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Demonologia é o estudo sistemático dos demônios. Quando envolve os estudo de textos bíblicos, é considerada um ramo da Teologia. Por geralmente se referir aos demônios descritos no Cristianismo, pode ser considerada um estudo de parte da hierarquia bíblica. Também não está diretamente relacionada ao culto aos demônios.


segunda-feira, 11 de junho de 2018

ANJOS CABALISTICOS

Os gregos chamavam os Anjos de DAIMONES (gênio, anjo, ser sobrenatural). A palavra anjo vem do termo grego angelos que significa "Mensageiro".

Cada uma das hierarquias angelicais é regida por um príncipe e tem correspondência com uma letra do alfabeto hebraico:
Aleph, corresponde aos Serafins e o Príncipe é Metatron.
Beth, corresponde aos Querubins e o Príncipe é Raziel.
Ghimel, corresponde aos Tronos e o Príncipe é Tsaphkiel.
Daleth, corresponde às Dominações e o Príncipe é Tsadkiel.
He, corresponde às potências e o Príncipe é Camael.
Vau, corresponde às Virtudes e o Príncipe é Raphael.
Zain, corresponde aos Principados e o Príncipe é Haniel.
Heth, corresponde aos Arcanjos e o Príncipe é Mikael.
Teth, corresponde aos Anjos e o Príncipe é Gabriel.
Encarregados de transmitir amor aos demais

 Príncipe: Metatron. Seu nome em hebraico significa “Rei dos Anjos”. Governa as forças da criação em benefício dos habitantes da Terra. Representa o poder da abundância e da supremacia. Reúne nas mãos o esplendor das sete estrelas. Seu número: 314 (o mesmo da divindades Shaddai.

 Lendas hebraicas dizem que Metraton era um humano da sétima geração de descendentes de Adão, Enoch que, por seu comportamento santo e moral reta, não desencarnou ao morrer e sim, caminhou ao lado de Deus para o Paraíso.

 Passagens na Bíblia: Isaías 6:2 e Isaías 6:6

Sefirá da Cabala correspondente: Kether.

Astro Regente: Plutão ou Neptuno.

 1. Vehuiah 00h00 à 00h20 20/03 - 01/06 - 13/08 - 25/10 - 06/01

2. Jeliel 00h20 à 00h40 21/03 - 02/06 - 14/08 - 26/10 - 07/01

3. Sitael 00h40 à 0lh 22/03 - 03/06 - 15/08 - 27/10 - 08/01

4. Elemiah 0lh à 01h20 23/03 - 04/06 - 16/08 - 28/10 - 09/01

5. Mahasiah 01h20 à 01h40 24/03 - 05/06 - 17/08 - 29/10 - 10/01

6. Lelahel 01h40 às 02h 25/03 - 06/06 - 18/08 - 30/10 - 11/01

7. Achaiah 02h às 02h20 26/03 - 07/06 - 19/08 - 31/10 - 12/01

8. Cahetel 02h20 às 02h40 27/03 - 08/06 - 20/08 - 01/11 - 13/01
Guardas e mensageiros dos mistérios divinos, com a função de transmitir a sabedoria.

 Príncipe Raziel: Seu nome em hebraico significa “Segredo de Deus”. Guardião dos mistérios e da originalidade. Reside em Chochmak, o império das idéias puras.

 A tradição judaica diz que Raziel entregou a Adão um livro contendo os segredos das ervas medicinais quando este ficou doente.

 Passagens na Bíblia: Génesis 3:24, Êxodo 25:18 - 20, Êxodo 25:22, Êxodo 26:1, Êxodo 26:31, Êxodo 36:8, Êxodo 36:35, Êxodo 37:7 - 9, NÚmeros 7:89, I Samuel 4:4, II Samuel 6:2, II Samuel 22:11, I Reis 6:23 - 29, I Reis 6:32, I Reis 6:26 -27, I Reis 6:35, I Reis 7:29, I Reis 7:36, I Reis 8:6, Cronicas 3:11- 12, Salmos 18:10, Ezequiel 9:3, Ezequiel 10:2, Ezequiel 10:4, Ezequiel 10:7, Ezequiel 10:9, Ezequiel 10:14, Ezequiel 28:14, Ezequiel 28:16 e Ezequiel 41:18.

Sefirá da Cabala correspondente: Chochmá.

Astro Regente: Urano.

 9. Haziel 02h40 às 03h 28/03 - 09/06 - 21/08 - 02/11 - 14/01

10. Aladiah 03h às 03h20 29/03 - 10/06 - 22/08 - 03/11 - 15/01

11. Laviah 03h20 às 03h40 30/03 - 11/06 - 23/08 - 04/11 - 16/01

12. Hahajah 03h40 às 04h 31/03 - 12/06 - 24/08 - 05/11 - 17/01

13. Vezael 04h às 04h20 01/04 - 13/06 - 25/08 - 06/11 - 18/01

14. Mobahel 04h20 às 04h40 02/04 - 14/06 - 26/08 - 07/11 - 19/01

15. Hariel 04h40 às 05h 03/04 - 15/06 - 27/08 - 08/11 - 20/01

16. Hakamiah 05h às 05h20 04/04 - 16/06 - 28/08 - 09/11 - 21/01
Recebem as mensagens de Deus e transmitem-nas aos demais anjos de outras ordens.

 Príncipe Tsaphkiel (também chamado de Auriel e Cassiel): Seu nome em hebraico significa “Anjo da Noite”. Simboliza as forças criativas em acção. Ajuda-nos a contemplar o futuro

Gosta de reconciliar adversários e mostra o melhor caminho a seguir. Sempre que invocar este anjo, coloque uma boa música para agradá-lo.

 Sefirá da Cabala correspondente: Biná.

Astro Regente: Saturno.

 17. Lovzah 05h20 as 05h40 05/04 - 17/06 - 29/08 - 10/11 - 22/01

18. Caliel 05h40 às 06h 06/04 - 18/06 - 30/08 - 11/11 - 23/01

19. Leuviah 06h às 06h20 07/04 - 19/06 - 31/08 - 12/11 - 24/01

20. Pahaliah 06h20 às 06h40 08/04 - 20/06 - 01/09 - 13/11 - 25/01

21. Nelchael 06h40 às 07h 09/04 - 21/06 - 02/09 - 14/11 - 26/01

22. Yeiaiel 07h às 07h20 10/04 - 22/06 - 03/09 - 15/11 - 27/01

23. Melahel 07h20 às 07h40 11/04 - 23/06 - 04/09 - 16/11 - 28/01

24. Henujah 07h40 às 08h 12/04 - 24/06 - 05/09 - 17/11 - 29/01
Cuidam para que os outros seres celestiais cumpram a vontade de Deus.

 Príncipe Tsadkiel (também chamado de Uriel e Saquiel): Seu nome em hebraico significa “Fogo de Deus”. É o anjo que concede inspiração e tem grande sentido de humor. É o príncipe da profecia e da inspiração. Está ligado às artes e ao ensino e ajuda as pessoas a atingirem suas metas, dando-lhes entusiasmo e perseverança.

 Sefirá da Cabala correspondente: Chessed.

Astro Regente: Júpiter.

 25. Nith-haiah 08h às 08h20 13/04 - 25/06 - 06/09 - 18/11 - 30/01

26. Haaiah 08h20 às 08h40 14/04 - 26/06 - 07/09 - 19/11 - 31/01

27. Jerathel 08h40 às 09h 15/04 - 27/06 - 08/09 - 20/11 - 01/02

28. Seheiah 09h às 09h20 16/04 - 28/06 - 09/09 - 21/11 - 02/02

29. Reiiel 09h20 às 09h40 17/04 - 29/06 - 10/09 - 22/11 - 03/02

30. Omael 09h40 às 10h 18/04 - 30/06 - 11/09 - 23/11 - 04/02

31. Lecabel 10h às 10h20 19/04 - 01/07 - 12/09 - 24/11 - 05/02

32. Vassariah 10h20 às 10h40 20/04 - 02/07 - 13/09 - 25/11 - 06/02
Responsáveis pela ordem e elementos da natureza (ar, água, terra e fogo).

 Príncipe Camael (também chamado de Samuel): Significa “Ouvido por Deus”. É o anjo que cuida para que seja feita a vontade de Deus, removendo do caminho os obstáculos a esta vontade. É encarregado de receber as influências divinas e transmiti-las aos anjos desta categoria.

 Sefirá da Cabala correspondente: Guevurá.

Astro Regente: Marte.

 33. Zehniah 10h40 às 11h 21/04 - 03/07 - 14/09 - 26/11 - 07/02

34. Leabiah 11h às 11h20 22/04 - 04/07 - 15/09 - 27/11 - 08/02

35. Chavakiah 11h20 às 11h40 23/04 - 07/07 - 16/09 - 28/11 - 09/02

36. Manadel 11h40 às 12h 24/04 - 06/07 - 17/09 - 29/11 - 10/02

37. Aniel 12h às 12h20 25/04 - 07/07 - 18/09 - 30/11 - 11/02

38. Haamiah 12h20 às 12h40 26/04 - 08/07 - 19/09 - 01/12 - 12/02

39. Rehael 12h40 às 13h 27/04 - 09/07 - 20/09 - 02/12 - 13/02

40. Ieiazel 13h às 13h20 28/04 - 10/07 - 21/09 - 03/12 - 14/02
Príncipe Raphael: Significa “Cura de Deus”. E o anjo da cura e intermediário do casamento legítimo. 

 Sefirá da Cabala correspondente: Tiféret.

Astro Regente: sol.

 41. Hahahael 13h20 às 13h40 29/04 - 11/07 - 22/09 - 04/12 - 15/02

42. Mikael 13h40 às 14h 30/04 - 12/07 - 23/09 - 05/12 - 16/02

43. Veuliah 14h às 14h20 01/05 - 13/07 - 24/09 - 06/12 - 17/02

44. Yelaiah 14h20 às 14h40 02/05 - 14/07 - 25/09 - 07/12 - 18/02

45. Sealiah 14h40 às 15h 03/05 - 15/07 - 26/09 - 08/12 - 19/02

46. Anel 15h às 15h20 04/05 - 16/07 - 27/09 - 09/12 - 20/02

47. Asaliah 15h20 às 15h40 05/05 - 17/07 - 28/09 - 10/12 - 21/02

48. Mihael 15h40 às 16h 06/05 - 18/07 - 29/09 - 11/12 - 22/02

 Protectores dos líderes da sociedade.

 Príncipe Haniel (também chamado de Aniel): Seu nome em hebraico significa “Gloria ou Graça de Deus”. Chefe dos cupidos. Haniel ajuda a resolver todos os problemas de amor.

 Sefirá da Cabala correspondente: Netzach.

Astro Regente: Vénus.

 49. Vehuel 16h às 16h20 07/05 - 19/07 - 30/09 - 12/12 - 23/02

50. Daniel 16h20 às 16h40 08/05 - 20/07 - 01/10 - 13/12 - 24/02

51. Hahasiah 16h40 às 17h 09/05 - 21/07 - 02/10 - 14/12 - 25/02

52. Imamaiah 17h às 17h20 10/05 - 22/07 - 03/10 - 15/02 - 26/02

53. Nanael 17h20 às 17h40 11/05 - 23/07 - 04/10 - 16/12 - 27/02

54. Nithael 17h40 às 18h 12/05 - 24/07 - 05/10 - 17/12 - 28 e 29/02

55. Mebahiah 18h às 18h20 13/05 - 25/07 - 06/10 - 18/12 - 01/03

56. Poiel 18h20 às 18h40 14/05 - 26/07 - 07/10 - 19/12 - 02/03
Executam grandes tarefas e anunciações de Deus.

 Príncipe Mikhael (também chamado de Miguel): Significa “Quem é como Deus”. Invocado para coragem, defesa e protecção divina. É o anjo guerreiro, sempre pronto a aparecer em momentos decisivos em que precisamos de vitória sobre qualquer adversidade. É ágil nos assuntos de negócios e competições e é também o general das milícias celestes.

 Passagens na Bíblia: Tessalonicenses 4:16 e Judas 1:9.

Sefirá da Cabala correspondente: Hod.

Astro Regente: Mercúrio.

 57. Nemamiah 18h40 às 19h 15/05 - 27/07 - 08/10 - 20/12 - 03/03

58. Iealel 19h às 19h20 16/05 - 28/07 - 09/10 - 21/12 - 04/03

59. Harahel 19h20 às 19h40 17/05 - 29/07 - 10/10 - 22/12 - 05/03

60. Mitzrael 19h40 às 20h 18/05 - 30/07 - 11/10 - 23/12 - 06/03

61. Umabel 20h às 20h20 19/05 - 31/07 - 12/10 - 24/12 - 07/03

62. Iah-hel 20h20 às 20h40 20/05 - 01/08 - 13/10 - 25/12 - 08/03

63. Anauel 20h40 às 21h 21/05 - 02/08 - 14/10 - 26/12 - 09/03

64. Mehiel 21h às 21h20 22/05 - 03/08 - 15/10 - 27/12 - 10/03

 Levam as mensagens de Deus aos homens.

 Príncipe Gabriel: Significa “Força de Deus”. Anjo da Anunciação e da esperança. No Alcorão, ele aparece como o anjo de guarda do profeta Maomé.

 Sefirá da Cabala correspondente: Yessod.

Astro Regente: Lua.

 65. Damabiah 21h20 às 21h40 23/05 - 04/08 - 16/10 - 28/12 - 11/03

66. Manakel 21h40 às 22h 24/05 - 05/08 - 17/10 - 29/12 - 12/03

67. Ayel 22h às 22h20 25/05 - 06/08 - 18/10 - 30/12 - 13/03

68. Habuhiah 22h20 às 22h40 26/05 - 07/08 - 19/10 - 31/12 - 14/03

69. Rochel 22h40 às 23h 27/05 - 08/08 - 20/10 - 01/01 - 15/03

70. Yabamiah 23h às 23h20 28/05 - 09/08 - 21/10 - 02/01 - 16/03

71. Haiaiel 23h20 às 23h40 29/05 - 10/08 - 22/10 - 03/01 - 17/03

72. Mumiah 23h40 às 24h 30/05 - 11/08 - 23/10 - 04/01 - 18/03

DEMONOLOGIA DEUSES E DEMÔNIOS DE DEUSES A DEMÔNIOS

Lista alfabetica e succinta de Demónios, e de Deuses que foram relegados á condição de demónios pelas religiões e culturas posteriores...

Abaddon: (Hebreu) o destruidor.

Adramelech: Demônio sumeriano.

Ahpuch: Demônio maia.

Ahriman: Demônio mazdeano

Amon: Deus egípcio da vida e reprodução, com cabeça de carneiro

Apollyon: Sinônimo grego para Satan, o arquidemonio.

Asmodeus: Demônio hebreu da sensualidade e luxuria, originalmente "criatura do julgamento".

Azazel: (Hebreu) instruiu os homens a criarem armas de guerra, introduziu os cosméticos.

Baalberith: Senhor canaanita da Convenção, que se tornou mais tarde um demônio.

Balaam: Demônio grego da avareza e cobiça.

Baphomet: Adorado pelos Templários como símbolo de Satan.

Bast: Deusa egípcia do prazer representada pelo gato.

Beelzebuth: (Hebreu) senhor das moscas, tomada do simbolismo do escaravelho.

Behemoth: Personificação hebraica de Satan na forma de um elefante.

Beherit: Nome sírio para Satan.

Bile: Deus celta do inferno.

Chemosh: Deus nacional de Moabites, mais tarde um demônio.

Cimeries: Monta um cavalo negro e rege a África.

Coyote: Demônio do índio americano.

Dagon: Demônio filisteu vingativo do mar

Damballa: Deusa serpente do Vodu.

Demogorgon: Nome grego para demônio, diz-se que não seria conhecido pelos mortais.

Diabolus: (Grego) "fluindo para baixo".

Drácula: Nome romenio para demônio.

Emma-O: Regente japonês do inferno.

Euronymous: Príncipe grego da morte.

Fenriz: Filho de Loki, descrito como um lobo.

Gorgo: Diminutivo de Demogorgon, nome grego para demônio.

Haborym: Sinônimo grego para Satan.

Hecate: Deusa grega do mundo subterrâneo e feitiçaria.

Ishtar: Deusa babilônica da fertilidade.

Kali: (Hindu) filha de Shiva, alta sacerdotisa de Thuggees.

Lilith: Demônio feminino hebraico, primeira mulher de Adão que lhe ensinou as cordas.

Loki: Demônio teutonico.

Mammon: Deus aramaico da riqueza e do lucro.

Mania: Deusa etrusca do inferno.

Mantus: Deus etrusco do inferno.

Marduk: Deus da cidade de Babilônia.

Mastema: Sinônimo hebreu para Satan.

Melek Taus: Demônio yesidi.

Mephistopheles: (Grego) quem evita luz, Faustus.

Metzli: Deusa azteca da noite.

Mictian: Deus azteca da morte.

Midgard: Filho de Loki, descrito como uma serpente.

Milcom: Demônio amônia.

MORLOCH ou MOLOCH: Demônio fenício e canaanita.

O Senhor do País das Lágrimas, é intimamente relacionado com a fertilidade e é muitas vezes reconhecido com uma cabeça de boi. Governa dezembro, exatamente na chegada do inverno.



Mormo: (Grego) rei dos Ghouls, consorte de Hecate.

Naamah: Demônio feminino grego da sedução.

Nergal: Deus babilônico do Hades.

Nihasa: Demônio do índio americano.

Nija: Deus polaco do mundo subterrâneo.

O-Yama: Nome japonês para Satan.

Pan: Deus grego da luxuria, depois relegado ao demonismo.

Pluto: Deus grego do mundo subterrâneo.

Proserpine: Rainha grega do mundo subterrâneo.

Pwcca: Nome Gales para Satan.

Rimmon: Demônio sírio adorado em Damasco.

Sabazios: Demônio frigio, identificado com Dyonisus, adorado como serpente.

Saitan: Equivalente enoquiano de Satan.

Sammael: (Hebreu) "Veneno de Deus".

Samnu: Demônio da Ásia Central.

Sedit: Demônio do índio americano.

Sekhmet: Deusa egípcia da vingança.

Set: Demonio egipcio.

Shaitan: Nome árabe para Satan.

Shiva: O destruidor.

Supay: Deus inca do mundo subterrâneo.

T'an-mo: Contraparte chinesa para demônio, cobiça, desejo.

Tchort: Nome russo para Satan, "Deus Negro".

Tezcatlipoca: Nome azteca do inferno.

Thamuz: Deus sumeriano que mais tarde foi relegado ao demonismo.

Thoth: Deus egípcio da magia.

Tunrida: Demônio feminino escandinavo.

Typhon: Personificação grega de Satan.

Yaotzin: Deus azteca do inferno.

Yen-lo-Wang: Regente chinês do inferno.

GOETIA Lilith

Uma das famosas figuras do folclore hebreu, originou-se de um espírito maligno tempestuoso e mais tarde se tornou identificada com a noite. Fazia parte de um grupo de espíritos malignos demoníacos dos americanos que incluíam Lillu, Ardat Lili e Irdu Lili."

Segundo ele, Lilith apareceu também no Gilgamesh Epic babilônico (aproximadamente 2000 a. C.) como uma prostituta vampira que era incapaz de procriar e cujos seios estavam secos. Foi retratada como uma linda jovem com pés de coruja (indicativos de vida noctívaga) que fugiu de casa perto do Rio Eufrates e se estabelece no deserto.

Lilith aparece no Antigo Testamento quando Isaías ao descrever a vingança de Deus, durante a qual a Terra foi transformada num deserto, proclamou isso como um sinal de desolação: "Lilith repousará lá e encontrará seu locar de descanso" (Isaías 34:14)

Lilith aparece em relatos da Torah assírio-babilônica e hebraica entre outros textos apócrifos. Na versão jeovística (da tradição religiosa hebraica) para o Gênesis, enriquecida pêlos testemunhos orais dos rabinos consta que Lilith foi criada com pó negro e excrementos, condenada por Jeová-Deus a ser inferior ao homem.

Considerando-se que Adão vivia no Jardim do Éden no pleno equilíbrio de sua sagrada androginia (pois fora criado a imagem e semelhança do criador), compreende-se como o surgimento da primeira mulher fez nascer um distanciamento entre Deus e Homem.

Num outro texto, um comentário bíblico do Beresit-Rabba (rabi Oshajjah) a primeira mulher é descrita cheia de saliva e sangue, o que teria desagradado a Adão, de modo que Jeová-Deus "tornou a cria-la uma segunda vez".

Lilith, então, veio ao mundo com os répteis e demônios feitos ao cair da noite do sexto dia da criação, uma sexta feira (segundo o Bereshit Rabba). Por isso, ela já fora criada como um demônio. (Lilith é representada como, rainha da Noite, mãe dos súcubos).

Consumida a união carnal com Lilith, Adão teria mergulhado na angústia da paixão, vendo o seu distanciamento da divindade como um preço pelo êxtase orgástico que nunca sentira. Lilith foi citada pela edição hebraica e inglesa de "The Babylonian Talmud", organizada pelo rabi Epstein e publicado pela Socino Press, de Londres, em 1978. Aqui, Lilith aparece um demônio noturno de longos cabelos, que perturba os homens. Segundo a tradição talmúdica, Lilith é a "Rainha do Mal", a Mãe dos Demônios e a Lua Negra.

No Talmude, ela é descrita como a primeira mulher de Adão. Ela brigou com Adão, reivindicando igualdade em relação a seu marido, deixando-o "fervendo de cólera". Lilith queria liberdade de agir, de escolher e decidir, queria os mesmos direitos do homem mas quando constatou que não poderia obter status igual, se rebelou e, decidida a não submeter-se a Adão e, a odia-lo como igual, resolveu abandoná-lo.

Segundo as versões aramaica e hebraica do Alfabeto de Ben Sirá (século 6 ou 7). Todas as vezes em que eles faziam sexo, Lilith mostrava-se inconformada em ter de ficar por baixo de Adão, suportando o peso de seu corpo. E indagava: "Por que devo deitar-me embaixo de ti? Por que devo abrir-me sob teu corpo? Por que ser dominada por ti? Contudo, eu também fui feita de pó e por isso sou tua igual." Mas Adão se recusava a inverter as posições, consciente de que existia uma "ordem" que não podia ser transgredida. Lilith deve submeter-se a ele pois esta é a condição do equilíbrio preestabelecido.

Vendo que o companheiro não atendia seus apelos, que não lhe daria a condição de igualdade, Lilith se revoltou, pronuncia nervosamente o nome de Deus, faz acusações a Adão e vai embora. É o momento em que o Sol se despede e a noite começa a descer o seu manto de escuridão soturna, tal como na ocasião em que Jeová-Deus fez vir ao mundo os demônios.

Adão sente a dor do abandono; entorpecido por um sono profundo, amedrontado pelas trevas da noite, ele sente o fim de todas as coisas boas. Desperto, Adão procura por Lilith e não a encontra: Procurei-a em meu leito, à noite, aquele que é o amor de minha alma; procurei e não a encontrei" (Cântico dos Cânticos III, 1).

Lilith partiu rumo ao Mar Vermelho (Diz-se que quando Adão insistiu em ficar por cima durante as relações, Lilith usou seus conhecimentos mágicos para voar até o Mar Vermelho). Lá onde habitam os demônios e espíritos malignos, segundo a tradição hebraica. É um lugar maldito, o que prova que Lilith se afirmou como um demônio, e é o seu caráter demoníaco que leva a mulher a contrariar o homem e o questionar em seu poder.

Desde então, Lilith tornou-se a noiva de Samael, o senhor das forças do mal do SITRA ACHRA (aramaico, significa "outro lado"). Como conseqüência, deu à luz toda uma descendência demoníaca, conhecida como "Liliotes ou Linilins", na prodigiosa proporção de cem por dia.
[Alguns escritos contam que Adão queixou-se a Deus sobre a fuga de Lilith e, para compensar a tristeza de Adão, Deus resolveu criar Eva, moldada exatamente como as exigências da sociedade patriarcal. A mulher feita a partir de um fragmento de Adão. É o modelo feminino permitido ao ser humano pelo padrão ético judaico-cristão. A mulher submissa e voltada ao lar. Assim, enquanto Lilith é força destrutiva (o Talmude diz que ela foi criada com "imundície" e lodo), Eva é construtiva e Mãe de toda Humanidade (ela foi criada da carne e do sangue de Adão).]

Jehová-Deus tenta salvar a situação, primeiro ordenando-lhe que retorne e, depois, enviou ao seu encalço uma guarnição de três anjos, Sanvi, Sansavi e Samangelaf, para tentar convencê-la; porém, uma vez mais e com grande fúria, ela se recusou a voltar. Lilith está irredutível e transformada. Ela desafiou o homem, profanou o nome do Pai e foi ter com as criaturas das trevas. Como poderia voltar ao seu esposo?

Os anjos ainda ameaçaram: "Se desobedeces e não voltas, será a morte para ti." Lilith , entretanto, em sua sapiência demoníaca, sabe que seu destino foi estabelecido pelo próprio Jeová-Deus. Ela está identificada com o lado demoníaco e não é mais a mulher de Adão. (Uma outra versão conta que esses mesmos anjos, a teriam condenado a vagar pela terra para sempre).

Acasalando-se com os diabos, Lilith traz ao mundo cem demônios por dia, os Lilim, que são citados inclusive na versão sacerdotal da Bíblia. Jeová-Deus, por seu lado, inicia uma incontrolável matança dessas criaturas, que, por vingança, são enfurecidas pela sua genitora. Está declara a guerra ao Pai. Os homens, as crianças, os inválidos e os recém casados, são as principais vítimas da vingança de Lilith. Ela cumpre a sua maligna sorte e não descansará assim tão cedo.

Uma outra versão diz que foram os anjos mataram os filhos que tivera com Adão. Tão rude golpe transformou-a, e ela tentou matar os filhos de Adão com sua segunda esposa, Eva. Lilith Alegou ter poderes vampíricos sobre bebês, mas como os anjos a queriam impedir, fizeram-na prometer que, onde quer que visse seus nomes, ela não faria nenhum mal aos humanos. Então, como não podia vencê-los, ela fez um trato com eles: concordou em ficar afastada de quaisquer bebês protegidos por um amuleto que tivesse o nome dos três anjos.

Não obstante, esse ódio contra Adão e contra sua nova (e segunda) mulher, Eva, resultou, para Lilith, no desabafo da sua fúria sobre os filhos deles e de todas as gerações subseqüentes.

A partir daí, Lilith assume plenamente sua natureza de demônio feminino, voltando-se contra todos os homens, de acordo com o folclore assírio babilônico e hebraico. E são inúmeras as descrições que falam do pavor de suas investidas. Conta-se, por exemplo, que Lilith surpreendia os homens durante o sono e os envolvia com toda sua fúria sexual, aprisionando-os em sua lasciva demoníaca, causando-lhes orgasmos demolidores. Ela montava-lhes sobre o peito e, sufocando-os (pois se vingava por ter sido obrigada a ficar "por baixo" na relação com Adão, conduzia a penetração abrasante. Aqueles que resistiam e não morriam ficavam exangues e acabavam adoecendo. Por isso Lilith também está identificada com o tradicional vampiro. Seu destino era seduzir os homens, estrangular crianças e espalhar a morte.

Lilith permaneceu como um item de tradição popular embora pouco tivesse sido escrito sobre ela quando da compilação do Talmude (século 6 a.C.) até o século 10. Sua biografia se expandiu em detalhes elaborados e muitas vezes contraditórios nos escritos dos antigos países hassídicos.
Durante os primeiros séculos da era cristã, o mito de Lilith ficou bem estabelecido na comunidade judaica.

Lilith aparece no Zohar, o livro do Esplendor, uma obra cabalística do século 13 que constitui o mais influente texto hassídico e no Talmud, o livro dos hebreus. No Zohar, Lilith era descrita como succubus, com emissões noturnas citadas como um sinal visível de sua presença. Os espíritos malignos que empesteavam a humanidade eram, acreditava-se, o produto de tais uniões.

No Zohar Hadasch (seção Utro, pag. 20), está escrito que Samael - o tentador - junto com sua mulher Lilith, tramou a sedução do primeiro casal humano. Não foi grande o trabalho que Lilith teve para corromper a virtude de Adão, por ela maculada com seu beijo; o belo arcanjo Samael fez o mesmo para desonrar Eva: E essa foi a causa da mortalidade humana.

O Talmude menciona que "Quando a serpente envolveu-se com Eva, atirou-lhe a mácula cuja infecção foi transmitida a todos os seus descendentes... (Shabbath, fol. 146, recto)". Em outras partes, o demônio masculino leva o nome de Leviatã, e o feminino chama-se Heva. Essa Heva, ou Eva, teria representado o papel da esposa de Adão no éden durante muito tempo, antes que o Senhor retirasse do flanco de Adão a verdadeira Eva (primitivamente chamada de Aixha, depois de Hecah ou Chavah). Das relações entre Adão e a Heva-serpente, teriam nascido legiões de larvas, de súcubos e de espíritos semiconscientes (elementares).

Os rabinos fazem de Leviatã uma espécie de ser andrógino infernal, cuja a encarnação macho (Samael) é a "serpente insinuante" e a incarnação fêmea (Lilith), é a "cobra tortuosa" (ver o Sepher Annudé-Schib-a, fol. 51 col. 3 e 4). Segundo o Sepher Emmeck-Ameleh, esses dois seres serão aniquilados no fim dos tempos: "Nos tempos que virão o Altíssimo (bendito seja!) decapitará o ímpio Samael, pois está escrito (Is. XVII, 1): 'Nesse tempo Jeová com sua espada terrível visitará Leviatã, a serpente insinuante que é Samael e Leviatã, a cobra tortuosa que é Lilith' (fol. 130, col. 1, cap.XI)".
Também segundo os rabinos, Lilith não é a única esposa de Samael; dão o nome de três outras: Aggarath, Nahemah e Mochlath. Mas das quatro demônias só Lilith dividirá com o esposo a terrível punição, por tê-lo ajudado a seduzir Adão e Eva.

Aggarath e Mochlath tem apenas um papel apagado, ao contrário do que acontece com as outras duas irmãs, Nahemah e Lilith.

No livro História da Magia, Eliphas Levi transcreve: "Há no inferno - dizem os cabalistas - duas rainhas dos vampiros, uma é Lilith, mãe dos abortos, a outra Nahema, a beleza fatal e assassina. Quando um homem é infiel à esposa que lhe foi destinada pelo céu, quando se entrega aos descaminhos de uma paixão estéril, Deus retoma a esposa legítima e santa e entrega-o aos beijos de Nehema. Essa rainha dos vampiros sabe aparecer com todos os encantos da virgindade e do amor; afasta o coração dos pais, leva-os a abandonar os deveres e os filhos; traz a viuvez aos homens casados, força os homens devotados a Deus ao casamento sacrílego. Quando usurpa o título de esposa, é fácil reconhece-la: no dia do casamento está calva, porque os cabelos das mulheres são o véu do pudor e está proibido para ela neste dia; depois do casamento finge desespero e desgosto pela existência, prega o suicídio e afinal abandona violentamente aquele que resistir, deixando-o marcado com uma estrela infernal entre os olhos. Nahema pode ser mãe, mas não cria os filhos; entrega-os a Lilith, sua funesta irmã, para que os devore." (Sobre isso pode-se ver também o Dicionário Cabalístico de Rosenhoth e o tratado De Revolutionibus Animorum, 1.° e 3.° tomos da Kabala Denudata, 1684, 3 col. in-4.)

Diz a lenda que depois que Adão e Eva foram expulsos do Jardim do Éden, Lilith e suas asseclas, todas na forma de incubus/succubus, os atacaram, fazendo assim com que Adão procriasse muitos espíritos impuros e Eva mais ainda. Segundo a tradição judaica, Lilith faz os homens terem poluções noturnas para gerar filhos demônios . Há um costume, ainda praticado em Jerusalém, de espantar esses filhos do corpo morto de seu pai, andando em círculo com o cadáver antes do sepultamento e atirando moedas em diferentes direções para distrair os filhos demônios.

Durante a idade média, as histórias sobre Lilith se multiplicaram.  Já foi, por exemplo, identificada como uma das duas mulheres que foram ao Rei Salomão para que ele decidisse qual das duas era a mãe de uma criança que ambas reivindicavam.

Em outros escritos, foi identificada como a rainha de Sabá. Segundo uma antiga tradição judaica, Lilith apareceu a Salomão disfarçada na rainha de Sabá, uma visitante real da Etiópia ou da Arábia à corte do rei Salomão (I Reis 10). Sabá era um país pacífico, cheio de ouro e prata, cujas plantas eram irrigadas pelos rios do Paraíso. Por ter ouvido falar relatos sobre o seu maravilhoso país, o Reino de Sabá, e sua rainha de uma ave, cuja linguagem compreendia, Salomão desejava muito conhecer a rainha e ela desejava conhecê-lo devido à sua reputação de sábio, e queria fazer-lhe perguntas sobre magia e feitiçaria. Mas ele suspeitou que algo estava errado e conseguiu ludibria-la: Quando chegou, encontrou-o sentado em uma casa de vidro, e pensando que fosse água, levantou a saia, revelando pernas bem cobertas de pêlos, o que indicava que ela uma feiticeira. Não obstante, Salomão desposou-a e preparou uma poção para eliminar o pêlo de suas pernas.

Conta-se, que a casa real da Etiópia alegava ser descendente da união de Salomão com a Rainha de Sabá, e os judeus negros da Etiópia, os falashes, localizam suas origens nos israelitas que o rei Salomão enviou com a rainha para a Etiópia. Outro descendente dessa união foi Nabucodonosor, que se tornou rei da Babilônia. Uma tradição totalmente diferente nega que tenha sido uma rainha quem veio visitar Salomão, afirmando que foi o rei de Sabá.

Proteção conta Lilith: Lilith foi descrita como uma figura sedutora com longos cabelos, que voa como uma coruja noturna para atacar aqueles que dormem sozinhos, para roubar crianças e fazer mal a bebês recém-nascidos. Foi encontrada entre os elementos mais conservadores da comunidade judaica do século 19, uma forte crença na presença de Lilith, sendo que alguns deles podem ser visto ainda hoje. Lilith foi descrita como uma assassina de crianças para roubar suas almas. Ela atacava os bebês humanos, especialmente os nascidos de relações sexuais inadequadas. Se não consegue consumir crianças humanas ela come até mesmo sua própria prole demoníaca.

Também é de opinião geral que foi Lilith quem provocou o ódio de Caim contra Abel, seu irmão, e levou-o a revoltar-se contra ele e matá-lo.

Os homens eram alertados para não dormirem numa casa sozinhos para que Lilith não os surpreendesse. Em "O Livro das Bruxas", Shahrukh Husain relembrou um antigo conto judeu "Lilith e a Folha de Capin", de Jewish Folktales, que dizia que certa vez um judeu que foi seduzido por Lilith e ficou enfeitiçado por seus encantos. Mas ele estava muito perturbado com isso, e então foi ao Rabino Mordecai de Neschiz para pedir ajuda.

Mas o rabino sabia por clarividência que o homem estava vindo, e avisou a todos os judeus da cidade para não deixa-lo entrar em suas casas ou dar-lhe lugar para dormir. Assim, quando o homem chegou não encontrou nenhum lugar para passar a noite e deitou-se num monte de feno num quintal. À meia-noite, Lilith apareceu e sussurrou-lhe: "Meu amor, saia desse feno e venha até aqui". Curioso, o homem perguntou: "Por que eu deveria ir até você? Você sempre vem a mim." Ela explicou-se dizendo: "Meu amor, nesse monte de feno há uma folha de capim que me causa alergia".

O homem perguntou: "Então por que você não me mostra? Eu a jogo fora e você pode vir." Assim que Lilith a mostrou, o homem pegou a folha de capim e enrolou em seu pescoço, livrando-se para sempre do domínio dela.

Lilith foi marcada como sendo especialmente odiosa para o acasalamento sexual normal dos indivíduos que ela atacava como succubi e incubi. Descarregava sua ira nas crianças humanas resultantes de tais acasalamentos ao sugar-lhes o sangue e estrangulando-as. Acrescentava, também, quaisquer complicações possíveis às mulheres que tentassem ter crianças - esterilidade, abortos etc. Por isso, Lilith passou a assemelhar-se a uma gama de seres vampíricos que se tornavam particularmente visíveis na hora do parto e cuja presença era usada para explicar problemas ou mortes inesperadas.

Para combatê-los, os que acreditavam em Lilith desenvolveram rituais elaborados para bani-la de suas casas. O exorcismo de Lilith e de quaisquer espíritos que a acompanhavam muitas vezes tomava a forma de um mandado de divórcio, expulsando-os nus noite adentro.

Usam-se amuletos (em hebraico "kemea") como proteção contra demônios, mau olhado, doença, combater hemorragia nasal ou para fazer uma mulher estéril conceber, tornar fácil o parto, garantir a felicidade de um recém nascido, obter sabedoria e outros fins.

Esses amuletos são textos e desenhos geralmente escritos em pequenos pedaços de pergaminho e incluem sinais mágicos, permutações de letras e os nomes de Deus (Agla, Tetragramaton, etc.) ou de anjos como o de Rafael, Gabriel ou dos poderosos anjos Sanvi, Sansavi e Samangelaf que garantem proteção contra Lilith, que ataca as mulheres no parto e causa a morte dos infantes.
O amuleto é usado em volta do pescoço ou às vezes pendurado numa parede de casa. Para que um amuleto seja considerado eficaz, tem que ser escrito por uma pessoa santa (segundo a tradição judaica), exímia na prática da Cabala. Se o ele se mostrar eficaz na cura de alguém em três ocasiões diferentes, será então, comprovadamente, considerado um amuleto.

Embora, aparentemente, amuletos tenham sido amplamente usados no período talmúdico, Maimônides e outros rabinos de mente mais voltada para a filosofia, como Ezequiel Landau, opunham-se a eles, considerando-os superstições vazias. Seu uso, no entanto, foi apoiado pelos místicos e pela crença popular. Até mesmo os cristãos buscavam amuletos com os judeus na Idade Média.

Em muitas partes do mundo atual há pessoas que ainda usam amuletos representando os três Anjos que foram enviados em busca de Lilith (ou Lilah, como também é chamada, o que talvez nos tenha dado Da-Lila, também uma sedutora e tentadora.) Esses talismãs são usados porque, embora Lilith se recusasse a voltar, prometeu a esses três Anjos que, se visse os seus nomes inscritos junto de um recém-nascido, ela deteria sua mão e o pouparia - o que vem a ser o propósito do ritual. Um talismã típico é um círculo mágico no qual as palavra "Eva e Adão" barram a entrada de Lilith, habitualmente escritas com carvão na parede do aposento onde a criança está e em cuja porta estão escritos os nomes dos três anjos. A alternativa: "Não deixem Lilith entrar aqui" costuma ser escrita na cabeceira da cama da mulher que espera um filho, usando-se tinta vermelha (cor da planta de Marte).

Como proteção contra ela costumava-se pendurar amuletos e talismãs na parede e sobre a cama para mantê-la afastada ou pregar amuletos com as palavras "Adão e Eva excluindo Lilith" nas paredes da casa em que uma mulher se preparava para o nascimento do filho.

No passado, o processo de nascimento era cercado de práticas mágicas com a intenção de proteger a mãe e o filho das forças demoníacas. Lilith tem inveja da alegria da maternidade, pois foi apartada do marido (Adão) logo no início de seu casamento. Ela constitui assim uma ameaça ao embrião. Também se sussurravam sortilégios no ouvido das mulheres para facilitar o trabalho de parto. A porta do quarto das crianças tinha os nomes dos três anjos escritos sobre ela, e, às vezes, cercava-se o quarto com um círculo de carvões ardentes. Nas vésperas de Shabat e da lua nova, quando uma criança sorri é porque Lilith está brincando com ela. Para livrá-la de qualquer mal, deve-se bater de leve três vezes em seu nariz pronunciando-se uma fórmula de proteção contra Lilith. Também crianças que riam no sono, acreditava-se, estavam brincando com Lilith e daí o perigo de morrerem em suas mãos.

Na Idade Média era considerado perigoso beber água nos solstícios e equinócios, porque nessa época o sangue menstrual de Lilith pingava, poluindo líquidos expostos.

Parece que Lilith é mais bondosa com as meninas porque estas só podem correr o risco da hostilidade a partir dos vinte anos, enquanto os meninos estão sob  a mira das suas perversidade e malevolências até o seu oitavo aniversário.

Num livro sobre "Magia das velas", encontramos uma versão moderna de um Talismã de Proteção Contra Lilith: "Se você quiser fazer um talismã de altar que o proteja de Lilith, e ele não precisa ficar restrito a esse uso, pode fazê-lo da seguinte maneira: pegue uma folha de papel forte, branco (o tamanho dependerá do espaço disponível). Desenhe nela um grande círculo preto, e dentro desse círculo desenhe outro menor. Divida esse círculo interior em três partes iguais de 120° e faça pequenas marcas nessas pontas. Una essas marcas para fazer um triângulo no centro do talismã. Nos três pontos em que o triângulo toca o círculo interior, entre o círculo interior e o exterior, escreva os três nomes angélicos - Sanvi, Sansavi e Semengalef - no sentido horário, um em cada ponta do triângulo. No meio do trecho, entre esses nomes, desenhe uma cruz. Coloque a vela para Lilith no centro do triângulo (Lilith é representada por uma vela branca que se tornou negativa com cera preta ou por uma vela preta), com uma vela para cada um dos três anjos do lado de fora do círculo exterior, , em oposição aos seus nomes (pode marcar as velas, se desejar) na ponta do triângulo. Só que não se deve deixar de observar infalivelmente neste ou em qualquer outro talismã, o seguinte: a linha que desenha o círculo exterior deve ser inteira, sem falhas, sem interrupções. Se necessário, desenhe-o de forma extraforte, para obter isso. Se o que está tentando é conter algo, não deve haver interrupções através das quais esse algo possa escapar ou engana-lo."

Segundo a tradição judaica, as influências astrológicas determinam a vida de uma pessoa, mas Israel é diretamente guiado por Deus. Porém, enquanto os cabalistas e muitos rabinos medievais acreditavam que os céus eram "o livro da vida" e a astrologia a "ciência suprema", Maimônides repudiou tais idéias como superstições proibidas.

No mapa astral, Lilith ou Lua Negra indica sedução e ânsia de liberdade. Influências que atingem nossas personalidades. A Lua exerce uma influência no inconsciente, nos sonhos, no sono, na memória, nas emoções e nas reações espontâneas.

Segundo o astrólogo e tarórologo Hermínio Amorim, foi a partir de 1914, quando Lilith apareceu sob a influência de Plutão, que fez uma órbita longa até 1938, que as mulheres começaram os movimentos de libertação. Antes, Lilith aparecia sob influência do signo de câncer. Atualmente as mulheres vivem melhor sua sensualidade, sem culpa, sem medo de serem acusadas de bruxas, como antigamente.

Os conteúdos psíquicos simbolizados pela Lilith são muitas vezes interpretados como raiz da libido. É claro que também são percebidos como geradores de poderes paranormais, inclinação para bruxaria, mediunidade, etc. De qualquer maneira, é uma potencialidade simbólica e inconsciente. Uma feminilidade que durante muito tempo foi oprimida e omitida (A Lua Negra. Na Idade Média foi personificada pela bruxa, contra a qual o homem, e principalmente a Igreja Católica, moveu uma das mais sangrentas perseguições de toda a sua história).

De acordo com Hermínio, "Lilith foi feita por Deus, de barro, à noite, criada tão bonita e interessante que logo arranjou problemas com Adão". Esse ponto teria sido retirado da Bíblia pela Inquisição. O astrólogo assinala que ali começou a eterna divergência entre o masculino e o feminino, pois Lilith não se conformou com a submissão ao homem.

DEMONOLOGIA MEDIEVAL

O período medieval é considerado como "os séculos das trevas" em função de uma série de fatores ligada, principalmente, a uma estagnação do pensamento científico. Muitos autores estabelecem uma relação entre essa estagnação e a Igreja Católica, pela sua influência conquistada ao final do Império Romano e que perdurou por vários séculos, sobretudo na Europa. Os acusadores da Igreja citam os sentimentos pouco religiosos, a intolerância e o obscurantismo intelectual disfarçados nos preceitos extraídos de dogmas religiosos.

A influência da Igreja, aliada a uma série de outros fatores (guerras, pestes, etc.) fizeram da Idade Média um período bastante particular na história humana. A magia passou a ser proibida em quaisquer de suas formas; a Astrologia também não era admitida, pois defendia determinados princípios astrais não diretamente vinculados a Deus. Todo e qualquer estudo, raciocínio ou conclusão deveria estar em consonância com os dogmas vigentes. E tudo que não estivesse dentro daquela realidade era, naturalmente, apontado como contrário a Deus e, conseqüentemente, oriundo de demônios.


Talvez por extrema insatisfação com o contexto cultural, talvez como forma de liberação de tensões reprimidas, as práticas chamadas "demoníacas" difundiram-se por toda a Europa medieval. Os adoradores do Diabo reuniam-se, secretamente, em assembléias denominadas "Pequeno Sabat", que ocorriam semanalmente, aos sábados. De cinco em cinco anos, acontecia o Grande Sabat, uma festa maior e mais variada. Nessas assembléias praticava-seuma espécie de anti-missa: o Diabo era representado por um animal (bode, sapo, etc.) e havia rituais com defumações com ervas e manuseio de excrementos (fezes, urina e sangue menstrual). Muitas dessas "missas negras"traziam no lugar do altar uma mulher nua, com as pernas abertas, expondo à "adoração"seus órgãos sexuais. Percebe-se, claramente, em muitos desses rituais o fator "sexo" associado. Talvez fosse uma forma de se lidar com a "repressão" sexual imposta pela Igreja, que defendia ser o sexo instrumento da procriação, ou seja, desprezando o aspecto "prazer" que o sexo poderia proporcionar.


Durante os rituais "negros" havia a distribuição de prêmios àqueles que tivessem sido suficientemente "maus"e, muitas vezes, eram castigados os membros de conduta contrária. No decorrer das reuniões ia ocorrendo uma grande "histeria"coletiva que culminava com uma grande orgia onde todos participavam. Durantes essas crises histérico-epiléticas muitas vezes ocorriam predições.


Em resposta à difusão desses rituais, a Igreja reagiu violentamente. Instituiu os tribunais da Inquisição para julgar os indivíduos acusados de adoração aos demônios ou de praticarem a bruxaria. Esses tribunais acusavam e julgavam pessoas baseados em provas consideradas, no mínimo, suspeitas. Por exemplo, dentre os sintomas médicos capazes de identificar "seguramente" um endemoniado encontramos: quando a doença não era conhecida ou descoberta; doenças inconstantes e incontroláveis; cólicas e sensações de frio ou calor pelo corpo; ver fantasmas; ter ataques epiléticos, perturbações ou sustos sem causas aparentes. Bastava ter um ou mais destes sintomas, entre outros, para que o "pobre diabo" não escapasse da acusação de estar mantendo vínculos com demônios.


As acusações legais capazesde inculpar alguém por heresia ou magia eram , aproximadamente, quinze. Bastava uma denúncia anônima ou uma simples suspeita para que o denunciado sofresse maus tratos nas mãos dos inquisitores, não raro sendo morto, comumente queimado. Muitos autores observam que a Inquisição, pelas características de sua atividade e pelo seu "modus operandi" era um excelente instrumento de combate aos opositores do Catolicismo.



Eis as quinze acusações:

01. Renegar Deus;

02. Basfemá-lo;

03. Adorar ao Diabo;

04. Consagrar filhos aos demônios;

05. Sacrificar os filhos;

06. Consagrar os recém-nascidos aos demônios;

07. Fazer prosélitos a Satanás;

08. Jurar em nome do Diabo;

09. Não respeitar alguma Lei ou cometer incesto;

10. Matar, coser e comer seres humanos;

11. Alimentar-se de carne humana, mesmo não sendo o responsável pela morte;

12. Envenenar e matar pessoas por meio de sortilégios;

13. Matar o gado;

14. Causar esterilidade;

15. Escravizar-se ao Diabo.



O culto ao Diabo parece ter alcançado proporções tão fantásticas que Jean Wier, em sua obra DE PRESTIGIIS (1568), afirmava que o Império do Mal reunia "72 Príncipes e 7.405.926 demônios, divididos em 1.111 legiões e cada legião possuía 6.666 soldados".



Mássimo Inardi, em "História da Parapsicologia", relaciona os nomes dos demônios mais conhecidos na Idade Média:



ABRASSO ou ABRACAN: (daí se deriva a palavra ABRACADABRA) tinha às suas ordens 365 gênios, um para cada dia do ano;

ADRAMELEK: o grande chanceler do Inferno;

ANDRES: o Grande Marquês infernal;

ALASTOR, AGNAS e ALOCERO: Grãos-Duques;

ASMODEU: grande jogador, protetor das casas de jogo ( atribuí-se a ele a tentação à Eva);

ASTAROTH: um dos mais conhecidos e poderosos;

BEHEMONT, ISSACHAR e BALAAN: responsáveis pelos endemoniados de Loudun;

BEL: demônio dos caldeus;

BEELZEBUTH: um dos príncipes infernais. Alguns autores afirmam que é o supremo chefe dos demônios;

BELIAL: o mais corrupto dos demônios;

CARONTE: do Inferno de Dante;

LEVIATÃ: Grande Almirante infernal;

LÚCIFER: Rei do Inferno;

MALPHAS: Presidente da Corte infernal;

SANTANÁS: personificação do mal.



MALLEUS MALLEFICARUM


Um manual publicado por dois padres dominicanos alemães, Heinrich Kramer e Jacobus Sprenger, tornou-se famoso por orientar os inquisidores na caça às feiticeiras. Escrito no final do século XV, o MALLEUS MALLEFICARUM ( Martelo da Bruxaria, em latim) trazia uma pesquisa apurada a respeito dos métodos utilizados pelos demônios para seduzirem os seres humanos. Capítulos como "Do meio de fazer um pacto formal com o Diabo" ou "Os métodos para destruir e curar a bruxaria" fizeram desse livro a literatura preferida dos Juízes da Inquisição.



ÍNCUBOS E SÚCUBOS

Além de todos os "problemas"habituais causados pelos demônios, os mesmos podiam, ainda, assumir as mais diversas formas para se relacionarem sexualmente com os seres humanos. Podiam assumir a forma de parentes, namorados ou cônjuges das vítimas, ou, simplesmente, de forma invisível, possuírem sexualmente a vítima. Esses demônios eram chamados de Íncubos e Súcubos. Os Íncubos se apossavam de mulheres e, os Súcubos, de homens.


Analisando a literatura da época chega-se à conclusão que, muitas vezes, esses diabetes foram bodes expiatórios para situações meio irregulares como mães solteiras, moças desvirginadas, filhos ilegítimos, namoros proibidos, traições inconfessáveis, etc. É o caso de um bispo que, ao ser acusado de violentar uma freira, afirmou ser o efeito das "travessuras"de um íncubo que assumira sua forma.

GOETIA


O termo Goetia provem do latim da Idade Média significando “A Arte de Uivar”, e do Grego γοητεία (goēteia) que significa "feitiçaria".

Goetia ou Ars Goetia refere-se à prática de Invocação de Anjos ou a Evocação de Demónios descritos no Grimório do séc. 17, The Lesser Key of Solomon (A Chave Menor de Salomão).

A Goetia baseia-se na lenda judaico-cristã segundo a qual alguns Anjos transmitiram a Salomão, rei de Israel, ensinamentos que lhe permitiram ter poder e controlo sobre os principais demónios existentes na Terra e consequentemente a todos os espíritos menores por eles comandados facultando-lhe desta forma diversos poderes sobrenaturais: como invisibilidade, sabedoria sobre-humana e visões do passado e futuro.

A Chave de Salomão, Grimório medieval tem 2 formatos:

- A Chave Maior de Salomão, que contem instruções de magia, orações, conjurações e pentáculos para cada um dos planetas;

- A Chave Menor ou GOETIA:

A Chave Menor de Salomão ou Lemegeton (em latim, Lemegeton Clavícula Salomonis)

O Lemegeton é dividido em cinco partes: Ars Goetia, Ars Theurgia Goetia, Ars Paulina, Ars Almadel e Ars Notoria.

Contem comentários detalhados sobre a natureza dos espíritos evocados na magia cerimonial, bruxaria e necromancia.

A Arte Goética, geralmente chamada simplesmente de Goetia, é a ensinada na primeira parte das Clavículas de Salomão. 

O primeiro capítulo é conhecido como "Lemegeton Clavicula Salomonis" ou "A Chave Menor de Salomão" e nele são descritos todos os 72 Espíritos Infernais assim como todo o sistema que terá sido usado pelo rei Salomão.

Uma conhecida tradução do Lemegeton é The Goetia: The Lesser Key of Solomon the King (Lemegeton Clavicula Salomonis Regis), de 1904, é uma tradução do texto por Samuel Mathers e Aleister Crowley. É essencialmente um manual que pretende dar instruções para a convocação de 72 diferentes espíritos.
Todos os seres derivam do nome de DEUS, o "SHEMHAMPHORASH".

Segundo o princípio da dualidade, ele desdobra-se em positivo e negativo, em luz e sombras, em anjos e demónios, gerando assim os 72 anjos cabalísticos e os 72 demónios.

Segundo a teoria das leis herméticas, esses 72 espíritos seriam apenas um só, dividido em dois.

O acima mencionado nome de Deus, o SHEMHAMPHORASH, divide-se em dois aspectos:

* "LVX" (Árvore da Vida)

*"NOX" (Árvore da Morte)

Tanto em LVX, quanto em NOX há 72 dois anjos e 72 demónios.

A Goétia é uma prática Mágicka que se dedica exclusivamente à evocação dos 72 demónios de LVX (Árvore da Vida). Esses espíritos são como o contra-ponto dos 72 anjos cabalísticos.

Assim como os Anjos Cabalísticos, cada um dos seres da Goetia comanda e tem influência sobre algo específico. E cada um desses espíritos comanda legiões de espíritos.

Cada um desses espíritos Goeticos possui uma forma diferente, e cada um deles possui um "SELO", que o identifica e que é utilizada para chamá-lo.

Os 72 espíritos da Goetia dividem-se numa hierarquia complexa: são divididos em Reis, Príncipes, Duques, Marqueses…

Os praticantes da arte goetica, consideram esses espíritos não como demónios, mas sim como Deuses, sendo que os mesmos seriam benéficos. A título de exemplo, assim como o demónio Astaroth é uma derivação da Deusa Ishtar, e subsequentemente de Inanna, Afrodite, Vénus, outros há, que podem ser relacionados a outros tantos Deuses da Antiguidade…

Existem várias teorias sobre a natureza dos demônios:

1.    São entidades supra-naturais.

2.    São projeções de nosso psiquismo.

3.    São almas de seres humanos involuídos.

A primeira hipótese tem duas versões:

1.    A versão talmúdica: os demônios são seres intermediários entre os homens e os anjos.

2.    A versão cristã: eles são anjos caídos.
Os 72 Espíritos

1.    BAAL

2.    AGARES

3.    VASSAGO

4.    SAMIGINA

5.    MARBAS

6.    VALEFOR

7.    AMON

8.    BARBATOS

9.    PAIMON

10.  BUER

11.  GUSION

12.  SITRI

13.  BELETH

14.  LERAIE

15.  ELIGOS

16.  ZEPAR

17.  BOTIS

18.  BATHIN

19.  SALEOS

20.  PURSON

21.  MARAX

22.  IPOS

23.  AIM

24.  NABERIUS

25.  GLASYA-LABOLAS

26.  BUNE

27.  RONOVE

28.  BERITH

29.  ASTAROTH

30.  FORNEUS

31.  FORAS

32.  ASMODEUS

33.  GAAP

34.  FURFUR

35.  MARCHOSIAS

36.  STOLAS

37.  PHENEX

38.  HALPHAS

39.  MALPHAS

40.  RAUM

41.  FOCALOR

42.  VEPAR

43.  SABNOCK

44.  SHAX

45.  VINE

46.  BIFRONS

47.  UVALL

48.  HAAGENTI

49.  CROCELL

50.  FURCAS

51.  BALAM

52.  ALLOCES

53.  CAIM

54.  MURMUR

55.  OROBAS

56.  GREMORY

57.  OSE

58.  AMY

59.  ORIAS

60.  VAPULA

61.  ZAGAN

62.  VOLAC

63.  ANDRAS

64.  HAURES

65.  ANDREALPHUS

66.  CIMEIES

67.  AMDUSIAS

68.  BELIAL

69.  DECARABIA

70.  SEERE

71.  DANTALION

72.  ANDROMALIUS

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