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Demonologia é o estudo sistemático dos demônios. Quando envolve os estudo de textos bíblicos, é considerada um ramo da Teologia. Por geralmente se referir aos demônios descritos no Cristianismo, pode ser considerada um estudo de parte da hierarquia bíblica. Também não está diretamente relacionada ao culto aos demônios.


terça-feira, 1 de setembro de 2015

Como que Caim conheceu uma mulher se só tinha Adão e Eva naquele tempo?

Lendo a Bíblia com os óculos críticos, sem usar aqueles da fé, aparecerão milhares de perguntas como esta, que você pôs. Teríamos que nos perguntar também, por exemplo, se houveram duas criações do homem... De fato Gênesis 1,27 fala de uma e logo após, em Gênesis 2,4 seguintes, encontramos outra história da criação. Ou ainda: por que Abraão, pai da fé, expulsou de casa Agar, com quem teve um filho, mandando-os para o deserto (Gênesis 16)? Por que os filhos de Araão, Nadab e Abiu, sacerdotes, oferecerão uma oferta a Deus e por isso morrerram (Levítico 10,1-3)? E, como estas, há tantas outras interrogações que aparecem a um leitor atento.

Essas perguntas não são irracionais e nem é errado fazê-las. O fundamental é a atitude de quem busca a resposta. A resposta não deve derivar da lógica do texto, isto é, da nossa concepção moderna de leitores e sedentos de conhecimento histórico. A Bíblia não é somente um livro histórico. É a narração da história de uma caminhada de fé. E essa narração é feita por alguém que experimentou e viveu de modo intenso a fé. Sem fé a Bíblia é lida de modo parcial e, muitas vezes, errôneo.

Falando concretamente da sua questão, como já tivemos oportunidade de frisar neste espaço, a descrição da criação contada na Bíblia não é uma narração histórica. É uma narração antiga que tenta interpretar, graças aos instrumentos disponíveis na época do autor e à inspiração divina, como surgiu a vida na terra. Quando a Bíblia fala que Caim conheceu sua mulher (Gênesis 4,17), da qual nasceu Henoc, não significa que na história desse homem existiam somente seus pais. Caim não é histórico, no sentido moderno, mas um símbolo: construtor da primeira cidade, pai dos pastores, dos músicos, dos ferreiros e das prostitutas, expressões da comodidade urbana e, talvez por isso, amaldiçoado.
Quanto a criação da mulher, se ja tinha criado Lilith, que foi um erro fatal, logo veio Eva que da costela de Adão recebeu a Vida, na Ciência, ela seria Irmã de Adão, pois teria o seu Mesmo DNA.  

A Estranha Mulher de Caim

Cogita-se muito sobre quem seria a estranha mulher de Caim, e as interpretações tomam dois rumos diferentes:

 1º - Que tenha sido uma irmã ou sobrinha sua;
 2º - Que existiam outros povos além de Adão e Eva.

Vamos começar pela Segunda linha de pensamento que diz que haviam outros povos antes de Adão. Quem assim pensa, ensina que é correto o que a história diz sobre o “homem da caverna” e tantos outros antepassados tão distantes e que Adão foi constituído por Deus como o regente de toda a raça humana já existente.
  Isto está completamente errado, pois a Bíblia ensina que “De um só Deus fez a geração dos homens para habitar a terra” (At 17.26). Está registrado também que a esposa de Adão recebeu o nome de EVA por ter sido ela a primeira mãe e consequentemente foi chamada de “a mãe dos viventes” (Gn 3.20).
  Portanto, a Bíblia não deixa espaço algum para pensarmos na possibilidade de haver outros povos na terra antes de Adão.
 A outra linha de pensamento, diz que a esposa de caim foi uma irmã sua ou uma parente bem próxima. Veremos por que consideramos correta esta interpretação:

• A árvore genealógica de uma família indica sempre alguém que merece destaque ou por ser o primogênito ou por ter sido ele o fruto de um acontecimento importante. Veja por exemplo: Sete, Isaque, Jacó, Judá, Davi e Salomão.
                        Por isto é correto dizer que Adão não tinha apenas Caim e Abel como filho, mas que esses dois se destacam por terem sido os primeiros filhos a nascerem sobre a terra;
 
• É bom sabermos também que, quando Caim e Abel se desentenderam, caim tinha 128 anos, mais ou menos, pois Adão já foi criado adulto, seus anos de vida começam-se a contar após a perda da inocência. Tão logo pecaram tivera Caim e Abel e quando Eva tem um filho para substituir Abel, Adão já tinha 130 anos. Nesse período de 130 anos Eva teria parado de gerar?  - Não. Ela teve muitos outros filhos e filhas (Gn 5.4). Curiosamente se sabe que eram 33 filhos e 27 filhas. Nesses 130 anos muitas gerações se formaram;

• Ao matar Abel, Caim mudou-se para a terra de Node. Node estava ao oriente do Jardim do Éden. Não era um país distante ou uma terra longínqua. Era apenas no lado oriental do Jardim. O texto diz que ele construiu uma cidade e a chamou de “Enoque”. Não se deve pensar aqui em cidade nos termos de uma “Jericó”, por exemplo. Eram tendas cercadas por um muro. Tanto é que a arqueologia nunca conseguiu encontrar uma cidade com o nome “Enoque”.

• A Bíblia não diz que Caim casou-se na terra de Node, mas que CONHECEU sua mulher lá. E CONHECER aqui tem o sentido exato de ter relação sexual com sua mulher. Veja Gn 4.1,17 e Mt 1.25. É bem provável que caim já era casado a muito tempo e que tinha filhos. Ele resolve honrar esse novo filho porque foi o primeiro depois do desastre que lhe aconteceu. Talvez ele pensasse que nem ia ter mais filhos, como castigo, no entanto, nasceu mais um. Por isso ele colocou o nome do seu filho na cidade, em gratidão, para comemorar. E o nome do seu filho entrou na genealogia pelo fato que ocorreu pouco antes do seu nascimento.

Concluindo: Se não existiam outros povos; Se Caim não foi para uma terra distante; Se caim já tinha cerca de 128 anos; Se ele apenas CONHECEU a sua esposa (não foi um casamento), Com quem Caim casou-se?

Resp: Com uma irmã sua.

  E isto não era proibido naquela época. Não havia cartório, nem juiz de direito, nem lei que determinasse a proibição de casamentos entre irmãos. Só é pecado o que a lei determina (Rm 7.8). Na época de Abraão era legal tal procedimento, e ainda na época de Davi.
  Além disto, era necessário tal relacionamento para que houvessem descendentes, para que a terra fosse povoada.
  Quando Caim falou a Deus: “QUALQUER QUE ME ACHAR ME MATARÁ” indica que havia uma população em expansão, presente ou futura.

De acordo com Gênesis 4:15 Deus pôs em Caim um sinal, para que quem o visse não o matasse. Que sinal era esse?

Caim foi o primeiro bebê deste mundo. Deve ter sido muito lindo, forte e sadio. Talvez sua mãe, Eva, tenha até imaginado que ele pudesse ser o Messias prometido, Aquele que esmagaria a cabeça de Satanás, simbolizado pela serpente. Mal sabia ela que segurava em seus bra­ços o primeiro assassino, aquele que, por ciúme, mata­ria seu irmão, o piedoso e justo Abel. Chamado a se ex­plicar diante de Deus, declarou cinicamente: “Acaso sou eu tutor de meu irmão?” (Gn 4:9).

O relato bíblico afirma que Caim estava com medo de morrer devido a seu crime (Gn 4:14). Isso poderia aconte­cer pelas mãos de algum “vingador do sangue”, que pode­ria ser Adão mesmo ou qualquer um de seus outros irmãos (veja, em Gn 5:4, que ele teve outros irmãos e i rmãs). Então, Deus pôs nele um sinal, “para que o não ferisse de morte quem quer que o encontrasse” (Gn 4:15). A palavra “sinal”, no original, é “ôt, e significa “sinal”, “marca”, “emblema”, “símbolo”. Essa palavra aparece também em Gênesis 9:12 e 13, com respeito ao arco-íris, sinal divino de que a Terra não mais seria destruída por outro dilúvio. No entanto, apenas pelo significado dessa palavra hebraica não se pode saber qual teria sido o sinal posto em Caim.

“Alguns comentaristas têm interpretado este sinal como uma marca externa, posta em Caim, ao passo que outros interpretam o sinal como sendo a promessa di­vina de que nada poria em risco a vida de Caim. De toda maneira, não era um sinal de perdão, mas tão-somente de proteção temporal” (E D. Nichol, Comentário Bíblico Adventista del Séptimo Dia, v. 1, p. 254).

R. N. Champlin (em O Antigo Testamento Interpretado, v. 1, p. 47) lista diversas tentativas de explicação para esse sinal, algumas até risíveis:

1. Caim teria se tornado negro e foi o pai das pessoas de pele escura. Essa é uma hipótese nitidamente racista. Na verdade, os negros se originaram com um dos filhos de Noé – Cam;

2. Ele teria recebido uma espécie de tatuagem;

3. O nome de Deus, Yahweh, teria sido estampado na testa dele;

4. O nome “Caim, o fratricida”, teria sido escrito em sua testa;

5. Deus teria tornado Caim invencível – não podia ser queimado, afogado, nem ferido à espada;

6. Uma luz, como o círculo do Sol, o acompanhava por onde quer que ele fosse.

Como se pode ver, nenhuma dessas explicações sa­tisfaz a curiosidade em relação àquele sinal. Contudo, o mais importante não é o sinal em si, mas a razão pela qual Deus o pôs em Caim: foi para que ele tivesse tempo de se arrepender. Percebe o grande amor de Deus pelo pri­meiro homicida? Pena que Caim não tenha aproveitado sua longa vida (talvez perto dos mil anos, como muitos dos seus parentes antediluvianos) para se arrepender, desprezando o oferecimento divino de salvação.

Sobre o casamento de Caim, deve-se dizer que as in­formações são bem escassas. Sabemos apenas que ele se retirou “da presença do Senhor e habitou na terra de Node, ao oriente do Éden” (Gn 4:16) e, nesse lugar, “coabi­tou com sua mulher; ela concebeu e deu à luz a Enoque” (4:17). “Coabitar”, nesse verso, é ter relações sexuais.

Como Caim teria conseguido mulher na terra de Node, uma vez que, segundo a Bíblia, Adão e Eva forma­ram o casal que iniciou o povoamento da Terra? Perceba que o relato bíblico diz apenas que, em Node, Caim teve relações sexuais com sua mulher. Com certeza, já era ca­sado com uma de suas irmãs ou sobrinhas, antes de fu­gir da presença do Senhor (em Gn 5:4 é dito que Adão teve outros filhos e filhas).

No início da história da Terra, não havia problemas com casamentos tão próximos, o que não é o caso hoje, devido às tendências degenerativas no ser humano. Note que Abraão era casado com Sara, sua irmã por parte de pai (Gn 20:12), e Moisés era filho de um casamento entre tia e sobrinho (a mãe dele era tia do marido, conforme Êxodo 6:20). Casamentos com parentes tão próximos fo­ram proibidos por Deus ainda nos dias de Moisés (ver Levítico 18:9-14).

Algumas lições podem ser tiradas da vida de Caim: (1) ira mal resolvida pode levar ao ódio, e este ao assas­sinato, (2) Deus não nos rejeita quando praticamos um ato mau, mas nos dá oportunidade para que nos arre­pendamos, sejamos perdoados e salvos, (3) a piedade e religiosidade dos pais não são automaticamente trans­feridas aos filhos. Com certeza, ajudam no desenvolvi­mento de um bom caráter, mas o fator decisivo é a to­mada de decisões por parte de cada filho, “pois cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus” (Rm 14:12).

Livro de Nod

O Livro de Nod A teoria dos céticos e liberalistas teológicos sobre a fonte básica para a redação do livro de Nod é seguinte: teria sido um conjunto de histórias debilmente conectadas a respeito de heróis tribais que salvavam seu povo em batalha.
Sua dúvida diz respeito a Gênesis 4:16, 17: “Retirou-se Caim da presença do SENHOR e habitou na terra de Node, ao oriente do Éden. E coabitou Caim com sua mulher; ela concebeu e deu à luz a Enoque. Caim edificou uma cidade e lhe chamou Enoque, o nome de seu filho.
É certo que as Escrituras não mencionam o nome da mulher de Caim Mas Nod ou Node dizia que o nome dela era Lilith e sua  procedência. Porém, devemos nos lembrar que a Terra já tinha começado a ser povoada quando ele se casou. Com certeza, naquela altura dos acontecimentos, havia muito mais do que apenas 5 pessoas, inclusive outras mulheres além de Eva. Notemos os seguintes pontos antes de chegarmos a uma conclusão:
Em Gênesis são mencionados pelos nomes os filhos de Caim e depois os de Sete, que seria o patriarca da segunda geração, nascido quando Adão tinha 130 anos (Gênesis 5:3). E o Livro Santo afirma ainda que Adão, além de Sete, “gerou filhos e filhas” (Gênesis 5:4). Não sendo importantes tais detalhes, não foram mencionados os nomes e nem a quantidade de filhos e filhas que Adão e Eva tiveram, mas, é certo que a bênção de Deus ao casal, registrada em Gênesis 1:28, já estava se cumprindo: “E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra…” E, num tempo em que a vida humana se media em séculos, a descendência de Adão já deveria ser numerosa. Portando, uma dessas filhas de Adão, irmã de Caim, poderia ter sido sua esposa.
2. Caim cometeu o brutal homicídio em idade já madura. Diz Gênesis 4:3: “Aconteceu que no fim de uns tempos trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao SENHOR.”
Isso mostra o transcorrer de um período considerável de tempo. A tradução de Matos Soares e de Figueiredo diz: “Passados muitos anos…”. E, o “Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia” também admite esta hipótese: “ao fim de muitos dias denota um período indefinido e considerável de tempo transcorrido. Ora, a esta altura dos acontecimentos, já a prole de Adão estaria numerosíssima”.
3. Alguns acreditam que a mulher de Caim até poderia ter sido uma sobrinha dele, filha de Sete. Baseiam-se no fato de ter decorrido muito temo o exílio de Caim na terra de Node, (Gênesis 4:16) e o seu casamento relatado no verso 17. E o verso 25 afirma que Adão e Eva tiveram outro filho para substituir o justo Abel assassinado. Esse era Sete, e também ele “gerou filhos e filhas”. Gênesis 5:7. A terra de Node, para onde Caim foi, era conhecida com esse nome no tempo de Moisés, (em que ele estava escrevendo o Livro!) que relatou por inspiração divina a história de Caim. É bem provável que no tempo de Caim o lugar não tinha nome. Também é importante considerarmos que o relato da vida de Adão foi feito por Moisés talvez milênios depois dos acontecimentos. Este é o motivo de se dizer que Caim fundou uma cidade (Gênesis 4:17), quando talvez se tenha fundado com o alastramento de sua própria prole.
4. Há ainda comentaristas que admitem que no espaço de 300 anos, o número de filhas e filhos de Adão era superior a 50 e mais de 20 os filhos de Sete.
5. A dificuldade geral parece estar no capítulo 4 verso 17, onde diz que Caim conheceu sua mulher. Mas o texto não diz que ele a conheceu de vista pela primeira vez. Afirma que ele a conheceu e ela concebeu um filho. O seu conhecimento quanto à sua mulher não foi no sentido de a ver pela primeira vez, mas sim de gerar um filho. É comum na Bíblia usar o termo “conhecer” para se referir à relação sexual (ver Mateus 1:25).

Podemos concluir que tanto Caim quanto Sete e todos os demais filhos de Adão e Eva casavam-se ou com uma irmã sua ou com uma sobrinha (naquele tempo os homens não se casavam tão prematuramente como nos nossos dias). E, ao tempo em que Caim pensara em casar-se, havia muitas irmãs e muitas sobrinhas, o que não lhe trouxe dificuldades para encontrar uma esposa.

Apocalipse 19:1 - 22:21 A Vitória dos Santos

As visões de Apocalipse começam com os santos sendo martirizados sob o altar no céu, clamando por vingança (6:9-11). Eles tinham sido derrotados; Satanás tinha vencido. O livro termina com Satanás amarrado e com os santos martirizados erguidos para sentarem-se em tronos (20:1-4?). Em Cristo os vencidos vencem.

Apocalipse 19 - 22 não pode ser entendido fora do contexto. Muitos usam este texto para sustentar sua doutrina de um reino de Cristo de um milênio na terra. Mas cada ponto desta doutrina é errado. O reino não é de Cristo, mas dos mártires com Cristo. Não é na terra, mas no céu. Os 1000 anos não são literais, mas simbolizam uma vitória completa. A ressurreição não é de corpos, mas das almas dos mártires que são erguidos de debaixo do altar para reinar em tronos.

Apocalipse 19-22 se ajusta ao resto do livro como uma luva. Depois de guerrear com o Cordeiro e Seus seguidores, o diabo e seus instrumentos são esmagados. O livro começou com o grito angustiado dos cristãos derrotados implorando justiça. Foi-lhes dito que esperassem um pouco. Os capítulos 6-18 descreveram esse pouco tempo. Agora o clamor deles é respondido; eles estão se regozijando (19:1-10) e reinando (20:4-6), tendo conseguido a vitória através de Jesus Cristo (note 19:11-21). Quando o Senhor escreveu a cada uma das sete igrejas, Ele prometeu que os vencedores seriam abençoados. Agora eles o são, e quase todas as promessas são especialmente cumpridas nos capítulos 19 - 22. A mulher de Deus do capítulo 12 foi perseguida no deserto; no capítulo 17 a mulher/cidade do diabo estava embriagada com o sangue dos santos. Agora a mulher do diabo é destruída em uma hora (capítulo 18) e a mulher de Deus é uma cidade majestosa, vitoriosa (21:9-27). Arrancando estes capítulos de seu contexto de modo a "provar" algum esquema de eventos do fim dos tempos destrói a unidade do livro.

Deus é um Deus de reversões. Nele, os humildes são exaltados, os pobres são enriquecidos, os loucos recebem sabedoria e os derrotados reinam (veja 1 Samuel 2:1-10). Mas a vitória em Cristo não é imediata. A curto prazo, o povo de Deus freqüentemente sofre. Mesmo depois de sua derrota e de ser amarrado, Satanás voltaria e usaria Gogue e Magogue para assediar o campo dos santos. Gogue e Magogue simbolizam os inimigos que o diabo usaria contra o povo de Deus. Mas assim como Deus derrotou-o na batalha do livro de Apocalipse, assim ele derrotará o diabo novamente e conquistará até estes terríveis reinos mítológicos. Não importa quanto os cristãos sofram, eles sempre vencem em Cristo, no final.
 O Livro de Apocalipse (Conclusão)
A Revelação de Cristo

O maior perigo no estudo de Apocalipse é ficar-se desencaminhado por assuntos de menor importância. Esta é uma revelação de Jesus Cristo (1:1): Ele é tanto o revelador da mensagem como o centro dela. Muitos, em suas explicações de Apocalipse, chamam a atenção para o diabo e fazem dele o personagem principal. Mas o papel do diabo nessa profecia serve para ressaltar a glória e a grandeza do Cordeiro, pois este derrota Satanás. Outros olham mais para a terra, mas João viu estas cenas no céu. Ele estava vendo a perspectiva espiritual, simbólica, celestial. O estudo de Apocalipse não nos deve direcionar para o jornal diário, mas para o trono de Deus. Muitos usam as visões para incentivar a especulação sobre o fim dos tempos, e assim desviam a atenção das pessoas da soberania do Senhor para a engenhosidade do especulador. Se entendemos corretamente esse livro maravilhoso, vemos Cristo.

O que você vê quando olha para Jesus? Uma criancinha numa manjedoura? Um meigo pastor? Uma figura trágica na cruz? Nenhuma dessas coisas está completamente errada, mas todas estão desatualizadas. Jesus está hoje exaltado e glorioso. Queira ler novamente os retratos de Cristo em 1:12-18; 5:1-14; 19:11-16. Feche seus olhos e tente ver o Jesus que João viu. A emocionante majestade de Jesus deve inspirar-nos, fortalecer-nos e levar-nos à adoração.

O Apocalipse significa guerra. Batalha no passado: Cristo venceu a morte, o hades e expulsou Satanás do céu (veja 1:17-18; 12:7-12). Batalha no presente: o diabo, enfurecido como um tirano derrotado, veio para a terra com grande ira porque ele sabe que seu tempo é curto. Batalha no futuro: a vitória de Jesus. Apocalipse começa com os cristãos sofrendo grande tribulação; termina com os cristãos triunfantes. Apocalipse começa com Satanás perseguindo os cristãos e termina com Satanás amarrado durante mil anos. Foi Jesus que obteve essa notável vitória.

Os mitos correntes sobre Jesus enganam. De algum modo, chegamos a ver Jesus como um avô brando, indulgente, que raramente altera sua voz acima de um sussurro e está sempre sorrindo. Apocalipse ajuda a corrigir esse retrato distorcido. E ajuda a refutar a noção popular de que o Deus do Velho Testamento era um Deus de ira, mas o Deus do Novo Testamento é um Deus de amor. Em nenhum lugar da Bíblia a ira de Deus é mostrada mais claramente do que no livro de Apocalipse (veja especialmente 14:9-11; 19:1-4, 15-21).

Apocalipse revela Jesus. Não deveria causar especulação, mas inspirar adoração, admiração e confiança.

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