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Demonologia é o estudo sistemático dos demônios. Quando envolve os estudo de textos bíblicos, é considerada um ramo da Teologia. Por geralmente se referir aos demônios descritos no Cristianismo, pode ser considerada um estudo de parte da hierarquia bíblica. Também não está diretamente relacionada ao culto aos demônios.


quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Profecias de Samael

Diversas observações “futuristas” do venerável mestre Samael foram descobertas ou entregues a alguns poucos, e somente são divulgadas de forma, digamos, discreta. Nada de escrever de forma alarmante, com grande publicidade. Por diversas razões: uma delas seria porque as profecias podem não se cumprir. Forças superiores (seres divinos, a loja branca, os juízes do karma etc.) podem intervir e mudar o rumo dos acontecimentos.

Duas fontes importantes das Profecias de Samael foram:

– Um caderninho de anotações achado logo após o desencarne do Mestre Samael em um ponto escondido atrás da estante dos livros particulares do Mestre. Nesse caderninho havia profecias/previsões, ano a ano, da data de 1977 (ano do desencarne) até o ano 1999. Não se sabe o porquê dessa data de 1999, porém, as profecias foram precisas, para quem as leu e guardou as informações ao longo dos anos… Infelizmente, a Mestra Litelantes proibiu a divulgação desse “caderninho de profecias” do Mestre, imagino para que não se deturpassem as informações contidas ali.

– Outra das fontes, que me parece muito interessante, é uma série de informações proféticas passada por uma dos discípulos diretos do Mestre, Fernando Moya, que recebeu diversos ensinamentos sobre os AZIAGOS DIAS PELOS QUAIS A ATUAL HUMANIDADE PASSARÁ.

Como elemento de reflexão, quero traduzir algo desses textos ao português e que este material sirva como material de meditação e oração:

O Bendito Profeta de Aquário, o “Cristo Samael”, com seu Verbo de Ouro, profetizou assim:

1ª Profecia

O continente sul-americano, desde a Venezuela e Colômbia até a Patagônia, formada por Chile e Argentina, estará encalhado, inclinado, este continente, como um barco…
Se tu observas a Cordilheira dos Andes, que nasce na Patagônia e termina na Colômbia, continuando no leito marítimo do Atlântico… Tu te dás conta de que essa gigantesca Cordilheira dos Andes, com suas neves perpétuas, está inclinando do Oceano Pacífico?
A plataforma continenal, ou grandes planícies, selvas, deste continente nascem na mesma base da grande cordilheira dos Andes, por centenas e até milhares de quilômetros em algumas áreas, neste continente sul-americano se estendem até a totalidade das praias, que limitam com o Oceano Atlântico.
Com a iminente Terceira Guerra Nuclear, e com o choque magnético das atmosferas da Terra com o gigantesco planeta Hercólobus, a totalidade desse continente, encalhado de lado como um barco, com o peso da cordilheira dos Andes, se volteará até o Oceano Pacífico em sua totalidade.
Ondas gigantescas provenientes do Oceano Atlântico o cobrirão e o sepultarão totalmente sobre as águas, desde a Colômbia e Venezuela até a Patagônia…
2ª Profecia

INTERVENÇÃO E ADMOESTAÇÃO DOS IRMÃOS DO COSMO

Antes da Grande Catástrofe planetária que se avizinha, todos os satélites de comunicação de TV… etc. serão tomados pelos seres humanos de outros mundos…
Poderosas unidades de naves cósmicas tripuladas por homens solares dos mundos vizinhos, com sua tecnologia hiperespacial de comunicação penetrarão em todos os satélites que dão comunicação aos povos e nações dos cinco continentes…
Absolutamente TODOS os meios massivos de comunicação serão interceptados…
É muito fácil para os cientistas dos mundos vizinhos penetrar e desbloquear as chaves secretas de todos os governos do mundo…
Homens autênticos solares, depois de tomar controle absoluto de todos os meios de comunicação terrestre, colocarão uma música deliciosa, que se escutará nas emissoras e em todos os canais internacionais de TV.
Toda televisão, em qualquer lugar do mundo, ao ser ligada, só se escutará música belíssima, puramente do espaço estrelado.
Depois de um tempo, seres humanos dos mundos vizinhos aparecerão na tela e em todas as telas de TV do mundo e em todos os lares, admoestando, com sabedoria e amor, todos os seres humanos da Terra…
Indicando-lhes a grave situação em que se encontram, sobre o holocausto atômico e biológico iminente, e a grande catástrofe planetária que se avizinha, com a chegada do gigantesco planeta Hercólobus.
Os homens solares dos mundos vizinhos, levados pelo Amor Universal, não só admoestarão a totalidade da humanidade, senão que com imagens projetadas na TV indicarão seu porvir catastrófico imediato.
UNS POUCOS FARÃO CASO e o resto da humanidade continuará com sua perversidade, e isso é inevitável.
3ª Profecia

O Profeta de Aquário, o Bendito Samael, ficou de frente para mim e estirando horizontalmente o braço esquerdo, me disse:

(Ao passar sua mão direita por baixo da esquerda, da raiz do braço esquerdo até chegar à sua mão) “Não sei por que ainda a Península da Califórnia (Baja Califórnia, no canto Pacífico do México) não se desprendeu e submergiu no Oceano Pacífico.
Essa península é sustentada no continente, porém, por baixo do mar circula livre, como o submarino atômico Náutilus.
A península agora é como um barco grudado no corpo que, com um terremoto adequado, desaparecerá do continente e lentamente se submergirá no oceano, produzindo o terremoto e o maremoto jamais vistos na história desta perversa humanidade…
Ocasionará um mega-tsunami, que penetrará, com suas ondas gigantes, 40 quilômetros terra adentro, arrasando com tudo.
O lodo e a água penetrarão pelas costas mexicanas ante a península de (Baja) Califórnia, destruirá todas as cidades e capitais a seu passo.
E um terrível terremoto destruirá toda a cidade de San Francisco e não ficará pedra sobre pedra.
4ª Profecia

Samael profetizou: “Pancho Villa hoje tem 14 anos (ano 1977), será o presidente mais jovem do México, e quando ordenar que enterrem sua cabeça é que tu te darás conta nos noticiários, saberás que esse presidente é Francisco Villa.
Ele porá ordem e ordem porá…”
E Samael repetiu: “E porá ordem dentro do caos e a desordem no México. Ganhará a cadeira presidencial por seu amor à grande causa na revolução dentro do Raio Liberador…”
“Logo, virá uma revolução mil vezes pior no México do que a revolução quando surgiram Francisco Villa e Emiliano Zapata, similar à Revolução Francesa.”
5ª Profecia

“Quando os mercados da Europa e da América do Norte, ou seja, os do Ocidente, não puderem competir contra os mercados chineses e de outras nações da Ásia, financiadas economicamente pelo poderio econômico chinês…
O Ocidente irá ao fracasso econômico e, então, pretenderá destruir nuclear e biologicamente a China.
Porém, esta, mais astuta, atacará primero o Ocidente e destruirá todas as capitais europeias: Inglaterra, Paris, Berlim, o Vaticano etc. Com seu poderoso poderio atômico e biológico.
E também invadirão os Estados Unidos da América do Norte e destruirão o Pentágono, Nova York, todas as suas centrais nucleares, militares, centros de comunicação satelital etc. com seu armamento nuclear.
Invadirão massivamente os Estados Unidos e entrarão pelo Estreito de Behring, destruindo as bases nucleares que têm no Alasca e as que há no Canadá…
O império ianque será aniquilado desde seus fundamentos e não ficará pedra sobre pedra… [Nota do GnosisOnline: o Mestre Rabolu corroborou isso, dizendo que a região central dos EUA, vista desde o Mundo Causal, já está completamente destruída.]
Toda a imensa dor e o sofrimento que com fogo, guerras e destruição os norte-americanos causaram aos povos da terra, a lei do karma lhes cobrará multiplicado ao infinito…
E esse fogo desatado sobre povos e as nações indefesas durante todo o século 20 e partes do 19 e do 21 se lhes regressará e os consumirá da mesma maneira…
O CAVALO AMARELO é o poderio chinês militar mil veces superior ao norte-americano… Rússia e Estados Unidos com França e Inglaterra farão uma coalisão para destruir a China, porém, repito, estes, mais astutos e previsivos, os invadirão primeiro.
A China está armada com terrorífico arsenal nuclear e biológico, muitas vezes superior ao das nações mencionadas, o seu poderio militar é terrível e poderoso e destruirá as nações do Ocidente, e delas não ficará pedra sobre pedra.”

“E ao início da terceira guerra mundial nuclear sairão à superficie, das cavernas subterrâneas da terra, gigantescos dinossauros, que causarão assombro, terror e descontentamento entre os povos e nações do mundo.
Esses gigantescos dinossauros açoitarão e destruirão povos e cidades inteiras.”
6ª Profecia

“Será tão grande e terrível o choque do holocausto biológico e nuclear, e tão terrorífica a catástrofe planetária, pelo choque magnético de Hercólobus com nosso aflito mundo, que as almas que sobreviverem a esta grande tragédia, ao serem selecionadas, JAMAIS QUERERÃO PECAR NOVAMENTE…”

“Na Ilha Sagrada, esta humanidade será cruzada com semente selecionada proveniente dos mundos vizinhos, e essa nova genética criará uma descendência superior que permitirá que se completem os que têm de completar-se.
Assim, a nova semente regenerada produzirá uma raça geneticamente preparada para a encarnação do Ser.”

“Te comento, Fernando, que toda a humanidade nova que se gestará na nova Idade de Ouro de Aquário terá uma estatura média de 1 metro de altura, os homens, e as mulheres uns 10 a 15 centímetros menos… ou seja, será uma raça em tamanho igual à que habita fisicamente o planeta Vênus… com uma formosura física onde se refletirá a beleza interior.”
Na 7ª Raça me disse o bendito profeta Samael, os habitantes da terra serão menores, terão uma altura aproximada de 50 centímetros. Tal como são os corpos humanos que habitam o Sol físico chamado Sírio…

“Na 7ª Raça, nessa época, teremos PÉGASOS, ou cavalos alados… Esses Elementais, investidos desses corpos, serão usados de transporte aéreo para algumas pessoas dessa época solar… Agora, na atualidade, esses elementais estão reencarnados em simples insetos, que irão evoluindo até se converterem em Pégasos…”

E o bendito profeta Samael, com seu verbo de ouro falou de novo, assim, à minha pequena fração de Alma: “Ao final da 7ª Raça solar, quando terminar a sétima sub-raça da mesma, a terra físico-química se converterá em uma lua, como o satélite que nos ilumina. Para esse tempo, as humanidades solares do sétimo sol ascenderão aos céus superiores da terra, e a nova lua, o nosso mundo em um futuro Dia Cósmico pertencerá a uma nova Cadeia Lunar, dentro de um novo sistema solar, muito distinto do nosso”.
7ª Profecia

O final da 7ª Raça: “Ao final da última, sétima raça, [como ocorreu com] o planeta Selene, da mesma forma passará nosso planeta Terra…
Em um futuro, o gigantesco Hercólubus, planeta 6 mil vezes maior que a Terra, terá seu máximo acercamento a nosso aflito mundo e atrairá magneticamente A TOTALIDADE DO FOGO LÍQUIDO, DO MAGMA, QUE HÁ NO INTERIOR DO GLOBO TERRESTRE…
Esse fogo líquido sairá em sua totalidade à superfície e queimará tudo que tenha vida… os oceanos, os lagos e os rios se evaporarão. A Terra ficará como uma brasa acesa no espaço.
E quando se esfriar, depois de muitos séculos, se converterá em uma simples lua, como a que nos ilumina hoje em dia.
É assim que os mundos morrem.”
8ª Profecia

O QUE ACONTECERÁ COM A HUMANIDADE DE HERCÓLOBUS

“A humanidade do planeta Hercólobus encontra-se em um estado de barbárie similar à humanidade terrestre.
As pessoas lunares de Hercólobus são grosseiras e materialistas como a nossa.
O choque magnético de Hercólobus com a Terra criará nesse planeta um gigantesco terremoto e maremotos, fazendo com que brotem à superfície desse mundo milhares de vulcões, e isso se deve à atração do fogo ou o líquido da lava, trazendo como consequência a destruição dessa raça perversa de tipo lunar, que vive na superfície terrestre de Hercólobus.”
9ª Profecia

“Os polos norte e sul terão sua grande translação, esta translação de nossos polos significa que se moverão de seu atual lugar, somente meia circunferência terrestre, ou seja, que o polo sul e o polo norte ficarão à altura da linha equatorial atual.
Por tal motivo surgirão novos polos, em novas terras, que se cobrirão de gelo e neves perfeitas, nesta terra futura, tetradimensional.
A área atual dos polos será tragada pelas águas do oceano com todas as nações que se encontram ao seu redor…”

“A humanidade solar que habita o satélite Ganimedes, que gira ao redor de Júpiter, virá em suas naves cósmicas a nos auxiliar antes da grande catástrofe… cheios de amor universal, esses homens solares nos ajudarão no holocausto nuclear e biológico, e antes da grande catástrofe planetária.”
10ª Profecia

“As dinastias solares, por estes tempos nem remotamente lhes interessa entrar em contato físico com os terrícolas bárbaros deste século.
Mais adiante, no Zênite da Era de Aquário, uns mil anos depois de ter sido iniciada, virão nos visitar em suas poderosas unidades de transporte, ou de navegação cósmica, e descerão à terra edênica da luz nos jardins e pátios dos templos sagrados desta época.”
11ª Profecia

O Bendito Samael me disse que haverá UMA GRANDE GLACIAÇÃO, que os gelos do polo norte e polo sul se estenderão, cobrindo quase a totalidade do planeta Terra.
Toda a Europa e a Ásia em sua totalidade se cobrirão de neves perpétuas…
A parte sul da América do Sul e da África ficará coberta de neves perpétuas, o mesmo que o continente australiano.
QUE SÓ A VIDA VEGETAL, ANIMAL E HUMANA SERÁ SUSTENTÁVEL SOBRE A LINHA EQUATORIAL.
E isso acontecerá antes do choque magnético com Hercólobus.
12ª Profecia

Os Homens da Galáxia Azul nos auxiliarão

Eles habitam em uma cidade que se encontra nas cavernas subterrâneas no interior do polo sul, desde tempos imemoriais.
E na época das penúrias, quando estalar a Terceira Guerra Mundial e depois dela, levados pela caridade e o amor universal.
13ª Profecia

Intercâmbio com Agarthi

“Na futura idade de ouro de Aquário, os povos inocentes e puros, e as dinastias solares, se lhes darão acesso a visitar o Agarthi, onde vive Zorocotora, o Rei do Mundo, com sua gente, os Goros da Terra.
Em certo lugar desse país há uma biblioteca, porém não de livros, senão de pedra, onde está registrada toda a sabedoria de todas as idades de ouro e das raças solares gnósticas que precederam a atual humanidade lunar terrestre.
Em dita biblioteca, as pedras cinzeladas e gravadas em baixo e alto relevo, com raios laser especial.
Sua sabedoria dos séculos será compartilhada com a humanidade edênica que viverá em uma terra purificada pelos elementos.”
14ª Profecia

Discípulo: Mestre Samael, e os habitantes do Sol, que planos têm para com a humanidade futura de Aquário?
Resposta do Mestre Samael: “Estabelecerão com os reis da Terra o culto solar gnóstico do Sol na consciência dessa futura humanidade, pura e inocente, e assim resplandecerá sobre a terra de ouro de Aquário o culto solar gnóstico do Sol”.
15ª Profecia

Samael Insistindo Sobre a Terceira Guerra Mundial

O que os russos e norte-americanos ignoram é que a China já está preparada com um gigantesco arsenal de armas atômicas e biológicas, para invadir o Ocidente do mundo, e assim será.
A China, triunfante sobre seus inimigos, reduzindo-os a escombros…”

A VEZ DO ARCANJO ORIFIEL

“O Anjo de Saturno, Orifiel, está preparado com a Foice e o Relógio de Areia, falta pouco tempo para que Orifiel logre sua colheita.
Os corpos humanos servirão somente de adubo para a natureza.
A maioria, quase a totalidade da raça humana, será exterminada com a Guerra, o resto o fará a Natureza em seu desassossego…
Assim perecerá e desaparecerá esta perversa civilização de víboras…

O Askokin é uma sustância vital que está no organismo humano, e será o alimento com que a natureza se nutrirá, para recuperar suas energias…

A Roda da Vida que une humanos e elementais

Chegou o momento de explicar amplamente todas estas coisas, a fim

de que os estudantes possam se manter bem informados. É óbvio que a primeira coisa que alguém precisa saber na vida é de onde vem, para onde vai, qual é o objetivo da existência, para que existimos, por que existimos e

Inquestionavelmente, se queremos saber algo sobre o destino que nos aguarda, sobre o que é a vida, é indispensável saber o que é que somos; isto é urgente, inadiável, impostergável.

O corpo físico não é tudo. Um corpo é formado por órgãos, cada órgão é composto de células, cada célula de moléculas e cada molécula de átomos. Se fracionamos qualquer átomo, liberamos energia. Os átomos compõem- se de íons, que giram ao redor dos elétrons, de prótons, de nêutrons, etc, etc Tudo isto sabe a física nuclear. Em última instância, o corpo físico se resume em distintos tipos e subtipos de energia. E isto é interessantíssimo.

O próprio pensamento humano é energia. Do córtex cerebral saem determinadas ondas que podem ser sabiamente registradas. Já sabemos que os cientistas medem as ondas cerebrais com aparelhos muito precisos, registrando-as em microvolts.
Assim, em última instância, nosso organismo se resume em diversos tipos e subtipos de energia. A chamada “matéria” nada mais é que energia condensada. Assim disse Einstein: E = mc2 (energia é igual a massa multiplicada pela velocidade da luz ao quadrado). Einstein também afirmou enfaticamente que a massa se transforma em energia e a energia se transforma em massa. Assim, em última síntese, a chamada matéria não é mais que energia condensada.

O corpo físico tem um fundo ou substrato vital orgânico. Quero referir-me enfaticamente ao Lingam-Sharira dos teósofos, a condensação biotermoeletromagnética. Cada átomo do corpo vital penetra dentro de cada átomo do corpo físico e o faz cintilar. O duplo vital ou corpo vital é realmente uma espécie de duplo orgânico.

Se, por exemplo, um braço desse duplo vital sai do braço físico, sentimos que a mão “dorme”, que o braço “dorme”. Quando o braço vital volta a entrar no braço físico, a pessoa sente uma vibração como a que se sente quando um braço “dorme” e queremos “despertá-lo” – uma espécie de formigamento.

Se tirássemos definitivamente o corpo vital de uma pessoa física, e se não voltássemos a trazê-lo, a pessoa física morreria. Assim, é bem interessante essa questão do corpo vital. Contudo, tal corpo nada mais é que a seção superior do corpo físico, é sua parte tetradimensional. Os vedantinos consideram o corpo vital e o corpo físico como um todo, uma unidade.

Um pouco além desse corpo físico, com sua base vital orgânica, encontramos o “Ego”. O Ego é uma soma de diversos elementos inumanos que carregamos em nosso interior. Tais elementos são denominados ira, cobiça, luxúria, inveja, orgulho, preguiça, gula etc.

Nossos defeitos são tantos que, ainda que tivéssemos mil línguas para falar e um palato de aço, não acabaríamos de enumerá-los.

Assim, o Ego não é mais que isso. Muitas pessoas entronizam o Ego no coração, constroem-lhe um altar, adoram-no… São equivocados sinceros, supõem que o Ego é divino, e nisto estão completamente enganados. Há os que dividem o Eu em dois: “Eu superior” e “Eu inferior”, e querem que o “Eu superior” controle o “Eu inferior”. Não querem essas pessoas dar-se conta de que seção superior e seção inferior de uma mesma coisa são a própria coisa.

O Eu é tempo, é um livro de muitos volumes. No Eu estão todas as nossas aberrações, todos os nossos defeitos, aquilo que faz de nós verdadeiros animais intelectuais, no sentido mais completo da palavra.

Alguns dizem que o alter ego é divino, e o adoram. É outro tipo de escapatória para salvar o Eu, para minimizá-lo. O Eu é o Eu, e isso é tudo.
A morte é uma subtração de frações. Terminada a operação matemática, o que continua são os valores. Estes valores são positivos e negativos, bons e maus. A eternidade os traga, os devora. Na luz astral, estes valores se atraem e repelem de acordo com as leis da imantação universal.

Esses valores são os mesmos elementos inumanos que constituem o Ego. Estes elementos às vezes chocam-se entre si, ou simplesmente se atraem ou repelem. A morte é o regresso ao ponto de partida original. Um homem é o que é sua vida. Se não trabalha sua vida, se não trata de modificá-la, é óbvio que está perdendo seu tempo miseravelmente. Um homem não é mais que isso, o que é sua vida. Nós devemos trabalhar nossa própria vida, para fazer dela uma obra-prima.

A vida é como um filme; quando termina, o levamos para a eternidade. Na eternidade revivemos nossa própria vida que acaba de passar. Durante os primeiros dias, o desencarnado, o defunto, costuma ir para a casa onde morreu, e até mora nela. Se morreu, por exemplo, aos 80 anos, continuará vendo seus netos, sentando-se à mesa; isto é, o Ego está perfeitamente convencido de que ainda está vivo e não há nada que possa convencê-lo do contrário.

Para o Ego nada mudou, desgraçadamente. Ele vê a vida como sempre. Se sentará à mesa, pedirá a comida de sempre. Obviamente, seus familiares não o verão mas, no subconsciente, responderão. Em seu subconsciente, porão na mesa a comida, não a comida física, mas formas mentais, semelhantes aos alimentos que o defunto costumava consumir.

O desencarnado pode ver um velório, mas jamais suportaria que esse velório tivesse alguma coisa a ver com ele. Pensa que o velório corresponde a alguém que morreu, a outra pessoa. Nunca pensaria que é o seu, pois sente-se tão vivo que nem suspeita de sua defunção.

Sai às ruas e vê tudo tão exatamente igual que nada poderia fazê-lo pensar que algo aconteceu. Se vai a uma igreja, verá o padre rezando a missa, assistrá ao rito e sairá da igreja perfeitamente convencido de que está vivo. Nada poderia fazê-lo pensar que morreu. Se alguém fizesse tal afirmação, ele sorriria cético, incrédulo, não aceitaria.
O defunto tem que reviver no mundo astral toda a existência que acaba de passar, mas a revive de uma forma muito natural e através do tempo. Identificado com sua existência, na verdade saboreia cada uma das idades da vida que terminou.

Se morreu aos 80, por exemplo, por algum tempo estará acariciando seus netos, sentando-se à mesa e deitando-se na cama. Mas, à medida que vai passando o tempo, ele irá adaptando-se a outras circunstâncias de sua própria existência; vai vivendo a idade dos 79 anos, dos 77, dos 60 etc.

Se viveu em outra casa na idade de 60 anos, irá àquela outra casa, e até assumirá o mesmo aspecto psicológico que tinha aos 60 anos. E se aos 50 anos viveu em outra cidade, nesta idade se verá na outra cidade, e assim sucessivamente, ao mesmo tempo que seu aspecto psicológico e sua fisionomia vão se transformando de acordo com a realidade que tenha que reviver.

Aos 20 anos, terá exatamente a fisionomia que tinha àquela idade, aos 10 anos será um menino, até que termine de revisar sua vida passada. Toda a sua vida ficará reduzida a somas e subtrações matemáticas. Isto é muito útil para a consciência. Nestas condições, o defunto terá que apresentar-se ante os tribunais da Justiça Objetiva, ou justiça celestial.

Estes tribunais são completamente diferentes dos da justiça subjetiva ou terrena. Nos tribunais da justiça objetiva reinam apenas a lei e a misericórdia, porque é óbvio que ao lado da justiça, sempre está a misericórdia.

Três caminhos abrem-se ante o defunto:

– Umas férias nos mundos superiores, para quem o merece;

– Retornar, de forma mediata ou imediata, a uma nova matriz;

– Descer aos mundos infernos, até a segunda morte de que falam o Apocalipse de São João e o Evangelho do Cristo.

É óbvio que os que conseguem subir aos mundos superiores passam por uma temporada de grande felicidade. Normalmente a alma, ou consciência, se encontra “engarrafada” dentro do Eu da psicologia experimental, dentro do Ego que, como já disse a vocês, é uma soma de diversos elementos.

Mas aqueles que sobem aos mundos superiores abandonam o Ego temporariamente. Nestes casos a Alma, ou Consciência, ou Essência , sai desse calabouço horrível que é o Ego, o Eu, para ascender ao famoso Devachan, do qual nos falaram os hindus; uma região de felicidade inefável, no mundo da mente superior do Universo.

Ali se goza da autêntica felicidade. Ali o desencarnado se encontra com seus familiares que abandonou no tempo. Encontra-se com o que é, diríamos, a “alma” deles.

Posteriormente, a consciência ou Essência abandona também o mundo da mente, para entrar no mundo das causas naturais. O Mundo Causal é grandioso. Nele ressoam todas as harmonias do Universo. Ali se sente de verdade as melodias do infinito. É que cada planeta tem múltiplos sons, os quais, somados entre si, dão uma nota-síntese, que é a nota chave do planeta.

O conjunto de notas-chave de cada mundo ressoa maravilhosamente no coral imenso do espaço estrelado, e isto produz um gozo inefável na consciência de todos aqueles que desfrutam a felicidade do Mundo Causal.

No mundo das causas naturais também encontramos os Senhores da Lei, que castigam ou premiam os povos e os homens. Ali encontramos também os Homens verdadeiros, os homens causais. Ali os encontramos, trabalhando pela humanidade. No mundo das causas naturais encontramos ainda os Principados, os príncipes dos elementos, do fogo, do ar, das águas e da terra.

A vida palpita intensamente nesse mundo. O mundo causal é precioso… Um azul profundo, como o de uma noite cheia de estrelas, iluminada pela Lua, resplandece sempre no mundo das causas naturais. Não quero dizer que não existam outras cores, mas a cor básica é um azul intenso, de uma noite luminosa, estrelada. Os que vivem nesta região são felizes, no sentido mais transcendental da palavra.

Mas todo prêmio, toda recompensa, a longo prazo se esgota, tem um limite. Chega o instante em que a alma que entrou no mundo causal tem que regressar, retornar e descerá inevitavelmente para meter-se novamente dentro do Ego, dentro do Eu da psicologia experimental.

Posteriormente essas almas vêm a impregnar o ovo fecundado, para formar um novo corpo físico – se incorporam em um novo corpo físico, voltam ao mundo. Outro é o caminho que aguarda os que descem aos mundos infernos. Trata-se de gente que já cumpriu seu tempo, seu ciclo de manifestações, ou que foi demasiado perversa. Tais pessoas involuem dentro das entranhas da terra. Dante Allighieri nos fala, em sua Divina Comédia, dos nove círculos infernais; ele vê esses nove círculos no interior da terra.

Nossos antepassados de Anahuac, na grande Tenochtitlán, falam claramente do Mixtlán, a região infernal, que eles também situam no interior de nosso globo terrestre. De forma diferente de algumas outras seitas e religiões, para nossos antepassados de Anahuac, como vimos em seus códices, a passagem pelo Mixtlán é obrigatória e o consideram simplesmente como um lugar de provação, onde as almas são provadas; se conseguem passar pelos nove círculos, inquestionavelmente ingressarão no Éden, no paraíso terrestre.

Para os Sufis maometanos, o inferno não é tampouco um lugar de castigo, mas de instrução para a consciência e de purificação. Para o Cristianismo, em todos os lugares do mundo, o inferno é um lugar de castigo e de penas eternas. Contudo, o círculo secreto do cristianismo, a parte oculta da religião cristã, é diferente. Na parte oculta de qualquer movimento cristão se encontra a Gnose.

O Gnosticismo Universal vê o inferno não como um lugar de penas eternas e sem fim, mas como um lugar de expiação, de provação e de instrução para a consciência.

É óbvio que tem de haver dor nos mundos infernos, pois a vida é terrivelmente densa no interior da terra, sobretudo neste nono círculo, onde está esse núcleo concreto de matéria terrivelmente dura; aí se sofre o indizível. Em todo o caso, os que ingressam na involução submersa do reino mineral devem passar, cedo ou tarde, por isso que se chama, no Evangelho Crístico, a Segunda Morte. Ao estudar essa questão do inferno Dantesco, o Gnosticismo Universal nunca considera que o castigo não tenha um limite.

Consideramos que Deus, sendo eternamente justo, não poderia cobrar de ninguém mais do que aquilo que deve, pois toda culpa, por mais grave que seja, tem um preço e uma vez pago o preço, nos pareceria absurdo continuar pagando. Aqui mesmo, em nossa justiça terrena, justiça totalmente subjetiva, vemos que se alguém vai para a prisão por qualquer delito, uma vez pago o delito é posto em liberdade.

Nem as autoridades terrenas aceitariam que um preso continuasse na prisão depois de haver pago sua pena. Há casos de presos que se acomodam tanto na prisão que, chegado o dia de sair, têm que ser tirados à força. Assim, toda falta, por mais grave que seja, tem seu preço.

Se os juízes sabem disso, quanto mais a Justiça Divina. Se não fosse assim, Deus seria um tirano e bem sabemos que, ao lado da Justiça Divina, nunca falta a misericórdia. Não poderíamos de maneira alguma, qualificar a Deus como tirano; isto equivaleria a blasfemar, e não gostamos da blasfêmia.

A Segunda Morte é, pois, o limite do castigo, no inferno Dantesco. Se o inferno foi chamado de Tartarus na Grécia, ou Averno em Roma, ou Avitch na Índia, ou Mixtlán, na antiga Tenochtítlan, pouco importa. Cada país, cada religião, cada cultura, soube da existência do inferno e o qualificou com algum nome.

Para os habitantes da grande Hespéria (ou país das Hespérides), como lemos na divina Eneida, de Virgílio, o poeta de Mântua, o inferno é a morada de Plutão, aquela região cavernosa onde Enéas, o troiano, encontrou Dido, aquela rainha que se matou por amor, enamorada dele mesmo, após haver jurado lealdade às cinzas de Siqueu.
A Segunda Morte costuma ser muito dolorosa.

O Eu sente que se faz em pedaços, caem seus braços e pernas, e sofre um desmaio tremendo. Momentos depois, a Essência, ou o que há de alma metida no Ego, fica livre, pois o Ego foi destruído. A Essência emancipada, liberada, assume então a figura de uma criança belíssima.

Os Devas da Natureza examinam a Essência liberada para certificar-se que não existe nela mais nenhum elemento subjetivo do Ego, e, em seguida, outorgam à alma a carta de liberação.

Nestes instantes felizes, a alma do falecido penetra por certas portas atômicas, que lhe permitem sair novamente à luz do sol. E então, sobre a epiderme de nosso mundo, a Essência livre, como elemental da natureza, reinicia uma nova evolução.

Os elementais da natureza são de vários tipos. Como autoridade nesta matéria, temos Franz Hartmann, com seu livro Os Elementais.

Temos ainda Paracelso, o grande médico, Felipe Teofrastus Bombastus de Hohenheim, Aureola Paracelso. Em todo o caso, os elementais são a consciência dos elementos, pois sabemos que o fogo, o ar, a água, e a terra não são meramente físicos, como supõem os “ignorantes ilustrados”.

São, mais exatamente, veículos de consciências simples, diríamos primigênias, no sentido mais transcendental da palavra. Assim, os elementais são os princípios de consciência dos elementos, no sentido transcendental ou essencial da palavra.

É óbvio que os que passaram pela Segunda Morte saem à superfície do mundo, reiniciam novos processos evolutivos. Deverão começar pelo mineral, a pedra; prosseguirão pelo vegetal, o animal e por último, terão acesso à vida humana, ou seja, será reconquistado o estado humanóide outrora perdido.

É interessantíssimo ver esses gnomos ou pigmeus, entre as rochas, anõezinhos pequenos com sua longa barba branca. É óbvio que isto que dizemos, em pleno século 20, parece muito estranho… É porque as pessoas se tornaram agora tão complicadas, a mente se desviou tanto das simples verdades da natureza, que dificilmente poderiam aceitar de bom grado estas coisas.

Este tipo de conhecimento é mais bem aceito pelas pessoas simples, que não têm tantas complicações no intelecto. Em todo o caso, quero dizer-lhes que é interessantíssimo o ingresso dos elementais minerais na evolução vegetal.

Cada planta é o corpo físico de um elemental vegetal. Estes elementais das plantas têm consciência, são inteligentes, e há grandes esoteristas que sabem manipulá-los ou manejá-los à vontade. Quem os conhece pode, por meio deles, atuar sobre os elementos da natureza.

Um pouco além dos elementais vegetais, temos os elementais do reino animal. Indubitavelmente, só os elementais vegetais avançados têm direito a ingressar em organismos animais. No reino animal, a evolução sempre começa por organismos simples. Vai-se evoluindo e vai-se também complicando a vida. E chega o momento em que o elemental animal pode assumir organismos muito complexos.

Posteriormente, reconquista o estado humano que outrora havia perdido. Ao chegar a este estágio, a Essência, a Consciência ou Alma, recebe novamente 108 vidas, para sua auto-realização íntima. Se durante essas 108 vidas não se consegue a Autorrealização Íntima do Ser, a roda da vida prossegue girando.

Então se desce novamente às entranhas da reino mineral, com o propósito de eliminar da Essência todos os elementos indesejáveis que de uma ou outra forma aderiram à psique. E repete-se o mesmo processo. Conclusão: a roda gira 3 mil vezes.

Se em 3.000 ciclos de 108 vidas a Essência não se autorrealiza, todas as portas se fecham e a Essência, convertida em um elemental inocente, submerge no seio da Grande Realidade, no grande Alaya do Universo, no Espírito Universal da Vida, ou Parabrahman, como o denominam os hindus, a Grande Realidade.

Esta é então a vida dos que descem ao interior da terra. Vemos então que, depois da desencarnação, uns sobem aos mundos superiores para umas férias, outros descem às entranhas da terra e outros retornam, de maneira mediata ou imediata, voltam, se reincorporaram para repetir sua existência aqui neste mundo.

Enquanto alguém tenha que retornar, ou regressar, tem que repetir sua própria vida. Já dissemos que a morte é o regresso ao ponto de partida original. Já lhes expliquei também que depois da morte, na eternidade, na luz astral, temos que reviver a vida que acaba de passar. Agora direi que ao voltar, ao regressar, temos que repetir toda a nossa vida sobre o tapete da existência.

No primeiro caso, mencionei unicamente a Lei da Transmigração das Almas; que aqueles que completam o ciclo de 108 existências, devem descer às entranhas do mundo. Posteriormente, depois que o Ego esteja morto (pela Segunda Morte), voltam a evoluir desde o mineral até o homem; esta é a Doutrina da Transmigração.

Agora, estou falando da Doutrina do Eterno Retorno de todas as coisas, junto com essa outra lei, a Doutrina de Recorrência. Se alguém, em vez de descer às entranhas da terra, retorna de forma mediata ou imediata aqui ao mundo, é óbvio que terá que repetir sua vida, a vida que terminou.

Vocês dirão que isto é muito chato, todos estamos aqui repetindo o que fizemos na existência passada, no passado retorno. Mas é mesmo tremendamente chato, mas os culpados somos nós mesmos porque, como já lhes disse, um homem é o que é sua vida. Se nós não modificarmos nossa vida, temos então que repetí-la incessantemente.

Desencarnamos e voltamos a tomar corpo. Para quê? Para repetir o mesmo. Voltamos a desencarnar e a tomar corpo, para repetir o mesmo , até que chega o dia em que temos que ir com nossa “música” para outra parte; teremos que descer às entranhas do mundo, até a Segunda Morte.

Mas pode-se evitar essa repetição. Tal repetição é o que se conhece como Lei de Recorrência. Tudo volta a ocorrer tal como sucedeu. Mas por quê – dirão vocês – porque tem-se que repetir o mesmo? Bem, isto merece uma explicação.

Antes de mais nada, quero que saibam que o Eu não é algo autônomo, auto-consciente ou individual. Certamente, o Eu é uma soma de “eus”, no plural. A psicologia comum e corrente, a psicologia oficial, pensa no Eu como uma totalidade. Nós pensamos no Eu como uma soma de “eus”.

Porque um é o Eu da ira, outro é o Eu da cobiça, outro o Eu da luxúria, outro o da inveja, outro o da preguiça, outro o da gula, são diversos Eus; não há um só Eu, mas vários, dentro de nosso organismo. É óbvio que a pluralidade do Eu serve de fundamento à Doutrina dos Muitos, tal como é ensinada no Tibet Oriental.

Em apoio à Doutrina dos Muitos está o Grande Cabir Jesus. Dizem que Ele tirou do corpo de Maria Madalena sete demônios. Não há dúvida de que se trata dos sete pecados capitais: Ira, Cobiça, Luxúria, Inveja, Orgulho, Preguiça, Gula. Cada um desses sete é “cabeça de legião” e como já lhes disse, ainda que tivéssemos mil línguas para falar e um palato de aço, não conseguiríamos enumerar todos os nossos defeitos cabalmente.

Cada defeito é um Eu. Assim, temos muitos Eus-defeitos. Se qualificarmos tais Eus-defeitos de demônios, não estaremos equivocados. No Evangelho Crístico, pergunta-se ao possesso qual é seu nome verdadeiro, e ele responde: “Sou legião. Meu verdadeiro nome é Legião”.

Assim, cada um de nós no fundo é uma legião, e cada Eu-demônio da legião quer controlar o cérebro, quer controlar os sete centros principais da máquina orgânica, quer destacar-se, “subir”, “chegar ao topo da escada “, fazer-se sentir, etc.

Cada Eu-demônio é como uma pessoa dentro de nosso corpo. Se dissermos que dentro de nossa Personalidade vivem muitas pessoas, não estaremos equivocados; em verdade , assim é. Assim, a repetição mecânica dos diversos eventos de nossa existência passada se deve, certamente, à multiplicidade do Eu.

Vamos citar casos concretos. Suponhamos que na existência passada, na idade de 30 anos, tivemos uma briga com outro sujeito em um bar. Caso comum da vida… É óbvio que o Eu da ira foi personagem principal da cena. Depois da morte, esse Eu defeito continua na eternidade e, na nova existência, continua no fundo de nosso subconsciente, aguardando que chegue à idade dos 30 anos para voltar a um bar; em seu interior há ressentimento, e deseja encontrar outra vez o sujeito daquele acontecimento.

Por sua vez, o outro sujeito que tomou parte naquele evento trágico no bar também tem seu Eu, o Eu que quer vingar-se e que permanece no fundo do subconsciente aguardando o instante de entrar em atividade. Assim, ao chegar à idade de 30 anos, o sujeito, ou melhor, o Eu do sujeito, o Eu da ira, o Eu que tomou parte naquele evento trágico, no subconsciente diz: “Tenho que encontrar-me com fulano….”; por sua vez, o outro diz: “Tenho de me encontrar com o tal…”

E, telepaticamente se falam, se põem de acordo e marcam um encontro em algum bar…. Encontram-se fisicamente, pessoalmente, na nova existência, e repetem a cena tal como aconteceu na passada existência.

Isso tudo é feito fora das vistas do nosso intelecto, por baixo do nosso raciocínio, simplesmente somos arrastados a uma tragédia, somos levados inconscientemente a repetir a mesma coisa.

Agora, vejamos o caso de alguém que, à idade de 30 anos, em sua existência passada, teve uma aventura amorosa, um homem com uma mulher.

Aquele Eu da aventura, depois da morte, continua vivo na eternidade. Ao regressar, ao se reincorporar em outro organismo, aquele Eu da aventura continua vivo, aguarda no fundo do subconsciente, nos transfundos inconsciente da vida, da psique, o momento de entrar novamente em atividade.

Chegando à idade da aventura passada, aos 30 anos, diz: “Bem, este é o momento. Agora vou procurar a mulher dos meus sonhos…” Por sua vez, o Eu da mulher dos seus sonhos, o da aventura, diz o mesmo: “Chegou a minha hora, vou procurar aquele homem…” E por baixo (da consciência), os dois Eus se comunicam telepaticamente, marcam um encontro, e cada um arrasta a Personalidade, às costas da nossa inteligência, às costas do “ministério da intelectualidade”. Vem o encontro, e se repete a aventura.

Assim, e ainda que pareça incrível, nós não fazemos nada, tudo nos acontece como quando chove ou como quando troveja.

Se alguém teve em uma passada existência uma disputa por bens materiais, uma casa por exemplo, o Eu daquela disputa continua vivo, e assim também na nova existência, escondido entre as dobras da mente, aguardando o momento de entrar em atividade. Se o pleito foi aos 50 anos, ele aguarda que chegue aos 50 anos, e então diz: “chegou minha hora”.

Certamente que aquele com quem teve o litígio também diz o mesmo, nesse mesmo instante, e se reencontram para outro litígio, repetem a cena.
Então, na verdade, nem sequer temos livre-arbítrio, tudo nos acontece, tudo nos acontece como quando chove ou quando troveja…

Há uma pequena margem de livre-arbítrio, muito pouco. Imaginem um violino dentro de seu estojo. Há uma margem mínima de movimentos para esse violino. Assim também é nosso livre-arbítrio; é quase nulo. Há essa pequena margem, imperceptível, se soubermos aproveitá-la, pode acontecer que então nos transformemos radicalmente e nos liberemos da Lei de Recorrência.

Temos que saber aproveitar isso, mas como? É que na vida prática temos que nos tornar um pouquinho mais auto-observadores. Quando a pessoa aceita que tem uma psicologia própria, começa a observar-se a si mesma, e quando alguém começa a observar-se a si mesmo começa também a tornar-se diferente de todo o mundo.

É na rua, em casa, no trabalho, que nossos defeitos, esses defeitos que levamos escondidos, afloram espontaneamente. E se estamos alertas e vigilantes como a sentinela em tempo de guerra, então os vemos.

Defeito descoberto deve ser julgado, através da análise, da reflexão e da meditação íntima do Ser, com o objetivo de compreendê-lo. Quando alguém compreende tal ou qual Eu-defeito, então está devidamente preparado para desintegrá-lo atomicamente.

E é possível desintegrá-lo? Sim, é possível. Mas necessitamos de um poder que seja superior à mente. Porque a mente por si mesma não pode alterar fundamentalmente qualquer defeito psicológico. Pode passá-lo de um nível mental a outro, pode ocultá-lo ou condená-lo etc., mas jamais alterá-lo radicalmente.Necessitamos de um poder que seja superior à mente, um poder que possa desintegrar qualquer Eu-defeito.

Esse poder está latente no fundo de nossa Psique; é só questão de conhecê-lo para aprender a usá-lo. Tal poder é denominado no Oriente, na Índia, Devi Kundalini, a serpente ígnea de nossos mágicos poderes. Na grande Tenochtitlán, era denominado Tonantzin. Entre os alquimistas da Idade Média, recebe o nome de Stella Maris, a Virgem do Mar. Entre os hebreus, tal poder recebia o nome de Adonia; entre os cretenses era conhecido com o nome de Cibele. Entre os cristãos é Maria, Maya, isto é, Deus-Mãe.

Nós muitas vezes pensamos em Deus como Pai; bem vale a pena pensar em Deus como Mãe, como Amor, como misericórdia. Deus-Mãe habita no fundo de nossa Psique, isto é, está no Ser, mas derivada.

Façamos a distinção entre o Ser e o Eu. O Ser e o Eu são incompatíveis, são como a água e o azeite, que não podem misturar-se.

“O Ser é o Ser, e a razão de ser do Ser é o próprio Ser.” O Ser é o que é, o que sempre foi e o que sempre será. É a vida que palpita em cada átomo, como palpita em cada sol. Assim, Deus-Mãe é uma variante de nosso próprio Ser. É nosso próprio Ser. Mas, derivado. Isto significa que cada qual tem sua Mãe Divina particular, íntima, Kundalini, como dizem os hindus. Estou de acordo com esse termo e considero que cada um de nós pode invocar a Divina Mãe Kundalini, em meditação profunda, e então suplicar-lhe que desintegre aquele Eu-defeito que tenha compreendido perfeitamente através da meditação.

A Divina Mãe o desintegrará, o reduzirá a poeira cósmica. Ao desintegrar-se o defeito, libera-se a essência anímica. Dentro de cada Eu-defeito, há certa porcentagem de essência anímica engarrafada.

Se desintegramos um defeito, liberamos essência anímica, se desintegramos dois defeitos, liberamos mais essência anímica; e se desintegramos todos os defeitos psicológicos que temos em nosso interior, então liberamos totalmente a Consciência. Uma Consciência liberada é uma consciência que desperta, uma consciência desperta.

É uma consciência que poderá ver, ouvir, tocar os grandes mistérios da vida e da morte. É uma consciência que poderá experimentar, por si mesma e de forma direta, Isso que é o Real. Isso que é a Verdade. Isso que está além do corpo, das emoções e da mente.

Quando se perguntou ao Grande Cabir Jesus “o que é a Verdade”, Ele guardou silêncio. E quando fizeram a mesma pergunta ao Buda Gautama Sakyamuni, o príncipe Siddharta, deu as costas e se retirou. A verdade é o desconhecido de momento a momento, de instante em instante. Só com a morte do Ego vem a nós Isso que é a verdade. A verdade tem que ser experimentada, como quando alguém põe o dedo no fogo e se queima.

Uma teoria em relação à verdade, por bela que seja, não é a verdade. Uma opinião sobre a verdade, por muito venerável e respeitável que seja, tampouco é a verdade. Qualquer idéia que tenhamos sobre a verdade não é a verdade, ainda que seja bem luminosa. Qualquer tese que possamos formular com relação à verdade tampouco é a verdade.

A verdade tem que ser experimentada, repito, como alguém põe o dedo no fogo e se queima. Está além do corpo, das emoções e da mente. A verdade só pode ser experimentada em ausência do Eu psicológico. Sem haver dissolvido o Eu, não é possível a experiência do Real.

O intelecto, por brilhante que seja, por mais teorias que possua, não é a verdade. Como disse Goethe, em seu Fausto, “Toda teoria é cinza; só é verde a árvore de dourados frutos que é a vida”.

Assim, nós necessitamos desintegrar o Ego da psicologia. Só assim poderemos experimentar a Verdade. Jesus, o Cristo, disse: “conhecei a Verdade, e ela vos fará livres”. Nós necessitamos experimentá-la diretamente. Quando alguém realmente consegue destruir o Ego, libera-se da Lei de Recorrência, faz de sua vida uma obra-prima, converte-se em um gênio, em um iluminado, no sentido mais completo da palavra.

Quando alguém libera sua Essência, é óbvio que consegue a verdade. A Essência deve ser liberada. E não é possível liberá-la se não dissolvemos o Eu da psicologia. Os que louvam o Eu são ególatras por natureza. O Eu é adorado pelos mitômamos, porque são mitônamos. O Eu é adorado pelos paranóicos, porque são paranóicos. Pelos ególatras, porque são ególatras.

A vida sobre a face da Terra seria diferente se nós dissolvêssemos o Ego, o Eu. Então a Consciência de cada um de nós, desperta e iluminada, irradiaria Amor e haveria paz sobre a Terra.

A paz não é questão de propaganda, nem de apaziguamentos, nem de exércitos nem da OEA nem da ONU, ou nada semelhante. A paz é uma substância que emana do Ser, que vem das próprias entranhas do Absoluto.

Não pode haver paz no mundo, não pode haver verdadeira tranquilidade em todos os rincões da Terra, enquanto os fatores que produzem guerras existam em nosso interior.

É claro que, enquanto dentro de cada um de nós haja discórdia, no mundo haverá discórdia. A massa não é mais que uma extensão do indivíduo; o que é o indivíduo, é a massa, e o que é a massa é o governo, é o mundo. Se o indivíduo se transforma, se o indivíduo elimina de si mesmo os elementos do ódio, da violência, da discórdia, etc, se consegue destruir o Ego, para que sua Consciência fique livre, só haverá nele Isso que se chama Amor.

Se cada indivíduo dissolvesse o Ego, as massas seriam massas de Amor. Não haveria guerras, não haveria ódio. Mas, em verdade, não poderá haver paz no mundo enquanto exista o Ego.

Alguns afirmam que do ano 2001 ou 2007 em diante virá uma era de fraternidade, de Amor. Mas eu, pensando aqui em voz alta, pergunto a mim mesmo e pergunto a vocês: de onde vamos tirar essa era de fraternidade, de paz entre os homens de boa vontade? Vocês crêem que o Ego da psicologia, com seus ódios, com seus rancores, com suas invejas, com suas ambições, com sua luxúria, pode criar uma Idade de Amor, de felicidade etc.?

É óbvio que não. Para que reine de verdade a paz neste mundo, temos que morrer em nós mesmos, destruir o que temos de inumano em nós; o ódio que carregamos, as invejas, os ciúmes espantosos, essa ira que nos faz tão abomináveis, essa fornicação que nos faz bestiais etc.

Enquanto tais fatores continuarem existindo dentro de nossa Psique, o mundo não poderá ser diferente. Ao contrário, se tornará pior, porque através do tempo o Ego irá se tornando cada vez mais poderoso, mais forte e conforme o Ego se manifeste com mais violência, o mundo irá se tornando mais tenebroso. Do jeito que vamos, se não trabalharmos sobre nós mesmos, chegará o dia em que nem sequer poderemos existir, porque nos destruiremos violentamente uns aos outros.

Se se continuasse robustecendo indefinidamente o Ego, assim como vamos, chegaria o momento em que ninguém poderia ter segurança de sua vida, ou seu lar. Um mundo onde a violência terá chegado ao máximo, e onde ninguém poderá ter segurança de sua existência.

O Chamado

Você é chamado... Não tenha nenhuma dúvida quanto a isso! Chamado pela Terra e pelo Espírito a viver uma vida mais intensa e mágica. Chamado a pagar qualquer preço - e receber qualquer recompensa - na busca pela Verdade e Aventura.  Chamado a alçar seus seis sentidos e desenvolver todas as qualidades possíveis - tudo a serviço de um propósito profundo e determinado.

É um irresistível chamado das sereias, que ecoa das cavernas de seu antigo passado tribal, bem como dos redutos ainda não vistos do futuro. Ele toca o coração, causa um formigamento na pele e agita os pés para dançar. Ele o leva a saltar sobre os muros da convenção e do hábito, a escapar para o mundo de seus sonhos e a realizar sua missão mais heróica. Às vezes, é apenas um suave estímulo, como se uma fada com asas de seda gentilmente sussurrase em seu ouvido. Outras vezes, o chamado é um rugido tão alto, que você fica surpreso com o fato de as outras pessoas não o ouvirem.

É possível que você tenha se sentido um pouco diferente dos outros desde a infância. Provavelmente, vivenciou coisas com mais intensidade que as outras crianças, chorando por mais tempo, rindo mais alto - amando, brincando e tentando com mais força. Ser "normal" jamais pareceu ser o seu objetivo. Diferente dos amigos e colegas de escola, que decidiriam ficar entorpecidos para se ajustar, você preferiu sua própria solidão especial ao embotado mundo do mundano. você jamais deixou de acreditar em milagres e mágica, mesmo quando se tornou um especialista em expor ilusões e mentiras. Não importa de onde você venha, seu "lar" é o estado de Admiração.

Ser chamado é ser destinado - destinado a cumprir um propósito essencial e significativo; destinado a empregar seu poder e práticas a serviço de uma causa crucial. Mas diferentemente da "Sorte", o Destino requer sua participação consciente e voluntária. Contudo, cada dia representa uma outra chance de se esconder e ficar inativo; de negar seu chamado sagrado ou evitar as responsabilidades de sua missão. E, do mesmo modo, cada momento é decisivo - outra oportunidade de fazer a magia acontecer, de espalhar amor e realizar coisas boas... de cumprir nosso destino e viver plenamente nossa crença mágica.

Caminhando sob a Senda Mística


  Ao enveredar no caminho obscuro da Senda Mística olhe-se diante do espelho e verás o que te espera – Conhecer a Ti mesmo.
Conhecer a si mesmo não é se fechar sob a caixa de pandora e exigir que se abra.Nem acreditar que somente aquilo que vê e sabe é real.Tente olhar com o olho do outro.Há coisas que somente podem ser vistas e entendidas pelo ponto de vista do outro.Somente assim poderá aprender o que o outro escreveu e ensinou.

E então poderá despertar o seu mestre interior e ver com seus próprios olhos.Ao adentrar no olho do outro aprenda como se faz,porque se faz e o que se faz.E ao retornar a olhar com seus próprios olhos, respire fundo e faça.

Nenhum conhecimento pode ser declarado conhecimento se não houver ação.Se criares barreiras entre o seu modo de ver e o dos outros,viverá fechado e comprimido em si mesmo.Ao ver com os olhos dos outros,poderá entendê-los e saber o que realmente estão pensando.Quando aconselha alguém com o seu ponto de vista na intenção de dizer o que você faria em vez de entender o que ele deve fazer do ponto de vista dele,comete um sacrilégio contra a vontade humana.

Por isso,é importante não tentar entender ou julgar os outros pelo seu ponto de vista.Ninguém tem o direito de viver a vida do outro,principalmente fazendo-os enxergar apenas a nossa vida como exemplo,por achar, de forma egoísta, que sabemos exatamente como eles devem viver.Quando lemos um livro importante ou quando somos guiados por um mestre espiritual conhecemos o que os outros pensam.

Ser guiado não é o mesmo que ser alienado,alienação e entregar aos outros a sua vontade.E é por esse motivo que se procura conhecer a si mesmo e despertar seu mestre interior para poder enxergar com os próprios olhos.

Aquele que caminha sob a Senda Mística pode ser acusado de fugir ao problema no que se refere à verdade, ainda que não descubra a “verdade em si”, irá descobrir que tudo possui uma questão cultural, uma falsa consciência e muitas circunstâncias desconhecidas,
relevantes para sua descoberta.

Na realidade, se acreditarmos já possuirmos a verdade, perderemos o interesse em descobrir as próprias intuições que nos conduziriam a uma compreensão aproximada e não estaríamos prontos para entender os dogmas e os paradigmas que criamos.

Os paradigmas são modelos, diretrizes, formas de pensamento ou caminhos e teorias que construímos.Ao romper um paradigma surge um outro, ao quebrar uma regra forma-se outra.Se disser que não “existe regras e que tudo é feito pela vontade”, acaba formando uma nova regra.
Quando se muda um paradigma não significa falta de lei ou de ordem.Tudo tem um significado e uma representação,mesmo sendo nós os grandes produtores desses paradigmas.

Para isso,não podemos enxergar apenas pelo meio da causa e efeito ou pela ação e reação.Em um tudo há um significado ou uma representação.Há um significado na causa e outro no efeito.
Até mesmo o acaso possui um significado.

Eles podem representar uma manifestação da vontade e da lei.Ao conceder a experiência mística o único meio adequado de se revelar ao homem sua natureza e sua espiritualidade,ainda é preciso admitir que o elemento inefável almejado para adentrar na senda do conhecimento espiritual não pode ser possível sem uma mudança de postura,autoconhecimento,de conhecimento social e cultural estabelecido pelos conceitos éticos e morais.

O conhecimento cognitivo que se processa no interior do cérebro não é suficiente para embrenhar na Senda Mística.Este conhecimento lógico não é a única forma de aprendizagem.
É preciso um conhecimento de sensibilidade,que venha do tato e que não passa apenas pelo cérebro.

É necessário visualizar,pegar,sentir,tatear com as mãos,abstrair e concretizar conhecimentos para poder imaginar e despertar a Fé em si mesmo.
Nenhum conhecimento está centrado exclusivamente no cérebro,mas também nos sentidos,na percepção e na intuição.

As bases fundamentais são:
Conhecer a ti mesmo,a Fé,Conhecimento e a Vontade.

Conhecer a ti mesmo é o primeiro desafio para obter consciência de si mesmo e do que é capaz.
Não se pode dizer que conhece tudo o que está ao redor se não conhece a si mesmo.Somente conhecendo sua divindade e seu demônio saberá o que é capaz de fazer.

O segundo desafio é a Fé em si, revelar sua divindade interior.A Fé é mais que um requisito é a sublime transparência do Sou.A manifestação do Sou reflete a força interior e exterior que desnuda o que está dentro de si, a Fé.

O terceiro desafio é o Conhecimento.Conhecer é aprender,seguir o coração,o seu corpo,sua mente e seu espírito no caminho da espiritualidade e da evolução do ser humano.O conhecimento está estritamente ligado com todos os sentidos da natureza humana,e é o que dará o impulso no movimento de suas forças.

O quarto desafio é a Vontade e está intrínseco a todos desafios.É impossível obter sucesso se não houver vontade.Não há base única,nem deve ser visto com pessimismo o fato de não possuir nenhum desses atributos,porém,para permanecer na Senda é preciso,no entanto,buscar estes desafios tornando-se uma pessoa de ação.

Engana-se aquele que acha que tudo é simples.Na realidade a simplicidade das coisas está na complexidade do que é.Somente com predisposição de aprender e humildade poderá,então,seguir adiante caminhando pela Senda Mística.

Guia das Bruxas

Este guia foi criado para quem está começando a estudar Bruxaria e quer ter uma linha a seguir.
Lembrando sempre, que  há muitos direcionamentos para você escolher, e talvez você siga uma Tradição, um coven.
Sou Uma Bruxa Solitária por escolha, pois assim atribuo a minha liberdade no meu caminhar, e não esqueço um minuto se quer de minha responsabilidade ampla e necessária, permanente em meu caminhar.
Sinta-se à vontade para adicionar suas próprias contribuições, pois o estudo é pessoal.
História da Bruxaria
- Como eram as formas de religiosidade no período Paleolítico
- O surgimento do culto a uma Deusa da fertilidade e ao Deus das caças
- Mitologias antigas
- Como o casal divino era cultuado nas religiões antigas
- Como a divindade era vista nas civilizações antigas
- O surgimento do Cristianismo
- A resistência pagã na Gália e na Britânia
- Fusões entre crenças pagãs e cristãs na Europa
- A Bruxaria sendo repassada de maneira oral
- Costumes africanos relacionados à magia
- Bruxaria no Brasil colônia
- Por que as Inquisições surgiram
- O renascimento da Bruxaria do início do século XX até a década de 1950
- O impacto do feminismo e do movimento hippie na Wicca
- O papel dos Estados Unidos na divulgação da religião
- Início das atividades públicas pagãs no Brasil
- O Paganismo nas lendas indígenas
Princípios & Crenças
- Quais as divindades que as bruxas e os bruxos acreditam?
- Qual a relação que se tem com tais divindades?
- A diferença entre a crença nos deuses pagãos e no Deus cristão
- A importância da Terra e da Natureza
- O conceito de imanência
- Os "dogmas" da Wicca
- Diferenças de crenças entre práticas pagãs distintas
Comportamento
- Pensamentos e ações de um bruxo ou bruxa - eles se confrontam? eles se completam?
- A relação com a Natureza
- Reciclagem e outras formas de contribuição ao meio-ambiente
- O impacto do aquecimento global
- Crenças cristãs que ainda podem estar enrraizadas e os motivos - como trabalhá-las?
- O que impede alguém de praticar livremente
- Princípios da Bruxaria e do Paganismo dentro de cada um
- Reflexão sobre o sacerdócio - qual seu papel para a religião?
- Contemplação da Natureza: mar, vento, estrelas, astros, plantas etc.
Influências Externas
- O impacto das Inquisições naquela época e ainda hoje
- O preconceito resultante da relação entre a política e as religiões
- Por que há muitas pessoas procurando a Bruxaria hoje?
Divindades
- A Grande Mãe
- O Deus Cornífero
- O culto ao casal divino na Wicca e em outras vertentes
- Mitologias que ainda sobrevivem
- As faces de uma mesma Deusa e de um mesmo Deus
- Monoteísmo, duoteísmo ou politeísmo?
Teoria da Magia
- Diferença entre evocações e invocações
- Magica branca X magia negra
- Energia e poder - o que são, na Bruxaria?
- Os quatro elementos e o alcance do éter
- Reflexão sobre os quatro elementos em tudo o que existe
- Estudos sobre os arcanos maiores e menores do tarô
Instrumentos Mágicos
- Por que usar instrumentos mágicos?
- Os quatro principais instrumentos e sua relação com os elementos e os naipes do tarô
- Formas de consagração dos instrumentos mágicos
Práticas
- O significado, importância e uso do círculo mágico
- Maneiras de se lançar um círculo
- O conceito de elementais, lares e outros seres mágicos
- Conexão e equilíbrio com os quatro elementos em nosso corpo
- A energia mágica das plantas
- Preparo de poções, unguentos, pós, cataplasmas e filtros com ervas
- Cultivo e armazenamento das ervas
- Correspondências mágicas
- Criação de rituais e feitiços
- Etapas dos trabalhos mágicos
- Criação, elevação e direcionamento de energias
- Confecção de talismãs e amuletos
- Exercícios de respiração, relaxamento, visualização, centramento, aterramento etc.
- Uso de oráculos
- Auto-defesa psíquica
Roda do Ano
- A influência da Lua em nossas vidas
- A importância do Sol para a humanidade e o planeta
- Os festivais celtas da colheita
- A distorção do Halloween
- Semelhanças e diferenças entre celebrações cristãs e pagãs
- O motivo pelo qual celebramos as mudanças de fases da Lua
- As quatro estações
- Características de sua região durante toda uma roda
- Modo de celebrar cada sabá e esbá
- A energia de cada dia da semana
- Horas mágicas - o que são e para que servem
- Costumes relacionados a cada sabá
- Lua Negra e a sombra
Tradições & Vertentes
- Definição de tradição
- A importância da iniciação nas tradições
- Formação de grupos e covens
- Prática individual X prática em grupo
- Tradições e vertentes conhecidas - suas diferenças e semelhanças
- Inserção de mitos brasileiros nas práticas pessoais
- Bruxaria tradicional X Bruxaria moderna
Em nosso estudo incluimos também Filosofia, tratamentos terapêuticos, Esoterismo, Herbologia entre outros.
O estudo na Bruxaria é muito amplo, precisamos adentrar em muitos caminhos paralelos, para compreendermos o caminhar poderoso e mágico da Bruxaria em sí.
Quanto mais conhecimentos é adquirido, mais a Bruxa e o Mago obtém poder mágico.
Entre a Teoria e a prática, galgamos o mundo mágico do conhecimento, que só nos beneficia, assim transformando a nossa vida bem mais mágica e completa.
O conhecimento nos faz crescer e fortalece nosso sucesso e bem viver.
Só por isso já somos beneficiados no VIVER!
Nada se perde ao trilhar o mundo dos conhecimentos, mas adquirimos algo muito mágico que chamo de SABEDORIA!Bruxos e Bruxas estudam sempre porque o aprendizado nunca acaba.
Então, bom estudo.

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