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Demonologia é o estudo sistemático dos demônios. Quando envolve os estudo de textos bíblicos, é considerada um ramo da Teologia. Por geralmente se referir aos demônios descritos no Cristianismo, pode ser considerada um estudo de parte da hierarquia bíblica. Também não está diretamente relacionada ao culto aos demônios.


sábado, 14 de março de 2015

Castas Angélicas

As castas foram criadas após Deus ter vencido Tehom, a deusa do Caos e assumindo o comando do universo. E nessas castas, os anjos foram colocados para assumir suas funções.

    Querubins

Anjos guerreiros. Seus poderes são baseados em força, percepção, furtividade.

    Serafins

Nobres, políticos e burocratas. Mestres na persuasão e na manipulação da mente.

    Elohins

Vivem no plano físico, geralmente disfarçados de seres humanos. Hábeis em se adaptar a etnias e grupos sociais.

    Ofanins

Anjos da Guarda. Seres bondosos, que vagam no plano astral ajudando os seres humanos. Carismáticos, são capazes de controlar emoções.

    Hashmalins

Torturadores, anjos da punição. Controlam os espíritos e as trevas.

    Ishins

Celestes responsáveis por governar as forças elementais, fogo, terra, água e ar

    Malakins

Sua missão é estudar o universo e a humanidade. Reclusos, podem moldar o tempo e o espaço.
Sete Céus

O paraíso é dividido em camadas, e essas camadas foram chamada de "céus". Ao todo são sete céus. Em cada céu abriga um mundo diferente com anjos diferentes e o último, é onde esta Deus, adormencendo no Monte Tsafon.

    Primeiro Céu

Tártaro. Lar dos ishins, abriga os quatro reinos elementais. É a camada mais próxima da terra

    Segundo Céu

Gehenna. O purgatório. Uma dimensão de escuridão e torturas, destinada a deter prisioneiros e almas em penitência.

    Terceiro Céu

Éden Celestial. Destino da alma dos justos após a morte.

    Quarto Céu

Acheron. Camada intermediária. Contém as fortalezas angélicas e os campos de guerra.

    Quinto Céu

Celestia. Aqui ficam o Palácio Celestial, as cidades aladas e as catedrais celestes. Era o ponto de reunião dos arcanjos antes da guerra civil.

    Sexto Céu

Raqui'a. Região controlada pelos malakins. Usada como retiro e pavilhão de estudos

    Sétimo Céu

Tsafon. Onde Deus descansa


Os Anjos são uma raça de seres divinos e poderosos nativos do Céu. Eles foram criados, por Deus, antes dos seres humanos.

Os anjos são seres extremamente poderosos no mundo sobrenatural. Suas formas verdadeiras ou rostos são fatais para a maioria dos mortais, no entanto, algumas pessoas especiais podem ver seus rostos verdadeiros, sem sofrer efeitos duradouros; demônios também não pode olhá-los na sua forma verdadeira, sem danificar o seu hospedeiro ja que a pessoa para receber um anjo em seu corpo tenha uma Fe Verdadeira uma crença em Deus pois tanto um anjo normal pode tomar seu corpo emprestado como um Anjo da morte e A ideia de um "anjo da morte" está presente em várias religiões. O "anjo da morte" é conhecido como Samael, Sariel ou Azrael no Judaísmo; como Malak Almawt no Islã; como Yama ou Yamaraja no Hinduísmo e como o Ceifeiro da Morte na ficção popular. Em várias mitologias, imagina-se o anjo da morte como qualquer coisa de um esqueleto encapuzado com uma foice a uma bela mulher ou criança pequena. Embora os detalhes variem, a crença principal é que um ser vem a uma pessoa no momento da morte - seja causando a morte ou simplesmente observando-a com o propósito de levar essa alma para a morada dos mortos.

Este conceito do "anjo da morte" não é ensinado na Bíblia. Em nenhum lugar a Bíblia ensina que haja um anjo especial encarregado da morte ou que esteja presente sempre que uma pessoa morre. Segundo Reis 19:35 descreve um anjo colocando à morte 185.000 assírios que invadiram Israel. Alguns também interpretam Êxodo capítulo 12, o qual descreve a morte dos primogênitos do Egito, como o trabalho de um anjo. Embora isso seja possível, a Bíblia em nenhum lugar atribui a morte dos primogênitos a um anjo. Seja qual for o caso, embora a Bíblia descreva anjos causando a morte sob o comando do Senhor, a Escritura nunca ensina que exista um anjo específico da morte.

Deus, e somente Deus, é soberano sobre o momento da nossa morte. Nenhum anjo ou demônio pode de qualquer forma causar a nossa morte antes do tempo que Deus determinou. De acordo com Romanos 6:23 e Apocalipse 20:11-15, a morte é separação – separação de nossa alma e espírito do nosso corpo (morte física) e, no caso dos incrédulos, a separação eterna de Deus (morte eterna). A morte é algo que ocorre. A morte não é um anjo, um demônio, uma pessoa ou qualquer outro ser. Os anjos podem causar a morte e podem fazer parte do que nos acontece após a morte, mas não há tal coisa como o "anjo da morte".

Anjo caído


Um 'Anjo caído é um demónioPE ou demônioPB, do grego δαίμων (o que divide), que na tradição judaico-cristão, é um ser intermediário entre o homem e Deus, um anjo que, após uma guerra nos céus1 , afastou-se do plano divino, tornando-se voluntariamente um espírito do Mal.
Na teologia cristã (católica, ortodoxa e protestante) e o Anjo Caído ou Anjo Decaído é um anjo que cobiçando um maior poder, acaba se entregando "às trevas e ao pecado". O termo "anjo caído" indica que é um anjo que caiu do Paraíso. O Anjo Caído mais famoso é o próprio Lúcifer. Os Anjos Caídos são bastante comuns em histórias de conflitos entre o bem e o mal.
Para os cristãos, os demônios são anjos maus que, chefiados por Lúcifer ou Satanás, se rebelaram contra Deus, pecando por orgulho, como se pudessem tornar iguais ao Criador e foram, por isso, condenados e precipitados, para sempre, no inferno. O cristianismo ensina que Deus não criou seres propensos ao mal e nem os condenou ao Inferno, foram eles que usando de seu Livre Arbítrio se rebelaram e condenaram a si próprios. O Credo e a Sagrada Escritura nos ensinam que Deus criou todas as coisas, visíveis e invisíveis. Assim, os primeiros seres que Ele criou foram os puros espíritos, ditos Anjos, dos quais alguns se revoltaram contra o Criador, tornando-se demônios, condenados eternamente . A Escritura e a Tradição afirmam que o Diabo foi primeiro um anjo bom, criado por Deus. Em 1215, o Quarto Concílio de Latrão afirmou: “De fato, o Diabo e os outros demônios foram por Deus criados naturalmente bons; mas eles, por si, é que se fizeram maus”. A Bíblia fala do pecado destes anjos caídos . O ‘’Catecismo da Igreja Católica’’ ensina que “a queda consiste na livre opção destes espíritos criados, que radical e irrevogavelmente recusaram Deus e o seu Reino. Encontramos um reflexo desta rebelião nas palavras do tentador aos nossos primeiros pais: ‘Sereis como Deus’ . O Diabo é ‘pecador desde o princípio’ (1 Jo 3, 8), ‘pai da mentira’ (Jo 8, 44). É o caráter irrevogável da sua opção, e não uma falha da infinita misericórdia de Deus, que faz com que o pecado dos anjos não possa ser perdoado” (CEC art. 392 e 393). São João Damasceno em sua obra “A fé Ortodoxa” (II, 4: PG 94, 877) afirma: “Não há arrependimento para eles depois da queda, tal como não há arrependimento para os homens depois da morte”. Assim, por detrás da opção de desobediência dos nossos primeiros pais, há uma voz sedutora, oposta a Deus (Gn 3, 1-5) a qual, por inveja, os faz cair na morte (cf. Sb 2, 24). A Escritura e a Tradição vêm neste ser um anjo decaído, chamado de Satanel (cf. CEC art. 391). Ensina a doutrina que os demônios, sendo inimigos da natureza humana assumida pelo Verbo de Deus, agindo por ódio contra Deus e pela inveja que têm ao gênero humano (cf. Mt 8,16; Ef 6,12; 1 Pd 5, 8), procura induzir o homem ao mal, podendo mesmo, com permissão divina, causar-lhe algum dano ao corpo e aos bens que possui, como aconteceu com Jó. O Papa Paulo VI, tratando do assunto, reafirmou que "Os demônios estão na origem da primeira desgraça da humanidade: foi o tentador pérfido e fatal do primeiro pecado, o pecado original (Gn 3; Sb 1, 24). Com a queda do homem, o Diabo adquiriu um certo poder sobre o homem, do qual só a redenção de Cristo pode libertar. É história que dura ainda hoje. Recordemos os exorcismos do Batismo e as frequentes referências da Sagrada Escritura e da Liturgia ao agressivo e premente poder das trevas (Cf. Lc 22, 53; Cl 1, 13). O Diabo é o 'adversário número um', é o tentador por excelência. Sabemos, portanto, que este ser obscuro e perturbador existe realmente e que ainda atua com astúcia traiçoeira. É o adversário oculto que semeia erros e desgraças na história humana ...


O 'Anjo Mau' é o homicida desde o princípio ... e o 'Pai da Mentira', como o define Cristo (Cf. Jo 8, 44-45); é o insidiador sofista do equilíbrio moral do homem. É ele o pérfido e astuto encantador que sabe insinuar-se em nós, através dos sentidos, da fantasia, da concupiscência, da lógica utopista, ou dos desordenados contatos sociais na realização de nossas obras para introduzir-lhes desvios, tão nocivos quanto, na aparência, conformes com as nossas estruturas físicas ou psíquicas, ou com as nossas profundas e instintivas aspirações". O mesmo pontífice afirmou que "A fumaça de Satanás está entrando pelas frestas da Igreja", ou seja, o Diabo e seus demônios não deixam de perseguir e atacar os membros da Igreja, sejam leigos ou clérigos, do mesmo modo ameaçador que tentou a São Pedro e os demais apóstolos (Cf. Lc 22, 31). Mas, os poderes infernais jamais prevalecerão contra a Igreja, em sua organização e doutrina (Mt 16, 18). Em sua providência, Deus não permite que sejamos tentados acima de nossas forças, de sorte que sempre podemos e devemos resistir aos demônios, como fez Cristo e nos exorta o apóstolo São Tiago (Cf. MT 4; Tg 4,7; 1 Cor 10,13. A doutrina ensina que os demônios procuram arrastar ao inferno as almas humanas, empregando para isto as tentações e as obsessões. As tentações são más inspirações e ciladas armadas contra as almas dos homens, devido à natureza perversa dos homens, da qual os demônios se aproveitam. As obsessões são os tormentos sensíveis que os demônios exercem no corpos. Contudo, sabe-se pelos Evangelhos que , além das tentações ordinárias e obsessões malignas, pode haver raros casos de possessão diabólica (Mt 8, 28-32; 12,22), ou seja, um demônio se apodera da ação humana, tomando posse do corpo do homem, usando-o como instrumento para blasfêmias e maldições. A doutrina ensina que “A graça é a defesa decisiva contra os ataques dos demônios. O cristão deve ser militante; deve ser vigilante e forte, recorrendo às vezes a algum exercício ascético especial, para afastar determinadas invasões diabólicas. Jesus ensina isto, indicando como remédio a oração e o jejum (Cf. Mc 9,29) e a Igreja recomenda a confiante devoção de cada homem ao seu Anjo da Guarda. O ‘Catecismo da Igreja Católica’ conclui que: “o poder de Satanás não é infinito. Satanás é uma simples criatura, poderosa, pelo fato de ser puro espírito, mas, de qualquer modo, criatura: impotente para impedir a edificação do Reino de Deus. Embora Satanás exerça no mundo a sua ação, por ódio contra Deus e o seu reinado em Jesus Cristo, e embora a sua ação cause graves prejuízos – de natureza espiritual e indiretamente, também, de natureza física – a cada homem e à sociedade, essa ação é permitida pela Divina Providência, que com força e suavidade dirige a história do homem e do mundo. A permissão divina da atividade diabólica é um grande mistério. Mas, ‘nós sabemos que Deus concorre em tudo para o bem daqueles que O amam’ (Rm 8, 28)”.
Existem várias imagens de um Anjo Caído, algumas muito parecidas com a de um "Anjo Luminoso". Entre elas, podemos citar: um homem com grandes e negras asas de morcego; um anjo sem a sua auréola e com as asas de penas negras; um homem com a metade direita com asas de anjo e a metade esquerda com asas de demônio, um anjo bom com uma asa quebrada e até mesmo como um anjo comum, porém sem o carisma e a graça angelical deste.
Há letras de músicas que citam Anjo Decaído. Uma das mais famosas mas no entanto longe de ser a única que aborda o assunto tão explicitamente é a Sympathy for the Devil da banda inglesa Rolling Stones. Nesta música o anjo decaido era no Céu como um grande maestro que conduzia a orquestra de Deus. Zeca Baleiro cita na música Heavy metal do senhor, uma banda do diabo formada por anjos decaídos. Há também a música da consagrada banda de Heavy Metal Inglesa Iron Maiden "The Fallen Angel" que aborda a história da rebeldia de Azazel e sua cobiça pelo paraíso

quinta-feira, 12 de março de 2015

Bizarro: Conheça a história de Annabelle, a boneca do diabo





Tida como como verdadeira, a história fala sobre uma boneca possuída, que foi responsável por várias manifestações demoníacas nos Estados Unidos, na década de 70. Contam que tudo começou quando a jovem Donna foi presenteada com uma antiga boneca por sua mãe. Ela havia acabado de entrar para a faculdade e dividiria um apartamento com sua amiga Anngie, uma enfermeira.

Apesar de ter achado o presente um tanto infantil, Donna deixava a boneca sobre sua cama todas as manhãs. Foi então que ela e Anngie começaram a perceber coisas estranhas acontecendo no apartamento. A própria boneca começou a se mexer, primeiro com movimentos quase imperceptíveis, como a mudança da posição das mãos; depois, passou a aparecer em outros cômodos do apartamento.






Para deixar as coisas ainda mais estranhas, mensagens a lápis em pergaminho super antigos começaram a surgir na casa. Donna achava aquilo tudo muito medonho, até porque ela e sua amiga não tinham aquele tipo de material tão antigo. As mensagens também eram arrepiantes, sempre pedindo por ajuda
Donna e Anngie resolveram recorrer a um médium quando encontraram, certa vez, as mãos da boneca ensanguentadas. Foi então que elas descobriram que o espírito de uma menina, Annabelle Higgins – que morava naquele mesmo apartamento -, possuía a boneca.

Aparentemente, Annabelle só tinha 7 anos quando morreu e havia encarnado no brinquedo por precisar de atenção e carinho. Donna, então, se compadeceu com a história e permitiu que a boneca possuída permanecesse na casa.

Mas, parece que essa não foi uma boa escolha. Coisas ruins começaram a acontecer. A boneca, inclusive, tentou matar enforcado um amigo de Donna, que dormiu no apartamento uma noite. Como não conseguiu matar o rapaz, no dia seguinte ela voltou a atacá-lo, mas de uma forma mais sobrenatural: Annabelle preparou uma emboscada para o rapaz, o atraindo para a sala. Quando estava sozinha com ele, um ser invisível lhe enfiou as garras no peito, deixando sua pele cortada e sua camisa cheia de sangue. O mais impressionante de tudo é que o ferimento, quente e profundo, se fechou quase na mesma hora.
Donna, então, tomou uma decisão drástica. Contatou um padre, conhecido por lidar com possessões. Além disso, o casal Ed e Lorraine Warren – famosos por tratar com assuntos demoníacos e paranormais – também se interessou pelo caso e tomou frente das investigações. No final das contas, eles descobriram que, na verdade, a boneca não estava possuída, mas que havia um espírito que manipulava o brinquedo para se aproximar das pessoas, na tentativa de conseguir um hospedeiro humano!

O apartamento das meninas foi exorcizado por dias e a boneca foi levada pelo casal para o Museu Ocultistas, em Connecticut. Nesse lugar – que eles construíram especialmente para guardar objetos e relíquias dos casos que resolviam – foi preparado um espaço especial para Annabelle, onde ela permanece até hoje em exposição.




terça-feira, 3 de março de 2015

A lenda por de trás do filme "A Bruxa de Blair

No filme, três estudantes de cinema embrenham-se nas matas do estado de Maryland para fazer um documentário sobre a lenda da bruxa de Blair, e desaparecem misteriosamente. Um ano depois, uma sacola cheia de rolos de filmes e fitas de vídeo foi encontrada na mata. As imagens registradas pelo trio dão algumas pistas sobre seu macabro destino. O filme foi um imenso sucesso, tanto que os diretores, que haviam gasto na obra algumas dezenas de milhares de dólares, faturaram algumas centenas de milhões de verdinhas, se aposentaram logo em seguida. Ou seja o filme não era verdadeiro, como alguns chegaram a pensar na época, mas foi filmado para ser, tanto que os personagens Heather Donahue, Joshua Leonard e Michael Williams, são os nomes reais dos atores...A pouco tempo pudemos ver Heather, no filme "Cadáveres 2". A história do filme pode não ser real, mas o filme foi baseado em uma lenda, e nós vamos conhecer ela agora...


A história dessa cidade, chamada de Blair, é mais antiga do que se possa imaginar, remontando o ano de 1771 que foi a data de sua fundação, quando ela tinha não mais do que duas ruas e uma dúzia de casas. Durante 14 anos a cidade prosperou normalmente, até que no fim de 1785, uma mulher que vivia no local, Elly Kedward, foi acusada de bruxaria. Algumas crianças disseram que ela as levava para sua casa e tirava sangue dos pequenos.



No meio do inverno daquele ano, a mulher bruxa foi considerada culpada e foi expulsa do vilarejo, sendo deixada na floresta a sua própria sorte, o que certamente deve ter causado sua morte. Talvez ela tenha morrido congelada, mas dizem que ela se afogou depois de cair na água gelada enquanto andava na floresta a noite.



 Um ano se passou até que as coisas começaram a ficar feias na cidade. Durante o rigoroso inverno de 1786, todas as crianças e adultos locais que haviam acusado Elly de bruxa simplesmente desapareceram sem explicação alguma. Todos que sobraram juraram jamais citar o nome da bruxa de novo.

Muitos anos se passaram e um novo século havia surgido. E foi no ano de 1809 que um misterioso livro surgiu, com o nome de "O Culto da Bruxa de Blair". A única edição dele está bastante destruída e mal pode-se ler seu conteúdo, mas pequenas partes ainda legíveis nos revelam que ele conta a história de Elly, a bruxa que foi abandonada na floresta para morrer.


A velha horrorosa arrancou a cabeça do menino do corpo e manchou toda a Igreja com o sangue quente dele. Notei que um dente de cão surgia na perna dela… e ela controlava os animais da floresta.”

“Dentro dos buracos da falada parede, encontraram diversos marionetes, feitos com gravetos e pedaços de pano, todos sem cabeça.”

“Despertando em uma noite, ele viu claramente uma mulher entre o berço e as camas ao lado, olhando sobre ele. Ela desapareceu… E ele encontrou todas as portas batendo… Logo viu a mesma mulher, na mesma aparência novamente, e disse: “Em nome de Deus, o que é que você é?” Ela caminhou para longe e no seu lugar havia sangue…”

“Ela foi acusada de bruxaria por diversas crianças na vizinhança, Kedward antes dos magistrados, negou a acusação que está sendo colocada em cima dela…”


Em 1825, logo depois da cidade deixar de se chamar Blair e se tornar Burkittsville, as coisas começaram a ficar realmente assustadoras, pois a morte de uma criança fez com que todos temessem a volta da bruxa, pois no mês de agosto daquele ano, 11 pessoas assistiram uma menina de apenas dez anos morrer afogada no riacho Tappy East. Todos que assistiram o terrível acontecimento dizem que viram claramente uma mão pálida brotar da água e puxar a menina para morte.

O corpo dela jamais foi encontrado, apesar de todos o esforço. E parecia que algo não queria que fosse, pois durante 13 dias após o afogamento, o riacho ficou obstruído por madeiras e gravetos, como se quisessem dificultar as buscas.

Depois disso, a cidade viveu uma época de calmaria. A lenda da Bruxa foi quase esquecida por todos, mas apesar de 60 anos terem passado sem uma grande tragédia, parece que a maldição estava apenas adormecida, pois em 1886 ela voltou com uma força jamais antes vista nesse mundo.

Robin Weaver era um menino de oito anos, morador da cidade de Burkittsville, que um dia no passado havia sido a vila de Blair. Mas apesar do lugar ter mudado de nome, a floresta maldita ainda estava lá, esperando algum desavisado. E para o azar de Robin e sua família, ele acabou se perdendo lá em uma tarde, e quando a noite chegou com toda sua escuridão o garoto não retornou, fazendo todos temerem o pior.

Assim que a notícia do desaparecimento se espalhou pelo local, uma equipe de busca foi montada para tentar resgatar o garoto. Dessa maneira, cinco homens partiram em uma jornada noturna para dentro da floresta da Bruxa, sem temerem nada, pois o que poderia acontecer com eles estando todos juntos?

Mais de um dia se passou, e o grupo de busca não retornou, muito menos o menino sumido. Pensando que talvez os homens estivessem perdidos, talvez por causa da noite ou quem sabe a floresta poderia ter os enganado. Por esse motivo, uma segunda equipe partiu em busca da primeira e ainda acreditando que poderiam achar o pequeno garoto.

Depois de algumas horas de busca, os primeiros homens foram encontrados, mas aquela altura eles eram apenas pedaços, pois todos tinham sido estripados e suas vísceras estavam espalhadas pelo chão, com os rostos deformados e as mãos amarradas. Vendo aquela cena infernal, o segundo grupo partiu de volta para cidade, tentando encontrar ajuda para remover o que havia sobrado dos corpos. Para a surpresa de todos, os mortos simplesmente haviam sumido do lugar onde foram encontrados, e nas folhas restava apenas um pouco de sangue seco.

As buscas foram suspensas, pois não havia ninguém com coragem o bastante para entrar na maldita floresta de novo, pois todos temiam o mesmo fim dos primeiros homens que lá entraram. Por isso, Robin Weaver jamais foi visto nesse mundo novamente e seus pais não tiveram um corpo para enterrar.

Durante muitos anos, poucos ousaram entrar na floresta, temendo por suas vidas e a lenda da Bruxa que permanecia viva na mente de todos. Contudo, em 1925, doze anos depois de ter ido morar na cidade de Burkittsville, Rustin Parr resolveu construir uma casa no meio da mata, em um lugar que ficava a mais de quatro horas de caminhada da cidade.




Certamente muitas pessoas pensaram que ele estava louco, mas após cinco anos de muito trabalho, a casa ficou pronta. Durante algum tempo Rustin ainda ficou na cidade, pois trabalhava na loja do seu tio, mas após sua tia morrer a loja foi fechada e seu tio foi morar em outro lugar. Sem mais nada que o prendesse ali, ele foi morar de vez no meio do mato e cada vez menos era visto em Burkittsville. Dizem que chegou a um ponto onde ele aparecia na cidade apenas duas vezes ao ano.

Nesse tempo, os moradores pensavam que talvez tudo que tinha acontecido até hoje não passavam de histórias contadas por seus parentes mais velhos, pois se a Bruxa havia matado cinco homens em uma noite, como apenas um que vagava quase todos os dias pela floresta não era atacado? Isso fez com que a crença na Bruxa fosse diminuindo.

Até 1940, a vida em Burkittsville estava pacata, com Rustin Parr vivendo na floresta e a lenda sendo esquecida. Mas no dia 13 de novembro de 1941, a vida mansa de Burkittsville ficaria agitada e Rustin Parr deixaria de ser o maluco do mato para se tornar suspeito de terríveis crimes.



Naquele fatídico dia, Emily Hollands saiu para rua, o que sempre fazia normalmente para brincar com seus amigos. Porém nessa tarde ela foi chamada por um homem que a observava a tempo. Quando a menina chegou perto, foi pega com força e sua boca tapada pela mão, não podendo emitir nenhum som. Assim, Emily foi pega sem conseguir se quer pedir socorro.

A garota foi carregada até a floresta, onde foi amordaçada, tendo suas mãos e pés amarrados. Durante horas ela foi carregada como um saco se batata nas costas do homem, até que chegaram a uma casa no meio do nada. Por um tempo, Emily ficou jogada no chão choramingando, enquanto seu sequestrador estava em outra parte da casa se arrumando.

Depois de um tempo ele voltou, e um ritual macabro foi iniciado, ritual que tinha como oferenda a pequena garota de apenas 7 anos. A menina teve seu corpo cortado em diversos lugares com uma faca, onde símbolos estranhos eram desenhados e seu crânio foi esmagado com força, gerando um traumatismo craniano. Durante horas ela sofreu aquela tortura, até que seu pequeno corpo perdeu as forças e morreu. Emily estava toda ensanguentada e cortada, quase irreconhecível.

Menos de um mês depois, no início de dezembro, Kyle Brody, um menino que também vivia em Burkittsville, saiu para brincar e não voltou para casa. Ele também foi levado para a maldita casa no meio do mato, mas não foi morto nem oferecido em um ritual. A tortura que ele viria a sofrer seria pior do que qualquer dor física.

Depois de Emily, a primeira a ser morta é Kyle. Outras seis crianças foram sequestradas e assassinadas em rituais macabros. E Brody teve que assistir tudo, vendo as crianças serem mortas por aquele monstro, o coitado do garoto tinha que ficar em um canto da sala onde os assassinatos ocorriam, ele ouvia tudo, inclusive ele conta que Rustin falava com uma mulher enquanto cometia os crimes, chegou até perguntar o garoto se ele também a ouvia, mas ele respondeu que não. Será que Rustin Parr conversava com a lendária Bruxa de Blair enquanto matava as crianças? Ou mesmo fazia aqueles rituais oferecendo os pequenos para ela...

Por sorte, Kyle Brody conseguiu, em um momento de descuido, fugir da casa e chegar até a cidade. Seu testemunho foi a chave para a descoberta do criminoso que estava sequestrando as crianças. Os corpos dos sete mortos foram encontrados embaixo da casa de Rustin, todos em decomposição avançada.



 O estranho homem que vivia no meio da floresta amaldiçoada foi a julgamento e recebeu a pena de morte por enforcamento. No dia 22 de novembro de 1941, Rustin Parr foi enforcado.

Todos acharam que tudo estava acabado e que desta vez a maldição da Bruxa havia terminado, porém ainda faltava algo e o único sobrevivente do massacre das crianças tinha um futuro sombrio pela frente.

No ano de 1957, Kyle Brody, o garoto que viu todos os outros serem mortos, foi internado em um hospício depois de ter sido preso varias vezes por vagabundagem. E durante anos ele foi sendo jogado de um manicômio para outro, sempre causando problemas com ataques de raiva e delírios.



Em 1961, depois de receber a refeição do dia, Kyle pegou a colher de madeira que recebeu para comer e começou a raspá-la no chão até que ficou afiada. Com a arma pronta, ele a enfiou bem fundo em seu próprio pulso, rasgando sua carne e veias, fazendo o sangue jorrar para todos os lados enquanto a vida ia deixando seu corpo. Assim morreu, sangrando até a morte, o último amaldiçoado de Burkittsville e o trabalho da Bruxa estava completo, pois todos os envolvidos com aqueles ritos satânicos tiveram uma morte macabra.



Hoje em dia, algumas pessoas ainda visitam a floresta de Blair, em busca da Bruxa, mas ela jamais se manifestou de novo.Mas como se sabe, ela costuma sumir de tempos em tempos, até sua historia sumir da memória, então ela volta com um golpe ainda maior, matando todos que estiverem envolvidos, sejam homens ou crianças, pois a maldição da Bruxa de Blair jamais se extingue, apenas espera a hora certa para atacar e ser lembrada.

Vampiros: conheça a história real do mito

O mais famoso deles é Drácula, do romance homônimo de Bram Stoker, mas quem procura por um Drácula “real”, geralmente ouve falar de um certo príncipe romeno, Vlad Tepes (1431-1476), que teria inspirado o escritor.

Só que Tepes só é vampiro para o ocidente. Na Romênia, ele é visto como um herói nacional, também chamado de Vlad Dracula (“filho do dragão”), graças ao seu pai, que era membro da Ordem do Dragão, cavaleiros que protegiam o cristianismo e defendiam o império dos ataques dos turcos otomanos.

Mas os vampiros que as pessoas estão mais familiarizados são fantasmas – cadáveres humanos que “voltam” da tumba para prejudicar os vivos.

Estes vampiros, por sua vez, têm origem eslava de pouco mais de cem anos. Ainda assim, há outras versões muito mais antigas, de vampiros que não eram imaginados como humanos, e sim como criaturas sobrenaturais, possivelmente demônios, entidades que não eram semelhantes a nós.

Matthew Beresford, autor de “From Demons to Dracula: The Creation of the Modern Vampire Myth” (“De Demônios à Drácula: A Criação do Mito Moderno dos Vampiros”) aponta que o mito do vampiro nasceu no mundo antigo, e é impossível provar quando foi que surgiu pela primeira vez. Alguns autores sugerem que os vampiros apareceram com a feitiçaria no Egito, como um “demônio” que teria sido convocado para este mundo, vindo de outro.

A dificuldade de determinar um ponto de origem aumenta porque existem muitas variedades de vampiros, entre eles os vampiros asiáticos, como os jianshi chineses, espíritos maus que atacam as pessoas e sugam sua energia vital, ou as deidades coléricas que bebem sangue e aparecem no livro dos mortos tibetanos
Criação de Vampiros

O interesse nos fantasmas vampiros surgiu na Idade Média, na Europa. Mas o vampirismo só passou a ser transmitido por mordidas recentemente, segundo o folclorista Paul Barber, autor do livro “Vampires, Burial, and Death: Folklore and Reality” (“Vampiros, Sepultamentos e Mortes: Folclore e Realidade”).

Séculos atrás, os vampiros já eram identificados ao nascer por algum sinal extraordinário: um defeito, uma anormalidade. Na Romênia, uma criança nascida com um mamilo extra, ou na Rússia, uma com falta de cartilagem no nariz ou com lábio inferior partido, todas eram suspeitas de vampirismo. Uma outra crença geral era que, se o bebê nascesse com uma coifa vermelha sobre a cabeça (a membrana amniótica), estaria destinada a retornar dos mortos.

Estas e outras deformidades eram consideradas um “aviso”, e provavelmente muitas crianças que as apresentavam foram mortas imediatamente por precaução. As que sobreviviam tinham que carregar o peso da suspeita pública.

Além disso, superstições e o desconhecimento de como funciona o processo de decomposição de cadáveres também levavam a crenças em vampiros. Quando uma desgraça atingia uma pessoa, família ou vila, acreditava-se que era causada por um vampiro, alguém que tivesse morrido recentemente, e os túmulos eram abertos e seus mortos examinados.

Nessa de “abrir os caixões”, condições pouco compreendidas, como quando a putrefação era retardada por fatores naturais, ou quando a decomposição dos intestinos forçava sangue para fora da boca do cadáver, eram interpretadas pelos aldeões ignorantes como atividades sobrenaturais.

Era preciso então tomar providências para impedir os vampiros de prosseguir fazendo o mal.
Proteção contra vampiros

Sob interpretações modernas, não há outra explicação a não ser de que vampiros têm TOC (transtorno obsessivo compulsivo). As tradições antigas rezam que, se você está sendo perseguido por vampiro, basta jogar uma pitada de sal no caminho, que a criatura só poderia continuar a perseguição depois de contar todos os grãos de sal. Se não tivesse sal, podia ser qualquer coisa em grãozinhos, como alpiste ou areia.

E há também a esquisita regra de etiqueta vampiresca de que eles só podem entrar em uma casa se forem convidados formalmente.

A ideia de usar estacas para prender os cadáveres suspeitos de serem vampiros ao chão parece ter dado origem à crença moderna de cravar a estaca no coração de um para matá-lo. Também eram usadas a decapitação, o sepultamento (ou re-sepultamento) do cadáver de rosto para o chão, e também encher a boca da cabeça decapitada com alho ou um tijolo.
Vampiros reais

Existem na natureza animais vampiros verdadeiros, incluindo lampreias, sanguessugas e morcegos vampiros. Todos eles se alimentam de sangue, mas não retiram o suficiente para matar a presa. Mas e os vampiros humanos?

Existem algumas pessoas que se identificam como vampiros em algumas subculturas inspiradas no gótico, e alguns até sediam clubes de livros com o tema do vampirismo ou fazem rituais secretos de derramamento de sangue. Há até quem use capas e coloque próteses semelhantes a presas.

Só que beber sangue é problemático. O sangue, para criaturas que não foram feitas para bebê-lo, é tóxico. Ele é muito rico em ferro, e o organismo tem problemas para se livrar do excesso de ferro. Sendo assim, qualquer um que consumir sangue regularmente está arriscado a desenvolver hemocromatose (overdose de ferro), que por sua vez pode causar muitas doenças e problemas, incluindo danos ao fígado e sistema nervoso.

Seja de que forma for, os vampiros já fazem parte da cultura e folclore humanos por milênios, e parece que não vão desaparecer tão cedo. A menos, é claro, que um apocalipse zumbi liquide com todos eles
Enquanto escavavam uma área próxima à cidade de Gliwice (Polônia), arqueólogos encontraram quatro esqueletos que, a princípio, pertenciam a supostos “vampiros” – decapitados e enterrados com o crânio entre as pernas, em uma tentativa feita por aldeões para garantir que não se levantariam para sugar o sangue dos vivos.

Em tempos de superstição e isolamento de povoados na Idade Média, lendas sobre vampiros ganhavam força e, com elas, surgiam possíveis “soluções” para que os mortos “continuassem mortos” (como decapitar o cadáver). Ainda não se sabe exatamente se esse foi o caso dos quatro esqueletos encontrados recentemente na Polônia, mas o fato de terem sido enterrados sem pertences (como joias, fivelas ou cintos) indica que havia algo de “diferente” neles. Acredita-se que tenham vivido no século 16 (contudo, ainda não foram feitas análises, que darão uma data mais precisa).



Em 2012, foram encontrados dois corpos de supostos “vampiros” perto de um monastério na cidade de Sozopol (Bulgária), enterrados com varas de ferro atravessando seu tórax. “Eles ilustram uma prática que era comum em algumas vilas búlgaras até a primeira década do século 20″, conta o chefe do Museu Nacional da Bulgária, Bozidhar Dimitrov. Nos últimos anos, foram encontrados mais de 100 corpos de “vampiros” no país.





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