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Demonologia é o estudo sistemático dos demônios. Quando envolve os estudo de textos bíblicos, é considerada um ramo da Teologia. Por geralmente se referir aos demônios descritos no Cristianismo, pode ser considerada um estudo de parte da hierarquia bíblica. Também não está diretamente relacionada ao culto aos demônios.


terça-feira, 10 de julho de 2012

São Barnabé

Originalmente conhecido por José, Barnabé era filho de judeus, tendo nascido na ilha de Chipre, no princípio da era Cristã. Passou muito tempo em Jerusalém, onde se radicou com a família, provavelmente até antes da Crucificação de Cristo. Uma tradição tardia relembrada por Clemente da Alexandria e Eusébio sugere que São Barnabé seria um dos Setenta discípulos um dos Exorcista da Historia, mas os Atos sugerem que se teria convertido ao Cristianismo pouco depois do Pentecostes (29 ou 30 d. C.), vendendo os seus bens e dedicando a sua vida a Cristo. São Barnabé foi quem apresentou Saulo, depois Paulo, aos Apóstolos (Act IX, 27) e foi com ele encarregue de pregar em Antioquia, na Síria, para onde levaram Marcos, o futuro Evangelista. Depois de consolidada, a Igreja de Antioquia sentiu-se inspirada pelo Espírito Santo a enviar como missionários Barnabé e Paulo para evangelizar os não crentes. Partiram, juntamente com Marcos, para Chipre, a terra natal de Barnabé, que foi a primeira terra a ser evangelizada, passando depois a toda a Ásia Menor, onde em alguns locais terão sido violentamente perseguidos pelos judeus.Um dos episódios mais marcantes desta jornada foi em Lystra, onde os Apóstolos, tendo curado um homem, foram tomados por Mercúrio e Júpiter e a custo impediram que um boi lhes fosse sacrificado. A multidão, instigada pelos judeus, atacou-os posteriormente, tendo Paulo sido gravemente ferido. Apesar das perseguições, Barnabé e Paulo converteram muitos gentios, fundando igrejas e ordenando sacerdotes, antes de voltarem para Antioquia, na Síria. Nesta cidade, o seu trabalho de evangelização foi ameaçado por pregadores vindos de Jerusalém que diziam que a circuncisão era necessária para a salvação divina, mesmo para os gentios. Dando-se conta de que esta doutrina seria prejudicial ao seu trabalho, Barnabé e Paulo dirigiram-se a Jerusalém para a combater. Reuniram-se então com os Apóstolos mais velhos no Concílio de Jerusalém (47-51 d. C.), a decisão foi-lhes favorável, para além de terem recebido uma recomendação para o seu trabalho. Após o seu retorno a Antioquia, São Paulo e São Barnabé decidiram visitar as missões que tinham evangelizado. Como São Barnabé pretendia levar Marcos consigo e perante a recusa em aceitar a companhia deste último por São Paulo pela sua deserção na viagem anterior, os Apóstolos resolveram separar-se. São Barnabé foi com Marcos para Chipre e São Paulo levou Silas consigo para a Ásia Menor.Pouco se conhece do percurso posterior de São Barnabé, sabendo-se no entanto que por volta de 57 ainda vivia como apóstolo quando São Paulo escreveu a 1.ª Carta aos Coríntios (XI, 6). Sabe-se que a amizade entre os dois apóstolos não foi, porém, abalada. Quando, em 61-63, São Paulo ficou prisioneiro em Roma, tinha a seu lado Marcos o que é para muitos um sinal de que São Barnabé teria morrido nessa altura. Muitas tradições tardias e pouco verosímeis apresentam São Barnabé como mártir de Chipre, primeiro Bispo de Milão, pregador em Alexandria e em Roma, onde nesta última teria supostamente convertido São Clemente, quarto Bispo de Roma. À exceção dos Doze Apóstolos e de São Paulo, São Barnabé é tido como o mais estimado missionário da primeira geração cristã. Saindo da sua habitual reserva, São Lucas refere-se-lhe com estima e a sua fama e áurea de santidade advêm do facto de ser um grande pregador, de ter um excelente coração e de não ter preconceitos relativamente aos judeus, para além de ter tido a perceção do valor que São Paulo teria para a Igreja Cristã, quando defendeu e apoiou a veracidade da sua conversão. São Barnabé morreu como mártir, talvez na Grécia, por lapidação.

O "Evangelho segundo São Barnabé".


Uma bíblia de 1500 anos foi descoberta na Turquia, após a prisão de uma quadrilha que comercializava antiguidades de forma ilegal. O livro, feito em couro tratado e escrito em um dialeto do aramaico, língua falada por Jesus, tem as páginas negras, por causa da ação do tempo.

São muitas as vozes que afirmam que esta versão da bíblia turca é o controverso Evangelho de Barnabé, que contradiz o Novo Testamento e aproxima-se da visão de Jesus da religião islâmica.

Há informações de que o Vaticano demonstrou preocupação com a descoberta do livro, e pediu às autoridades turcas que permitissem que especialistas da Igreja Católica pudessem avaliar o livro e seu conteúdo, que se suspeita, contenha o “Evangelho de Barnabé”, escrito no século XIV e considerado controverso, por descrever Jesus de maneira semelhante à pregada pela religião islâmica.

Segundo reportagem do jornal turco Zaman, o livro teria uma cópia do Evangelho de Barnabé. O santo seria um dos 70 seguidores de Cristo e o livro teria sido suprimido dos Evangelhos pela Igreja Católica. Para os muçulmanos, no livro, Jesus teria predito a vinda do profeta Maomé, fundador do Islamismo.
Segundo informações do site Notícias Cristãs, peritos avaliaram o livro e garantiram que o artefato é original. A descoberta do livro se deu em 2000, e desde então, vinha sendo mantido em segredo, guardado em um cofre-forte na cidade de Ancara.

O Evangelho de Barnabé é um pseudepígrafo da Era Medieval que apresenta a história dos Evangelhos de um modo diferente.

Embora o livro seja atribuído a Barnabé, um exame do texto sugere que tenha sido escrito por um italiano do século XIV.. Há uma série de indícios que sugerem ser este o Evangelho de Barnabé citado anteriormente. Contrariando os evangelhos, e em conformidade com o ponto de vista islâmico sobre Jesus, este Evangelho de Barnabé afirma que Jesus não era o filho de Deus, mas um profeta, e chama Paulo de "Enganador." O livro também diz que Jesus ascendeu vivo ao céu, sem ter sido crucificado, e que Judas Iscariotes teria sido crucificado em seu lugar.

A OBRA APRESENTA DIVERSAS DISCREPÂNCIAS E INCOERÊNCIAS. ENTRE AS INCOERÊNCIAS ESTÁ UMA CONFUSÃO ENTRE OS TERMOS 'MESSIAS' E 'CRISTO', OS QUAIS TÊM O MESMO SIGNIFICADO, A SABER, 'UNGIDO', E O AUTOR AFIRMA QUE JESUS TERIA DITO SER O MESSIAS, MAS NÃO O CRISTO. A CONTRADIÇÃO É CLARA O SABER QUE AMBOS OS TERMOS DIVERGEM APENAS EM SEU IDIOMA, SENDO QUE MESSIAS É DO HEBRAICO E CRISTO DO GREGO.

Há erros geográficos e anacronismos que tornam muito difícil a recepção desta obra como sendo realmente redigida por Barnabé. No entanto, os estudos mais independentes estabelecem que a obra conhecida como Evangelho de Barnabé é uma falsificação do século XIV.

De qualquer maneira esta “Bíblia turca” vai trazer muitos dissabores para a igreja cristã, principalmente quando descobrir que a aldeia de Nazaré distava quatorze quilômetros do Mar da Galiléia. E que Herodes e Pilatos nunca reinaram sobre a Judéia ao mesmo tempo. Herodes governou a Judéia de 37 a 4 a.C. enquanto Pilatos governou de 26 a 30 d.C. isto vai centrifugar a piolhenta dos crentes. São nove céus eqüidistantes quinhentos anos na marcha de um homem. Há céus para todos e dá até para ir de fusca.
Com certeza o “Evangelho segundo São Barnabé” vai refutar o apologismo cristão do Novo Testamento.

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