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Demonologia é o estudo sistemático dos demônios. Quando envolve os estudo de textos bíblicos, é considerada um ramo da Teologia. Por geralmente se referir aos demônios descritos no Cristianismo, pode ser considerada um estudo de parte da hierarquia bíblica. Também não está diretamente relacionada ao culto aos demônios.


sábado, 18 de outubro de 2014

O Equilibrio Sobrenatural O Diário da Família

O Equilíbrio Sobrenatural vem desde Dezembro do ano de 2010 trazendo a verdade do sobrenatural, venho estudando a fundo sobre fantasmas, possessões Demoníacas, ate as fraudes de fotos de fantasmas e falsos possuídos, Tentando provar que Um Padre exorcista e o único que pode fazer um exorcismo, e não um pastor, O que vejo  dentro de uma igreja Evangélica são Pessoas com problemas Psicológicos que pensão, que estão Possuídos,. Com todo meu respeito as Igrejas Evangélicas, A minha historia de vida, me fez ver, a verdade sobre fantasmas e possessões demoníacas, 
 Cresce em nosso meio o número de pessoas convertidas vindas de cultos dedicados ao diabo, de centros
de umbanda, macumba e outras instituições religiosas denominadas de “espíritas”. Cresce também o número de pessoas oprimidas e dominadas por espíritos malignos, à semelhança do homem que se encontrou com Jesus na sinagoga de Cafarnaum (cf. Mc. 1.21-26). Tem crescido também a identificação por alguns grupos de que comportamentos como agressividade, erro doutrinário, vícios, linguagem obscena, oposição ao Espírito Santo, nervosismo exagerado, vozes roucas, etc, tratam-se de opressão e possessão demoníacas.

Este Blog O Equilíbrio Sobrenatural tem o objetivo de esclarecer o nosso povo, em meio a tantas opiniões, sobre a abordagem bíblica-teológica correta desse tema. Têm se introduzido em nosso meio práticas e conceitos de toda ordem, encontrando, em alguns momentos, nossas igrejas despreparadas para tratar do assunto. 
Vejamos uma das abordagens, Se vence os ataques do diabo com amuletos e rezas. É muito frequente a influência mística cristã, onde
se pratica o exorcismo com objetos e rezas mágicas. Estas práticas são totalmente sem fundamento bíblico,
e procedem de religiões pagãs. Assim também, o uso da Bíblia na cabeça do endemoniado, ou a Bíblia aberta ou uso de uma cruz, agua benta e penta gramas nos cômodos da casa, por si só não produzem efeito algum; o mesmo se dá em relação à cruz, tão usada em demônios, Rezas repetidas também carecem de eficácia em si mesmas. Esses ataques se vencem pela fé em Jesus Cristo.

Quando Criança ao 7 anos me lembro claramente que eu era visitado todas as noites por um ser Sobrenatural onde eu não conseguia ver o rosto dele mas só os olhos, eu amedrontado em meu quarto, eu não conseguia chamar minha mãe, meu pai, eu não conseguia me mexer estava paralisado, moreno de medo
isso não foi só uma noite não, isso se estendeu por vários meses, eu dizia para minha mãe e meu pai, mas eles sempre dizia que era coisa de minha cabeça, mas eu sabia que não era, ate que uma noite eu tomei coragem e abri bem os meus olhos então pude ver claramente em meu quarto um ser em pé ao lado de minha cama, com vestis da cor preta com detalhes cinza e branco, cores que jamais irei me esquecer, não conseguia ver o rosto só os olhos, Olhos Dourados e Brilhantes, eu não conseguia gritar nem se mexer, então o meu quarto começou a ficar meio gelado, este ser se curvou perto de meu rosto com a mão sobre meu peito, e falando em meu ouvido ( EU SOU AQUELE QUE FOI BANIDO POR NÃO ME CURVAR A CRIAÇÃO DE DEUS EU COMO VOCÊ FUI REJEITADO. NÃO TENHA MEDO DE MIN POIS APENAS ESTOU TE MOSTRANDO A SUA VERDADEIRA NATUREZA ) E logo em seguida sumiu 
sem deixar qualquer sinal, ( Resumindo a Historia de minha Vida eu Cresci aos 17 anos Perdi Meu pai e logo minha Mãe depois aos 22 anos Fiquei sabendo de minha Historia Fui Rejeitado Pelo Meus Pais Verdadeiros, e logo comecei a frequentar varias igrejas, Evangélicas, Católicas, Centro espíritas, centro de umbanda, Centro demoníacos, tábua de ouija, etc, ) .
Vocês devem estar se perguntando que minha historia tem a ver, Simples eu vivi nos dois lados o Bem e o Mal Tenho o dom de ouvir que os demônios, planejam sobre os seres humanos, Ja Tive o privilegio de Ir ao encontro de jovens e falar Com Deus ( ELE ME DISSE, PORQUE AINDA FICA EM CIMA DO MURO, EU DISSE, MEU PAI CREIO EM TI MAS SINTO UM PRAZER IMENSO EM CONHECER A FUNDO SOBRE OS DEMÔNIOS E A ÚNICA RIQUEZA QUE PEÇO AO SENHOR MEU PAI, ENTÃO ELE ME RESPONDEU O ÚNICO HOMEM, A QUEM DEI TAL CONHECIMENTO SE DEIXOU LEVAR PELA FALTA DE FÉ ) desde então vejo pessoas fazendo errado, não que eu seja certo mas sei onde eu piso.
Sei de meus Dons, e sei também, que tem muitas Pessoas que não acredita, Mas sei o que digo aos Crentes em Deus  Devemos distinguir, através do dom do discernimento de espíritos, se a manifestação é de fato possessão demoníaca, pois há diversas enfermidades psíquicas que produzem reações que podem ser confundidas com possessão demoníaca. Tal confusão pode ser altamente danosa para a pessoa atingida. Devemos ser humildes e reconhecer que algumas pessoas precisam de acompanhamento profissional de um psicólogo ou psiquiatra.
Nesses casos precisamos reconhecer também que existem paralelamente necessidades espirituais, e estas
devem ser tratadas pelo pastor ou pastora em aconselhamento pastoral.                            

Nunca, sobre hipótese alguma, podemos permitir que o diabo, ao atormentar uma pessoa, interrompa nosso
culto a Deus. Havendo uma manifestação, não deixemos que isto vire um show e atrapalhe o culto que é
devido a Deus. Imediatamente, irmãos e irmãs fiéis e idôneos devem retirar a pessoa oprimida ou possessa
para um lugar reservado, ajudá-la a libertar-se da opressão e tratá-la com todo amor e carinho. Enquanto
isso, o culto deve prosseguir normalmente, valorizando-se a ação da Graça e do Espírito Santo de Deus e não a experiência de opressão maligna

Temos que levar em conta que Jesus não foi tentado apenas neste seu momento no deserto. Durante
sua vida e ministério a tentação sempre esteve presente: Em João 6.15 a multidão quer aclamá-lo rei; em
Mateus 16.1 os fariseus e saduceus pedem um sinal; em Lucas 11.16 a multidão pedia um sinal; em Marcos 8.32 Pedro repreende Jesus depois de ter anunciado sua morte na cruz; em João 18.10, por ocasião da prisão de
Jesus, Pedro usa a espada para impedir sua prisão; em Mateus 26.27-28 os soldados cuspiram em Jesus e
bateram-no desafiando Jesus a descer da cruz e em Mateus 27.40 um dos ladrões na cruz desafia Jesus. Estes que tentavam a Jesus não tinham nenhum compromisso com sua mensagem e com o Reino de Deus.
As tentações de Jesus nos apontam as três principais áreas em que os cristãos são tentados pelo diabo

Necessidade física, de subsistência, que todos têm. Ele sabia que Jesus, depois de tantos dias em jejum,
tinha fome. Então propôs que transformasse as pedras em pão. Jesus afirma que não só de pão vivemos,
mas da palavra que vem da boca de Deus Necessidade de sustento para nossa alma, nossas carências emocionais internas. Jesus estava só. Muitos, em
solidão, necessitam de alguém que tenha interesse por eles, que cuide deles; foi nisso que o diabo tentou e
Jesus respondeu: “Não tentarás o Senhor teu Deus”. Em Deus podemos esperar, confiar, por mais só que
estejamos. 

Nos quando éramos, fazemos mal a um ser humano, ignoramos ajudas ao necessitados, fazemos o Mal.
O Anjo Caído Dis a Deus Esta e sua Criação, Que Pratica O mal que fere, que Cobiça, e ainda A Ganancia. 
 apóstolo João nos dão esta orientação: “Filhinhos, não vos deixeis enganar por ninguém; aquele que pratica
a justiça é justo, assim como ele é justo. Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo
vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo.
Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina
semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus. Nisto são manifestos os filhos de
Deus e os filhos do diabo: todo aquele que não pratica justiça não procede de Deus, nem aquele que não
ama a seu irmão..” (I Jo 3.7- 10).


Agradeço aos Leitores do Equilíbrio Sobrenatural que Acredita no Mal no sobrenatural que ronda o mundo, e que continuem nos seguindo, Peço desculpas a algumas pessoas, por algo que eu tenha dito, aqui

E Que Deus Abençoe a Todos Vocês.

Eduardo Marcelo Estevão           

sábado, 4 de outubro de 2014

As Sete Igrejas e Os Sete Selos

João escreveu o que ele viu (1:11,19), que era basicamente uma peça vívida, emocionante. Para entendê-la, precisamos visualizar as cenas em nossa imaginação.
 Jesus enviou a mensagem de Apocalipse às sete igrejas (1:4,11) que estavam passando por um período de dura perseguição (1:9). Como em qualquer carta, nós a entenderemos melhor vendo a mensagem através dos olhos de seus destinatários originais. Em certo sentido, estamos lendo a correspondência de alguém.
Ž  O livro revela as coisas que aconteceriam logo (1:1,3; 22:6,10). Em todos os séculos, os intérpretes da Bíblia têm pensado que o Apocalipse descreve os eventos políticos de sua própria época. Na realidade, esses símbolos especiais e predições foram cumpridos pouco tempo depois de serem escritos. Considere: quando Daniel escreveu sobre acontecimentos que ocorreriam 400 anos mais tarde, ele selou as palavras porque elas se referiam a um futuro muito distante (Daniel 8:26). Quando João escreveu Apocalipse ele não selou as palavras porque o tempo estava próximo (22:10).
 Apocalipse foi escrito com símbolos (veja 1:20). Os candelabros que João viu, por exemplo, simbolizavam igrejas; as estrelas significavam anjos. Precisamos distinguir entre o que João viu e o significado do que ele viu. Livros como Daniel, Zacarias, Ezequiel e Isaías usam linguagem figurada semelhante.
 Os Sete Selos é um conceito da escatologia cristã, que vem do Livro do Apocalipse, da Bíblia cristã, onde um livro com sete selos é descrito em Apocalipse 5:1.

Os Sete Selos foram abertos pelo Leão de Judá. Apocalipse 5:5 diz: "E um dos anciões disse até mim: Não chores eis que o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, venceu para abrir o livro e desatar os sete selos".

Judá era geralmente o reino entregue ao príncipe herdeiro de Israel. Jesus na tradição cristã, é o Rei dos reis, e não o príncipe herdeiro. O Leão de Judá é uma referência deliberada direta a um príncipe digno "do sangue de Cristo". Os sete selos foram abertos, um a um, pelo Cordeiro. Apocalipse 5:6 diz: "E eis que, e eis que no meio do trono e dos quatro animais, e no meio dos anciãos, um Cordeiro como tinha sido morto, tendo sete chifres e sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus enviados por toda a terra".
Cada abertura de um dos selos é seguida por um evento ou uma série de eventos. Apocalipse 6:1: "E, havendo o Cordeiro aberto um dos selos, olhei, e ouvi um dos quatro animais, que dizia como em voz de trovão: Vem, e vê". A visão do Livro dos Sete Selos foi referida por João, em Apocalipse. Quando cada um dos quatro primeiros selos é aberto, um cavalo e seu cavaleiro aparecem. Estes são geralmente referidos como Cavaleiros do Apocalipse.Na abertura do primeiro selo surge um cavalo branco, que representa o Anticristo, com sua falsa inocência e paz, que governa o mundo (Apocalipse 6:2).Na segunda abertura do livro, surge outro cavalo, desta vez vermelho, ao qual foi dada a ordem de que tirasse a paz da terra, e que se matassem uns aos outros (Apocalipse 6:4).Ao abrir do terceiro selo, João vê um cavalo preto, que segurando uma balança faz ofertas exorbitantes; o que significaria a excassez dos produtos e seus preços exorbitantes. Este cavalo representa a fome, a penúria, as trocas injustas (Apocalipse 6:4).Na abertura do quarto selo surge o último dos quatro cavaleiros, que é a representação da fome, da peste e da destruição, do qual o que estava assentado sobre ele havia a palavra Morte, e o Inferno o seguia (Apocalipse 6:7-8).A abertura do quinto selo é seguida por uma visão daqueles que foram "mortos por causa da palavra de Deus" (Apocalipse 6:9).Quando o sexto selo é aberto, há um grande terremoto, e os sinais aparecem no céu. (Apocalipse 6:12,14) Além disso, 144.000 servos de Deus são "selados” nas suas testas, em Apocalipse 7:.Quando o sétimo e último selo é aberto, sete anjos com suas trombetas começam a soar, um por um. Os acontecimentos do Sétimo Selo são subdivididos pelos eventos seguintes, ao soar de cada trombeta. Este selo é aberto em Apocalipse 7:, e a sétimo trombeta não soa até Apocalipse 11:.

Cartas às Sete Igrejas da Ásia

Jesus incumbiu João de enviar o livro de Apocalipse a sete igrejas. Nos capítulos 2 e 3, o Senhor deu mensagens especiais a cada uma dessas igrejas. Cada carta segue quase o mesmo modelo: ì uma comunicação ao anjo que representava a igreja; í uma frase descrevendo Jesus; î um comentário das boas coisas feitas pela igreja (em um caso nada de bom é mencionado S veja 3:14-22); ï uma repreensão pelas más coisas que Jesus observava (em duas cartas nada de mau é mencionado S veja 2:8-11 e 3:7-13); ð encorajamento para corrigir o erro (exceto para as igrejas em que nada de mau tinha sido notado): ñ uma exortação a ouvir; ò uma promessa àquelas que triunfassem (em alguns casos a ordem destas últimas duas é invertida).
Lições:
Éfeso; uma igreja doutrinariamente sólida e ativa, ainda que seu amor tivesse ficado frio. É perigoso permitir que nosso serviço a Deus se torne mecânico e ritual; o primeiro mandamento é amar a Deus com todo o coração. Quando uma igreja deixa de amar a Deus ela prejudica sua relação com ele.
Esmirna: esses irmãos estavam sofrendo perseguição e dificuldades econômicas, mas Deus estava orgulhoso deles. O mito que a fidelidade a Deus sempre traz prosperidade e termina o sofrimento é falso.
Pérgamo: esse grupo permanecia fiel mesmo quando um membro foi martirizado, mas tinha um grande problema: tolerava o ensino de falsas doutrinas que encorajavam idolatria e imoralidade. O Senhor ameaçou fazer guerra contra ele.

Tiatira:
essa congregação estava procedendo bem de todos os modos (2:19), mas foi criticada pelo Senhor porque aceitava uma mulher "que a si mesma se declara profetisa" que promovia pecado sexual. As igrejas têm que rejeitar os membros que encorajam o pecado (Tito 3:10-11).
Sardes: essa igreja tinha grande reputação, mas a realidade desmentia o nome. Não podemos descansar sobre nosso passado. As igrejas vivem por causa de seu atual serviço a Deus.
Filadélfia: as duas igrejas que não foram criticadas (Esmirna e Filadélfia) eram as igrejas que sofriam maior perseguição. O Senhor reassegurou-as de que era ele quem tinha a chave, e que quando ele abrisse a porta para elas, ninguém seria capaz de fechá-la.
Laodicéia: Se autoconfiança fosse o padrão, essa igreja seria proeminente. Sua autoconfiança era imensa, mas sua falta de fervor tinha deixado o Senhor do lado de fora, batendo na porta para entrar em sua própria igreja. Arrogância e prosperidade material freqüentemente produzem cristãos complacentes.


O Cordeiro Abre os Selos

A hora de abrir o livro tinha chegado. Imagine-se sentado na platéia de um teatro. Quando se descerra a cortina, o Cordeiro abre os primeiros quatro selos e quatro cavalos galopam através do palco. Cada um é de uma cor diferente e tem uma missão diferente. O quinto selo revela as almas dos mártires em baixo do altar clamando por vingança contra aqueles que derramaram seu sangue. Quando o sexto selo foi aberto, houve um terremoto e catástrofes horríveis; os homens estavam tomados de pânico.
 Quatro cavalos. O livro de Apocalipse utiliza freqüentemente sinais do Velho Testamento. Em Zacarias 1 e 6, cavalos coloridos simbolizam forças de reconhe-cimento de Deus e suas armas de punição. É razoável entender os cavalos de Apoca-lipse do mesmo modo. Eles pertencem ao Senhor e através deles ele observa a situa-ção do mundo e exerce sua ira. O cavalo branco é o cavalo conquistador de Deus; o vermelho é o cavalo de guerra do Senhor. O preto traz fome sobre a terra e o cavalo cinza traz a morte. O julgamento que os cavalos executaram não foi total. O cavalo cinza matou um quarto do povo. A fome trazida pelo cavalo preto danificou somente o trigo, porém nem o óleo, nem o vinho (numa seca limitada, os grãos, de raiz mais rasa, serão atacados antes das vinhas e das oliveiras).

Almas sob o altar. Quando eram feitos sacrifícios no Velho Testamento, o sangue (representando a vida ou a alma Levítico 17) do animal era derramado na base do altar. Semelhantemente, a vida ou o sangue dos cristãos que tinham sido sacrificados pelos perseguidores estava na base do altar celestial de Deus, clamando a Deus por vingança contra os inimigos e para que fosse vitorioso sobre a perse-guição feroz. O sangue injustamente derra-mado clama por justiça (veja Gênesis 4:10). Este apelo dos mártires forma o tema central do livro inteiro. O livro de Apocalipse revela Deus castigando os perseguidores e vingando os cristãos.

Eventos cataclísmicos. O sexto selo revela o começo do julgamento de Deus contra os perseguidores dos cristãos. Soa como se fosse o fim do mundo. Mas não pode ser, ainda há 16 capítulos restantes em Apocalipse. De fato, esta linguagem foi usada freqüentemente pelos profetas do Velho Testamento de um modo tocante para simbolizar a queda de uma nação ou uma cidade (veja, por exemplo, Isaías 13:9-13; 34:4-5; Ezequiel 32:7-8). Estes símbolos indicaram o começo do trans-bordamento da ira de Deus contra aqueles que haviam assassinado os cristãos.

O Sétimo Selo

No início de Apocalipse 7, seis selos são abertos e um permanece fechado. O sexto selo era especialmente dramático e sem dúvida João estava esperando ansiosamente a abertura do sétimo. Mas permaneceu fechado. Houve um intervalo na ação (compare com os programas de televisão, que fazem intervalos para os comerciais no momento mais emocionante). Pelo menos três cenas ocorrem antes que o conteúdo do sétimo selo fosse revelado: a selagem do povo de Deus na terra, a celebração do povo de Deus no céu e trinta minutos de silêncio. Estas demoras certamente aumentaram a sensação de maravilha e expectativa de João. Finalmente, as sete trombetas (o conteúdo do sétimo selo) começam a soar.

Os 144.000 são selados (7:1-8). Antes que Deus permitisse mais destruição na terra, ele selou seu povo; isto é, ele marcou-o como pertencentes a ele, de modo a protegê-los do desastroso julgamento que ele estava impondo sobre e terra. O número 144.000 (12x12x1000) simboliza o total do povo de Deus, uma vez que 12 representa o número especial do povo de Deus (12 tribos, 12 apóstolos, etc), e 1000 é um número significando totalidade.
Celebração da grande multidão (7:9-17). A grande multidão reunida em volta do trono representa aqueles cristãos que tinham morrido. Sua morte não era uma tragédia, pois eles se regozijavam num grande festival em torno do trono de Deus.
Trombetas (8:1-9;19). As primeiras seis trombetas eram julgamento parcial da terra. As trombetas de 1 a 4 revelavam a destruição de um terço da terra, do mar, dos rios e dos corpos celestiais. A quinta era uma horrorosa praga de gafanhotos que resultou no desejo do povo morrer. A sexta era um pavoroso exército de cavalos que expeliam fogo de suas bocas. Todos estes quadros simbolizam a advertência de Deus aos ímpios para que se arrependam. Não devem ser vistos literalmente, mas como meios de representar dramaticamente a poderosa mão de Deus quando castiga aqueles que estavam perseguindo os cristãos
Recusa a arrepender (9:20-21). A reação às trombetas foi surpreendente: nenhum arrependimento. Quando o Senhor adverte, mas os homens recusam arrependerem-se, não há outra alternativa para ele que não seja destruir totalmente os objetos de sua ira.
 A Sétima Trombeta
O que o Senhor pode fazer com aqueles que se recusam a arrepender?
Depois de ter visto o arsenal de armas de Deus (Apocalipse 6:1-8) e o desesperado apelo dos cristãos perseguidos (6:9-11), João presenciou devastadores julgamentos de advertência do Senhor (6:12-17; 8:1-9:19). Através de todo o sexto selo e as primeiras seis trombetas do sétimo, os perseguidores experimentaram todos os dolorosos chamados de Deus ao arrependimento. O resultado: teimosa recusa a mudar (9:20-21).
O verdadeiro castigo tinha que vir, e não podia esperar mais. Ainda que houvesse sete trovões prontos para fazer mais advertências, eles foram selados (10:4) pois não poderia haver mais demora (10:6). O livro dos julgamentos foi dado a João para comer e ele foi mandado profetizar contra as nações e os reis que se tinham aliado contra o povo de Deus (10:8-11).
Mas, antes que o julgamento fosse revelado, houve um intervalo para mostrar o que estava acontecendo ao povo de Deus durante sua terrível perseguição. O templo deles foi medido e assim protegido por Deus, ainda que o átrio externo fosse pisoteado por incrédulos durante três anos e meio (11:1-2; veja as sugestões para estudo). Eles profetizaram com tristeza durante este período, foram brevemente dominados, mas Deus os reergueu tomando sua causa e derrotou seus inimigos (11:3-13). Conquanto houvesse dor, perseguição e aflição, no final o povo de Deus sairia vitorioso.
Finalmente, a sétima trombeta soou e Deus manifestou sua soberania sobre o mundo, obteve a vitória e derrotou os perseguidores (11:14-19). O apelo dos mártires foi atendido (6:9-11). Deus reina supremo.
 A Derrota do Diabo
No fim de Apocalipse 11 a sétima trombeta soou, marcando o fim da primeira metade do livro. Nos capítulos 12-22 os mesmos eventos são apresentados de um ponto de vista diferente. A atenção muda para os instrumentos específicos que o diabo usa para atacar os cristãos e o modo com que Cristo derrota cada um.
As personagens (12:1-6)
Uma mulher deu à luz um menino a quem o dragão tentou devorar. A mulher representa o povo de Deus (veja Miquéias 4:9 - 5:4). A criança é o Cristo (veja Salmo 2:7-9). O dragão é Satanás (12:9). Durante a vida terrestre de Jesus o diabo tentou repetidamente destruí-lo matando os recém nascidos em torno de Belém, tentando-o, e pregando-o na cruz. Deus protegeu seu Filho e todo esforço do diabo não teve sucesso.
A batalha celestial (12:7-11)
Este parágrafo pinta a derrota de Satanás, quando Miguel e seus anjos arremessaram do céu o diabo e seus anjos. Esta cena não é uma descrição de alguma queda do diabo no começo dos tempos, mas descreve a vitória decisiva contra o diabo através da morte, sepultamento e ressurreição de Jesus. Esta vitória ocorreu no tempo quando a salvação e o reino de Cristo vieram (12:10).
Satanás trabalha para acusar os homens de pecado e provocar sua morte. Antes da vinda de Jesus ele tinha pleno sucesso ("todos pecaram," Romanos 3:23). Mas a morte, o sepultamento e a ressurreição de Cristo derrotaram Satanás (note Mateus 12:28-29; João 12:31; 14:30; 16:11; Colossenses 2:15; 1 Pedro 3:22), porque sua morte expiou o pecado (João 1:29) e sua ressurreição deu-lhe as chaves da morte (2 Timóteo 1:10; Apocalipse 1:17-18). Agora, acusação contra o povo de Deus é impossível; o diabo está vencido (Romanos 8:33; Hebreus 2:14-15; 1 João 3:8). A vitória de Miguel simboliza os resultados do sacrifício de Cristo.
A batalha terrestre (12:12-17)
Porque Jesus venceu Satanás, o diabo ficou furioso e desceu à Terra para tentar destruir a mulher e seus filhos. Os cristãos primitivos sentiram em primeira mão a ferocidade da ira do diabo perseguindo-os. Alguns deles talvez imaginassem que a intensidade dos ataques fosse um sinal da vitória iminente de Satanás; de fato, era um sinal da enormidade de sua derrota. Ele não mais podia acusar os homens diante do Pai; tudo o que lhe resta é tentar desviá-los do Senhor na terra.
 As Bestas do Mar e da Terra
Satanás quer desesperadamente vencer os cristãos. Por causa do sacrifício de Jesus ele não pode mais acusá-los de pecado; assim sendo, agora ele só pode perseguir, enganar e seduzir. Para fazer isto, ele convoca todos os aliados possíveis.
A Besta do Mar
A primeira besta surgiu do mar e guerreou contra os cristãos durante quarenta e dois meses. Esta besta representa a persegui-ção, que é uma das táticas do diabo para tentar render-nos. Toda oposição nos aflige, mas o ataque físico é uma prova especialmente severa. Somente pela fé e pela perseverança podemos permanecer fortes (Apocalipse 13:10).
Sabemos que esta besta do mar é o "monstro" de Daniel 7 por causa das semelhanças: emergência do mar (7:3), dez chifres (7:7), nomes blasfemos (7:8, 21), leopardo/urso/leão (7:4-6, 12), grande poder (7:7), palavras arrogantes (7:8, 21), período de tempo (7:25), guerra contra os santos (7:21, 25), etc. Estas comparações são tão próximas que não poderia haver dúvida de que a besta do mar em Apocalipse 13 é a mesma besta monstruosa de Daniel 7. Desde que a besta de Daniel é a quarta na série de impérios mundiais (os três primeiros são Babilônia, 2:37-38; Medo-Pérsia, 8:20; e Grécia, 8:21), ela deve ser o Império Romano. Durante os primeiros dias da igreja Satanás usou o Império Romano para perseguir os cristãos.
A Besta da Terra
A segunda besta saiu da terra. Esta besta produziu grandes sinais para fazer os homens adorarem a primeira besta. A besta da terra ilustra a segunda arma que o diabo usa para tentar conquistar os cristãos: a falsa religião. Observe como a besta da terra imitou Cristo: o cordeiro (Apocalipse 5:6), os sinais (11:4-5), marca nos seguidores (7:1-8), número seis (o número de Deus através de todo o livro é sete). Satanás é um mestre do disfarce (2 Coríntios 11:13-15). E procura constante-mente falsificar as verdades de Deus.
Neste contexto histórico, a besta da terra simbolizava provavelmente a adoração do imperador Romano. Muitos dos impera-dores consideravam-se divindades e exi-giam que seus súditos se prostrassem diante da imagem deles e lhes oferecessem incenso. Aqueles que se recusassem eram perseguidos.
 A Batalha do Armagedom
Conflito! O livro de Apocalipse está cheio de guerras: o dragão contra o filho varão, Miguel contra os anjos de Satanás, as bestas contra os cristãos. Quando cada lado é descrito, a tensão aumenta. Qual será o resultado da batalha? Quando as almas sob o altar serão vingadas (6:9-11)? Seja bem vindo ao Apocalipse 14-16.
Pré-estréia
No capítulo 14 os anjos anunciam as manchetes dos próximos capítulos. A primeira (14:6-7) revela que a hora do julgamento de Deus chegou, que é o tema dos capítulos 15-16. A segunda (14:8) declara a queda de Babilônia (capítulos 17-18). A terceira (14:9-11) descreve o castigo dos adoradores da besta (capítulos 19-20). A quarta (14:12-13) comemora a vitória dos santos (capítulos 21-22). Finalmente, a ceifa (14:14-16) e a vindima das uvas (14:17-20) simbolizam o julgamento de Deus contra os perseguidores.
Execução de julgamento
Os capítulos 15-16 descrevem as taças da ira, que completam o julgamento abrasador de Deus (15:1). Enquanto os selos feriram 1/4 e as trombetas destruíram 1/3, as taças devastam tudo. Cada praga continua quando a próxima começa: ferimentos em todos os ímpios, o mar se torna sangue, rios viram sangue, o sol abrasa os homens, há trevas sobre o reino da besta, os exércitos do oriente marcham.
Qual foi o efeito destas taças? O altar regozijou porque o apelo dos mártires por vingança foi respondido. Desde que seus perseguidores "derramaram sangue de santos e de profetas, também sangue lhes tens dado a beber; são dignos disso" (16:5-6). Os ímpios, por outro lado, não se arrependeram, mas blasfemaram contra Deus. Pessoas castigadas deveriam desistir, mas estes apoiaram o esforço do diabo para retaliar quando enviou três espíritos imundos semelhantes a rãs para reunir tropas para a batalha do Armagedom. A imagem de rãs convocando o exército é para provocar riso; ela simboliza a impotência das forças do mal.
Uma estreita passagem entre montanhas, Megido serviu como uma localização ideal para emboscadas. Débora, Saul e Josias lutaram ali em tempos críticos na história de Israel; portanto, Armagedom (a montanha de Megido) tornou-se um símbolo de batalhas decisivas. Quando o exército do Senhor enfrenta o de Satanás em Megido o suspense é grande, na expectativa de ataque e contra-ataque, de estratégia e táticas, de montes de mortos e feridos, finalmente um lado emergindo como vitorioso de uma batalha sangrenta. Mas o texto não descreve nenhuma ação militar. Logo que os exércitos se reúnem, o anjo anuncia, "Feito está!" (16:17). O que aconteceu com a batalha? Quando Deus e o diabo se encontram para uma demonstração, o Senhor vence sem luta. A batalha termina antes de começar. A terra treme e o céu deixa cair pedras de granizo de 35 quilos. Mas nenhum julgamento jamais muda os corações dos ímpios incorrigíveis; apesar do granizo, eles continuam blasfemando contra Deus.
 A Grande Meretriz
Em Apocalipse 17, João viu uma prostituta, vestida sensualmente, seduzindo os reis da terra. Seu nome era Babilônia, a Grande, e ela representa a terceira maior ferramenta que o diabo maneja em sua luta para conquistar a humanidade. Em capítulos anteriores foram apresentadas a besta do mar, representando a perseguição, e a besta da terra, representando a falsa religião. A prostituta representa a imoralidade, uma das ferramentas mais eficazes de Satanás, uma que ele jamais hesitou em usar.
Cada uma das ferramentas do diabo tinha uma manifestação concreta nos dias de João. A besta do mar era o Império Romano; a besta da terra era a adoração do imperador. Não é difícil ver quem era Babilônia. Era uma grande cidade que dominava sobre os reis da terra (17:18), construída sobre sete colinas (17:9). Ela era rica (18:11-13), arrogante (18:7) e absolutamente ímpia (17:5). Ela era a cidade de Roma.
A história da queda de Babilônia, narrada em Apocalipse 18, mostra a derrota de um dos principais aliados do diabo. No capítulo 19, a queda das bestas será descrita e no capítulo 20 o próprio diabo será amarrado. Desde que Babilônia estava embriagada com o sangue dos santos (17:6), o julgamento contra ela respondia aos gritos dos mártires (6:9-11). Finalmente, a espera terminou e Deus vingou o sangue de seus servos (18:20; 19:2).
 A Vitória dos Santos
As visões de Apocalipse começam com os santos sendo martirizados sob o altar no céu, clamando por vingança (6:9-11). Eles tinham sido derrotados; Satanás tinha vencido. O livro termina com Satanás amarrado e com os santos martirizados erguidos para sentarem-se em tronos (20:1-4?). Em Cristo os vencidos vencem.
Apocalipse 19 - 22 não pode ser entendido fora do contexto. Muitos usam este texto para sustentar sua doutrina de um reino de Cristo de um milênio na terra. Mas cada ponto desta doutrina é errado. O reino não é de Cristo, mas dos mártires com Cristo. Não é na terra, mas no céu. Os 1000 anos não são literais, mas simbolizam uma vitória completa. A ressurreição não é de corpos, mas das almas dos mártires que são erguidos de debaixo do altar para reinar em tronos.
Apocalipse 19-22 se ajusta ao resto do livro como uma luva. Depois de guerrear com o Cordeiro e Seus seguidores, o diabo e seus instrumentos são esmagados. O livro começou com o grito angustiado dos cristãos derrotados implorando justiça. Foi-lhes dito que esperassem um pouco. Os capítulos 6-18 descreveram esse pouco tempo. Agora o clamor deles é respondido; eles estão se regozijando (19:1-10) e reinando (20:4-6), tendo conseguido a vitória através de Jesus Cristo (note 19:11-21). Quando o Senhor escreveu a cada uma das sete igrejas, Ele prometeu que os vencedores seriam abençoados. Agora eles o são, e quase todas as promessas são especialmente cumpridas nos capítulos 19 - 22. A mulher de Deus do capítulo 12 foi perseguida no deserto; no capítulo 17 a mulher/cidade do diabo estava embriagada com o sangue dos santos. Agora a mulher do diabo é destruída em uma hora (capítulo 18) e a mulher de Deus é uma cidade majestosa, vitoriosa (21:9-27). Arrancando estes capítulos de seu contexto de modo a "provar" algum esquema de eventos do fim dos tempos destrói a unidade do livro.
Deus é um Deus de reversões. Nele, os humildes são exaltados, os pobres são enriquecidos, os loucos recebem sabedoria e os derrotados reinam (veja 1 Samuel 2:1-10). Mas a vitória em Cristo não é imediata. A curto prazo, o povo de Deus freqüentemente sofre. Mesmo depois de sua derrota e de ser amarrado, Satanás voltaria e usaria Gogue e Magogue para assediar o campo dos santos. Gogue e Magogue simbolizam os inimigos que o diabo usaria contra o povo de Deus. Mas assim como Deus derrotou-o na batalha do livro de Apocalipse, assim ele derrotará o diabo novamente e conquistará até estes terríveis reinos mítológicos. Não importa quanto os cristãos sofram, eles sempre vencem em Cristo, no final.
 A Revelação de Cristo 
O maior perigo no estudo de Apocalipse é ficar-se desencaminhado por assuntos de menor importância. Esta é uma revelação de Jesus Cristo (1:1): Ele é tanto o revelador da mensagem como o centro dela. Muitos, em suas explicações de Apocalipse, chamam a atenção para o diabo e fazem dele o personagem principal. Mas o papel do diabo nessa profecia serve para ressaltar a glória e a grandeza do Cordeiro, pois este derrota Satanás. Outros olham mais para a terra, mas João viu estas cenas no céu. Ele estava vendo a perspectiva espiritual, simbólica, celestial. O estudo de Apocalipse não nos deve direcionar para o jornal diário, mas para o trono de Deus. Muitos usam as visões para incentivar a especulação sobre o fim dos tempos, e assim desviam a atenção das pessoas da soberania do Senhor para a engenhosidade do especulador. Se entendemos corretamente esse livro maravilhoso, vemos Cristo.
O que você vê quando olha para Jesus? Uma criancinha numa manjedoura? Um meigo pastor? Uma figura trágica na cruz? Nenhuma dessas coisas está completamente errada, mas todas estão desatualizadas. Jesus está hoje exaltado e glorioso. Queira ler novamente os retratos de Cristo em 1:12-18; 5:1-14; 19:11-16. Feche seus olhos e tente ver o Jesus que João viu. A emocionante majestade de Jesus deve inspirar-nos, fortalecer-nos e levar-nos à adoração.
O Apocalipse significa guerra. Batalha no passado: Cristo venceu a morte, o hades e expulsou Satanás do céu (veja 1:17-18; 12:7-12). Batalha no presente: o diabo, enfurecido como um tirano derrotado, veio para a terra com grande ira porque ele sabe que seu tempo é curto. Batalha no futuro: a vitória de Jesus. Apocalipse começa com os cristãos sofrendo grande tribulação; termina com os cristãos triunfantes. Apocalipse começa com Satanás perseguindo os cristãos e termina com Satanás amarrado durante mil anos. Foi Jesus que obteve essa notável vitória.
Os mitos correntes sobre Jesus enganam. De algum modo, chegamos a ver Jesus como um avô brando, indulgente, que raramente altera sua voz acima de um sussurro e está sempre sorrindo. Apocalipse ajuda a corrigir esse retrato distorcido. E ajuda a refutar a noção popular de que o Deus do Velho Testamento era um Deus de ira, mas o Deus do Novo Testamento é um Deus de amor. Em nenhum lugar da Bíblia a ira de Deus é mostrada mais claramente do que no livro de Apocalipse (veja especialmente 14:9-11; 19:1-4, 15-21).
Apocalipse revela Jesus. Não deveria causar especulação, mas inspirar adoração, admiração e confiança.

O Exorcismo Goetia A Arte


 
Mais prudente que Crowley, Israel Regardie evita atribuir uma base cerebral para os demônios goéticos, mas não deixa de insistir sobre o paralelo entre eles e os complexos inconscientes estudados pela psicanálise:

REI SALOMÃO

Salomão é o filho de Davi, e o principal responsável pela edificação do Templo de Salomão, o primeiro templo fixo do Senhor Deus Todo-Poderoso. Ele também é autor dos livros bíblicos de Provérbios, Eclesiastes e Cantares/Cântico dos Cânticos e recebeu do Senhor o dom da inteligência e sabedoria... para usar para o mal.


 A magia goetia reveste um papel execional dentro da magia obscura, atraindo muitos praticantes com os seus demônios; as evocações, os sugestivos selos e as histórias que falam de resultados potentes e devastantes são numerosas. Alan Bennet, o mestre de Aleister Crowley, em um dos seus primeiros encontros com o seu discípulo, em 1899, disse a ele: "Pequeno irmão, estais mechendo com a Goetia". Crowley negou e disse que não valia nem a pena pronunciar o nome. Bennet replicou: "Nesse caso a Goetia esta mechendo contigo". "Goetia" é o nome da primeira - e mais famosa - parte do grimório Lemegeton, chamado também A Chave Menor do Rei Salomão. A Goetia contém a descrição de 72 demônios e traz em maneira muito vívida a descrição do aspecto dos demônios, que são chamados atravéz das evocações, e apresenta os seus nomes e classe ao interno da hierarquia infernal e as legiões de espíritos que controlam. Cada demônio tem um selo; esses espíritos podem ser evocados por diversos motivos: aprender a filosofia ou até fazer com que as mulheres fiquem nuas ao comando do mago. O Lemegeton existe em muitos manoscritos originais que se diferenciam levemente um do outro, apresentando leves variações no nome dos espíritos; em algumas variações, o Lemegeton consiste em cinco partes e em outras somente quatro. Além da Goetia, tem a Theurgia Goetia, que descreve 31 espíritos correspondentes às direções cardinais, contém diversos selos e os espíritos descritos são considerados seja boms que malvados. O terceiro livro do Lemegeton é Ars Paulina, que fala dos anjos que correspondem as horas do dia e aos signos do zodíaco. O quarto livro é o mais curto e é chamado Ars Almadel. O quinto é Ars Notoria, e é o mais antigo, mas não aparece em todas as versões do Lemegeton.

 Crowley, junto com o seu companheiro magico George Cecil Jones, utilizou a Goetia e evocaram o demônio Buer, que a sua particularidade é a cura das doenças; os dois desejavam ajudar o mestre magico de Crowley, Alan Bennet, que era gravemente doente de asma: Bennet deveria viajar em lugares com o clima mais quente, mas não havia os meios para fazer isso. Crowley e George Cecil Jones conseguiram evocar Buer, fazendo ele aparecer visivelmente, mas como o seu aspecto não correspondia a descrição da Goetia, os dois pensaram que a operação tivesse falido. Pouco depois, segundo Aleister Crowley, as coisas começaram a andar bem em maneira milagrosa: Bennet conseguiu se transferir ao Sri Lanka, como desejava. Crowley entendeu que, no final das contas, a operação foi um sucesso.

A Magia Sexual

A Magia Sexual, conhecida no Oriente como Tantra, é a prática ritualística desenvolvida através das energias canalizadas do corpo físico, da mente e do espírito humano. O ato de criar outras vidas através de relações sexuais e instituir uma força, ou um vínculo energético entre as pessoas envolvidas, é visto como místico e sagrado.

Como outras modalidades de Magia, a Magia Sexual também é um recurso usado como fonte do poder que fortalece as cerimônias ritualísticas e para obter o auto-conhecimento através da exploração do próprio corpo, psique e alma. A Magia Sexual é uma das faces mais importantes da Magia moderna.

Utilizada tanto nas escolas ocidentais como nas orientais, sua origem nos remete às práticas das crenças pré-cristãs, sendo que os primeiros registros datam de 3000 a.C.. A Antiga Religião da Europa baseava-se em ritos de fertilidade para assegurar a proliferação de animais, plantas e humanos. O conceito pagão da atividade sexual era saudável e natural. Era a mais poderosa energia que os humanos podiam experimentar através dos próprios sentidos, com a manifestação afetiva de um indivíduo ou simplesmente a ação de compartilhar prazer e desejo carnal com outra pessoa. Assim, mulheres consagradas serviam aos deuses em templos, o homossexualismo e o heterossexualismo eram apenas definições das preferências sexuais, etc.

Existem dois canais de energia no corpo humano que estão associados ao sistema nervoso central e à medula espinhal, conhecidos no Ocidente como Lunar e Solar ou Feminina e Masculina (receptiva/negativa e ativa/positiva). Geralmente, entre os não-praticantes da Magia Sexual,
apenas uma das correntes de energia está aberta e fluindo. Entre as mulheres, apenas a corrente lunar flui desimpedida. Entre os homens, apenas o canal solar está realmente livre. No caso dos homossexuais, essa situação está invertida. Em todas as situações, este fato causa um desequilíbrio e influencia negativamente várias esferas da vida humana.

Portanto, segundo este raciocínio, o estado sexual natural é a bissexualidade, em que ambas as correntes fluem juntas em harmonia. A alma que habita o corpo físico não é masculina nem feminina. Desse modo, o sexo é meramente uma circunstância física. O fluxo harmonioso das correntes no corpo é simbolizado pelo antigo símbolo do Caduceu.

Um dos maiores divulgadores da Magia Sexual contemporânea ocidental é Aleister Crowley, através da doutrina do Thelema. Posteriormente, diversas escolas iniciáticas a adotaram e adaptaram de acordo com a própria filosofia. Porém, os princípios básicos permanecem inalterados. Na Índia, ainda é uma das práticas mais utilizadas no hinduísmo.

Apesar de (teoricamente) compor vários sistemas mágicos, atualmente, a maioria das tradições não incorpora a Magia Sexual em suas atividades. Isto se deve a opção pessoal dos praticantes (inibição e preocupações com as doenças sexualmente transmissíveis) e a pressão social de uma cultura judaico-cristã, onde o sexo é visto como algo pecaminoso e polêmico. Deste modo, nos ritos sexuais modernos, são usadas representações simbólicas dos antigos elementos da fertilidade, sejam objetos que representem os genitais ou apenas uma dança ou encenação erótica.
Sagrado Feminino



Nas antigas crenças pagãs, os pólos femininos da criação eram reverenciados como sagrados e a mulher era vista como o principal canal gerador de vida. A Deusa era a divindade principal, responsável pela criação de todas as formas viventes. Dessa forma, os ritos que envolviam Magia Sexual, utilizavam-se de mulheres e do sangue menstrual como elementos principais do Altar Cerimonial.

O altar sagrado é formado por uma mulher que se deita de costas, nua, com as pernas dobradas e afastadas (de forma que os calcanhares toquem as nádegas). Um cálice é colocado diretamente sobre seu umbigo, ligando-o ao cordão umbilical etéreo da Deusa, a qual é invocada em seu corpo. Derrama-se o vinho sobre o cálice. O Sumo Sacerdote pinga três gotas de vinho, uma no clitóris e uma em cada mamilo, traçando uma linha imaginária que forma um triângulo no corpo feminino, tendo o útero como centro. Segue-se um beijo em cada ponto, enquanto a invocação é recitada.





Fluidos Mágicos



Os fluidos produzidos no corpo humano de forma natural ou através da estimulação sexual, também são utilizados nas cerimônias herdadas dos povos antigos que envolvem a Magia Sexual, e são empregados para um determinado objetivo.

O vinho ritual continha três gotas do sangue menstrual da Suma Sacerdotisa do clã, que unia magicamente os celebrantes nesta vida e nas próximas encarnações. Os caçadores e guerreiros eram ungidos com pinturas ritualísticas que continham sangue menstrual. Acreditava-se que ao unir o sangue de duas pessoas, criava-se um vínculo entre ambas. Ungir os mortos com o sangue era uma forma de assegurar o retorno à vida. O sêmen era considerado energia canalizada que vitaliza o praticante que o recebe. Ainda, o estímulo dos mamilos faz com que a glândula pituitária secrete um hormônio que ativa as contrações uterinas. Isso ativa o fluxo de certos fluidos através do canal vaginal.





Criança Mágica



A criança mágica é um termo utilizado na Magia Sexual ocidental para designar uma imagem no momento do orgasmo. Neste caso, a energia sexual não é liberada como no ato sexual tradicional, mas inibida por períodos prolongados e canalizada através da mente para que se manifeste numa forma de pensamento mágico, formando uma imagem astral durante o orgasmo.

Para esta atividade, é necessário que o praticante tenha desenvolvido a arte da concentra-ção/visualização e um controle firme sobre a própria força de vontade pessoal, de forma que no momento do orgasmo, não haja nada mais na mente que a imagem que deseja ver criada. Se estiver incompleta ou difusa, é possível que interferências negativas se manifestem e passem a consumir a energia sexual do praticante. Este conceito é uma das bases na crença dos Sucubus.





Pancha Makara



A corrente oriental da Magia Sexual, chamada Tantra, é dividida em cinco categorias de aplicações distintas conhecidas como Cinco M ou Pancha Makara, que em sua maioria, são canalizados no campo físico (Caminho da Mão Esquerda) e outro simbólico (Caminho da Mão Direita). O Pancha Makara recebe interpretações diferenciadas nas cerimônias praticadas nas correntes do Ocidente, ou em algumas situações, são adaptadas ou omitidas.



Madya Sadhana

A palavra Madya significa Licor e este princípio está relacionado à aplicação do Caminho da Mão Direita com uso adequado de estimulantes que ativam o sétimo chakra, Sahastrara, considerado o último nível de evolução da consciência humana e responsável pela integração dos outros chakras.



Mamsa Sadhana

O termo Mamsa pode ser traduzido como carne e significar que este princípio está associado ao uso ritualístico de carne. Também pode ser compreendido como fala (do verbo falar) e ser interpretado como uma invocação ou um mantra. Em quaisquer dos casos, está associado ao Caminho da Mão Esquerda (Físico).



Matsya Sadhana

Matsya significa peixe. Este princípio é usado tanto no aspecto físico como no simbólico. É visto como um fluxo psíquico que corre através dos canais da espinha dorsal, ou minoritariamente, como o consumo ritual de peixe num banquete ou Eucaristia.



Mudra Sadhana

Este é o mais conhecido fora dos círculos tântricos e é utilizado de maneira similar nos Caminhos Esquerdo/Direito. Representa o uso de posições específicas do corpo (especialmente da mão) para simbolizar ou encarnar certas forças, além de efetuar mudanças na consciência.



Maithuna Sadhana

A palavra Maithuna refere-se a união sexual. Este princípio, que atua tanto no aspecto físico como simbólico, está relacionado primitivamente com a atividade sexual. Porém, pode ser interpretado também como a atividade simbólica.

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