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Demonologia é o estudo sistemático dos demônios. Quando envolve os estudo de textos bíblicos, é considerada um ramo da Teologia. Por geralmente se referir aos demônios descritos no Cristianismo, pode ser considerada um estudo de parte da hierarquia bíblica. Também não está diretamente relacionada ao culto aos demônios.


terça-feira, 4 de agosto de 2015

Quadro de Jesus Cristo 'sangra' em igreja na Índia

Em uma Igreja na cidade de Munbai, na Índia aconteceu um fenômeno que levou centenas de fiéis a visitarem o quadro da imagem de Jesus, que se encontra no interior daquela igreja. No quadro de Jesus começaram a aparecer supostas manchas de sangue (foto), abaixo do coração de Cristo.
Diversos fiéis ao visitarem a igreja, ficaram emocionados e de acordo com relato de vários deles, o sangue é verdadeiro.
"Jesus está nos dizendo que é o Deus vivo e único e que nós temos que crer nele. Temos que rezar pela Paz", disse uma devota.
Embora muitos devotos estejam convencidos de que as manchas são de sangue, os padres da igreja não atestam o milagre.
Para eles, o fenômeno é simplesmente conseqüência da humidade no local. 

Bem o mundo Sobrenatural tudo e possível, Os Demônios Por exemplo eles podem fazer com que apareça Imagens de Santos, Para que o ser Humano abra a sua mente, e nesse momento, que você fica desprotegido e que os Demônios começa a ter  Domínio sobre seu corpo.

A casa assombrada



A pequena Paróquia de Borley está em uma região desolada e pouco povoada perto da costa leste da Inglaterra. É um lugar de aparência sombria, cenário adequado para um dos casos mais bem documentados e controversos de assombração dos tempos modernos.
Todos os moradores da Paróquia de Borley foram perturbados por aparições fantasmagóricas desde sua inauguração em 1863. Até então, os fantasmas pareciam relativamente benignos. Isso mudou quando o reverendo Lionel Foyster e sua esposa Marianne Foyster se mudaram para lá, em Outubro de 1930. As batidas dentro das paredes ficaram mais fortes e mais insistentes, os móveis eram deslocados e as portas pareciam trancar-se sozinhas. E um novo fenômeno manifestou-se: misteriosas mensagens escritas começaram a aparecer nas paredes e em pedaços de papel espalhados pela habitação. Um dia Marianne encontrou um velho envelope com o nome dela, e escreveu: "O que quer?", colocando o envelope no mesmo lugar. A patética resposta ("descansar") apareceu debaixo da pergunta.






Mas Borley deve sua fama principalmente ao irrefreável Harry Price, o mais famoso caçador de fantasmas de sua época. Em 1937, dois anos após os Foyster terem se mudado, Price alugou a casa por um ano e instalou um rodízio de observadores para documentar os fenômenos. Escreveu mais tarde dois livros populares sobre o caso, dando também inúmeras palestras e entrevistas nas rádios sobre o assunto. A incansável publicidade promovida por Price fez com que Borley ficasse famosa e fosse alvo de pesquisadores rivais, que por décadas se debateram com o mistério. Os pesquisadores afirmaram que todo o caso era suspeito, zombando das técnicas de pesquisa de Price e, em particular de sua equipe de observadores amadores, recrutados por anúncios em jornais. Os críticos chegaram até a sugerir que Price houvesse orquestrado pelo menos alguns dos supostos fenômenos de poltergeist. No final, porém, o controvertido caçador de fantasmas acabou encontrando indícios de uma tragédia do passado longínquo que parecia explicar as assombrações convencendo muita gente de que as manifestações eram autênticas.
Em 1939, o novo proprietário, o capitão W. G. Gregson, estava desempacotando seus livros quando uma lamparina caiu no chão do saguão, dando ínicio a um incêndio. O fogo alastrou-se rapidamente e a antiga casa paroquial de Borley foi destruída, dando finalmente a Price uma oportunidade para procurar sob a terra alguma prova física que servisse para explicar a assombração.
Em seu primeiro livro publicado em 1940, um ano depois do incêndio, Price deixou implícito que desconfiava do uso de prestidigitação por Marianne Foyster para montar alguns dos distúrbios. Ao mesmo tempo, porém, afirmou categoricamente que pelo menos um dos espíritos que assombraram Borley por tantas décadas encontrou em Marianne uma alma solidária. Julgou que essa teoria era apoiada pelas arrepiantes mensagens escritas nas paredes, dirigidas a Marianne. As mensagens, pedidos queixosos de ajuda escritos com caligrafia infantil, pareciam ser de outra mulher jovem. Price acabou descobrindo uma história que explicaria o mistério de Borley.
Durante o ano em que alugou a antiga casa paroquial de Borley, Price e sua equipe não descobriram fenômenos novos, mas um acontecimento sensacional deu a Price informações para chegar a solução que ele estava procurando. A descoberta deu-se através do uso da planchette, instrumento equipado com um lápis que se move (supostamente guiado por espíritos) em uma prancheta, escrevendo mensagens pela mão de um assistente. Um suposto espírito que se identificou como Marie Lairre contou que havia sido freira na França do século XVII, mas deixou o habito para se casar com Henry Waldegrave, membro da abastada família cuja casa senhorial se erguerá um dia no ponto em que agora existia a Paróquia de Borley. Tempos depois, ela teria sido estrangulada pelo marido que esconderá seus restos mortais no porão.
Novamente de volta aos restos do incêndio da Paróquia de Borley, Price e sua equipe começam a procurar sob os escombros. "Procurem sob o chão de tijolos, no porão", implorava uma das mensagens dos espíritos; após um só dia de escavações, a equipe de Price descobriu alguns ossos frágeis que acabaram sendo identificados como pertencentes a uma mulher jovem, para Price, a evidência de que havia algo verdadeiro naquela história da freira assassinada.
Aparentemente, um enterro cristão para os ossos deu ao fantasma da casa paroquial de Borley o sossego que ele tanto buscava havia tempos. Nunca mais se ouviu falar de assombrações na casa em ruínas, que foi finalmente demolida em 1944

O Verdadeiro caso do filme O Exorcista

O filme O Exorcista foi inspirado em um caso real, não envolvendo uma garotinha de 12 anos, mas um menino de 13, conhecido por R. Seu comportamento estranho começou em 1949, após a morte de uma tia. Ele começou a ouvir arranhões na parede e objetos voavam pela casa. Cadeiras e camas se moviam quando o garoto estava nelas. A família desesperada pede ajuda a igreja católica. A primeira tentativa de exorcismo acabou em desastre. Ele rasgou o padre do ombro ao pulso com uma mola da cama. Foram necessários mais de 100 pontos o local. Palavras começaram a surgir em seu corpo e uma delas, Louis, fez a família mudar de volta para Saint Louis, acreditando haver algo lá. Entre em cena um estudioso jesuíta que na época tinha 27 anos, Walter Halloran.Ele estudou na Universidade de Saint Louis e tratou de R. Narrando o caso, ele diz que "o garoto cuspia com precisão e acertava seu corpo a 1,5 metros... Certa vez ví uma marca em seu ombro e parecia a caricatura do demônio. Eu podia ver suas mãos e não era ele que fazia... Ouvimos a voz e ela falou que não ia embora até que uma certa palavra fosse dita.". Na páscoa, uma outra voz tomou o garoto e disse a palavra Dominus vobiscum. Neste momento ouviu-se um tiro e o garoto ficou curado.
O filme O Exorcista arrecadou $ 260.000.000,00 dramatizando esta história. Até hoje a igreja católica faz exorcismos.

 Origem do Nome Dominus
Qual a origem do nome Dominus: LATIM Significado de Dominus
Qual o significado do nome Dominus: AQUELE QUE AMA A CASA Dominus vobiscum: O Senhor esteja convosco.
Alguns Demônios como Legião. precisam de apenas de Algumas palavras chaves, como meio de Libertação da casca a qual ele A Toma. 

   "Paulo VI queixa-se da fumaça de Satanás dentro do templo, quase a ocupar o espaço do incenso esquecido..."
Por Dom Manoel Pestana Filho*
O grande papa Leão XIII entrou no século XX ainda apavorado pela visão que tivera da formidável presença diabólica em Roma, “para a perdição das almas”. Desde 1886, mandara a todos os bispos rezar a oração a São Miguel Arcanjo, escrita por ele, de próprio punho, como também um exorcismo maior que recomendava a bispos e párocos para recitarem com frequência nas dioceses e paróquias.
“O século do homem sem Deus”, anunciado por Nietzsche, transforma-se no século de Satanás, que prepara o seu reino com a Primeira Guerra Mundial, implanta o comunismo ateu e tirânico, contra Deus e contra o homem, na revolução bolchevista de 1917, semeia a Europa inteira de ruínas e sangue com a Segunda Guerra Mundial, fruto dos poderes das trevas; invade toda a terra de ódio, terror, impiedade, heresia, blasfêmia e corrupção em guerras e revoluções sem trégua; insinua-se, de início, como fumaça, e, depois, implanta-se, poderoso, no seio da própria Igreja.
Tudo isto, Nossa Senhora confidenciara aos videntes de Fátima, exatamente no mesmo ano da tragédia russa; e o mesmo se diga do 3º capítulo do Gênesis, em que se pinta a vitória da serpente infernal e a presença de Maria, esmagando-lhe a cabeça.
A Cristandade continuou a rezar as orações de Leão XIII, estimulada pelos Papas. Pensadores cristãos como, por exemplo, Anton Böhm (Satã no Mundo Atual, Tavares Martins) e de La Bigne Villeneuve (Satan dans la Cité, Du Cèdre) denunciam a infiltração visível do demônio em todas as estruturas da sociedade. Bernanos surpreende-nos Sob o Sol de Satã.
De súbito, ao aproximar-se o último e temeroso quartel do século XX, contesta-se a existência dos anjos, desaparece a oração de São Miguel, suspendem-se os exorcismos, inclusive o do Batismo, mergulha no silêncio o ministério e a função do exorcista.
Paulo VI queixa-se da fumaça de Satanás dentro do templo, quase a ocupar o espaço do incenso esquecido, e amargura-se com a autodemolição da Igreja. Os seminários desaparecem, a teologia prostitui-se em cátedras de iniquidade, a liturgia reduz-se, com certa frequência, a uma feira irrelevante de banalidades folclóricas. A pretexto de inculturação, a vida religiosa desliza para o abismo.
“Os poderes do inferno não prevalecerão contra a Igreja”, é certo. Mas o próprio Senhor prediz o obscurecimento da fé, o esfriamento da caridade. A visão (do Inferno) de Fátima faz vacilar o otimismo ingênuo e irresponsável dos que apostam na salvação de todos, mesmo até dos que a recusam.
(…) Jesus começa a sua missão, tentado pelo demônio e a expulsão dos maus espíritos torna-se uma das notas mais relevantes da sua atividade messiânica. “Em meu nome expulsarão os demônios” (Mc 16,17), diz Jesus, ao despedir-se dos discípulos, notando que este será um sinal dos que crêem nele. E Satanás, pela ação dos Apóstolos, caía do céu como um raio… Quando os cristãos de todos os níveis, apesar dos Evangelhos e do Magistério, principiaram a duvidar da ação e, depois, da existência do espírito rebelde, aconteceu o que Jesus havia anunciado (Mt 14,44-45): expulso, ele volta para a casa “desocupada, varrida e arrumada”, mas indefesa, com sete espíritos piores do que ele, “e a condição final torna-se pior do que antes”, exatamente o que está a acontecer.
Hoje, não é só a fumaça de Satanás, penetrando por uma fenda oculta, mas o diabo, de corpo inteiro, que irrompe triunfalmente pelas portas centrais. Quem o vai exconjurar das nossas igrejas, das nossas residências episcopais e paroquiais, dos nossos centros comunitários, dos nossos seminários e universidades, dos Senados e das Câmaras Legislativas, dos Palácios do Governo e da Justiça, dos bancos e das bolsas, dos meios de comunicação, das escolas e hospitais, das consciências de todos nós?
E, não hesitemos: quem vai expulsar os demônios dos Palácios Pontifícios, das Congregações e Secretarias, das Nunciaturas, das Conferências Episcopais e Cúrias, dos Santuários e Basílicas, das ONU e dos Parlamentos, sem falar desse mundo “posto maligno”, que viceja “sob o sol de Satã”?
Nós precisamos, urgentemente, de exorcismo!

O conteúdo dos manuscritos bíblicos é confiável?

Algumas pessoas talvez se espantem com o fato de a tradição dos manuscritos do Antigo e Novo Testamentos resistir a um exame rigoroso. Há uma crença largamente difundida de que grande parte da Bíblia foi escrita vários séculos após os eventos ali registrados e que muitos deles foram alterados e manipulados para atender aos interesses de diferentes escribas ou facções.

A amplitude e a antiguidade dos manuscritos existentes apresentam uma história bem diferente. Mesmo assim, muitos argumentam que o fato dos manuscritos serem confiáveis não determina que o conteúdo também seja. Naturalmente ninguém contesta a historicidade da mitologia de Homero. Os manuscritos de seus textos podem estar razoavelmente intactos, mas isso não torna o conteúdo de seus escritos confiável nem garante sua historicidade.

Isto não acontece também com os evangelhos?

Não seriam apenas fatos mitológicos, com valores morais verdadeiros, mas sem consistência histórica?

Certamente os relatos envolvendo pessoas andando sobre as águas e água transformando-se em vinho não devem ser considerados historicamente verdadeiros. Afinal, são apenas mitos, ou não são?

Todas estas perguntas são muito importantes. De fato, o cristão não deve esperar que o não cristão aceite o conteúdo do texto bíblico como verdade simplesmente porque ficou provado que os manuscritos são confiáveis. Existem muitas dúvidas envolvidas aqui.
A primeira questão tem a ver com a maneira como lidamos com o sobrenatural. Podemos dizer que nossa sociedade pós-moderna é muito mais aberta à possibilidade de um reino sobrenatural do que as gerações passadas, com sua cosmovisão modernista decorrente do Iluminismo. Contudo, muitos ainda estão céticos a respeito destas coisas, e precisamos lidar com as razões deste ceticismo.





Ceticismo sobre o mundo sobrenatural.

Uma possível razão para a descrença em relação ao conteúdo dos evangelhos e do restante da Bíblia pode ser encontrada no registro que ela faz de eventos miraculosos. Qual seria a causa desta incredulidade? Na concepção de mundo de algumas pessoas os milagres seriam uma impossibilidade lógica. Estes indivíduos teriam fechado suas mentes para a possibilidade de milagres e ocorrências sobrenaturais, acreditando apenas naquilo que pode ser visto e cientificamente comprovado. Esse ceticismo se baseia nas idéias do filósofo David Hume (1711-1776). Ele argumentou que todos os objetos da investigação humana são ou “relações de idéias” (isto é, declarações e definições matemáticas) ou “trivialidades” (isto é, tudo que pode ser conhecido e testado empiricaMente). Hume escreveu:

    Quando examinamos. uma biblioteca convencidos destes princípios, podemos fazer uma destruição. Ao pegarmos qualquer volume — de teologia ou metafísica, por exemplo — devemos perguntar: ele contém algum raciocínio abstrato relacionado à quantidade ou números? Não. Ele contém algum raciocínio experimental relacionado aos fatos triviais e à existência? Não. Submeta-o então às chamas, pois ele nada contém a não ser sofisma e ilusão.’

Entretanto existem sérios problemas com esta posição. O principal é que a filosofia de Hume falha em seu próprio teste, porque sua própria declaração não se adapta a nenhuma de suas categorias. Norman Geisler faz o seguinte comentário:

    A declaração de que “apenas afirmações analíticas ou empíricas são significativas” não é em si mesma, uma declaração analítica (verdadeira por definição) ou empírica. Desta forma, é uma declaração sem sentido, de acordo com seu próprio critério.

C. S. Lewis lida com este tipo de abordagem materialista com sua lucidez costumeira, mostrando que um compromisso dogmático com essa filosofia é por si só problemático: Conclui-se que nenhuma explicação do universo pode ser verdadeira, a não ser que a explicação permita que seja aceitável imaginar que se trata de uma percepção real. Uma teoria que explica tudo que acontece no universo, mas não deixa a possibilidade de acreditar na validade de nosso raciocínio estaria completamente em desacordo. Pois seria possível chegar a esta teoria através do raciocínio Assim, um materialismo rigoroso refuta a si mesmo pelas razões apresentadas tempos atrás pelo Professor Haldane:

    “Se meus processos mentais são determinados apenas pelo deslocamento dos átomos em meu cérebro, não tenho motivo para supor que minhas crenças sejam verdadeiras […] e assim não tenho motivo para supor que meu cérebro seja composto de átomos”?

Materialismo: Conteúdo… sem conteúdo.

Este apego exagerado a uma visão de mundo totalmente materialista e à impossibilidade de intervenções miraculosas vindas de fora é problemático. Para o materialista, o próprio raciocínio torna-se um processo desvinculado da apreciação que conduz ao significado. A motivação para negar a possível existência de um reino sobrenatural muitas vezes é bastante forte, a ponto de demonstrar preconceito. Um escritor que aderiu ao ponto de vista materialista analisa esse fenômeno:

    Não são os métodos e instituições da ciência que nos impelem a aceitar uma explicação material para o mundo objetivo. Ao contrário, nosso apego a causas materiais nos impele a criar um aparato de investigação e um conjunto de conceitos capazes de produzir explicações materiais, mesmo que esses conceitos pareçam um contrasenso ou possam confundir os inexperientes. Além disso, esse materialismo é um absoluto, pois não podemos permitir qualquer possibilidade de interferência divina.

O apego a uma cosmovisão modernista, segundo a qual nada existe além de um mundo que só pode ser analisado empiricamente, implica uma visão através de lentes materialistas (embora essas lentes não sejam reconhecidas nem passem em seu próprio teste). Este tipo de compromisso a priori à falsidade dos evangelhos e à impossibilidade de qualquer ocorrência miraculosa é uma forma de intransigência. A base para esse ponto de vista — a filosofia materialista — não é logicamente consistente e merece ser contestada. Os materialistas precisam ser encorajados a, pelo menos, considerar a possibilidade do sobrenatural, mesmo que permaneçam extremamente céticos. Manter-se fechado a essa possibilidade é afirmar um conhecimento absoluto do universo, que surpreendentemente é uma prerrogativa “divina”.

Entre Deus, os santos e o Diabo

"Para o homem do século XVIII, o mundo era um espaço dominado por forças sobrenaturais que interferiam na existência cotidiana. Estas forças podiam ter divinas, caso partissem de Deus e dos santos, ou malignas, caso viessem do Demônio ou fossem acionadas por seus agentes terrenos. As desgraças podiam ser imputadas à malignidade de Satã ou à ira divina que recaía sobre os pecadores. Mas, na maior parte das vezes, Deus e os santos estavam associados à busca de proteção contra infortúnios. Entretanto, o Demônio não se dedicava somente a espalhar o mal pelo mundo, pois a ele recorriam indivíduos em busca de solução para problemas amorosos, financeiros, etc. Às forças divinas também eram feitos pedidos semelhantes, porém, estes não representavam, de acordo com a interpretação das autoridades eclesiásticas, uma comunicação com o sobrenatural detentora de uma natureza considerada maligna.

Nas Minas, muitas pessoas transitavam entre forças divinas e malignas como se a distinção entre elas desaparecesse por instantes. Buscava-se o sobrenatural que fosse mais eficiente para a resolução do problema que afligia o corpo e a alma. Joseja Doce tinha fama de ser feiticeira no arraial da Capela de Santa Ana onde residia, usando “de vários ingredientes e superstições para que os homens lhe queiram bem e lhe dêem dádivas”. Já o indeciso pardo forro João Batista, morador na freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Mato Dentro, Comarca do Serro do Frio, não sabia se recorria ou não às forças consideradas demoníacas e, no momento derradeiro, voltou atrás e recorreu ao plano divino. Batista foi convencido pelo pardo Paulo Gil a ter uma mandinga “para ninguém poder com ele”. Em uma noite, Paulo Gil levou Batista para “um caminho de umas encruzilhadas”. Chegando lá, Batista foi dominado pelo medo. Logo que Paulo Gil disse que “havia de [lhe] dar forças que ninguém havia de poder com ele”, Batista “respondeu que não queria tais amigos e logo ele viu levantar-se um redemoinho de vento”. Ficando “tão cheio de medo”, Batista “entrou a chamar por Santa Ana”.

Outras pessoas tendo suas vidas invadidas por desgraças e não obtendo resultados em suas preces dirigidas a Deus, pareciam ficar desacreditadas, pelo menos por um momento, com o sobrenatural católico. Nas Cartas Chilenas, um preso não havia perdido a esperança na justiça divina, mesmo sofrendo castigos na enxovia, e pedia a Deus, “o justo acusador”, que lhe desse a liberdade e punisse seus algozes. Já um tal Fernando Ribeiro, morador na freguesia de Catas Altas, blasfemava contra Deus pelas ruas do arraial onde vivia dizendo para quem quisesse ouvir que “já Deus não tinha parte nele e que já era do demônio por se ver perseguido de muitas dívidas e que lho tomam todos os bens”. Este comportamento contraditório era vivenciado com naturalidade pelos habitantes das Minas, não representando qualquer problema o trânsito entre sobrenaturais de naturezas tão destoantes.

Na época moderna, muito mais que em momentos anteriores, o mundo viu-se tomado pelas forças demoníacas de uma maneira avassaladora. No politeísmo, o mal assumia fluidez na medida em que era atribuído a deidades rivais. Todavia, no monoteísmo, havia necessidade de dar uma outra explicação para a presença do mal no mundo. Se Deus era a pura bondade e misericórdia, como também o justo algoz para os pecadores, restou a Satã incorporar em si todo o mal que vagava pela terra. Entre os séculos VI e XV o demônio foi ganhando espaço no imaginário cristão. Mas foi a partir do século XVI que abriu-se uma dura concorrência entre a orda infernal, chefiada por Satã, e Deus pelo monopólio sobre as almas humanas. O exército de satanás era formado por diabos ígneos, aéreos, terrestres, aquáticos, subterrâneos e lucífugos que habitavam as geleiras, penetravam nos corpos de animais e causavam desastres naturais, principalmente tempestades. Esta investida do Diabo estava inserida num processo do qual a Igreja católica participava construindo novos sentidos, agora demoníacos, para, por exemplo, crenças e cultos de origem pagã que ainda sobreviviam pela Europa afora e desafiavam, já nos séculos XVI e XVII, a presença da fé católica.

Entre os séculos XVI e XVII, apareceram em vários países da Europa obras que procuravam esclarecer a opinião pública acerca das forças satânicas. Eram apresentadas descrições detalhadas sobre a personalidade, os poderes e os rostos do inimigo do gênero humano. Em torno de 1600, a ciência demonológica atingia seu apogeu.

Fortalecido pela Reforma Protestante e pelas lutas religiosas do século XVI, momento em que católicos e protestantes degladiavam-se e heréticos (dissidentes religiosos) eram caçados por estarem compactuando com Satã, o Diabo aparecia nos discursos católicos e protestantes como detentor de uma força nefasta e desorganizadora. Os homens da Igreja esquadrinhavam o demônio levantando um inventário dos males que ele seria capaz de produzir e uma lista de seus agentes: turcos, judeus, heréticos e mulheres. Desmascarando as forças do mal, a Igreja transformou uma “ameaça global de morte” em “segmentos de medo, seguramente temíveis, mas no meados e explicados, porque refletidos e aclarados pelos homens da Igreja”. Satã provocava, como afirmava o discurso eclesiástico, “ventos fortes e trovões com relâmpagos terríveis”, como também servia de explicação para crimes sem motivo ou para o sucesso incomum.

Os personagens divinos também provocavam infortúnios e, por isso, eram temidos. No entanto, os males causados por Deus e pelos santos tinham uma singularidade, pois não eram impulsionadas pelo exercício do mal em si, como acontecia com as ações de Satã, mas eram motivadas pelo pecado cometido. Era, desse modo, justa a punição contra os pecadores. Não só na Europa, como na América portuguesa, acreditava-se que a doença era, muitas vezes, percebida como uma prova da ira de Deus. Descontentar santos suficientemente poderosos podia também resultar no aparecimento de enfermidades. No Ocidente, durante a época moderna, eram conhecidas e temidas cerca de quarenta doenças designadas pelo nome de um santo. Fenômenos meteorológicos eram, com freqüência, associados à ira divina. Nas poesias do padre Domingos Simões da Cunha, nascido nas Minas do Paracatu, escritas por volta de 1755, encontramos referências à relação entre a ira de Deus e as tempestades. O homem “virtuoso” não temia tanto o “pavoroso trovão” quanto o “mortal desabusado”. O pecador nunca estava em paz, pois receava “que o raio punir venha seu pecado” e “ouvindo a voz de Deus ... quando troveja o céu” o pecador recorria “para a mão poderosa que o socorre”, pois Deus era misericordioso. Em 1769, na região de Paraopeba, nas Minas, os moradores de uma fazenda situada no sítio de Santa Ana viram os céus desabaram sob a forma de uma grande chuva. Era o fim da tarde num domingo de maio quando “choveu uma tempestade” e homens, mulheres e crianças “na sua vida o não viram maior [tempestade] e o gado cair pelo chão berrando e os cavalos da mesma forma e [as] galinhas”. Apavorados, “a gente toda pedindo misericórdia que parecia o dia do juízo”.

A associação entre grandes tempestades e o dia do juízo era alimentada por vários pregadores. Livros de sermões diziam que na hora da fúria da natureza só restava aos fiéis implorar a misericórdia divina, pois tais fenômenos eram decorrentes da vontade de Deus que, em sua suprema justiça, punia os homens pelos pecados cometidos. O padre português Antônio das Chagas, em seu 11º. “Sermão do Juízo”, pregava que o final dos tempos seria conhecido por certos sinais como, por exemplo, “sinais horrendos ... [como] as nuvens carregadas de coriscos, o fogo em um derramado exército de raios e cometas”.

Em 1756, D. José I comunicou ao Governador e Capitão General do Rio de Janeiro que “o Santo Padre, por súplica minha, mandou ... que São Francisco de Borja da Companhia de Jesus, seja tido, invocado e venerado, como patrono e protetor dos meus reinos e domínios, contra terremotos”. Missas deviam ser rezadas em prol do referido santo para “que Deus pela sua intercessão os defenda de terremotos”. O terremoto que assolou Lisboa em 1755, como acreditava Manoel Correia de Souza, morador das Minas, fora uma vingança de Deus contra os pecados da população. Souza deixou registrado numa correspondência, datada de 1756, que o contrato que administrava estava dando muitos prejuízos e dizia não querer “que o contrato receba prejuízo e como se perdeu Lisboa pelos nossos pecados também vai chegando por cá”. Os santos também poderiam funcionar de intermediários entre Deus e os mortais no sentido de requerer, perante o Salvador, a misericórdia divina para as pobres almas humanas. O mundo divino era temido e, ao mesmo tempo, apelava-se à sua misericórdia. Nem todos temiam os castigos divinos, pois nem todos conviveriam com o estigma do pecado e, afinal, tudo dependia da consciência que julgava a si própria, seus atos e pensamentos, mas norteada pelos ensinamentos divulgados pelo clero.

Se para Manoel Correia de Souza, falando da segunda metade do setecentos, os castigos divinos ainda estavam por chegar às Minas que andavam tão cheias de pecados, já para o jesuíta padre Belchior de Pontes, paulista nascido entre 1640-1650, os castigos enviados por Deus contra os habitantes da terra do ouro já tinham chegado há bastante tempo. O conflito entre paulistas e emboabas, ocorrido entre 1708-1709, foi interpretado pelo jesuíta como “castigos com que havia [Deus] de castigar as Minas Gerais”. Em 1708, padre Belchior pregava sobre o “castigo [que] estava já por cair sobre as Minas porque irado Deus, com as insolências que nelas continuadamente se cometiam, o permitia”.

Se um pecado era cometido, a punição divina poderia recair, dependendo da natureza e da gravidade da falta, sobre toda a comunidade, um reino ou sobre o próprio mundo. A única saída era aplacar a ira divina negociando com Deus, isto é, oferecendo uma obra misericordiosa para compensar o mal desencadeado pelo pecado. A grandiosidade da obra devia coincidir com a grandiosidade do pecado. Entre 1549-1560, o jesuíta padre Manoel da Nóbrega fez um sermão no qual assinalava “as grandezas” de Nossa Senhora da Conceição e, frente a uma dificuldade, que os homens “soubessem negociar com Nosso Senhor por meio dela que não podia haver outro melhor negociar”.

Até agora temos falado do Deus barroco, isto é, aquele que punia as ovelhas desgarradas mas, acima de tudo, desejava tê-las de volta ao rebanho e, para isso, oferecia sua quase infinita misericórdia àquele que pecava. Não faltavam meios para que os devotos resgatassem suas faltas. Mas se o Salvador, pai, castigava os pecadores, filhos, estes deviam aceitar humildemente a incógnita que era a vontade divina que, acima de tudo, era puro amor e, assim sendo, qualquer castigo tinha uma natureza justa. Mesmo o fiel que não se afastava de Deus poderia sofrer privações e aceitá- las, pois a punição expressava a profunda sabedoria de Deus.

Invadido pela fé, o português Silvestre Silvério da Silveira Silva expressa, por volta de 1748, através de um dos personagens de sua obra, a confiança que o cristão devia ter na vontade divina. Mesmo que as dificuldades desabassem sobre sua vida, o devoto não podia desanimar. Os desígnios de Deus sempre tinham suas razões que, envolvidas em um véu de mistério, deviam ser aceitas com o coração aberto, pois o pai celestial sabia o que era melhor para seus filhos. Aos enfermos, Silvério aconselhava que se entregassem à vontade do Salvador e à ele se dirigissem com a alma dizendo: se sois servido que eu morra, quem há de impedir a vossa determinação? ... Se ordenais que eu padeça, quem pode ir contra a vossa vontade? Assas mostrara não conhecer quanto mereço ser castigado por minhas culpas, em não conformar-me com a correção de um pai amoroso ...! No estado em que me acho, só vos suplico useis de misericórdia com este miserável pecador”.

A justiça terrena devia estar atenta ao fato de que poderia inflingir os mais cruéis castigos ao corpo, porém, à alma estava reservada a possibilidade da misericórdia divina. Corpo e alma eram dois momentos distintos na figura do criminoso. Atenta à salvação dos presos, a Câmara de Vila Rica, em 1725, nomeou o padre Manoel Fernandes Seya como “capelão da capela de Santa Rita ereta para os presos nela ouvirem missa por tempo de um ano” e também para que “os enfermos e encarcerados presos desta cadeia” pudessem receber os sacramentos e fazerem confissões.

Num cenário onde às forças malignas eram imputadas as causas de uma gama de desgraças e mesmo a corte celestial poderia, a qualquer momento, voltar-se contra os pecadores, a Igreja assumia uma posição de destaque. A instituição eclesiástica funcionava, acreditava-se, como representante de Deus e dos santos entre os homens. Os padres, em sua atuação nos confessionários e na aplicação dos sacramentos, representavam uma prévia do julgamento divino, podendo perdoar pecados que ameaçariam a alma do devoto. A Igreja estava mais próxima de Deus do que as pessoas comuns. Entretanto, Igreja e Estado há muito caminhavam juntos, numa defesa mútua de interesses, não sem conflitos. Nesse sentido, a defesa da fé confundia-se com as tentativas régias de promover o “bom” governo dos povos. O súdito religioso parecia garantir a preservação do súdito fiel às leis do reino. Os colonos deviam obedecer às autoridades portuguesas pois este era o desejo de Deus, segundo pregava o clero."

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