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Demonologia é o estudo sistemático dos demônios. Quando envolve os estudo de textos bíblicos, é considerada um ramo da Teologia. Por geralmente se referir aos demônios descritos no Cristianismo, pode ser considerada um estudo de parte da hierarquia bíblica. Também não está diretamente relacionada ao culto aos demônios.


quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

A Verdade e A Vida

Eu sou o caminho, a verdade e a vida” diz o Senhor Jesus. Somos informados de forma clara que o caminho que Deus provê é Cristo, a verdade que Deus revela é Cristo e que a Vida que Deus concede, é , do mesmo modo, Cristo. Jesus é o nosso caminho, nossa verdade e nossa Vida. É através de Jesus que vamos ao Pai. No coração de Deus, aquilo que está relacionado a Ele é Jesus. Ele não nos deu muita coisa fora de Jesus. 

Em assuntos espirituais,freqüentemente lidamos com questões que se tornam vazias e sem qualquer utilidade espiritual para nós. Precisamos então pedir a Deus que abra nossos olhos de modo que possamos conhecer Jesus. A essência do cristianismo reside no fato de sua fonte, profundidade e riqueza estarem vinculadas ao conhecimento do Filho de Deus. Não importa o quanto sabemos de doutrinas, métodos ou poder; o que realmente importa é conhecer o Filho de Deus. 

O CAMINHO 

Disse Jesus ; “Eu sou o caminho”. A palavra caminho também significa método. Então Jesus é o caminho pelo qual chegamos a Deus e o método que também alcançamos a Deus. Tendo a Ele, temos o caminho; possuindo-O, possuímos o método. Esse caminho nada mais é do que o próprio Cristo. Não é um método qualquer fora dele. 

Alguns cristãos estão à procura de novos métodos espirituais. Certa vez, depois de ouvir uma mensagem a respeito da vitória através de Cristo e não por esforço próprio, um irmão disse ao pregador: “Por muitos anos tenho sido constantemente derrotado mas hoje está resolvido”. Ao que o pregador perguntou : “E como você sabe disso?”. O irmão respondeu : “Porque agora creio Ter achado um caminho para a vitória, Louvado seja Deus porque achei um método! A vitória é através do Senhor, não através de mim mesmo”. O pregador respondeu : “Se tudo que você achou foi um caminho para a vitória, então você vai ser derrotado novamente, porque o caminho e o método é o próprio Jesus. Deus não nos dá um caminho, Ele nos dá Jesus”. 

Pela graça de Deus, um cristão tem seus olhos abertos para ver que tipo de pessoa ele é; portanto, ele se submete e crê no Senhor, confiando que o Senhor fará aquilo que ele não pode realizar sozinho. Mais tarde, porém, um outro cristão, ao ouvir o testemunho do primeiro, também pede a Deus para iluminá-lo para descobrir sua incapacidade. Ele também sabe que deve crer em Deus e que humildemente deve abandonar seu eu. No entanto, estranhamente ele não recebe a libertação que o primeiro experimentou. Como se explica isso? A razão é que o primeiro irmão possui uma fé viva que o capacita tanto a tocar como crer no Senhor, enquanto segundo está meramente copiando uma fórmula, ou seja, ele tem um método e não o Senhor. 

Todas as coisas espirituais fora de Cristo são mortas. Não é porque alguém tenha aprendido uma série de métodos, que tal pessoa é um cristão, uma vez que as pessoas se tornam filhas de Deus através do novo nascimento, e não pelo aprendizado. 

A VERDADE 

A verdade não se refere a palavras a respeito de Cristo; Ele próprio é que é a Verdade. Freqüentemente, os cristãos consideram o ensino como verdades, embora a verdade seja uma pessoa e não algo mais. 

“E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará (Jo 8:32). Se verificarmos nossa experiência, verificaremos que jamais alguma verdade nos libertou. Podemos Ter falado de doutrinas anos a fio, e, ainda assim não enxergarmos nada. Se nossas palavras se resumem a mera doutrina, estamos manuseando algo morto, tendo como resultado algo artificial, sem vida. 

Certa vez um irmão ficou ofendido com outro. Ele não tolerou uma ofensa e repreendeu furiosamente o irmão que o ofendera. Sentiu que deveria procurar o irmão e pedir perdão. Mas quando se lembrava da ofensa e fúria reacendia. Mesmo assim considerava que deveria pedir perdão. Começou a Escrever uma carta e por muitas vezes parou com a fúria em seu coração. Ate que um certo dia conseguiu terminá-la e postar no correio, porém a ira ainda estava em seu coração. Se ele encontrasse aquele irmão, poderia até mesmo cumprimentá-lo e apertar sua mão, mais no sue íntimo o problema estava lá. Ou seja, sua ação foi resultado da doutrina e não de vida. 

A VIDA 

Devemos deixar bem claro aqui que as obras não são vida porque vida não resulta de esforço, a vida é o próprio Cristo. Como as pessoas se esforçam para serem cristãs! Como nos cansamos com este esforço diário. Quão pesadas são as doutrinas que cobram de nós humildade, mansidão, perdão, paciência e santidade. Elas nos esgotam, literalmente. Muitos consideram que ser cristão é uma tarefa difícil. Quanto mais eles tentam, mais difícil a tarefa se torna. Depois de haver tentado por algum tempo, ainda não agem como cristãos. Irmãos, se Cristo não for a nossa vida, nós mesmos teremos que realizar as obras; mas se Ele for a vida para nós, não viveremos em esforço contínuo e vão. 

Um erro muito grave é considerar a vida com algo que devemos conseguir por esforço. Devemos deixar bem claro que a vida flui naturalmente resultando em obras, mas as obras não substituirão a vida. Temos pessoas que tem um bom temperamento, raramente causam problemas, são gentis e nunca discutem; mas não se pode dizer que tenham vida espiritual rica. Se essas virtudes procedem de sua natureza humana, não são vida, pois elas não vêm de Cristo. 

O que é a Vida? A vida é mais profunda que pensamentos e emoções. Tanto pensamento quanto emoções são coisas externas, O que é então a vida? O senhor Jesus disse : “Eu sou a vida”. 

Não devemos nos precipitar em concluir que encontramos a vida quando tudo o que encontramos é uma atmosfera espiritual excitante. A experiência tem mostrado que muitos daqueles que são especialistas em criar um atmosfera excitante conhecem muito pouco ao Senhor. Muitas pessoas se emocionam facilmente, na verdade, conhecem muito pouco o Senhor. Somente Cristo é a vida, nada mais. 

À medida que O conhecemos, tocamos a vida. Na presença de Deus devemos ver o significado de Cristo como a nossa vida. Aqueles que se emocionam facilmente ou que são demasiamente inteligentes não são necessariamente pessoas que conhecem o Senhor. Conhecê-lo requer uma visão espiritual.

Verificam-se diferentes estágios de atividade demoníaca em 2015 na história da redenção.

a. No Antigo Testamento. Como no Antigo Testamento a palavra demônio não é usada com freqüência, de início podemos ter a impressão de que há pouca indicação de atividade demoníaca. Todavia, o povo de Israel freqüentemente pecava servindo a falsos deuses, e quando nos damos conta de que esses falsos “deuses” eram na verdade forças demoníacas, compreendemos que muitas passagens do Antigo Testamento de fato se referem a demônios.

b. No ministério de Jesus. Após centenas de anos de incapacidade de alcançar um triunfo real sobre as forças demoníacas, é compreensível que quando Jesus surgiu expulsando demônios com absoluta autoridade, as pessoas tenham ficado assombradas: “Todos se admiravam, a ponto de perguntarem entre si: Que vem a ser isto? Uma nova doutrina! Com autoridade ele ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem!” (Mc 1.27). Jamais se vira na história do mundo tamanho poder sobre as forças demoníacas.
c. Na era da nova aliança. Essa autoridade sobre as forças demoníacas não se limitava apenas a Jesus, pois ele concedeu autoridade semelhante primeiro aos Doze (Mt 10.8; Mc 3.15) e em seguida aos setenta discípulos. Depois de um período de ministério, “regressaram os setenta, possuídos de alegria, dizendo: Senhor, os próprios demônios se nos submetem pelo teu nome!” (Lc 10.17). Jesus respondeu: “Eu via Satanás caindo do céu como um relâmpago” (Lc 10.18), indicando novamente um grande triunfo sobre o poder de Satanás (isso, repetimos, provavelmente ocorreu no momento da vitória de Jesus sobre a tentação no deserto, mas as Escrituras não indicam explicitamente quando isso aconteceu).

d. No milênio. Durante o milênio, o futuro reinado de mil anos de Cristo na terra, mencionado em Apocalipse 20, a atividade de Satanás e dos demônios ficará ainda mais restrita. Usando linguagem que sugere uma restrição muito maior da atividade satânica do que a que presenciamos hoje, João descreve assim a visão que teve do início do milênio em Apocalipse 20:1-3:

e. No juízo final. Ao final do milênio, Satanás é solto e reúne as nações para a batalha, mas é definitivamente derrotado e “lançado para dentro do lago de fogo e enxofre” e atormentado “de dia e de noite, pelos séculos dos séculos” (Ap 20.10). Então o juízo de Satanás e seus demônios estará completo.

Adão e Lilith

Quando abriu seus olhos pela primeira vez e contemplou o mundo ao seu redor, Adão irrompeu em louvor a Deus:
– Quão grandes são tuas obras, Senhor!
Porém sua admiração pelo mundo ao seu redor não excedeu a admiração que todas as coisas criadas dispensaram a Adão. Elas tomaram-no por seu criador, e vieram prestar-lhe adoração. Ele porém disse:
– Por que vocês vêem adorar a mim? Não, eu e vocês juntos reconheceremos a majestade e o poder daquele que nos criou a todos. “O Senhor reina” – declarou ele, – “e está revestido de majestade!”
Não apenas as criaturas da terra: até mesmo os anjos chegaram a pensar que Adão fosse senhor de todos, e eles estavam prestes a saudá-lo com o “Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos” quando Deus fez com Adão caísse no sono; os anjos souberam então que ele não passava de um ser humano.
O propósito do sono que recaiu sobre Adão era dar a ele uma esposa, para que a raça humana pudesse se desenvolver e todas as criaturas reconhecessem a diferença entre Deus e o homem. Quando ouviu o que Deus estava decidido a fazer, a terra começou a tremer e sacudir.
– Não tenho forças – ela disse – para prover comida para multidão dos descendentes de Adão.
Por essa razão o tempo foi dividido entre Deus e a terra: Deus ficou com a noite, a terra com o dia. O sono reconfortante sustenta e fortalece o homem, proporciona-lhe vida e descanso, enquanto a terra produz fruto com a ajuda de Deus, que a rega. Ainda assim o homem tem de trabalhar a terra a fim de ganhar o seu sustento.
A decisão divina de conceder uma companheira a Adão veio ao encontro dos anseios do homem, que havia sido tomado por uma sensação de isolamento quando os animais vieram até ele em pares para receberem seus nomes.
Lilith é hoje um dos mitos mais conhecidos da cultura judaica. Segundo o Talmude (obra que compila discussões rabínicas sobre leis judaicas, tradições, costumes, lendas e histórias), ela é a primeira mulher de Adão. Anterior a Eva, Lilith é a personificação da justificativa do matriarcado ser preterido a favor do patriarcado na cultura judaico-cristã.
Lilith, a Mulher Feita do Pó
Segundo o Zohar, livro cabalístico criado no século XIII, quando Deus fez o homem, criou-o macho e fêmea, depois o dividiu ao meio e separou as suas almas, lançando-as no universo, para que assim, as almas gêmeas se encontrassem. Lilith surge como a parte feminina separada de Adão, e é dada a ele como esposa. Assim comhomem, a mulher aqui é criada da mesma essência, do barro. Não é uma coadjuvante do homem, mas igual a ele. Se Deus fez do homem a sua imagem, a mulher reflete esta imagem, já que faz parte da mesma criação dividida. A natureza de Lilith é de rebeldia e de insatisfação. Ao fazer sexo com Adão, questionava-lhe o porque de ter que ficar sempre por baixo, a suportar-lhe o peso, se também ela era feita do pó, por que tinha de lhe ser submissa? Para manter o equilíbrio já estabelecido, Adão recusava-se a inverter as posições (versões aramaica e hebraica do Alfabeto de Ben Sirá, século VI ou VII).
Diante da intransigência do marido, Lilith rebela-se e pronuncia inadequadamente o nome de Deus. Vitupera Adão e o abandona quando o sol se põe, à noite, na mesma hora que Deus fizera vir os demônios ao mundo. Lilith parte para o Mar Vermelho, onde habitam os demônios e espíritos malignos, tornando-se ela mesma um demônio, longe do Éden.
Deus ordena que Lilith retorne. Diante da recusa, envia uma guarnição de três anjos, Sanvi, Sansavi e Samangelaf, para tentar convencê-la. Mas com grande fúria, ela se recusa a voltar.Abandonado, Adão sente o peso da perda e da solidão.
Diante da sua tristeza, Deus faz com que ele adormeça, retira uma das suas costelas e cria Eva, mulher ideal, feita não do pó como o homem, mas da sua carne, do seu sangue e das suas necessidades diante de uma sociedade patriarcal. Ao contrário de Lilith, Eva é submissa e dócil. É o equilíbrio do homem diante do mundo e de Deus.
Lilith torna-se a noiva de Samael, o senhor das forças do mal do SITRA ACHRA (aramaico, significa “outro lado”). Dessa união gera cem demônios por dia, que são destruídos pelos três anjos. Enfurecida, Lilith tenta se vingar na prole de Adão e Eva, jura matar todo filho recém-nascido de Adão e de sua descendência
Superstições Ligadas ao Mito Antes de ser levada à categoria de mito e fazer parte do folclore judaico, Lilith aparece em relatos da Torah assírio-babilônica e hebraica entre outros textos apócrifos. Durante séculos Lilith foi vista pela comunidade judaica como um temível demônio, principalmente na Idade Média. O parto era feito obedecendo a vários rituais para proteger a mãe e o filho das forças demoníacas de Lilith, que inveja a alegria da maternidade. Ela é uma ameaça ao embrião. Sussurravam sortilégios no ouvido das mulheres para facilitar o trabalho de parto. A porta do quarto das crianças tinha os nomes dos três anjos escritos sobre ela, e cercava-se o quarto com um círculo de carvões ardentes. Ainda hoje há versões modernas de como proteger os partos de Lilith em algumas comunidades judaicas do norte da África.
Lilith muitas vezes é descrita como a Lua Negra, outras vezes como uma vampira, que nos dias de solstício e equinócios lança seu líquido menstrual nas águas, contaminando a todos que bebem o líquido nesses dias. Também o homem perde a razão quando enfeitiçado por seus sortilégios e apaixona-se pelo seu corpo. Também o bebê quando sorri sozinho, está a brincar com Lilith.
Ironicamente o mito de Lilith, antes visto como um demônio, hoje é símbolo das lutas femininas. De acordo com alguns astrólogos, de 1914 a 1938, quando Lilith sofreu influência de Plutão, que fez uma longa volta à sua órbita, as filhas de Eva iniciaram os movimentos de libertação e direitos diante dos homens.
Os questionamentos de Lilith à igualdade por ter sido gerada do pó, assim como Adão, perdem o sentido contestatório quando da explicação de que a parte que lhe coubera do barro era de pó negro, lodo e excrementos, inferior à essência geratriz de Adão, segunda a versão jeovística para o Gênesis, contada no Talmude e oralmente pelos rabinos. Adão tem a sua androgenia sagrada, pois foi criado à imagem de Deus. Lilith ao contestar e reinvidicar para si os mesmos direitos, desequilibra a harmonia do Éden, origina um afastamento do homem e do Criador.Assim, destituído da primeira mulher, Adão se uniu a Eva, parte da sua carne, feita sob medida para ele e para ser a mãe da humanidade

O SIGNIFICADO DO 666, O NÚMERO DA BESTA

As escrituras bíblicas possuem muitas passagens enigmáticas, que podem inspirar sentimentos como admiração, descrença e até mesmo terror em seus leitores. Uma das passagens mais intrigantes é aquela em que é revelado o Número da Besta, identificado como 666, o qual de acordo com o livro do Apocalipse seria o número do homem e conteria uma sabedoria a ser decifrada.

Não há dúvida que o fascínio exercido pelo Número da Besta ganhou força fora dos círculos católicos e evangélicos graças à sua popularização por filmes de terror, bandas de heavy metal e autores ocultistas. Mesmo em atitude revolta, quem antes jamais abriria uma Bíblia para ler suas passagens acaba dando uma espiada no Apocalipse para entender melhor o que significa o 666.



No filme Laranja Mecânica, o delinquente sociopata Alex é sutilmente associado à Besta quando é abordado por dois policiais identificados com os números 665 e 667.

Mais clara é a referência feita no filme A Profecia, onde o número 666 é revelado no couro cabeludo do diabólico Damien. Como se isso não bastasse, ainda programaram a data de lançamento do filme para o dia 6 de junho de 1976.

Contudo, em alto e bom som o Número da Besta foi espalhado pelas mentes adolescentes através de um dos maiores clássicos do heavy metal de todos os tempos, a música The Number of the Beast, da banda britânica Iron Maiden.

A música foi feita pelo baixista Steven Harris, inspirado pelos pesadelos que teve depois de assistir a sequência de A Profecia. Durante a turnê da banda no ano de lançamento de The Number of the Beast, diversos grupos religiosos fundamentalistas queimaram os discos da banda em público, como uma forma de protesto contra o que consideravam ser um grupo satânico.

Algumas décadas antes de tudo isso, o difamado ocultista Aleister Crowley usou intencionalmente o 666 como mais um de seus famosos instrumentos de promoção pessoal através de provocações e controvérsias. Ele afirmou ser a Besta profetizada no Apocalipse e adotou para si o nome To Mega Therion, a forma grega para A Grande Besta, que através da numerologia soma 666.
Para entender o que significam a Marca da Besta e o número 666, é preciso antes recapitular brevemente o livro do Apocalipse. Em síntese, o livro conta os eventos que acontecerão antes, durante e depois do retorno de Jesus. Estes eventos são narrados por João, quem os viu através de uma revelação divina entregue pelo próprio Jesus.

Durante este período do fim dos tempos ocorrem três grandes aflições para a humanidade, as quais são iniciadas quando são tocadas a quinta, a sexta e a sétima trombetas do Apocalipse. Durante o segundo período de aflição, o livro do Apocalipse afirma que a Terra será governada pela Besta, uma criatura horrenda que força a humanidade a usar a sua marca, que é o número 666.

Este número identificaria as pessoas que seguem a Besta, e estão portanto em clara oposição à Deus e à Cristo, não fazendo parte de suas Igreja e de seus planos de salvação. Não existe consenso entre os cristãos se estes acontecimentos previstos no livro já estariam em andamento, mas muitos identificam certos sinais de que o período apocalíptico começou pra valer.

Assim, no contexto apocalíptico, o Número da Besta é revelado no momento em que a Besta, também conhecida como o Falso Profeta, está governando a humanidade, realizando grandes prodígios e fazendo com que todos adorem a sua imagem. Então, o número 666 é gravado na mão direita ou na testa daqueles que estariam sob o seu poder.

Existem duas formas principais de interpretação do significado do Número da Besta. A primeira é através do emprego da numerologia, usada geralmente para calcular o número de um líder mundial ou de alguma personalidade para poder associá-lo com o 666. Manipulações desinformadas deste sistema já deram origem à hipótese que a internet seja a Besta.

De acordo com esta visão distorcida da numerologia judaica, a sigla www possui valor numérico 666 quando a letra w é igualada ao caractere hebraico vav, de valor 6, sendo convertida em 666. Contudo, isto está tão equivocado quanto dizer que o número romano III possa ser entendido como 111, e não como 3.

Mediante a numerologia, muitos tentam identificar a Besta através de seu Número. Alguns a buscam no passado, como é o caso daqueles que a identificam com imperador romano Nero. Para estes, a Marca da Besta seriam as imagens dos bustos dos imperadores gravadas nas moedas romanas, sem as quais ninguém podia comprar ou vender, tal como está escrito a respeito da Marca da Besta no Apocalipse.

Outros buscam a Marca da Besta no futuro, quando surgiria uma nova moeda global que cumpriria o mesmo papel que o Euro desempenha para os países europeus, e que seria o veículo econômico de uma suposta Nova Ordem Mundial. De acordo com este pensamento, toda e qualquer iniciativa de superação das diferenças globais seria parte de uma tentativa sinistra de dominação mundial por parte do Anticristo.

Para tais intérpretes do Apocalipse, em breve a humanidade seria forçada pelo Anticristo a aceitar uma única religião sincrética, que em tese acabaria com o fundamentalismo e com as dificuldades de implantação da Nova Ordem Mundial e da moeda supranacional, considerada por eles como sendo a Marca da Besta. Nada mais fundamentalista que isso.

Por este motivo vemos tantas vertentes fanáticas que relutam em aceitar a universalidade do espírito religioso que é inerente à alma humana. Não existe uma religião melhor ou mais verdadeira que a outra. Como já disse Helena Blavatsky, nenhuma religião está acima da verdade, ou como disse Samael Aun Weor, todas as religiões são pérolas preciosas que enfeitam o colar da divindade.

Outra forma de interpretação do Número da Besta é a chamada Idealista ou Esotérica, a qual abre mão da numerologia para esta análise. Não que esta visão despreze a numerologia, mas antes prefira ver o 666 como uma alegoria ou um símbolo. De acordo com esta perspectiva, o Número da Besta não é um código a ser decifrado, mas um símbolo a ser compreendido.

Afinal, na própria passagem do Apocalipse onde somos apresentados ao Número, é dito que nele existe sabedoria, e que aquele que tenha entendimento pode calcular o Número da Besta, que o próprio Número do Homem e que é 666. E isso não está somente escrito no livro do Apocalipse isso está escrito, mas também está recitado de modo soturno pelo ator britânico Barry Clayton na música que é cantada pela voz potente do ocultista Bruce Dickinson.

Em toda a Bíblia, os números são empregados de maneira figurativa, e isso não deveria ser diferente em relação ao Número da Besta. Com base nos ensinamentos básicos da numerologia, uma vez que o número 7 é o número da divindade, da completude e da plenitude, o número 6 representaria o que é incompleto, imperfeito e inadequado.

Ainda assim, para estudar a numerologia de forma um pouco mais profunda, não seria imprudente empregar o Tarô, a grande ferramenta simbólica dos ocultistas. A lâmina número 6 do Tarô é chamada de Os Amantes, e mostra geralmente um casal de namorados diante da decisão de se casar, ou um rapaz entre duas moças, tendo que escolher com qual delas vai ficar.

Portanto, para o Tarô, o número 6 representa essencialmente o momento que antecede a tomada de uma decisão e a chamada da responsabilidade. O número 666, de acordo com esta ótica, seria aquele que representa uma tripla hesitação, interpretadas como sendo a ausência de controle sobre o cérebro, o coração e o sexo, os três núcleos de poder do ser humano.

É através do controle da mente, do sentimento e da sexualidade (corpo) que o ser humano é capaz de permitir a expressão de seus valores espirituais e de sua vontade consciente. Sem este triplo controle, ou seja, com esta tripla hesitação, a divindade é incapaz de manifestar sua sabedoria, seu poder e seu amor, e o ser humano se converte em um escravo da Besta, o termo apocalíptico para a ilusão.

Outra lâmina do Tarô que auxilia na compreensão do Número da Besta é o Arcano 18, já que o número 18 é a soma dos três dígitos do 666. Este Arcano é conhecido como A Lua, e representa a ilusão provocada pela luz do luar em oposição à claridade provocada pela luz solar. Esta carta ainda alerta para os perigos de se caminhar em meio à luz da lua, que são as ilusões, pois estamos nos arriscando a topar com algum animal peçonhento escondido em sua toca, o que nos provocará sofrimento.

Indo um pouco mais adiante, o próprio número 18 pode ser reduzido a um novo número, desta vez o 9, e o Tarô novamente pode ser útil para elucidar a simbologia do Número da Besta. O Arcano 9 é conhecido como o Eremita, e mostra um sujeito maduro que caminha pelo deserto, trazendo consigo um cajado e uma lamparina. Este é um símbolo muito claro de todo Iniciado, de todo buscador dos Mistérios da Luz.

São estes Mistérios que permitem ao ser humano, seja homem ou mulher, adquirir o tríplice domínio sobre si mesmo, o que corresponde a conquistar definitivamente seu cérebro, seu coração e seu sexo, transformando-os em instrumentos de expressão dos valores existenciais do Espírito, o qual é a fonte de toda a felicidade.

Não é à toa que as grandes religiões universais apresentam tríades de deuses, como no caso egípcio de Osíris, Ísis e Hórus, ou no caso hindu de Brahma, Vishnu e Shiva, ou ainda nos casos das Deuses Tríplices presentes nas religiões gregas, romanas, celtas e demais cultos pagãos. De alguma forma, o cristianismo também conta com esta tríade, que é formada por Pai, Filho e Espírito Santo.

Também não é por acaso que o número de escolhidos do Cordeiro que vai enfrentar a Besta e seus escravos na mitologia apocalíptica cristã é 144.000, cuja soma final também é 9, o número dos Iniciados. Isso mostra claramente a oposição que existe entre aqueles que desejam manter escravos das circunstâncias, das ilusões e dos sofrimentos, e aqueles que exercem a vontade consciente sobre si mesmos, desfrutando da sabedoria e da felicidade representadas pela Nova Jerusalém.

OS 7 ASSASSINATOS MAIS FAMOSOS COMETIDOS PELOS PAPAS

Realmente não foram poucas as pessoas que foram assassinadas por ordens diretas dos Papas. Desde cidadãos mais comuns até pensadores e nobres, milhares de pessoas que tiveram a audácia ou a inocência de desafiar os interesses escusos dos Papas foram condenadas aos mais terríveis suplícios, entre os quais estavam a fogueira, a marreta, a forca e a guilhotina.

Uma das lendas conta que, no ano de 1585, o Papa Sisto V deu início à uma política de tolerância zero, o que acabou resultando num número de cabeças cortadas amontoadas na ponte do Castelo de Santo Ângelo maior do que o de melões nos mercados de Roma.



Os lugares mais comuns onde aconteciam as execuções eram, além da Ponte Santo Ângelo, a Praça do Povo e a Via dei Cerchi, próxima à Praça da Boca da Verdade.

Os registros das mortes foram encontrados em diversos documentos, mas especialmente nos cadernos de Giovanni Battista Bugatti, o carrasco do Papa, que marcava 516 “justiças” realizadas em nome dos Papas.

Mas a lista de Bugatti termina: “Aqui termina a lista de Bugatti. Que a do seu sucessor possa ser menor”. A lei papal prescrevia o pagamento de 3 centavos de lira romana ao carrasco, um salário propositalmente baixo, para que marcasse a repugnância de seu trabalho.

Esta lista inclui apenas as pessoas que foram executadas diretamente pela Santa Sé. Ela não inclui as numerosas execuções realizadas por outras autoridades da Igreja Católica Apostólica Romana, nem as incontáveis execuções das Inquisições que não a Inquisição Romana, nem as inúmeras mortes registradas nas guerras que envolviam os Estados Papais, e nem mesmo as vítimas que foram executadas extrajudicialmente.
Beatrice Cenci




 Beatrice Cenci era uma nobre italiana que protagonizou um dos mais tétricos julgamentos de Roma. Ela era filha do aristocrata Francesco Cenci, um sujeito que estava sempre tendo problemas com as autoridades papais. Eles viviam no Palácio Cenci, junto com Giacomo, o irmão mais velho de Beatrice , com Lucrezia Petroni, a esposa de Francesco, e Bernardo o filho mais jovem.

De acordo com a lenda, Francesco maltratava sua esposa e seus filhos, e abusava sexualmente de Beatrice. Todos conheciam a reputação de Francesco, mas ninguém fazia nada a respeito. Beatrice tentou informar às autoridades sobre os abusos que sofria do pai, e quando Francesco ficou sabendo, enviou a família para viver em um castelo afastado de Roma.

Então, os quatro Cenci decidiram que não havia outra alternativa senão livrar-se de Francesco. Com a ajuda de dois vassalos, a família matou Francesco e atirou seu corpo do desfiladeiro para que a morte parecesse acidental. Mas, ninguém acreditou nisso.

A polícia do Papa investigou a morte e descobriu como ela acontecera. Os quatro membros da família Cenci foram presos, condenados e sentenciados à morte. O povo, sabendo dos motivos da morte, protestou contra a sentença. Contudo, o Papa Clemente VIII, temendo a pressão dos nobres, ordenou a execução imediata na ponte de Santo Ângelo.

Antes de morrer, Giacomo foi torturado. Então, sua cabeça foi amassada com uma marreta e seu corpo esquartejado. Lucrezia e Beatrice foram decapitadas com uma espada. O pequeno Bernardino teve sua vida poupada, mas foi obrigado a assistir o assassinato de seus familiares, antes de voltar à prisão e ter seus bens transferidos para a família do Papa. Ainda hoje existem relatos misteriosos de que, todos os anos, na noite que antecede a data de sua execução, Beatrice perambula pela ponte em busca de sua cabeça perdida.

6. Pomponio Algerio



Pomponio Algerio era um estudante de Direito Civil na Universidade de Pádua, e suas crenças teológicas radicais acabaram chamando a atenção da Inquisição Romana. Em seu julgamento, Algerio fez questão de utilizar seu chapéu acadêmico para lembrar ao tribunal que, como ainda era estudante, tinha o direito de expressar com liberdade suas ideias.

Em seu julgamento, Pomponio Algerio condena a suposta dependência da bondade do ser humano em relação à vontade e à intervenção de Deus. Ele diz: “A Igreja se desvia demasiadamente da verdade quando afirma que o homem não pode fazer nada de bom por sua própria conta e por seu próprio juízo, já que nada louvável pode proceder de nossa natureza corrupta e infectada, exceto no caso de Deus ter nos concedido alguma graça.”

Mais que isso, Algerio se refere ao caráter sectário da Igreja Católica, quando diz: “A Igreja Católica Romana é apenas uma entre tantas outras Igrejas, e nenhum cristão deveria restringir suas conduta e suas crenças àqueas ditadas por uma Igreja em particular. Além do mais, esta Igreja se desvia em muitas coisas da verdade.”

Depois de ter se recusado à se conformar com a doutrina da Igreja, ele foi sentenciado à prisão, quando foi pedido que ele reconsiderasse suas crenças. Mais de um ano passado detrás das grades, ele novamente recusou mudar de opinião. Naquela ápoca, as autoridades de Veneza não consentiriam com uma ordem de execução em virtude de discordância teológica.

Então, o Papa Paulo IV decidiu enviar seus representantes para solicitar a extradição de Pomponio para Roma., o que acabou acontecendo. Jogado numa cela por mais um longo período, Pomponio recebeu um monge da irmandade de São João que insistiu em seu arrependimento, oferecendo em troca um misericordioso estrangulamento seguido da fogueira. Que opção tinha o estudante senão recusar a oferta? Um ano mais tarde ele foi executado. Mantendo a compostura ele foi queimado em óleo fervente, e permaneceu lúcido por 15 minutos antes de morrer.

5. Girolamo Savonarola

Girolamo Savonarola foi um padre dominicano que, por um curto período, governou a cidade italiana de Florença. Era um intelectual muito talentoso, especialmente em filosofia e medicina. Quando esteve em Faenza, ouviu um forte sermão de um padre agostiniano, e resolveu renunciar ao mundo ingressando na ordem dominicana sem o conhecimento de seus pais.

Sentindo profundamente a perda de valores trazida pelo ideário do Renascimento, começou a escrever tratados filosóficos baseados em Aristóteles e Tomás de Aquino. Foi designado por seu superior para pregar em Florença, o centro do Renascimento, e lá se opôs com grande energia à vida pagã e à imoralidade que prevalecia em muitas classes da sociedade, em especial na corte de Lourenço de Médici.

Savonarola começou seus sermões no púlpito da igreja de São Marcos, e toda a cidade de Florença ia ouvi-lo. Ele criticava a imoralidade, a vida de prazeres dos florentinos, enquanto pregava que a população voltasse à vida da virtude cristã. Também intensificou suas críticas contra os abusos na vida eclesiástica, a imoralidade de grande parte do clero, especialmente de muitos membros da Cúria romana, de príncipes e cortesãos.

O pregador dominicano falava cada vez mais com violência crescente contra o Papa e a Cúria, atacando os crimes do Vaticano. Um cisma começou a se prefigurar e o Papa se viu forçado a agir. Em 1497 foi excomungado. Savonarola terminou preso por ordem papal e condenado à morte em 1498. Foi torturado e enforcado, e o seu corpo queimado em praça pública.

4. Matteuccia di Francesco

Matteuccia di Francesco foi uma suposta freira e bruxa italiana, conhecida como a “Bruxa de Ripabianca”. O julgamento contra Matteuccia é um dos primeiros a terem sido documentados na Úmbria, onde um Tribunal da Bruxaria pronunciou a sentença de morte.

Os juízes decretaram que Matteuccia estava sendo influenciada pelo próprio diabo, e por este motivo vinha repetidamente praticando atos sacrílegos e feitiços contra os habitantes de Ripabianca. Os acusadores afirmaram que o comportamento da suposta bruxa vinha sendo praticado por muitos anos, até que foi definitivamente capturada e condenada pela corte de Lorenzo de Surdis, segundo ordens diretas do Papa.

Abaixo segue um trecho da acusação formal apresentada pela Igreja Católica contra Matteuccia di Francesco, que a condenava à ser queimada na fogueira sob a acusação de bruxaria:

“Esta é a punição corporal e a sentença corporal ratificada pelo Magnífico e Poderoso Senhor Lorenzo di Surdis, honrado Mantenedor da Paz para a Santa Igreja Romana e o Santo Padre, no nome de Jesus Cristo e de nosso Pai Sagrado pela Divina Providência, o Papa Martinho V. Nós acusamos Matteuccia di Francesco, universalmente reconhecida como uma mulher de hábitos maléficos e de prostituição, feiticeira e bruxa, contra quem formalmente oferecemos acusação.”

Mattiuccia teria confessado ter vendido poções medicinais e ter voado através das árvores na forma de uma mosca e nas costas de um demônio depois de ter aplicado sobre seu corpo um unguento preparado com o sangue de uma criança recém-nascida. Ela foi julgada culpada de bruxaria e sentenciada à ser queimada na fogueira.

3. Arnaldo de Brescia

Arnaldo de Brescia foi um padre italiano da região da Lombardia que exigiu da Igreja Católica a renúncia sobre suas propriedades, e que participou da fracassada Comuna de Roma. Arnaldo foi preso e seu enforcamento foi ordenado pelo Papa. Não fosse isso suficiente, seu corpo ainda foi queimado postumamente, e suas cinzas atiradas ao rio Tibre.

Mesmo tendo fracassado como um reformista religioso e líder político, seu pensamento e seus ensinamentos sobre a pobreza apostólica ganharam valor após a sua morte entre os Arnoldistas, os Valdenses e os Franciscanos, ainda que nada escrito por ele tenha sobrevivido à sua condenação. Para os protestantes, Arnaldo é um dos precursores da Reforma Protestante.

Um de seus principais ensinamentos era a renúncia das coisas terrenas, especialmente pela Igreja Católica e seus oficiais, e por isso foi condenado pelo Concílio de 1139 e forçado a sair da Itália. Em Paris, estudou com o filósofo Pierre Abélard. No Sínodo de 1141, tanto Arnaldo como seu professor Abélard tiveram seus posicionamentos derrotados por Bernardo de Claraval, o perseguidor dos Cátaros.

Condenado ao silêncio e ao exílio pelo Papa Inocêncio II, ele se refugiou em Zurique. Seus escritos foram queimados, mas Arnaldo continuou a pregar seu ideal de pobreza apostólica. Para ele, o clero que possuísse propriedade privada não tinha direito nem poder para ministrar os Sacramentos. Quando foi encaminhado à fogueira, recusou-se a renunciar às suas ideias. Foi enforcado, seu corpo queimado e suas cinzas jogadas às águas do rio para que seu túmulo não se convertesse em um santuário.

2. Pietro Carnesecchi

Pietro Carnesecchi foi um humanista italiano, nascido em Florença, filho de um mercador influente na corte papal em virtude de suas ligações com os Médici. Ao 25 anos já tinha se tornado secretário do Papa. Em virtude da habilidade com que expressava suas ideias, ganhou a admiração de Catarina de Médici e outros personagens influentes da corte francesa.

Logo se tornou também uma figura proeminente nos círculos literários e religiosos em Nápoles, nos quais eram discutidos elementos de uma necessária reforma espiritual da Igreja. Pietro não demorou a aceitar a doutrina de Lutero, mas manteve seu repúdio à política de cismas.

Quando a repressão ao movimento reformista começou, Carnesecchi se viu envolvido nas acusações. Por algum tempo ele encontrou abrigo com seus amigos parisienses. Acabou sendo citado uma segunda vez por um tribunal de Roma, mas se recusou a aparecer diante das autoridades para oferecer explicações. Logo, a Inquisição tomou novo fôlego, renovando suas atividades com muito mais afinco que antes.

Carnesecchi estava em Veneza quando soube desta nova postura dos tribunais, e imediatamente partiu para Florença, onde julgava que estaria à salvo. Contudo, lá foi traído por Cosmo I, Grão-Duque da Toscana, que desejava ganhar favores do Papa. Então, permaneceu por mais de um ano encarcerado, até sair sua sentença de degradação e morte. De nada adiantou ter se ajoelhado diante do Papa implorando por misericórdia. Ele e outras dezesseis pessoas foram decapitadas e queimadas em praça pública.

1. Giordano Bruno

Giordano Bruno foi um teólogo, filósofo, escritor e frade dominicano italiano condenado à morte na fogueira pela Inquisição Romana, acusado de heresia. Quando ainda estava no seminário, Bruno estudou Aristóteles e Tomás de Aquino, predominantes na doutrina Católica da época, doutorando-se em Teologia. Contudo, logo suas ideias avançadas atraíram inúmeras perseguições.

Acusado de heresia, foi levado à Roma para ser julgado. Poucos meses depois, abandonou o hábito e deixou a Itália, iniciando um período de peregrinação de sua vida. Viajou por Gênova, Toulouse, Paris, Suíça, Inglaterra, Marburg, Wittenberg, Praga, Helmstedt e Frankfurt. Nesta última cidade conseguiu publicar vários de seus escritos. Em suas viagens, recebeu influências de culturas diversas.

Bruno era culto e dotado de grande sagacidade. Independente, desenvolveu ideias inovadoras e muito avançadas para sua época, que misturavam neoplatonismo místico e panteísmo. Adepto do humanismo, corrente socióloga renascentista, defendia o infinito cósmico e uma nova visão do homem.

Agora em Florença, num ambiente que julgava ser amigo de foragidos como ele, Bruno foi traído por um comerciante traiçoeiro e católico fervoroso, que denunciou ao Santo Ofício a presença de Giordano. Nunca renunciou às suas ideias, e por isso foi condenado à morte na fogueira. Foi obrigado a ouvir a sentença ajoelhado, e durante seu martírio pelas chamas teve a voz calada por um objeto de madeira posto em sua boca.

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