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Demonologia é o estudo sistemático dos demônios. Quando envolve os estudo de textos bíblicos, é considerada um ramo da Teologia. Por geralmente se referir aos demônios descritos no Cristianismo, pode ser considerada um estudo de parte da hierarquia bíblica. Também não está diretamente relacionada ao culto aos demônios.


quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

OS 7 ASSASSINATOS MAIS FAMOSOS COMETIDOS PELOS PAPAS

Realmente não foram poucas as pessoas que foram assassinadas por ordens diretas dos Papas. Desde cidadãos mais comuns até pensadores e nobres, milhares de pessoas que tiveram a audácia ou a inocência de desafiar os interesses escusos dos Papas foram condenadas aos mais terríveis suplícios, entre os quais estavam a fogueira, a marreta, a forca e a guilhotina.

Uma das lendas conta que, no ano de 1585, o Papa Sisto V deu início à uma política de tolerância zero, o que acabou resultando num número de cabeças cortadas amontoadas na ponte do Castelo de Santo Ângelo maior do que o de melões nos mercados de Roma.



Os lugares mais comuns onde aconteciam as execuções eram, além da Ponte Santo Ângelo, a Praça do Povo e a Via dei Cerchi, próxima à Praça da Boca da Verdade.

Os registros das mortes foram encontrados em diversos documentos, mas especialmente nos cadernos de Giovanni Battista Bugatti, o carrasco do Papa, que marcava 516 “justiças” realizadas em nome dos Papas.

Mas a lista de Bugatti termina: “Aqui termina a lista de Bugatti. Que a do seu sucessor possa ser menor”. A lei papal prescrevia o pagamento de 3 centavos de lira romana ao carrasco, um salário propositalmente baixo, para que marcasse a repugnância de seu trabalho.

Esta lista inclui apenas as pessoas que foram executadas diretamente pela Santa Sé. Ela não inclui as numerosas execuções realizadas por outras autoridades da Igreja Católica Apostólica Romana, nem as incontáveis execuções das Inquisições que não a Inquisição Romana, nem as inúmeras mortes registradas nas guerras que envolviam os Estados Papais, e nem mesmo as vítimas que foram executadas extrajudicialmente.
Beatrice Cenci




 Beatrice Cenci era uma nobre italiana que protagonizou um dos mais tétricos julgamentos de Roma. Ela era filha do aristocrata Francesco Cenci, um sujeito que estava sempre tendo problemas com as autoridades papais. Eles viviam no Palácio Cenci, junto com Giacomo, o irmão mais velho de Beatrice , com Lucrezia Petroni, a esposa de Francesco, e Bernardo o filho mais jovem.

De acordo com a lenda, Francesco maltratava sua esposa e seus filhos, e abusava sexualmente de Beatrice. Todos conheciam a reputação de Francesco, mas ninguém fazia nada a respeito. Beatrice tentou informar às autoridades sobre os abusos que sofria do pai, e quando Francesco ficou sabendo, enviou a família para viver em um castelo afastado de Roma.

Então, os quatro Cenci decidiram que não havia outra alternativa senão livrar-se de Francesco. Com a ajuda de dois vassalos, a família matou Francesco e atirou seu corpo do desfiladeiro para que a morte parecesse acidental. Mas, ninguém acreditou nisso.

A polícia do Papa investigou a morte e descobriu como ela acontecera. Os quatro membros da família Cenci foram presos, condenados e sentenciados à morte. O povo, sabendo dos motivos da morte, protestou contra a sentença. Contudo, o Papa Clemente VIII, temendo a pressão dos nobres, ordenou a execução imediata na ponte de Santo Ângelo.

Antes de morrer, Giacomo foi torturado. Então, sua cabeça foi amassada com uma marreta e seu corpo esquartejado. Lucrezia e Beatrice foram decapitadas com uma espada. O pequeno Bernardino teve sua vida poupada, mas foi obrigado a assistir o assassinato de seus familiares, antes de voltar à prisão e ter seus bens transferidos para a família do Papa. Ainda hoje existem relatos misteriosos de que, todos os anos, na noite que antecede a data de sua execução, Beatrice perambula pela ponte em busca de sua cabeça perdida.

6. Pomponio Algerio



Pomponio Algerio era um estudante de Direito Civil na Universidade de Pádua, e suas crenças teológicas radicais acabaram chamando a atenção da Inquisição Romana. Em seu julgamento, Algerio fez questão de utilizar seu chapéu acadêmico para lembrar ao tribunal que, como ainda era estudante, tinha o direito de expressar com liberdade suas ideias.

Em seu julgamento, Pomponio Algerio condena a suposta dependência da bondade do ser humano em relação à vontade e à intervenção de Deus. Ele diz: “A Igreja se desvia demasiadamente da verdade quando afirma que o homem não pode fazer nada de bom por sua própria conta e por seu próprio juízo, já que nada louvável pode proceder de nossa natureza corrupta e infectada, exceto no caso de Deus ter nos concedido alguma graça.”

Mais que isso, Algerio se refere ao caráter sectário da Igreja Católica, quando diz: “A Igreja Católica Romana é apenas uma entre tantas outras Igrejas, e nenhum cristão deveria restringir suas conduta e suas crenças àqueas ditadas por uma Igreja em particular. Além do mais, esta Igreja se desvia em muitas coisas da verdade.”

Depois de ter se recusado à se conformar com a doutrina da Igreja, ele foi sentenciado à prisão, quando foi pedido que ele reconsiderasse suas crenças. Mais de um ano passado detrás das grades, ele novamente recusou mudar de opinião. Naquela ápoca, as autoridades de Veneza não consentiriam com uma ordem de execução em virtude de discordância teológica.

Então, o Papa Paulo IV decidiu enviar seus representantes para solicitar a extradição de Pomponio para Roma., o que acabou acontecendo. Jogado numa cela por mais um longo período, Pomponio recebeu um monge da irmandade de São João que insistiu em seu arrependimento, oferecendo em troca um misericordioso estrangulamento seguido da fogueira. Que opção tinha o estudante senão recusar a oferta? Um ano mais tarde ele foi executado. Mantendo a compostura ele foi queimado em óleo fervente, e permaneceu lúcido por 15 minutos antes de morrer.

5. Girolamo Savonarola

Girolamo Savonarola foi um padre dominicano que, por um curto período, governou a cidade italiana de Florença. Era um intelectual muito talentoso, especialmente em filosofia e medicina. Quando esteve em Faenza, ouviu um forte sermão de um padre agostiniano, e resolveu renunciar ao mundo ingressando na ordem dominicana sem o conhecimento de seus pais.

Sentindo profundamente a perda de valores trazida pelo ideário do Renascimento, começou a escrever tratados filosóficos baseados em Aristóteles e Tomás de Aquino. Foi designado por seu superior para pregar em Florença, o centro do Renascimento, e lá se opôs com grande energia à vida pagã e à imoralidade que prevalecia em muitas classes da sociedade, em especial na corte de Lourenço de Médici.

Savonarola começou seus sermões no púlpito da igreja de São Marcos, e toda a cidade de Florença ia ouvi-lo. Ele criticava a imoralidade, a vida de prazeres dos florentinos, enquanto pregava que a população voltasse à vida da virtude cristã. Também intensificou suas críticas contra os abusos na vida eclesiástica, a imoralidade de grande parte do clero, especialmente de muitos membros da Cúria romana, de príncipes e cortesãos.

O pregador dominicano falava cada vez mais com violência crescente contra o Papa e a Cúria, atacando os crimes do Vaticano. Um cisma começou a se prefigurar e o Papa se viu forçado a agir. Em 1497 foi excomungado. Savonarola terminou preso por ordem papal e condenado à morte em 1498. Foi torturado e enforcado, e o seu corpo queimado em praça pública.

4. Matteuccia di Francesco

Matteuccia di Francesco foi uma suposta freira e bruxa italiana, conhecida como a “Bruxa de Ripabianca”. O julgamento contra Matteuccia é um dos primeiros a terem sido documentados na Úmbria, onde um Tribunal da Bruxaria pronunciou a sentença de morte.

Os juízes decretaram que Matteuccia estava sendo influenciada pelo próprio diabo, e por este motivo vinha repetidamente praticando atos sacrílegos e feitiços contra os habitantes de Ripabianca. Os acusadores afirmaram que o comportamento da suposta bruxa vinha sendo praticado por muitos anos, até que foi definitivamente capturada e condenada pela corte de Lorenzo de Surdis, segundo ordens diretas do Papa.

Abaixo segue um trecho da acusação formal apresentada pela Igreja Católica contra Matteuccia di Francesco, que a condenava à ser queimada na fogueira sob a acusação de bruxaria:

“Esta é a punição corporal e a sentença corporal ratificada pelo Magnífico e Poderoso Senhor Lorenzo di Surdis, honrado Mantenedor da Paz para a Santa Igreja Romana e o Santo Padre, no nome de Jesus Cristo e de nosso Pai Sagrado pela Divina Providência, o Papa Martinho V. Nós acusamos Matteuccia di Francesco, universalmente reconhecida como uma mulher de hábitos maléficos e de prostituição, feiticeira e bruxa, contra quem formalmente oferecemos acusação.”

Mattiuccia teria confessado ter vendido poções medicinais e ter voado através das árvores na forma de uma mosca e nas costas de um demônio depois de ter aplicado sobre seu corpo um unguento preparado com o sangue de uma criança recém-nascida. Ela foi julgada culpada de bruxaria e sentenciada à ser queimada na fogueira.

3. Arnaldo de Brescia

Arnaldo de Brescia foi um padre italiano da região da Lombardia que exigiu da Igreja Católica a renúncia sobre suas propriedades, e que participou da fracassada Comuna de Roma. Arnaldo foi preso e seu enforcamento foi ordenado pelo Papa. Não fosse isso suficiente, seu corpo ainda foi queimado postumamente, e suas cinzas atiradas ao rio Tibre.

Mesmo tendo fracassado como um reformista religioso e líder político, seu pensamento e seus ensinamentos sobre a pobreza apostólica ganharam valor após a sua morte entre os Arnoldistas, os Valdenses e os Franciscanos, ainda que nada escrito por ele tenha sobrevivido à sua condenação. Para os protestantes, Arnaldo é um dos precursores da Reforma Protestante.

Um de seus principais ensinamentos era a renúncia das coisas terrenas, especialmente pela Igreja Católica e seus oficiais, e por isso foi condenado pelo Concílio de 1139 e forçado a sair da Itália. Em Paris, estudou com o filósofo Pierre Abélard. No Sínodo de 1141, tanto Arnaldo como seu professor Abélard tiveram seus posicionamentos derrotados por Bernardo de Claraval, o perseguidor dos Cátaros.

Condenado ao silêncio e ao exílio pelo Papa Inocêncio II, ele se refugiou em Zurique. Seus escritos foram queimados, mas Arnaldo continuou a pregar seu ideal de pobreza apostólica. Para ele, o clero que possuísse propriedade privada não tinha direito nem poder para ministrar os Sacramentos. Quando foi encaminhado à fogueira, recusou-se a renunciar às suas ideias. Foi enforcado, seu corpo queimado e suas cinzas jogadas às águas do rio para que seu túmulo não se convertesse em um santuário.

2. Pietro Carnesecchi

Pietro Carnesecchi foi um humanista italiano, nascido em Florença, filho de um mercador influente na corte papal em virtude de suas ligações com os Médici. Ao 25 anos já tinha se tornado secretário do Papa. Em virtude da habilidade com que expressava suas ideias, ganhou a admiração de Catarina de Médici e outros personagens influentes da corte francesa.

Logo se tornou também uma figura proeminente nos círculos literários e religiosos em Nápoles, nos quais eram discutidos elementos de uma necessária reforma espiritual da Igreja. Pietro não demorou a aceitar a doutrina de Lutero, mas manteve seu repúdio à política de cismas.

Quando a repressão ao movimento reformista começou, Carnesecchi se viu envolvido nas acusações. Por algum tempo ele encontrou abrigo com seus amigos parisienses. Acabou sendo citado uma segunda vez por um tribunal de Roma, mas se recusou a aparecer diante das autoridades para oferecer explicações. Logo, a Inquisição tomou novo fôlego, renovando suas atividades com muito mais afinco que antes.

Carnesecchi estava em Veneza quando soube desta nova postura dos tribunais, e imediatamente partiu para Florença, onde julgava que estaria à salvo. Contudo, lá foi traído por Cosmo I, Grão-Duque da Toscana, que desejava ganhar favores do Papa. Então, permaneceu por mais de um ano encarcerado, até sair sua sentença de degradação e morte. De nada adiantou ter se ajoelhado diante do Papa implorando por misericórdia. Ele e outras dezesseis pessoas foram decapitadas e queimadas em praça pública.

1. Giordano Bruno

Giordano Bruno foi um teólogo, filósofo, escritor e frade dominicano italiano condenado à morte na fogueira pela Inquisição Romana, acusado de heresia. Quando ainda estava no seminário, Bruno estudou Aristóteles e Tomás de Aquino, predominantes na doutrina Católica da época, doutorando-se em Teologia. Contudo, logo suas ideias avançadas atraíram inúmeras perseguições.

Acusado de heresia, foi levado à Roma para ser julgado. Poucos meses depois, abandonou o hábito e deixou a Itália, iniciando um período de peregrinação de sua vida. Viajou por Gênova, Toulouse, Paris, Suíça, Inglaterra, Marburg, Wittenberg, Praga, Helmstedt e Frankfurt. Nesta última cidade conseguiu publicar vários de seus escritos. Em suas viagens, recebeu influências de culturas diversas.

Bruno era culto e dotado de grande sagacidade. Independente, desenvolveu ideias inovadoras e muito avançadas para sua época, que misturavam neoplatonismo místico e panteísmo. Adepto do humanismo, corrente socióloga renascentista, defendia o infinito cósmico e uma nova visão do homem.

Agora em Florença, num ambiente que julgava ser amigo de foragidos como ele, Bruno foi traído por um comerciante traiçoeiro e católico fervoroso, que denunciou ao Santo Ofício a presença de Giordano. Nunca renunciou às suas ideias, e por isso foi condenado à morte na fogueira. Foi obrigado a ouvir a sentença ajoelhado, e durante seu martírio pelas chamas teve a voz calada por um objeto de madeira posto em sua boca.

A BIZARRA E MISTERIOSA BÍBLIA DO DIABO

Um monge beneditino condenado à morte por seus pecados decide escapar de seu terrível destino fazendo um pacto com Lúcifer, o anjo caído. Assim teria sido escrita a Bíblia do Diabo, o maior e mais misterioso manuscrito medieval, repleto de imagens satânicas e encantamentos atribuídos ao próprio demônio.

Em nenhum outro lugar do planeta existe um manuscrito como este. Ele reúne uma combinação única de textos, com ilustrações bizarras, e está até hoje envolto em mistérios assustadores, que fazem deste livro um objeto que inspira medo e fascinação. Por trás dele, uma das figuras mais temidas de todos os tempos: Lúcifer, o anjo caído de Deus.



Também conhecida como Codex Gigas (livro gigante), a Bíblia do Diabo é o maior manuscrito medieval do mundo.  Pesando aproximadamente 80 kilos e contendo mais de 300 páginas, o livro contém a Bíblia em latim e mais diversos outros textos, entre documentos históricos, ilustrações e um extenso formulário de magia.

São necessárias ao menos duas pessoas para carregar o livro, que possui 92 cm de altura, 50 cm de largura e 22 cm de espessura. Suas capas são feitas de madeira, revestidas em couro e recobertas por enfeites metálicos. As páginas são feitas de um pergaminho elaborado a partir da pele de jumento. Contam as tradições que foram necessários 160 animais para a confecção do livro.

O nome Bíblia do Diabo se deve à uma enorme ilustração do Diabo no interior do livro, bem como à lenda que envolve a sua criação. Seu escriba teria sido um monge que quebrou seus votos monásticos e, por este motivo, foi condenado à uma severa punição: ser murado vivo.

Para escapar deste trágico fim, o monge prometeu elaborar, em uma única noite, um livro que glorificaria para sempre o Mosteiro, uma vez que conteria a soma de todo o conhecimento humano. A noite já ia alta quando o monge percebeu que era impossível concluir tal tarefa em tão pouco tempo. Atualmente, cientistas estimam que seriam necessários ao menos 20 anos de trabalho ininterrupto para concluir o livro.

Foi então que o monge, aparentemente desiludido com a graça divina, recorreu à Lúcifer para que o ajudasse a terminar seu trabalho e salvar sua vida. Em troca, ofereceu sua alma ao anjo caído, que finalizou a obra naquela mesma noite. Como agradecimento, uma imagem do Diabo foi incluída em uma página inteira.

A intervenção de Lúcifer na confecção deste intrigante manuscrito continua sendo um mistério. Mesmo as mais cuidadosas análises da escrita utilizada no livro não são capazes de identificar qualquer perturbação no padrão uniforme do Codex. Em nenhum momento são verificados sinais de envelhecimento, doença ou estado de espírito do escriba, fazendo com que a lenda da ajuda diabólica continue sendo um dos maiores enigmas deste manuscrito.

É POSSÍVEL VENDER A ALMA AO DIABO?

Existe sempre alguém procurando por uma forma fácil de obter prazer, dinheiro, fama ou poder. Especialmente numa sociedade que valoriza e deifica aspectos materiais e ilusórios e cada vez mais subestima tudo o que tenha sabor de autêntica espiritualidade, e na qual são criados a todo instante novos prazeres para serem desfrutados, havendo tão pouco tempo para fazê-lo.





Muitas são as formas fáceis de triunfar no mundo material em que vivemos, e elas invariavelmente exigem condutas que extrapolam os limites da ética e da moral, e descartam completamente os valores espirituais mínimos que se espera de um ser humano decente e capaz de conviver de maneira harmônica em sociedade.


Em linguagem popular, quando alguém faz algo repugnante e desprezível para alcançar rapidamente aquilo que deseja, diz-se que esta pessoa fez um Pacto com o Diabo, ou seja, vendeu sua alma a Satanás em troca de algum benefício. Esta expressão se fundamenta numa tradição de origem cristã, segundo a qual é possível realizar acordos com o Príncipe deste Mundo e assim obter dele favores em troca da entrega da própria alma

Mas ate as Pessoas Intenderem, que Terreiro Nenhum Faz estes Tipos, de Pacto Verdadeiro, a penas e Possível Fazer Pactos com as Crases Mais baixas de Demônios. 
Segundo esta tradição, que possui expressões antigas e modernas, o pacto com o diabo ou a venda da alma a Satanás aconteceria sem intermediários, ou seja, entre a própria pessoa e Satã, ou algum outro demônio poderoso o suficiente para satisfazer algum desejo. A pessoa ofereceria sua alma em troca da realização dos favores solicitados à entidade demoníaca. Mais tarde, contudo, o agente das sombras viria coletar seu prêmio, e o pobre infeliz e iludido haveria de sofrer a danação eterna, nada equiparável em intensidade aos míseros e efêmeros prazeres obtidos pelo pacto
Nos relatos existentes, quer sejam verdadeiros, fantasiosos ou simbólicos, tais favores variam entre juventude, conhecimento, talento, riqueza, poder, vingança e prazeres sexuais. Em troca, o demônio exige a promessa da alma para toda a eternidade, ou ainda o abjeto e vil sacrifício de crianças ou a sua consagração às forças do mal no momento de seu nascimento
Em geral, os pactos podem ser orais ou escritos. Pactos orais são realizados mediante rituais invocatórios, e uma vez que a criatura abismal se faz presente, o invocador verbalmente solicita o favor desejado e oferece em troca a sua alma. Pactos escritos começam da mesma forma que os orais, ou seja, com invocações, conjurações e rituais, mas incluem uma etapa onde o invocador escreve o que deseja e assina com sangue em um contrato ou no chamado Livro Vermelho de Satã.
Se sabe hoje Em dia que para fazer Pacto com o Demônio, e preciso coisas absurdas, coisa que não se encontra em lojas de artigos de Umbanda, coisas deste modo, são produtos Difíceis, Coisa que podem levar o ser Humano a Prisão. 
Esta possibilidade de se realizar um pacto com entidades demoníacas não é algo ignorado e nem mesmo rejeitado pelos gnósticos. Sabemos que este é um dos aspectos do eterno jogo cósmico entre as forças da Luz e das Trevas, mas como nossa opção é pela Luz, não nos dedicamos a realizá-los e nem mesmo a ensiná-los. Pelo contrário, ensinamos como desfazer estes tristes acordos que as almas incautas, movidas pelo individualismo à qual todos estamos sujeitos, acabam realizando.
Antes disso é necessário compreender o que este pacto significa. E à luz da consciência desperta, este Pacto com o Diabo é uma alegoria que retrata com perfeição dialética uma realidade que ocorre no mundo interior da imensa maioria das pessoas. Com isso estamos afirmando que a parcela predominante das almas deste mundo já têm firmado este contrato nefasto, venderam-se em troca de favores que recebem todos os dias, e se você, querido leitor, está lendo este texto em busca de conhecimento para realizar o pacto, saiba que na verdade ele já foi feito, ainda que você não tenha sido avisado disso.
Não exageramos quando fazemos essa afirmação, pois para isso nos apoiamos na sabedoria gnóstica e nos instrumentos da psicologia experimental, que contemplam os mais diferentes – e às vezes estranhos – aspectos das tradições espirituais para tomar conhecimento da condição em que a alma se encontra e da obra que ela precisa realizar para reencontrar a Luz. E o que esta sabedoria nos revela é que o pacto pode ser desfeito a partir do momento em que começamos a tomar consciência da verdadeira natureza do Diabo, deste personagem que habita nosso mundo interior e aprisiona as almas dando a elas as migalhas de ilusão que tanto desejam.

Para os gnósticos, o Diabo é a viva representação do EGO, o conjunto de defeitos psicológicos conhecidos como Orgulho, Ira, Luxúria, Cobiça, Inveja, Preguiça e Gula, os sete pecados capitais, ou sete demônios que Jesus (alma cristificada) expulsa de Maria Madalena (alma pecadora). Estes sete defeitos são desejos, apegos, medos e ilusões que aprisionam a ALMA e a mantém profundamente escravizada. Toda alma que se tenha deixado aprisionar pelo ego possui um verdadeiro pacto com este mesmo ego, e em outras palavras pode-se dizer que está vendida ao Diabo.

Enquanto o Ego permanece vivo, a alma pertence ao Diabo, ao Satanás Interior, que promete à ela a satisfação de seus desejos, mas entrega sofrimentos, dores, frustrações e amarguras que parecem não ter fim. O ego é o elemento psicológico caótico que escraviza a consciência, engarrafa a alma e a faz adormecer profundamente. Somente através do DESPERTAR e da REVOLUÇÃO da consciência é possível desfazer este pacto, acabando com a dependência das ilusões e dos prazeres deste mundo e com o sofrimento.
Para realizar esta “quebra de pacto”, para “desfazer este negócio”, a alma precisa eliminar o Ego e alcançar o que em esoterismo gnóstico se chama a Cristificação. E para cristificar a alma é necessário seguir os ensinamentos do grande Mestre, que aponta à humanidade três atitudes: “negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me” (Lucas 9:23). Estes são, em linguagem gnóstica contemporânea, os chamados Três Fatores de Revolução da Consciência, e ao colocá-los em prática qualquer um pode livrar sua alma deste acordo demoníaco que causa tanta dor e sofrimento.

Deus Controla os Espíritos Malignos!

Vamos parar aqui para discutir quem era esse espírito, já que ele não era Samuel. Os estudiosos da Bíblia que acreditam que Deus jamais permitiria que o espírito de um servo fiel já morto fosse invocado à esta dimensão terrena por meio do ritual satânico proibido da necromancia, crêem que esse espírito era um demônio disfarçado de Samuel, um ser sobrenatural ímpio sob o controle direto de Deus!

Deus utiliza esse tipo de controle sobre um demônio? Sim, certamente.

Em Jó 1:6-7, vemos que Deus convocou tanto os seus anjos piedosos quanto os anjos ímpios de Satanás para se apresentarem diante dele em seu trono. Deus convocou os demônios de Satanás para darem satisfação de suas atividades a ele!

Com isso em mente você entenderá melhor o conteúdo de 2 Crônicas 18:18-22, onde Deus enviou uma entidade demoníaca para ser um "espírito de mentira" e deliberadamente enganar o ímpio rei Acabe, para que Deus o trouxesse a julgamento. Veja:

"Disse mais: Ouvi, pois, a palavra do SENHOR: Vi ao SENHOR assentado no seu trono, e todo o exército celestial em pé à sua mão direita, e à sua esquerda."

Vamos parar aqui para identificar o "exército celestial" que o profeta Micaías viu em sua visão inspirada. Baseado no que Jesus nos disse sobre o julgamento final, podemos seguramente identificar o exército celestial à mão direita de Deus como sendo os anjos fiéis, e o exército celestial à mão esquerda de Deus como sendo os anjos rebeldes, ou demônios. Em Mateus 25:33, vemos que a organização dos homens no julgamento final será com os salvos à mão direita de Deus [ovelhas], e os condenados à mão esquerda de Deus [bodes].

Com isso em mente, considere a seqüência do relato da Escritura:

"E disse o Senhor: Quem persuadirá a Acabe rei de Israel, para que suba, e caia em Ramote de Gileade?... Então saiu um espírito e se apresentou diante do SENHOR, e disse: Eu o persuadirei. E o SENHOR lhe disse: Com quê? E ele disse: Eu sairei, e serei um espírito de mentira na boca de todos os seus profetas. E disse o SENHOR: Tu o persuadirás, e ainda prevalecerás; sai, e faze-o assim. Agora, pois, eis que o SENHOR pôs um espírito de mentira na boca destes teus profetas..." [2 Crônicas 18:19-22].

Uma vez que a Bíblia nos diz que Deus está acima de todo o mal, e não pode fazer o mal, podemos ver que aqui ele ordenou a um demônio para ir até Acabe e sussurrar uma mentira em seu ouvido que o levasse a cometer um erro fatal no campo de batalha. Esse espírito de mentira estava sob o controle direto de Deus, e executou sua tarefa muito bem: o rei Acabe foi morto na batalha [verso 33].

Vemos uma situação parecida em 1 Samuel 16:14, onde a mão de Deus começa a se mover contra o rei Saul. "E o espírito do SENHOR se retirou de Saul, e o atormentava um espírito mau da parte do SENHOR." Deus enviou um espírito maligno — um demônio — para ir até o rei Saul e atormentá-lo como parte de seu julgamento divino contra o rei.

Em 1 Samuel 18:10-11 e 19:9-10, vemos que outro espírito maligno — um demônio — agindo sob as ordens diretas de Deus, persuadiu o rei Saul a tentar matar Davi; no entanto, o Senhor garantiu que Davi escapasse:

"E aconteceu ao outro dia que o mau espírito da parte de Deus se apoderou de Saul, e profetizava no meio da casa; e Davi tangia a harpa com a sua mão, como de dia em dia. Saul, porém, tinha na mão uma lança. E Saul atirou com a lança, dizendo: Encravarei a Davi na parede."

Dessa forma, não temos muita dificuldade para acreditar que o espírito que surgiu durante esse ritual foi realmente um demônio agindo sob as ordens diretas de Deus, não apenas para aparecer como Samuel, mas para transmitir ao rei Saul a mensagem que Deus queria enviar! [1 Samuel 28:15-19].

O Ritual Satânico Necessário Para Trazer um Espírito a Esta Dimensão

Já que Deus não quer expor o ritual satânico específico que os feiticeiros realizam para invocar fisicamente um espírito a esta dimensão, o relato bíblico omite o ritual de feitiçaria nessa passagem. No entanto, a feiticeira certamente teve de realizar um ritual entre os versos 11 e 12 do capítulo 28. Assim sendo, pedi a Cisco Wheeler, uma ex-praticante de Magia Negra, para me descrever exatamente o tipo de ritual que essa feiticeira teria executado para trazer um demônio a esta dimensão.

Como o mundo de Satanás e de seus demônios tem um nível considerável de hierarquias e de linhas de comunicação, todo feiticeiro precisa conhecer exatamente o procedimento que Satanás estabeleceu para que os médiuns humanos possam acessar seu poder sobrenatural e controlar seus demônios nesta dimensão. Esse conhecimento é a própria essência da feitiçaria. Os feiticeiros humanos devem ser muito cuidadosos no modo como realizam esse ritual, pois demônio algum quer ser forçado a vir a esta dimensão, de forma a realizar a vontade do ser humano que está executando a cerimônia; se o feiticeiro cometer algum erro, não importa o quão insignificante, o demônio tem permissão de Satanás para atacar e matar o feiticeiro. Dessa forma, os feiticeiros tomam um cuidado enorme com os mínimos detalhes quando realizam esse ritual.

Isso é o que a feiticeira em En-Dor — conhecida na literatura ocultista como Gilgamés — deve ter feito para trazer esse espírito disfarçado de Samuel. O grande deus Ea do cosmos acadiano é o único capaz de forçar o deus do mundo dos mortos, Nergal, a libertar o espírito de Enkidu para que Saul possa supostamente conversar com Samuel. A atividade é consumada por meio da prece a Ea; se o necromante for poderoso o suficiente, não é necessário o oferecimento de um sacrifício; o resultado aparece na forma de um espírito, que chega como um vento. Os ocultistas acreditam, portanto, que o demônio que apareceu foi Enkidu, disfarçado como Samuel.

Os demônios que são forçados a se materializar nesta dimensão sempre reclamam amargamente por terem sido forçados a vir. Assim, não devemos ficar surpresos ao ver esse demônio — que Saul presumiu ser Samuel — reclamar no verso 15: "Por que me desinquietaste, fazendo-me subir?" Essa queixa é ouvida quase todas as vezes que um feiticeiro realiza uma cerimônia de necromancia, já que o demônio não quer ficar sob o controle do médium humano.

Caso o nigromante [necromante] não seja poderoso o suficiente para fazer o espírito subir com uma simples prece ao deus Ea, então este é o ritual necessário: O feiticeiro deve primeiramente fazer a prece ao deus Ea e depois iniciar os preparativos para um ritual de sacrifício. Após desenhar os símbolos "sagrados" requeridos pelo ritual específico, o nigromante terá de cavar uma cova com sua espada, derramar uma libação de mel, vinho e água ao redor e espargir comida dentro da cova; depois deve fazer votos e proferir preces de devoção à nação dos mortos, preenchendo a cova com o sangue de uma ovelha imolada, após o que as almas dos mortos virão do reino sobrenatural.

Entretanto, o conhecimento mais importante que o nigromante deve ter é o "nome inefável" do deus Ea. Esse "nome mágico" invoca a forma de poder que o ritual requer para ser eficaz. Esse nome, misterioso e divino, é o maior e mais irresistível de todos os poderes da magia. Ea, deus da terra e do mar, é o único ser em todo o universo que conhece a palavra secreta. Quando ela é pronunciada, tudo se curva no céu, na terra e nas regiões do inferno. Esse nome sozinho pode subjugar os sete maskim [os mais poderosos espíritos na mitologia suméria/acadiana, dotados de poderes extraordinários, capazes de causar terremotos, de parar o movimento dos astros e de atacar os homens com suas magias] e fazer cessar suas destruições. Os próprios deuses são subjugados por esse nome e o obedecem. Assim, já na aurora da história encontramos o poder que supostamente reside nos nomes inefáveis que inflamaram um grande rastro em toda a magia ritual. Na magia egípcia, os magos afirmavam que conheciam os nomes ocultos e místicos dos deuses, e proferiam esses nomes para controlá-los.


A magia ritual requer o uso dos nomes inefáveis dos principais deuses da região infernal. Assim, quando os maçons dão grande ênfase ao "nome inefável" de "Deus", revelam sua verdadeira natureza das trevas. As raízes da Maçonaria podem ser rastreadas até os mistérios egípcios, portanto é natural que falem tanto sobre o "nome inefável" de "Deus", embora a Bíblia não o mencione nem uma única vez. Não se deixe enganar quanto à verdadeira natureza ocultista da Maçonaria.

Não sabemos se a feiticeira de En-Dor era poderosa o suficiente para invocar um demônio disfarçado de Samuel simplesmente fazendo uma prece ao deus Ea, ou se teve de realizar o ritual de sacrifício descrito anteriormente. Não é necessário para esta discussão saber esse detalhe. O que sabemos é que o rei Saul estava ciente que essa feiticeira de En-Dor rotineiramente invocava espíritos a esta dimensão, e que quando pediu para ela trazer Samuel, um demônio apareceu nesta dimensão!

Conforme afirmamos anteriormente, Satanás é o "senhor deste mundo" e pode fazer muito do que quiser, a menos que Deus intervenha especificamente para impedi-lo. Os bruxos e feiticeiros costumeiramente conjuram manifestações físicas de demônios, como retratado na gravura ao lado.

Examine atentamente essa gravura. Ela mostra o maçom de Grau 33 Eliphas Levi dentro de um círculo especialmente criado, conjurando o espírito demoníaco Apolônio de Tiana [Manly P. Hall, maçom de Grau 33, An Encyclopedic Outline of Masonic, Hermetic, Qabbalist and Rosicrucian Symbolical Philosophy Being an Interpretation of the Secret Teachings Concealed Within the Rituals, Allegories and Mysteries of All Ages, H.S. Crocker Company, 1928, pág. 101; também citado por David Carrico, Scottish Rite Journal, no artigo, Manly P. Hall: The Honored Masonic Author, Evansville, Indiana, 1992, pág. 17; catalogado como um livro recomendado pela Macoy Publishing and Masonic Supply Company; reeditado pela Dra. Burns, com autorização].

Com Eliphas Levi fazendo o papel do bruxo — lendo o livro de encantamentos em sua mão — o demônio é conjurado a esta dimensão, e aparece dentro de um círculo em que há um triângulo desenhado em seu interior. Observe o Baphomet [Bafomé] no canto superior esquerdo e a caveira humana na extremidade direita. Portanto, os satanistas dão grande importância aos símbolos desenhados no chão ou na terra. Eles fazem uso desses símbolos durante cerimônias poderosas de bruxaria.

O ex-feiticeiro/mestre-maçom/mórmon William Schnoebelen expõe claramente a habilidade dos médiuns de invocar espíritos a esta dimensão. Leia o seu testemunho, pois é uma confirmação para o aqui e agora, ou seja, a época atual.

"Na bruxaria, nosso desafio era conjurar e controlar os espíritos e usar seu poder sem nos ferirmos durante o processo." [Mormonism's Temple of Doom (O Templo da Perdição do Mormonismo), de William Schnoebelen and James R. Spencer, 1997, pág. 12].

Lembra-se de nossa afirmação anterior que um feiticeiro presta muita atenção até mesmo aos mínimos detalhes em um ritual, pois caso cometa algum erro, por menor que seja, o demônio que foi chamado a esta dimensão pode até matá-lo? Schnoebelen acaba de confirmar esse fato. Graças a Deus, Bill Schnoebelen agora é um cristão nascido de novo e serve a Jesus Cristo!

Nos países do mundo que não têm a tradição das igrejas fundamentalistas fiéis à Bíblia, como os EUA, os demônios manifestam-se regularmente nesta dimensão. Receio que, uma vez que os EUA se afastaram para bem longe de Deus nas últimas décadas, vejamos esse fenômeno com uma regularidade crescente, a começar dentro dos círculos satânicos estabelecidos, é claro. Nós, cristãos nascidos de novo, não precisamos nos preocupar com a manifestação de demônios, porque estamos protegidos pelo sangue derramado de Jesus Cristo. No entanto, nossos amigos, vizinhos e até mesmo familiares que não são salvos podem nos levar a entrar em contato com tal atividade demoníaca; portanto devemos estar conscientes de que essa atividade demoníaca está ocorrendo furiosamente ao nosso redor e nos afetando indiretamente.

Schnoebelen faz uma declaração assustadora a respeito da habilidade dos demônios de entrarem na casa de alguém que tenha sido afligido ou possuído, para afligirem também os demais membros da família! Veja:

"Como podemos esperar que nossos filhos respeitem a autoridade quando o nosso envolvimento numa religião antiga de mistérios [Maçonaria] abriu as comportas do desejo em nossas casas... As crianças têm faro fino para a hipocrisia, e se conhecerem algo de suas Bíblias, verão facilmente que o papai não deveria estar freqüentando a reunião da loja todas as segundas-feiras à noite... embora a maioria das crianças provavelmente não saiba muito a respeito da Maçonaria em que seu pai e/ou mãe está envolvido, o fato de que seus pais são membros do 'maior conciliábulo de feiticeiros do mundo' traz o pecado da bruxaria para dentro de casa." [Maçonaria: Do Outro Lado da Luz, de William Schnoebelen, Editora Luz e Vida, pág. 236].

Um pai envolvido com a Maçonaria, e/ou uma mãe que é membro da Estrela do Oriente, está trazendo demônios atuantes para dentro de sua casa, para afligirem seus filhos! Os atos dos pais afetam dramaticamente os filhos! A guerra espiritual é verdadeira e tudo o que um demônio está buscando é uma "porta de entrada" aberta por alguém em sua vida, ou por alguém com autoridade, como o chefe de uma família. A guerra espiritual pode imperar poderosamente na casa de um maçom.

No entanto, a guerra espiritual pode imperar poderosamente em um lar cristão se os pais permitiram que uma 'porta de entrada' seja aberta, como pecado sexual, álcool, drogas, consentir que os filhos ouçam música Rock, brinquem com o tabuleiro de Ouija ou qualquer outro "jogo" ocultista, ou assistindo a muitas dessas coisas na televisão atual. O que os pais fazem tem um impacto crucial em seus filhos dentro do lar!

A guerra espiritual está ocorrendo furiosamente neste mundo. Se Satanás o agarrasse pelo pescoço, você o reconheceria? Realmente, nesta época do fim dos tempos em que vivemos, a atividade demoníaca está na mais alta intensidade desde a primeira vinda de Jesus Cristo.

Você está preparado espiritualmente? Sua família está preparada? Você está protegendo seus amados da forma adequada? Esta é a razão deste ministério, fazê-lo compreender os perigos iminentes e depois ajudá-lo a criar estratégias para advertir e proteger seus amados. Após estar bem treinado, você também pode usar seu conhecimento como um modo de abrir a porta de discussão com uma pessoa que ainda não conheça o plano da salvação. Já pude fazer isso muitas vezes e vi pessoas receberem Jesus Cristo em seus corações. Estes tempos difíceis em que vivemos também são tempos em que podemos anunciar Jesus Cristo a muitas pessoas.

Se você recebeu Jesus Cristo como seu Salvador pessoal, mas vive uma vida espiritual morna, precisa pedir perdão e renovar seus compromissos. Ele o perdoará imediatamente e encherá seu coração com a alegria do Espírito Santo de Deus. Em seguida, você precisa iniciar uma vida diária de comunhão, com oração e estudo da Bíblia.

Se você nunca colocou sua confiança em Jesus Cristo como Salvador, mas entendeu que ele é real e que o fim dos tempos está próximo, e quer receber o Dom Gratuito da Vida Eterna, pode fazer isso agora, na privacidade do seu lar. Após confiar em Jesus Cristo como seu Salvador, você nasce de novo espiritualmente e passa a ter a certeza da vida eterna nos céus, como se já estivesse lá. Assim, pode ter a certeza de que o Reino do Anticristo não o tocará espiritualmente. Se quiser saber como nascer de novo, vá para nossa Página da Salvação agora.

Avanço Rápido Até o Livro de Jó

A próxima revelação que diz respeito a esse combate sobrenatural entre Deus e Satanás encontra-se no primeiro capítulo de Jó, começando no verso 6:

"E num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio também Satanás entre eles. Então o SENHOR disse a Satanás: Donde vens? E Satanás respondeu ao SENHOR, e disse: De rodear a terra, e passear por ela."

Esse verso nos diz muito sobre as atividades de Satanás e seus demônios neste planeta. Enquanto nós, humanos, tendemos a imaginar que a Terra seja um lugar bastante grande, Satanás acaba de dizer a Deus que a considera pequena o suficiente para "rodear e passear por ela". Poderíamos usar essa expressão ao falar sobre o nosso jardim!

Agora, junte esse conceito com o conhecimento bíblico de que Satanás controla este planeta durante esta época do tempo:

"Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência." [Efésios 2:2].

O apóstolo Paulo, escrevendo sob a influência do Espírito Santo, chamou Satanás de príncipe das potestades do ar.
Quando Deus criou Adão, deu-lhe responsabilidade por este planeta e por todos os animais [Gênesis 2:20], razão pela qual permitiu que nomeasse todos os animais. No entanto, quando Satanás persuadiu Adão e Eva a pecarem, o título de propriedade da terra passou a Satanás, e ele ainda o mantém. Assim, no texto referido, o apóstolo Paulo chama Satanás de príncipe das potestades do ar. Lembra-se de quando Satanás tentou Jesus Cristo no deserto e o levou ao topo de um monte muito alto e lhe mostrou todos os reinos do mundo? Satanás disse que, se Jesus apenas se prostrasse para adorá-lo, lhe daria todos os reinos do mundo. [Mateus 4:8-10].

Essa jactância não era irreal e nem à toa; Satanás poderia ter dado todos os reinos do mundo a Jesus, da forma como prometeu fazer. Por quê? Porque ele controla este mundo durante o tempo desta era; e é o "deus deste século" [2 Coríntios 4:4].

Em Apocalipse 5:1-12, mas especialmente no verso 8, vemos Jesus tomando o título de propriedade da Terra. O livro com sete selos era o título de propriedade da Terra e no verso 8 Jesus toma posse dele no céu. A partir desse momento, Satanás não é mais o príncipe das potestades do ar, conforme prova o contínuo desenrolar dos julgamentos profetizados sobre a Terra. Finalmente, em Apocalipse 11:15, os anjos proclamam: "Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre."

Até esse momento da história mundial [Apocalipse 11:15], Jesus Cristo não era o rei deste mundo; Satanás era, e ainda é hoje, porque os eventos do Apocalipse ainda são futuros. Lembre-se desse elemento-chave, pois é fundamental para a compreensão do poder que Satanás exerce no presente; se ele quiser fazer algo neste mundo hoje, pode fazer, a não ser que Deus aja especificamente para detê-lo. Certamente, na igreja de Satanás, ele pode fazer muito bem o que desejar, contanto que não tente tocar nos genuinamente salvos de Deus remanescentes. Satanás usa os conciliábulos de feiticeiros e as sociedades secretas como sua igreja, e é por esse caminho que perpetua sua doutrina e seu plano para os séculos, transmitindo-os de geração em geração.

Reiterando, a passagem em Jó 1:6-7 revela a atividade de Satanás e suas hordas de demônios. Eles estão continuamente "rodeando e passeando" pela Terra. O apóstolo Paulo então acrescenta que todos os incrédulos estão "sob o controle do espírito demoníaco" que Satanás controla! Os incrédulos são controlados por um espírito demoníaco, um controle que Satanás dividiu entre seus principados [veja maiores detalhes lendo o artigo N1050, "Os Sete Principados do Reino das Trevas"]. Dessa forma, Satanás e suas hordas de demônios estão constantemente na Terra, controlando sua gente na rebelião à autoridade estabelecida de Deus e de sua Palavra!

Já que Satanás é o príncipe deste mundo, Deus concede-lhe certa liberdade de ação que a maioria dos cristãos não compreende completamente. Embora seja verdade que nada pode tocar um cristão fiel, a não ser que Deus permita, o mesmo não é necessariamente verdade quanto ao incrédulo. Uma vez que o incrédulo — o não-salvo — está em rebelião contra Deus, e está excluído da proteção de Deus, está suscetível ao poder sobrenatural de Satanás. O não-salvo pode ser atacado virtualmente com impunidade; pode ser afligido; pode ser possesso. E, como veremos em breve, o infiel está mais suscetível a ver manifestações físicas dos demônios, particularmente se entregou a autoridade espiritual sobre seu corpo às hordas demoníacas, participando de determinados pecados, como drogas, álcool, certos pecados sexuais ou participando de atividades ocultistas.

Satanás pode fazer virtualmente o que quiser, a quem quiser, a menos que Deus especificamente intervenha para impedir. Assim, o apóstolo Paulo declara enfaticamente que os incrédulos "estão presos à vontade dele". [2 Timóteo 2:26; ênfase adicionada].

Conflito nas Regiões Celestiais Pela Influência Sobre os Reis

Em Daniel 10, Deus nos dá uma amostra intrigante a respeito da guerra espiritual entre os anjos e os demônios, enquanto eles lutam pelo coração e pela mente dos reis pagãos, mencionados especificamente aqui como "príncipe da Pérsia" e depois como "príncipe da Grécia" [Daniel 10:20].

Permita-nos resumir os eventos desse capítulo. No terceiro ano de Ciro, rei da Pérsia, Daniel começou a jejuar e orar pedindo maior entendimento do plano de Deus para Israel, especialmente no que se referia ao fim dos tempos. Daniel já havia recebido entendimentos sem precedentes anteriormente, mas não estava certo se os havia compreendido adequadamente, então pediu maiores esclarecimentos.

Vemos no verso 2 que Daniel jejuou por três semanas, esperando pacientemente pela resposta de Deus. Subitamente, no verso 4, Daniel recebe a visita de um anjo, uma experiência que quase o fez desmaiar, tanto que o anjo teve de tocá-lo para que se levantasse novamente. Em seguida, o anjo revelou uma história impressionante. Vamos acompanhar o relato bíblico a partir daqui:

"Então [o anjo] me disse: Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras; e eu vim por causa das tuas palavras."

Daniel deve ter ficado perplexo com essa história. Se Deus deu sua resposta no primeiro dia em que Daniel orou, e instruiu esse anjo para entregar a resposta a Daniel, por que demorou três semanas para que o anjo chegasse à Terra? Daniel estava certamente ciente de que um anjo pode ir do céu à Terra instantaneamente; assim sendo, por que Daniel teve de esperar por três semanas inteiras? O anjo respondeu a essa pergunta, e o impacto da resposta em nossas vidas continuará até o dia em que virmos Jesus Cristo! As implicações da resposta do anjo foram enormes.

"Sabes por que eu vim a ti? Agora, pois, tornarei a pelejar contra o príncipe dos persas; e, saindo eu, eis que virá o príncipe da Grécia."

Essa Escritura revela que uma batalha entre os anjos de Deus e as legiões de demônios de Satanás está constantemente ocorrendo pelos corações e mentes dos governantes humanos das nações do mundo. Nesse caso, os anjos de Deus e os demônios de Satanás lutaram pelo controle da mente e do coração do rei da Pérsia, que no tempo de Daniel era Ciro [verso 1]. Entretanto, todo rei da Pérsia deve ter tido tal batalha pelo seu coração e pela sua mente, e todo rei da Grécia deve ter tido tal batalha. Em outras palavras, as hordas de demônios estavam lutando contra os anjos para conseguir controlar a mente e o coração do rei humano, para que ele tomasse as decisões que beneficiassem a Satanás e pervertessem o plano de Deus. Embora Deus tenha poder a qualquer tempo e em qualquer situação para frustrar os planos das hordas de demônios, ele não age sempre dessa forma. Em sua soberania, por vezes permite às hordas de demônios influenciarem os reis da Terra a tomarem decisões que parecem implementar o programa de Satanás. É claro que o plano de Deus prevalecerá no final; mas em incontáveis situações no decorrer da história, Deus permitiu que as hordas de demônios prevalecessem de forma semelhante.

O que precisamos entender dessa passagem é que tal batalha pelo coração e pela mente dos governantes da Terra ocorre em todas as gerações da história humana. Os satanistas aprendem que Satanás encarrega determinados demônios de ficarem ao lado de cada governante de cada nação na história; podemos apenas presumir que Deus reage designando um anjo para cada governante humano em cada geração da história humana.

Mantenha esse fato em mente.

Seres Demoníacos Manifestando-se Nesta Dimensão

Já estudamos Gênesis 6, que descreve uma época em que os demônios transformaram-se em homens atraentes. Também já nos referimos a Gênesis 19, onde os anjos de Deus que destruíram Sodoma e Gomorra vieram à tarde até a casa de Ló; esses anjos eram homens muito atraentes. Essa transformação dos anjos de Deus nesta dimensão é evidentemente tão comum que a Bíblia relata que alguns cristãos receberam a anjos sem se dar conta disso! [Hebreus 13:2].

Entretanto, os demônios podem se manifestar nesta dimensão como os monstros horríveis que são? Deus permitirá esse tipo de manifestação e, se permitir, quais serão os parâmetros pelos quais permitirá isso? Alguns cristãos acreditam que os demônios de Satanás não podem se manifestar nesta dimensão; de fato, um querido amigo cristão me disse que não acredita que os demônios possam se manifestar nesta dimensão. Apenas um exemplo bíblico inquestionável convencerá um cristão céptico como ele. Felizmente, a Bíblia claramente nos dá um exemplo desse tipo.

O Rei Saul e a Feiticeira de En-Dor — 1 Samuel 28:7-25

O início dessa triste história começa no verso 3:

"E Samuel já estava morto, e todo o Israel o tinha chorado, e o tinha sepultado em Ramá, que era a sua cidade; e Saul tinha desterrado os adivinhos e os encantadores."

Quando o rei Saul precisasse de aconselhamento espiritual, ou de uma resposta específica de Deus, deveria procurar o profeta Samuel. No entanto, a Bíblia registra que Saul nunca buscou a orientação e os conselhos de Samuel. Agora que Samuel estava morto, sabendo que Davi seria o novo rei, Saul entra em desespero diante de um ataque iminente dos filisteus. Um dia antes da batalha, Saul pergunta aos seus servos onde poderia encontrar ajuda sobrenatural. Vamos acompanhar a história a partir do verso 7:

"Então disse Saul aos seus criados: Buscai-me uma mulher que tenha o espírito de feiticeira, para que vá a ela e a consulte."

O fato de que o rei Saul pensava até mesmo em buscar a ajuda de uma bruxa — uma feiticeira — para aconselhamento espiritual é chocante, pois ele erradicou vigorosamente os feiticeiros de Israel, conforme indica a resposta da feiticeira no verso 9. Deus havia ordenado que ninguém em Israel consultasse necromantes, feiticeiros, adivinhadores, encantadores e mágicos muito antes do nascimento do rei Saul [Deuteronômio 18:9-14]. Na verdade, Deus ordenou que todos os feiticeiros e os que praticassem bruxaria fossem mortos, em Êxodo, 400 anos antes do rei Saul.

Reiterando, a resposta dessa feiticeira de En-Dor (2 Samuel 28:9) mostra que Saul cumpriu as ordens de Deus no que se refere aos feiticeiros; entretanto, acho bastante interessante que, mesmo depois de uma campanha vigorosa contra os feiticeiros, os criados do rei Saul soubessem exatamente onde havia uma feiticeira! Quando o rei Saul pediu a indicação de uma feiticeira, eles sabiam exatamente onde ela vivia e levaram o rei até lá. Ela devia ser uma feiticeira bastante poderosa para ter escapado da perseguição, embora os criados de Saul soubessem exatamente onde ela vivia. A resposta imediata dos criados revela a verdade da história:

"E os seus criados lhe disseram: Eis que em En-Dor há uma mulher que tem o espírito de adivinhar." [verso 7].

Assim que o rei Saul soube que uma feiticeira vivia em En-Dor, não perdeu tempo em ir até ela.

"E Saul se disfarçou e vestiu outros vestidos, e foi ele com dois homens, e de noite chegaram à mulher; e disse: Peço-te que me adivinhes pelo espírito de feiticeira, e me faças subir a quem eu te disser." [verso 8].

O que há de mais importante a se notar no pedido de Saul é que ele falou sobre esse ritual como se fosse habitual, e ele certamente conhecia o poder de um feiticeiro para invocar um ser espiritual por meio do poder do "espírito familiar" que habita nele; esse espírito familiar é uma das formas mais poderosas de possessão demoníaca, pois invocar um ser espiritual a esta dimensão requer uma possessão poderosa, agindo por meio de um feiticeiro experiente. O rei Saul sabia que a feiticeira poderia conjurar um espírito específico, e após garantir que ela não seria morta [verso 10] — invocando o nome do Senhor — ele pede que Samuel seja trazido do Seol Superior, o lugar que Jesus chamou de Paraíso.

A maioria dos estudiosos da Bíblia não acredita que Deus realmente permitiu que o espírito de Samuel retornasse à Terra, pelo simples motivo de que Deus certamente não permitiria que o espírito de um de seus profetas retornasse à Terra por meio de um método satânico já condenado por ele. Deus dá tanta importância aos métodos justos quanto dá aos fins justos, assim ele definitivamente não permitiria que o verdadeiro espírito de Samuel se manifestasse.

O próprio texto permite essa interpretação. À primeira vista, parece que o próprio Samuel apareceu, conforme lemos no verso 12:

"Vendo, pois, a mulher a Samuel, gritou em alta voz; e a mulher falou a Saul, dizendo: Por que me tens enganado? Pois tu mesmo és Saul."
No entanto, o verso seguinte lança a dúvida se era realmente o espírito de Samuel, pois o rei Saul diz:

"Não temas; que é o que vês?"

O fato de Saul ter feito essa pergunta dessa forma parece indicar que a feiticeira não identificou o espírito que viu como sendo o de Samuel. Continuemos com o verso 13:

"Então a mulher disse a Saul: Vejo deuses que sobem da terra." Outra tradução da Bíblia parece indicar que ela viu apenas um espírito aparecendo nesta dimensão: "A mulher respondeu a Saul: 'Estou vendo um espírito subindo das profundezas da terra'." Na verdade, a feiticeira deve ter falado no singular, pois Saul formula sua próxima pergunta no singular.

"Como é a sua figura?" A feiticeira viu o espírito antes de Saul e ficou assustada com o seu semblante. Entretanto, esse fato ainda não significa que o espírito fosse realmente Samuel. A resposta que a feiticeira dá em seguida é bastante instrutiva. Ela descreveu o que viu:

"Vem subindo um homem ancião, e está envolto numa capa." Observe que a feiticeira não disse que se tratava realmente de Samuel, mas apenas que viu um homem ancião envolto numa capa. Então, a próxima sentença de Deus revela a verdade.

"Entendendo Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra, e se prostrou."

Saul entendeu que o "homem ancião... envolto numa capa" era Samuel. O rei então inclinou-se com o rosto em terra perante o espírito "e se prostrou". Em outras palavras, o rei Saul assumiu que havia reconhecido a autoridade espiritual superior de Samuel, algo que ele normalmente recusava fazer enquanto Samuel estava vivo.

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