duarte para integrar–se na vida da casa. A partir de então sentou–se com todos à mesa comum e não na cozinha, como no princípio, onde a tia Antonieta o alegrava quase que todos os dias com seu ensopado magistral de passarinhos cantores. Maria Bela lia para nós, na sobremesa, os jornais do dia, para acostumar–nos à fonética italiana, e completava as notícias com uma arbitrariedade e uma graça que alegravam nossas vidas. Num daqueles dias nos contou, a propósito da santa, que na cidade de Palermo havia um enorme museu com os cadáveres incorruptos de homens, mulheres e crianças, e inclusive de vários bispos, desenterrados de um mesmo cemitério dos padres capuchinhos.
A notícia inquietou tanto Margarito que não teve um só instante de paz até que fomos a Palermo. Mas bastou–lhe dar uma olhada rápida pelas abrumadoras galerias de múmias sem glória para formar um julgamento de consolo.
– Não são o mesmo caso – disse ele. – A gente nota em seguida que estes estão mortos.Depois do almoço, Roma sucumbia no torpor de agosto. O sol de meio–dia ficava imóvel no centro do céu, e no silêncio das duas da tarde só se ouvia o rumor da água, que é a voz natural de Roma. Mas lá pelas sete da noite as janelas se abriam de repente para convocar o ar fresco que começava a se mover, e uma multidão jubilosa atirava–se nas ruas sem nenhum propósito além de viver, no meio dos petardos das motocicletas, dos gritos dos vendedores de melancia e das canções de amor entre as flores dos terraços.
O tenor e eu não fazíamos a sesta. Íamos em sua vespa, ele conduzindo e eu na garupa, e levávamos sorvetes e chocolates para as putinhas de verão que borboleteavam debaixo dos louros centenários da Villa Borghese, em busca de turistas desvelados em pleno sol. Eram belas, pobres e carinhosas, como a maioria das italianas daquele tempo, vestidas de organdi azul, de popelina rosada, de linho verde, e se protegiam do sol com as sombrinhas baleadas pelas chuvas da guerra recente.
Era um prazer humano estar com elas, porque saltavam por cima das leis do ofício e se davam o luxo de perder um bom cliente para ir conosco tomar um café com muita conversa no bar da esquina, ou passear nas charretes de aluguel pelas trilhas do parque, ou a doer conosco por causa dos reis destronados e suas amantes trágicas que cavalgavam ao entardecer no galoppatoio. Mais de uma vez servíamos de intérpretes entre elas e algum gringo descarrilado.

 Não foi por causa delas que levamos Margarito Duarte à Villa Borghese, mas para que conhecesse o leão. Vivia em liberdade numa ilhota desértica circundada por um fosso profundo, e assim que nos viu na outra margem começou a rugir com um desassossego que surpreendeu o guarda. Os visitantes do parque foram ver, surpresos. O tenor tentou se identificar com seu dó–de–peito matinal, mas o leão não prestou atenção. Parecia rugir a todos nós sem diferença, mas o vigilante percebeu no ato que ele rugia só para Margarito. E era: para onde ele se movia, movia–se o leão, e no momento em que se escondia, o leão parava de rugir. O vigilante, que era doutor em letras clássicas pela universidade de Siena, pensou que Margarito devia ter estado naqueles dias com outros leões que o contaminaram com seu cheiro. Além dessa explicação, que não valia, não encontrou outra.
– Seja como for – afirmou –, não são rugidos de guerra, são de compaixão.
No entanto, o que impressionou o tenor Ribero Silva não foi aquele episódio sobrenatural, mas a comoção de Margarito quando pararam para conversar com as moças do parque. Comentou isso na mesa, e uns por malícia, outros por compreensão, concordamos que seria uma boa obra ajudar Margarito a resolver sua solidão. Comovida pela debilidade de nossos corações, Maria Bela apertou a peitaria de mãe bíblica com suas mãos empedradas de anéis de bijuteria.
– Eu faria isso por caridade – disse –, se não fosse pelo fato de jamais ter conseguido com homens que usam colete.
Assim, o tenor passou pela Villa Borghese às duas da tarde e levou nas ancas de sua vespa a borboletinha que lhe pareceu a mais propícia para dar uma hora de boa companhia a Margarito Duarte. Fez com que ela se despisse em seu próprio quarto, banhou–a com sabonete de cheiro, perfumou–a com sua água–de–colônia pessoal, e polvilhou–a de corpo inteiro com seu talco alcanforado de pós–barba. No fim, pagou a ela o tempo que tinha passado e mais uma hora, e indicou–lhe, letra por letra, o que deveria fazer.
A bela despida atravessou na ponta dos pés a casa em penumbra, como um sonho de sesta, e deu duas batidinhas ternas na porta do fundo. Margarito Duarte, descalço e sem camisa, abriu a porta.
– Buona sera giovanotto – disse ela, com voz e modos de colegial. – Mi manda il tenore.
Margarito assimilou o golpe com grande dignidade. Terminou de abrir a porta para dar passagem, e ela estendeu–se na cama enquanto ele vestia, a toda pressa, a camisa e os sapatos, para atendê–la com o devido respeito. Depois sentou–se ao seu lado numa cadeira, e começou a conversar.
 Surpresa, a moça disse–lhe que andasse depressa, pois só dispunham de uma hora. Ele fez que não entendeu. A moça disse depois que de qualquer maneira teria ficado o tempo que ele quisesse, sem cobrar nenhum centavo, porque não podia haver no mundo homem mais bem comportado. Sem saber o que fazer enquanto isso, examinou o quarto com os olhos e descobriu o estojo de madeira junto da lareira. Perguntou se era um saxofone. Margarito não respondeu, apenas entreabriu a persiana para que entrasse um pouco de luz, levou o estojo até a cama e levantou a tampa. A moça tentou dizer alguma coisa, mas ficou com a mandíbula deslocada. Ou como conforme nos disse depois: Mi si gelô ii culo. Escapou apavorada, mas enganou–se de direção no corredor, e encontrou–se com a tia Antonieta, que ia colocar uma lâmpada nova no meu quarto. Foi tamanho o susto das duas que a moça não se atreveu a sair do quarto do tenor até alta noite.
Tia Antonieta nunca soube o que aconteceu. Entrou no meu quarto tão assustada que não conseguia enroscar a lâmpada, por causa do tremor nas mãos. Perguntei a ela o que estava acontecendo. “É que nesta casa tem assombração”, respondeu. “E agora, em pleno dia”, contou com uma grande convicção que, durante a guerra, um oficial alemão degolou sua amante no quarto que o tenor ocupava. Muitas vezes, enquanto andava em suas tarefas, a tia Antonieta havia visto a aparição da bela assassinada percorrendo seus passos pelos corredores.
– Acabo de vê–la pelada caminhando pelo corredor – disse ela. – Era idêntica.
A cidade recobrou sua rotina no outono. Os terraços floridos do verão fecharam–se com os primeiros ventos, e o tenor e eu tornamos à velha trattoria do Trastevere, onde costumávamos jantar com os alunos de canto do conde Cano Calcagni, e alguns colegas meus da escola de cinema. Entre estes últimos, o mais assíduo era Lakis, um grego inteligente e simpático, cujo único tropeço eram seus discursos adormecedores sobre a injustiça social. Por sorte, os tenores e as sopranos conseguiam quase sempre derrotá–lo com trechos de ópera cantados aos berros, que ainda assim não incomodavam ninguém, mesmo depois da meia–noite. Ao contrário, alguns dos notívagos somavam–se ao coro, e na vizinhança janelas eram abertas para aplaudir.
Uma noite, enquanto cantávamos, Margarito entrou na ponta dos pés para não nos interromper. Carregava o estojo de pinho que não havia tido tempo de deixar na pensão depois de mostrar a santa ao pároco de San Juan de Letrán, cuja influência perante a Sagrada Congregação do Ritual era de domínio público. Cheguei a ver de soslaio que deixou–o debaixo de uma mesa afastada, e sentou–se enquanto terminávamos de cantar. Como ocorria sempre por volta da meia–noite, reunimos várias mesas quando a trattoria começou a esvaziar, e ficamos juntos, os que cantavam, os que falávamos de cinema, e os amigos de todos. E entre eles, Margarito Duarte, que já era conhecido ali como o colombiano silencioso e triste e do qual ninguém sabia nada. Lakis, intrigado, perguntou a ele se tocava violoncelo. Eu me encolhi com o que me pareceu uma indiscrição difícil de ser contornada.
O tenor, tão incômodo quanto eu, não conseguiu remediar a situação. Margarito foi o único que encarou a pergunta com toda naturalidade.
– Não é um violoncelo – disse. – É uma santa.
 Pôs a caixa sobre a mesa, abriu o cadeado e levantou a tampa. Uma rajada de estupor estremeceu o restaurante. Os outros clientes, os garçons, e finalmente o pessoal da cozinha, com seus aventais ensanguentados, congregaram–se atônitos para contemplar o prodígio. Alguns se persignaram Uma das cozinheiras ajoelhou–se com as mãos unidas, presa de um tremor de febre, e rezou em silêncio. No entanto, passada a comoção inicial, nos enrolamos numa discussão aos gritos sobre a insuficiência da santidade em nossos tempos. Lakis, é claro, foi o mais radical. A única coisa que ficou clara foi sua idéia de fazer um filme crítico com o tema da santa.
– Tenho certeza – disse – que o velho Cesare não deixaria esse tema escapar.
Referia–se a Cesare Zavattini, nosso mestre de argumento e roteiro, um dos grandes da história do cinema e o único que mantinha conosco uma relação pessoal à margem da escola. Tentava ensinar–nos não apenas o ofício, mas uma maneira diferente de ver a vida. Era uma máquina de pensar argumentos. Saltavam aos borbotões, quase contra a sua vontade. E com tanta pressa que sempre fazia falta a ajuda de alguém para pensá–los em voz alta e agarrá–los em pleno vôo. Só que, ao terminá–los, seu ânimo despencava. "É uma pena que tenha de ser filmado", dizia. Pois achava que na tela perderia muito de sua magia original. Conservava as idéias em fichas organizadas por temas e presas com alfinetes nas paredes, e tinha tantas que ocupavam um quarto de sua casa.
No sábado seguinte, levamos Margarito Duarte para vê–lo. Era tão guloso de vida que o encontramos na porta de sua casa da rua Angela Merici, ardendo de ansiedade pela idéia que havíamos anunciado por telefone. Nem nos cumprimentou com a amabilidade habitual, mas levou Margarito até uma mesa preparada, ele mesmo abriu o estojo. Então aconteceu o que menos imaginávamos.
Em vez de enlouquecer, como era previsível, sofreu uma espécie de paralisia mental.
– Ammazza! – murmurou espantado.
Olhou a santa em silêncio por dois ou três minutos, fechou, ele mesmo, a caixa, e sem dizer nada levou Margarito até a porta, como um menino que desse os seus primeiros passos. Despediu–se dele com uns tapinhas nas costas. "Obrigado, filho, muito obrigado", disse a ele. "E que Deus te acompanhe em sua luta". Quando fechou a porta virou–se para nós, e deu seu veredicto.
– Não serve para cinema – disse. – Ninguém acreditaria.
Esta lição surpreendente acompanhou–nos no bonde de regresso. Se ele dizia, não havia o que discutir: a história não servia. No entanto, Maria Bela recebeu–nos com o recado urgente de que Zavattini nos esperava naquela mesma noite, mas sem Margarito. Nós o encontramos em um de seus momentos de esplendor. Lakis havia levado dois ou três colegas, mas ele nem pareceu vê–los quando abriu a porta.
 – Já sei – gritou. – O filme será um estouro se Margarito fizer o milagre de ressuscitar a menina.
– No filme ou na vida? – perguntei.
Ele reprimiu a contrariedade. "Não seja bobo", disse a ele. "E que Deus te acompanhe, disse. Mas em seguida vimos em seus olhos o brilho de uma idéia irresistível. "A não ser que seja capaz de ressuscitá–la na vida real", disse a ele. "E que Deus te acompanhe, disse, e refletiu a sério: – Devia tentar.
Foi só uma tentação instantânea, antes de retomar o fio da meada. Começou a passear pela casa, como um louco feliz, gesticulando e recitando o filme em voz alta. Nós o escutávamos deslumbrados, com a impressão de estarmos vendo as imagens como pássaros fosforescentes que escapavam em tropelia e voavam enlouquecidos pela casa inteira.
– Certa noite – disse –, quando já morreram uns vinte papas que não o receberam, Margarito entra em sua casa, cansado e velho, abre a caixa, acaricia a cara da mortinha, e lhe diz com toda a ternura do mundo: "Por amor ao teu pai, filhinha: levanta–te e anda"., disse a ele. "E que Deus te acompanhe". Olhou para nós, e arrematou com um gesto triunfal: – E a menina se levanta! Esperava alguma coisa de nós. Mas estávamos tão perplexos que não sabíamos o que dizer. A não ser Lakis, o grego, que levantou o dedo, como na escola, para pedir a palavra.
– Meu problema é que não acredito nisso disse, e diante da nossa surpresa, dirigiu–se diretamente a Zavattini: – Perdão, mestre, mas não acredito.
Então foi Zavattini quem ficou atônito.
– E não acredita por quê?
– Sei lá – disse Lakis, angustiado. – É que não dá.
– Ammazza! – gritou então o mestre, com um estrondo que deve ter sido ouvido no bairro inteiro. – É isso o que mais me enche nos stalinistas: é que não acreditam na realidade. Nos quinze anos seguintes, segundo ele mesmo me contou, Margarito levou a santa a Castelgandolfo para ver se aparecia a ocasião de mostrá–la. Numa audiência de uns duzentos peregrinos da América Latina chegou a contar sua história, entre empurrões e cotoveladas, ao benévolo João XXIII. Mas não pôde mostrar–lhe a menina porque teve que deixá–la na entrada, junto com as bolsas dos outros peregrinos, para prevenir um atentado. O papa escutou–o com tanta atenção como foi possível no meio da multidão, e deu em sua face uma palmadinha de incentivo.
– Bravo, figlio mio – disse. – Deus premiará sua perseverança.
No entanto, quando de verdade sentiu–se na beira de realizar seu sonho, foi durante o reinado fugaz do sorridente Albino Luciani. Um parente do papa, impressionado pela história de Margarito, prometeu ajudar. Ninguém deu a menor bola. Mas dois dias depois, enquanto almoçavam, alguém telefonou para a pensão com um recado rápido e simples para Margarito: não devia sair de Roma, pois antes da quinta–feira seria chamado ao Vaticano para uma audiência privada. Nunca se soube se foi um trote. Margarito achava que não, e manteve–se alerta. Não saiu de casa. Se precisava ir ao banheiro, anunciava em voz alta: "Vou ao banheiro"., Maria Bela, sempre graciosa nos primeiros alvores da velhice, soltava sua gargalhada de mulher livre.
 Assim era: ninguém havia ouvido falar dele. As árvores da Villa Borghese estavam esgrenhadas debaixo da chuva, o galoppatoio das princesas tristes havia sido devorado por um matagal sem flores, e as belas de antigamente haviam sido substituídas por atletas andróginos travestidos com mau gosto. O único sobrevivente da fauna extinta era o velho leão, sarnoso e gripado, em sua ilha de águas murchas. Ninguém cantava nem morria de amor nas trattorias plastificadas na praça Espanha.
Pois a Roma de nossas nostalgias era já outra Roma antiga dentro da antiga Roma dos césares. De repente, uma voz que podia vir do além me parou em seco numa ruela do Trastevere:
– Oi, poeta.
Era ele, velho e cansado. Cinco papas tinham morrido, a Roma eterna mostrava os primeiros sintomas de decrepitude, e ele continuava esperando. "Esperei tanto que não pode estar faltando muito", disse ao se despedir, depois de quase quatro horas de lembranças. "Pode ser coisa de meses". Foi–se embora arrastando os pés pelo meio da rua, com suas botas de guerra e seu gorro desbotado de romano velho, sem se preocupar com os charcos de chuva onde a lua começava a apodrecer.
Então eu não tive mais nenhuma dúvida, se é que alguma vez tinha tido, de que o santo era ele. Sem perceber, através do corpo incorrupto de sua filha, levava vinte e dois anos lutando em vida pela causa legítima de sua própria canonização.

Família Buckley

Essa é a família Buckley. Os nomes das crianças eram Susan e John. Como uma brincadeira de Halloween, todas crianças da vizinhança iam pegar um manequim e fingir que iam arrancar sua cabeça. Os jovens Buckley pensaram que seria mais divertido se realmente viessem a matar sua mãe, então quando as crianças andassem até a porta deles, eles tinham um machado e abateriam-na. Uma vez que todos perceberam o que eles tinham realmente feito, foi chamada a polícia, mas as crianças já tinham sumido então. A única foto deles foi essa, tirada como travessura. O corpo da mãe foi encontrada depois comida pela metade.
As Crianças nunca foram encontradas, e com o passar dos anos alguns corpos foram encontrados mutilados e Comidos, Alguns eventos deste estão acontecendo no mundo O canibalismo e a principal ocorrência, será possessão demoníacas ?  ou problemas psicológico ? Alguns pastores e Padres Dizem que a o dedo do mal nisso ja que tudo que fazemos de maldade no mundo e e direcionado dos Demônios.

domingo, 5 de julho de 2015

Descoberta Bíblia de mais de 1.500 anos que diz que Jesus não foi crucificado


 A Bíblia com mais de 1.500 anos, foi descoberta na Turquia e é motivo de preocupação para o Vaticano. Isso porque a Bíblia contém o Evangelho de Barnabé, que foi um dos discípulos de Cristo, que viajou com o apóstolo Paulo, que mantém uma visão do Islã semelhante à de Jesus Cristo.

Barnabé
O livro teria sido descoberto em 2000 e tem sido mantida em segredo no Museu Etnográfico de Ancara. O livro, na verdade, tratados de couro e escrito em um dialeto do aramaico, a língua de Jesus Cristo, tem páginas em preto, devido à ação do tempo. Segundo relatos, os especialistas avaliaram o livro e garantiram que é original.

 As autoridades religiosas em Teerã insistem que o texto mostra que Jesus não foi crucificado, não era o Filho de Deus, mas um profeta, e chamou Paulo, o "impostor". O livro também diz que Jesus subiu ao céu vivo sem ser crucificado e Judas Iscariotes teria sido crucificado em seu lugar.

Fala sobre que Jesus ter anunciado a vinda do Profeta Muhammad, que teria criado o Islã, 700 anos depois de Cristo. O texto prevê a chegada do último messias islâmico, fato que ainda não aconteceu.

O Vaticano expressou preocupação com a descoberta do livro e pediu às autoridades turcas para que os especialistas da Igreja Católica avaliem o conteúdo do livro na Igreja Católica. Acredita-se que a Igreja Católica, no Concílio de Nicéia, fez a seleção dos Evangelhos, que fazem parte da Bíblia, excluindo alguns como, possivelmente, o Evangelho de Barnabé.

Acredita-se também que havia muitos outros Evangelhos.


O Evangelho de Barnabé é um livro representando a vida de Jesus e que alega ser de autoria de Barnabé, que neste escrito é um dos doze apóstolos.

Este evangelho é apócrifo, pois não existe nenhuma referência a ele nos escritos cristãos dos quatro primeiros séculos. Clemente de Alexandria, que cita uma passagem atribuída a Barnabé, porém, cometeu um erro, e a passagem que ele cita é de uma epístola de Clemente Romano aos coríntios. Segundo Jeremiah Jones, o evangelho de Barnabé é uma falsificação muçulmana.1

De acordo com John Bruno Hare, editor do site "Sacred Texts", este é um evangelho apócrifo, e que contém várias passagens em desacordo com a Bíblia. A característica única deste evangelho dentre os demais apócrifos é que este evangelho é "muçulmano", ou seja, ele apresenta Jesus como um profeta humano, e não como o filho de Deus, e como um predecessor de Maomé. Segundo estudiosos ocidentais, este evangelho é uma falsificação feita no século XIV. Atualmente, este evangelho tem sido usado por muçulmanos como uma fonte autêntica e acurada dos eventos da vida de Jesus. Estes textos são baseados na tradução dos Raggs.

Este evangelho é considerado por alguns especialistas acadêmicos, incluindo cristãos e muçulmanos (tais como Abbas el-Akkad), como antigo e pseudoepígrafo; porém, alguns acadêmicos sugerem que ele contém resquícios de livros apócrifos (possivelmente gnósticos,ebionitas ou o "Diatessarão"). De acordo com Reem Kanaan, o evangelho foi encontrado em 478, e cita quatorze vezes o nome de Maomé

Diz um velho proverbio que, a mentira não tem como esconder, um dia ela vem a tona.

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