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Demonologia é o estudo sistemático dos demônios. Quando envolve os estudo de textos bíblicos, é considerada um ramo da Teologia. Por geralmente se referir aos demônios descritos no Cristianismo, pode ser considerada um estudo de parte da hierarquia bíblica. Também não está diretamente relacionada ao culto aos demônios.


segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Panteão Hindu

Estudo da Mitologia - Panteão Hindu

Principal religião da Índia, o Hinduísmo é um tipo de união de crenças com estilos de vida. Sua cultura religiosa é a união de tradições étnicas. Atualmente é a terceira maior religião do mundo em número de seguidores. Tem origem em aproximadamente 3000 a.C na antiga cultura Védica.

O Hinduísmo da forma que o conhecemos hoje é a união de diferentes manifestações culturais e religiosas. Além da Índia, tem um grande número de seguidores em países como, por exemplo, Nepal, Bangladesh, Paquistão, Sri Lanka e Indonésia.

Aqueles que seguem o Hinduísmo devem respeitar as coisas antigas e a tradição; acreditar nos livros sagrados; acreditar nos Deuses; persistir no sistema das castas (determina o status de cada pessoa na sociedade); ter conhecimento da importância dos ritos; confiar nos guias espirituais e, ainda, acreditar na existência de encarnações anteriores.

O nascimento de uma pessoa dentro de uma casta é resultado do karma produzido em vidas passadas. Somente os brâmanes, pertencentes às castas "superiores" podem realizar os rituais religiosos hindus e assumir posições de autoridade dentro dos templos.

Principais Deuses do Hinduísmo:

Brahma (representa a força criadora do Universo); 
Ganesha (deus da sabedoria e sorte); 
Matsya (aquele que salvou a espécie humana da destruição); 
Saraswati (deusa das artes e da música); 
Shiva (deus supremo, criador da Ioga), 
Vishnu (responsável pela manutenção do Universo).

Em detalhes:


BRAHMA
O criador do universo. Representado com 4 rostos, cada um virado para um ponto cardeal, como que para contemplar toda sua obra. Diz-se que, de cada uma das cabeças saiu um dos 4 Vedas, livros sagrados indianos contendo a sabedoria universal. Junto com Vishnu e Shiva, representa a trindade dos deuses hindús. Costuma ser representado deitado sobre uma flor-de-lótus que, na Índia, simboliza a expansão espiritual, por ter brotado após a passagem do Buda em sua peregrinação.


SARASWATI
É a forma feminina do criador Brahma, sendo sua esposa. Saraswati representada como todo o conhecimento e a inteligência. Aparece sentada numa flor-de-lótus, símbolo da transmutação, vestida com um sari branco (que representa a pureza) e trazendo um rosário de contas na mão (lembrando assim a importância da oração). Também é a Deusa da música e sempre tem uma Veena (instrumento musical) à mão. Aperfeiçoa o intelecto e a criatividade. Todos os lares que tem Saraswati podem contar com a influência da cultura, arte, música, inteligência e criatividade.


VISHNU
O preservador do mundo, não só da Terra. Não é criador como Brahma, mas mantém as formas, coisas, objetos, idéias, pensamentos coesos, faz com que tudo tenha sentido. É o senhor do "Dharma" (das leis naturais), responsável pela órbita dos planetas, pela posição do sol, pela lei da gravidade, pelo refluxo das marés. Geralmente representado com um disco solar chamado "Chakra" sobre a cabeça. É o deus da unidade, coesão.

Vishnu é a divindade conservadora. Aparece em 10 encarnações ou Avatares que mostram a ajuda do Deus aos homens durante a evolução do mundo; e para que se tornassem melhores trilhando o caminho da virtude. 

1°- MATSYA - como peixe 
2°- KURMA - como tartaruga 
3°- VARAHA - como javali 
4°- NARASHIMA - meio homem, meio leão 
5°- VAMANA - o anão 
6°- PARASURANA - o homem zangado 
7°- RAMA - o homem perfeito 
8°- KRISHNA - divino governante e legislador 
9°- BUDA - o homem da compaixão 
10°- SHIVA - o destruidor 

Ele é azul para simbolizar o infinito. Leva um disco na mão mostrando que mantém o Dharma, a retidão, a justiça e honradez, e a ordem do Universo. A concha (caramujo) simboliza a remoção da ignorância e a música do Cosmos. O gada ou Massa é para combater os demônios, internos e externos. O Lótus representa a beleza do Universo e a pureza e ainda a transformação. O veículo de Vishnu é Garuda, o homem Águia, uma figura de grande força, poder e piedade.


LAKSHIMI
É a parte feminina de Vishnu, o Conservador. A graça do Deus está personificada em Lakshmi, que é eterna e onipresente. Na Índia, quando alguém enriquece, se diz que Lakshmi foi visitá-lo, pois ela concede prosperidade e fartura aos homens. Lakshmi atua, também, na beleza e no amor. É a Deusa da fertilidade. Em uma das mãos posicionada o Mudra Abhaya diz: "Não tenhas medo". Nos protege. A outra mão posicionada no Mudra Varada (com os dedos para baixo) nos concede graça e a prosperidade. Segura uma flor de Lótus e senta-se nela, enfatizando a importância da vida pura sem a qual a prosperidade e a graça são como uma concha vazia. A Flor de Lótus simboliza também a transcendência do espírito sobre a matéria. O Elo que une a Terra ao Cosmos. Tê-la em casa com amor e devoção, não faltará prosperidade e fartura.


SHIVA
Opondo-se a Vishnu, Shiva tem aparentemente uma conotação negativa como o deus da destruição. Mas se pensarmos que a destruição sempre traz renovação, Shiva aparece como uma figura grata. Responsável pela morte do ego humano, é Shiva quem encaminha a humanidade para a luz por meio da aniquilação de suas ilusões.

Ambíguo, dual, ora é representado como asceta, meditando no monte Kailasa, ora com uma metade feminina, que seria Parvati. Sua imagem mais famosa é na forma de Nataraja, o deus dançarino, rodeado por um círculo em chamas, ou seja, o universo, que ele mantém em perpétuo movimento.

Shiva é o deus da impermanência das coisas, e o mais cultuado de toda Índia. E como renovação também significa vida, paradoxalmente, o deus da destruição é também o deus da fertilidade.

Shiva é frequentemente representado como Nataraja "Rei dos Dançarinos" que com sua dança, desperta a energia cósmica. Ele dança sobre o demônio Pasmara Purusha que representa nosso Ego inflamado. E somente destruindo nosso Ego chegaremos à iluminação. Pode ser representado com dois, seis ou oito braços dependendo dos símbolos de poder que tenha nas mãos. 
Em uma das mãos segura Rena, que representa a mente instável do homem, e que deve ser mantida sob controle para evitar o sofrimento. 
Na outra mão segura uma Damaru (tambor), que simboliza a atividade criativa e o ritmo do Universo. 
Na terceira mão segura o Fogo, símbolo da destruição. 
Na quarta mão a posição dos dedos na Abhaya Mudra diz "Não temas, pois eu te protejo, mesmo quando destruo". 
O Círculo de Fogo representa o contínuo movimento do Universo através dos desígnios do criador. 
O Rio Sagrado dos Ganges é representado pelas ondulações atrás da cabeça de Shiva, significando a eternidade e a pureza. 
A Lua Crescente em sua cabeça nos lembra o movimento e a passagem do tempo. 
A Serpente é o símbolo da energia cósmica. 
O terceiro olho nos adverte que o Deus tudo vê e conhece. 
O Veículo de Shiva é o boi ou Nandi, por isso é considerado sagrado. 
Na orelha direita, usa a Kundala, na esquerda usa a Tatanka, para mostrar que ele é meio homem e meio mulher, simbolizando a união ideal. 
As Rugas falam da transitoriedade de nosso corpo. 
A Pele de Tigre sobre a qual está sentado é o símbolo da arrogância e do orgulho que devem ser suprimidos. Shiva é a própria montanha, o próprio Himalaya.


GANESHA
Corpo de homem e cabeça de elefante, sábio, ponderado, ajuda as pessoas a superarem suas dificuldades. É um dos mais cultuados e queridos deuses da Índia. Fonte de inspiração para os escritores, é o autor do poema épico "Mahabharata", que relata a formação e a história do mundo e da Índia. Cedo, perdeu sua cabeça humana ao enfrentar Shiva, companheiro de sua mãe Parvati. Para compensar, Shiva colocou no corpo do rapaz a cabeça da primeira criatura que encontrou: um elefante.

Ganesha, a divindade, filho de Shiva e Parvati, é a primeira divindade a ser invocada em qualquer ritual. É considerado o grande removedor de obstáculos, tanto materiais como espirituais, e protetor dos negócios. 
Sua cabeça representa a inteligência, e a cobra em volta do seu pescoço, a energia cósmica. 
Seu veículo é um rato, que simboliza a igualdade do maior e do menor perante os olhos do Deus. Ganesha está relacionado a qualidades como prudência, diplomacia, sagacidade e firmeza. É o Deus mais venerado na Índia e se encontra em todos os lares. É colocado na entrada da casa para que deixe passar somente energias positivas expulsando as energias negativas. Está sempre acompanhado pela deusa Lakshimi.


KARTTIKEYA
"Filho das Plêiades", também conhecido entre outros nomes como Skandha "jato de esperma", por ter nascido do esperma de Shiva, que foi lançado ao mundo, sem controle, por um descuido do deus ao ser interrompido em sua cópula com Parvati, e que depois de uma série de peripécias, caiu no rio Ganges. Filho exclusivo, portanto, de Shiva. Karttikeya é o antipático "Senhor dos Exércitos", de olhos ferozes e arregalados, lembrado principalmente nas situações de guerra e, talvez por isso, um deus não tão popular quanto seu irmão. Tem por montaria um galo.


KRISHNA
A oitava reencarnação de Vishnu. Em sua forma humana aparece como um dos heróis do poema épico "Mahabharata", onde auxilia seu pupilo Arjuna em várias batalhas. Astuto, ardiloso, dá lições aos homens que pecam pelo orgulho e ambição. Sabe aproveitar os prazeres terrenos, pois tem fama de sedutor. Seus ensinamentos são paradoxais, como os dos grandes sábios, e só após muito (ou nada) refletir, podemos aprender com ele.

Krishna é o mais célebre dos Avatares (deuses com formas humanas fiéis). Seu nome significa "Escuro", graças à sua pele em tom azulado. É representado como um jovem formoso, de corpo forte e cabelos anelados. Além disso, é a divindade que conta com o maior número de adeptos na Índia. Vários livros sagrados falam sobre Krishna, mas o principal é o Bhagavad Gita. É a divindade do amor, como ele próprio se definiu: "Eu sou o amor puro dos amantes, que lei nenhuma pode proibir". Tendo Krishna com você, pode-se lutar contra todos os demônios internos e externos. Ele tem força, poder e piedade.


PARVATI
Esposa e companheira de Shiva, é também simbolizada como a manifestação feminina do deus da destruição. Parvati, "A da Montanha" é a Senhora das cavernas, das reentrâncias, das anfractuosidades, dos locais de mistério, a vulva, o útero. É também a Senhora dos animais. Para ela realizam-se rituais onde se oferece leite.


KALI
É a divindade que atua na eliminação do Ego, mostrando que tudo é temporal. É a forma irada de Durga, e aparece sempre carregando vários crânios nas mãos, para lembrar aos homens a mortalidade dos mesmos. Assim, Kali nos adverte de que o tempo é imutável e Todo-Poderoso. É uma guerreira do sexo feminino, uma característica que nenhuma outra deidade pode expressar. É muito venerada pelos hindus, especialmente nos estados do leste. Seus seguidores sempre podem contar com a sua presença para lutar contra todos os seus inimigos e aqueles que vos querem mal.


RAMA
8ª Reencarnação de Vishnu, Marido de Sita. O herói mais importante da mitologia hindu é o príncipe Rama. A história da busca de sua esposa Sita, que foi raptada pelo demônio Ravana. Rama tinha uma metade da divindade de Vishnu.


HANUMAN
Deus hindu do aprendizado, Hanuman, também conhecido como Maruti, era filho de Vayu, deus dos ventos, do ar, da respiração e um dos deuses principais dos planetas superiores. Talvez por isso, ele tenha ficado famoso tanto pela velocidade quanto pela habilidade de voar. Hanuman possuía vários poderes místicos, tais como se tornar gigantesco ou minúsculo e voar como o vento. Metade humano, metade macaco, Hanuman liderava um exército de macacos. Era companheiro e auxiliar leal de Rama, uma encarnação do grande deus Vishnu (o sustentador do universo), e o apoiou fielmente na batalha contra o demônio Ravana.

Simbolicamente, o macaco é a ciência superior, a lógica superior, que possibilita "medir o mundo", medir a Grande Obra, e saber o quanto se gastará para se realizar o Trabalho Alquímico.

Às Vezes ele pode ser visto abrindo o próprio peito para mostrar que Sita e Rama realmente residem em seu coração. Ele pode ser visto também carregando uma enorme montanha na qual existiam as ervas necessárias para salvar Lakshmana, o irmão do rei Rama, que tinha sido ferido em combate. As lendas dizem que Hanuman é o deus da casta dos Kshatryas (guerreiros e admiradores). Representa muita força e coragem nas batalhas da vida.

Panteão Brasileiro

Estudo da Mitologia - Panteão Brasileiro

Diferente dos gregos e nórdicos, os nossos deuses tem aspectos mais animistas.
Jaci vive em cada lua, Guaraci vive em cada sol, Iara em cada rio, o poderoso Tupã em cada raio.

Eles vivem em cada manifestação da natureza em cada centelha de vida, interligados pelo princípio cósmico do universo. Mas alguns alegam que eles podem ter lar fixo como o Monte Iiapaba no Ceará, onde para os Tupis, era sinônimo de céu, onde os deuses julgavam a alma dos mortos.

Outros dizem que eles vivem em três cidades lendárias no meio da floresta amazônica Akahim, Akakor e Akanis. Dizem que em Akahim existiria um objeto grande e muito antigo, entregue há milhares de anos aos sacerdotes moldadas por “deuses vindos do céu”. Tal artefato, de acordo com as tradições, começaria a “cantar quando os deuses retornassem à terra”.

A mitologia dos povos que viviam em nossas terras antes da chegada europeia é a Tupi-Guarani.
Os Deuses que a compõem são:


AÇUTÍ
Deusa da escrita.

ALAMOA
Duende feminino da Ilha de Fernando de Noronha. Mora no Pico (elevação rochosa quase inacessível) e vaga pelas suas redondezas, observando tudo que acontece na ilha. Segundo o mito, às sextas-feiras a pedra do Pico se fende e ela aparece na forma de uma forte luz ou um fogo-fátuo.
Protetora da vida silvestre, ela aparece para os pescadores exagerados e os caçadores por esporte na forma de uma mulher linda e nua, mas quando eles se aproximam, transforma-se em um esqueleto, enlouquecendo-os.

AMANA-MANHA
Deusa-Mãe da Chuva e protetora das nascentes. Tem a forma de uma rã e pode-se ouvi-la cantar quando chove. Mora na cabeceira do Rio Negro.

AMAO
Espírito do Rio Negro. Ensinou os indígenas Camanaos o processo de fazer beiju, farinha de mandioca, farinha de tapioca e várias outras coisas.

ANHANGÁ
Deus das trevas, deidade suprema dos Infernos.

ANHUM
Deus da música, o deus melodioso que tocava divinamente o sacro Taré.

ARAPÉ
Deusa da dança.

ANGOERA
Espírito dos Pampas (RS). Tem a forma de uma língua de fogo e vagueia pelos pampas protegendo a vida silvestre.

ANHANGA
Deus da Caça no campo. Protege os animais terrestres contra os caçadores que querem abusar da caça, matando desnecessariamente. Pode assumir formas diversas e, por isso, também tem vários nomes:
Mira-nhanga = espírito de humano. Tatu-anhanga = espírito de tatú. Suaçu-anhanga = espírito de veado. Tapira-anhanga = espírito de boi.
Segundo os mitos tupis, a visão de um anhanga é prenúncio de alguma desgraça para os caçadores, no mínimo, um aviso de que estão exagerando e devem sair da mata.
Também protege as plantas, das quais os animais dependem.

ARACI
Deusa-Mãe do dia. Tem a forma de uma cigarra. Também chamada de Aramanha ou Daridari.
Deusa da aurora e das madrugadas. Foi ela que fez nascer o lendário Juazeiro.

ARU
Filho de Amana-Manha, também tem a forma de um sapo, que vive em clareiras do mato e em roçados. Em noites de chuva, Aru transforma-se em um rapaz e, pegando uma canoa, vai buscar sua Mãe na cabeceira do Rio Negro para visitar as roças e fazer com que elas prosperem.

ARUANÃ
Deus da alegria e protetor dos Carajás.

BIAÇA
Deusa da astronomia.

BIATATÁ
Deusa do Mar, com forma de uma cobra-de-fogo, aparece sobre a água apenas de noite.

BOITATÁ
Deus das águas doces, na forma de uma cobra-de-fogo. Vive nas praias de mar e de rio. Protege os campos contra incêndios. Às vezes se transforma num madeiro grosso em brasa (chamado méuan) para atacar aqueles que põem fogo nos campos inutilmente.

BOIÚNA
Deus das Matas (AM), com a forma de uma grande cobra preta, de olhos luminosos. Às vezes assume a forma de um vapor para vagar sobre as águas dos rios, lagos e igarapés.

CAAPORA
Deus guardião dos animais.

CARAMURU
Deus dragão, que podia ser tanto bom quanto cruel, era o deus que presidia as ondas revoltas dos grandes oceanos.

CATÚ
Deus do outono.

CAUPÉ
Deusa da beleza (Afrodite-indígena).

CAAMANHA
Deusa-Mãe da Mata. Protetora dos vegetais e animais. Coloca gravetos envenenados na cama ou rede dos lenhadores para que fiquem entorpecidos e sejam comidos pelos animais.

CAAPORA
Espírito da Floresta, também chamado de Caipora ou Curupira. Tem os pés virados para trás para que ninguém possa seguir seu rastro. Mora em troncos de velhas árvores. Protetor da mata e dos animais. Tem cabelos arrepiados e verdes, olhos em brasa e, às vezes, cavalga um caititu (porco-do-mato) agitando um galho de japecanga. Tem o poder de ressuscitar os animais mortos sem sua permissão, apavorando os caçadores.

CAPELOBO
Animal fantástico, com corpo humano, focinho de anta ou de tamanduá e pé em forma de um fundo de garrafa. Sai à noite para rondar os acampamentos e barracões, com gritos.

CARUANAS
Espíritos das Águas, protetores da saúde dos que os invocam.

CARUARA
Duende amazônico, com forma de bicho-de-pau. Protege seus invocadores contra feitiços, mau-olhado, quebranto e reumatismo, mas também pode causar tudo isso, se aborrecido.

CAVALO DO RIO
Protetor do Rio São Francisco, persegue os pescadores predatórios, afundando suas barcas. Quando anda pelas margens do rio, ninguém o vê mas ouvem seus passos. Em noite de Lua Cheia, reflete sua luz, tornando sua silueta mais visível (porém, só na forma de um vulto).

CEUCI
Deusa-Mãe das Estrelas, mãe virgem de Jurupari.

CHIBAMBA
Espírito das Bananeiras (ES), ronca como um porco e gosta de dançar.

COARACI
Deus-Sol (Tupi, Nheengatu e Guarani), criador de todos os viventes e deuses. É casado com Jaci, sua irmã, a Deusa-Lua.

COROACANGA
Espírito das Palmeiras. Tem a forma de uma bola de fogo azul faiscante.

GANHAMBORA
Espírito das Matas, também conhecido como Pai-do-Mato, com aparência semelhante ao Pã grego. É grande e peludo, com uma barbicha preta, andando sempre acompanhado por um bando de queixadas. Normalmente está enlameado. Sua urina é azul.

GUAJARA
Duende dos manguezais (CE). Imita vozes de animais, ruídos de caçador, pescador, colhedor de mel de abelhas, fingindo cortar árvores. às vezes assume a forma de um pato para poder entrar nas casas e fazer suas brincadeiras.

GUANDIRÔ
Deus da noite, que bebia o sangue dos homens.

GUNOCÔ
Espírito Guardião das Florestas. Se torna visível uma vez por ano, num bambuzal.

GUAIPIRA
Deusa da história.

GUARACI
Deus do Sol, é a representação ou deidade do Sol, às vezes compreendido como aquele que dá a vida e criador de todos os seres vivos, tal qual o sol é importante nos processos biológicos.

GRAÇAÍ
Deusa da eloquência.

IARA
Senhora das Águas Doces.

IPUPIARA
Deusa das Águas e das Fontes, inimiga dos pescadores, mariscadores e lavadeiras.

JACI
Deusa-Lua, irmã-esposa do Sol, Rainha da Noite e dos homens, foi esposa de Tupã. Protetora da vida vegetal, é mãe de todos os frutos. Tem duas formas: Iaci Omunhã (Lua Nova) e Iaci Icaua (Lua Cheia).

JURURÁ-AÇÚ
Conta uma lenda, que por ter libertado o deus infernal, tornou-se a única deusa que podia entrar e sair livremente dos infernos. Tupã castigou esta linda deusa transformando-a em uma tartaruga.

JURUPARI
Senhor das Leis, é filho virginal de Ceuci. Não podia ser visto por nenhuma mulher. Aquela que o visse, morria.

KERPIMANHA
Deusa-Anciã, Senhora dos Sonhos, que desce do céu, pelo caminho do Arco-Íris (durante o dia) ou pelos raios das estrelas (durante a noite) e entra no coração das pessoas enquanto dormem e só sai de lá depois que elas acordam. Assim, quando uma pessoa acorda, encontra em seu coração o recado de Tupana, que a Velha deixou.

KILAINO
Duende dos bacaeris, variante do Caipora.

MACUNAÍMA
Deus-Criador (Macuxis, Acavai, Arecunas, Taulipangues e Caraíbas). Seu nome significa "O que trabalha de noite".

MANI
Espírito da Mandioca. Às vezes assume a forma de uma menina e passeia pelas plantações. O termo mandioca significa Casa (oca) de Mani (man).

MAPINGUARI
Gênio em forma de homem, mas todo cabeludo. Seus grandes pêlos o tornam invulnerável à bala, exceto na região do umbigo.

MARAJIGOANA
Espírito da Morte, aparece à pessoa anunciando sua morte.

MBAECÁIA
Espírito dos Caminhos, guia os viajantes que levam boas notícias. Também conhecido como Macaxera.

MBOIA-AÇÚ
Espírito do Rio Solimões (AM), tem a forma de uma cobra gigante com olhos de fogo.

MBUÁ
Deus da Caça, protetor dos filhotes e das fêmeas. Antes de começar uma caçada, deve-se oferecer um beiju para Mbuá em troca do animal.

MOTUCU
Espírito da Floresta, variante do Curupira.

MUTIN
Deus da primavera.

NHARÁ
Que preside o inverno.

NIBETAD
Herói mitológico que vive nas Plêiades. Um dia desceu e casou-se com uma mulher da tribo dos Cadiuéu. Dessa união nasceram dois filhos: Gawé-txéheg e Nõmileka, grandes pajés.

PARAJÁS
Deusas da honra, do bem e da justiça.

PEURÊ
Senhor do verão.

PICÊ
Deusa da poesia.

PINÁ
Deusa da simpatia.

POLO
Deus dos ventos e mensageiro de Tupã.

PORONOMINARE
Herói mitológico da Bacia do Rio Negro. O primeiro humano criado, fundador das civilizações.

PIRARUCU
Deus do mal que mora no fundo das águas. Conta-se que ele casou com Iara e dessa união nasceram vários monstros.

RUDÁ
Deus do Amor (Tupi), encarregado de promover a reprodução de todos os seres vivos. Tem a aparência de um guerreiro e vive nas nuvens, com duas ajudantes: Cairé (a Lua Cheia) e Catiti (a Lua Nova). Essas duas tinham a missão de despertar saudades nos amantes ausentes.

SUMÁ
Foi ela quem ensinou a arte da agricultura aos tupis.

TAINACAM
Deusa das Constelações.

TAMBATAJÁ
Deus de amor e protetor de todos os perigos.

TATÁ-MANHA
Deusa do Fogo.

TICÊ
Esposa de Anhangá.

TIRIRICAS
Deusas do ódio.

TUPÃ
Deus do trovão, Deus supremo do panteão Tupi-Guarani. Ente Supremo, cuja voz se fazia ouvir nas tempestades. Tupã-cinunga, ou "o trovão", cujo reflexo luminoso era Tupãberaba, ou relâmpago. Os índios acreditavam ser o deus da criação, o deus da luz. Sua morada seria o sol.

TXUNÔ
Deusa Caxinauá (Acre) com forma de andorinha. Leva os mortos para junto de seus antepassados.

UAUIARÁ
Deus das Águas (AM), protetor dos peixes. Tem a forma de um boto e, às vezes, se transforma num lindo rapaz, no início das noites de Lua Cheia, para seduzir as moças ribeirinhas. Tem que voltar para a água antes do nascer do sol. Também pode assumir a forma de uma bela mulher, com os cabelos até os joelhos, para atrair os rapazes. Às vezes assume a forma de um cão robusto. Seu nome significa "o que chega de repente".

URUTAU
Deusa-Lua, às vezes assume a forma de uma ave noturna, cujo canto melancólico e estranho lembra uma gargalhada de dor.

XUNDARAUA
Espírito protetor do Peixe-Boi. Mata aqueles que pesca mais de um peixe-boi.

XANDORÉ
Deus do ódio, lançador de raios, relâmpagos e trovões.

Círculo Mágico

O círculo representa as coisas sem fim, cíclicas, evolutivas, perfeição de forma e função, que freqüentemente se usa para descrever sons e sensações agradáveis ("redondo"), e em termos de aerodinâmica são perfeitos pois diluem as forças das extremidades e concentram energia no interior.

Energeticamente, a luz e as forças psíquicas têm formas concêntricas circulares, com maior intensidade de luz/energia no centro. Os chakras são vórtices no corpo humano que concentram focos circulares de energia, por sua vez interligados em espiral formando a kundalini.
Os círculos usados em rituais para fins mágicos ou de cura criam um fluxo energético que penetra as 4 direções do espaço, e vai além, impregnando o ambiente com a energia psíquica gerada dentro do círculo e potencializada por ele. Desta forma, os praticantes criam um cone de energia dentro do círculo para direcionar energia a um propósito definido, ou proteção a um objetivo definido, respeitando sempre os pontos cardeais para que seus guardiões assistam e protejam o ritual, e fixem o círculo no espaço.

Os círculos sagrados se rompem quando se permite que o caos, a raiva, ressentimentos, culpa ou medo se instalem em nossos corações e mentes, e da mesma forma irão potencializar estes sentimentos, atraindo ao praticante conseqüências de natureza similar.

Fixando os limites do círculo:

Ar - Leste - Primavera - Amarelo

Fogo - Sul - Verão - Vermelho

Água - Oeste - Outono - Preto

Terra - Norte - Inverno - Branco

Antes de qualquer ritual, a definição e desenho do círculo delimita o espaço sagrado, o perímetro de uma cápsula que será existente e ativa em mundos diferentes (planos diferentes) durante aquele intervalo de tempo, e ao mesmo tempo delimita uma barreira de proteção contra energias intrusas. Em rituais simples, como os encantamentos (Spells) o círculo é delimitado por visualização, em cores relacionadas com o propósito.

O círculo pode ser traçado com giz no chão, ou demarcado com cordas de dimensões exatas, e em seu interior pode-se ou não desenhar um pentagrama, pois na magia natural (que é o tipo de ritual Wicca) as coisas podem ser muito simples pois o maior valor é o simbolismo delas (por isso utensílios domésticos comuns podem se tornar instrumentos mágicos poderosos). Na magia cerimonial e cabalística os círculos são mais complexos, com inscrições e símbolos específicos em círculos concêntricos que devem ser desenhados em horas específicas e podem comportar várias pessoas.

É importante reunir perto de você todo o material necessário ao ritual, desenhar o círculo mentalizando o propósito e com muito capricho fazer linhas firmes, que ao fechar o círculo se encontrem perfeitamente, assim, ao se concentrar em seu interior, você conseguirá reunir o máximo de energia para um propósito definido, e terá certeza de que esta energia não se dispersará nem assimilará energias oportunistas do ambiente ao redor.
É importante lembrar que ao fechar o círculo ao seu redor, ou entrar nele, só deverá sair dele após terminado o trabalho, qualquer falha ou abertura é um ponto vulnerável.

O processo de instalar e potencializar o círculo funciona também como um poderoso organizador mental para colocar o praticante em um nível mais eficiente de energização, são passos repetitivos que a cada vez que forem executados reintroduzem o praticante no recinto sagrado facilitando o mergulho interior necessário para a concentração, e ao finalizar, o levam de volta gradualmente ao mundo real.

O tamanho do círculo tem mais relação com o conforto do ritual, permitindo melhor movimentação se for aberto, ou facilitando a concentração de energia se for mais fechado, mas é importante notar que a segurança depende da capacidade de manter um círculo fechado, quanto maior ele for, mais energia será gasta, maior a possibilidade de abrir uma brecha, e mais esforço será despendido para acumular energia.

Após finalizar os trabalhos, também é importante se lembrar de limpar apropriadamente o círculo, varrendo o material que o criou e ao mesmo tempo fazendo uma limpeza psíquica, pois executar muitos rituais num mesmo local poderá gerar uma carga de energia psíquica residual e até mesmo fenômenos tipo Poltergeist.

Todos os resíduos restantes no círculo e no altar devem ser adequadamente devolvidos à terra, seja enterrando, ou jogando em água corrente, resíduos não degradáveis precisam ser picados e direcionados a locais de reciclagem e o local deve ser limpo com pulverização de água e sal marinho , propiciando o local a ficar neutro e adequado a receber um novo círculo sem reter interferências energéticas residuais. É fácil perceber, para as pessoas sensíveis, locais onde energia psíquica residual interfere com a concentração e até mesmo com o bem estar físico, e seria cada vez mais difícil se concentrar e trabalhar no mesmo local se os resíduos não forem eliminados.

O próprio praticante deve executar a limpeza, pois assim também seus processos mentais se liberam de resíduos psíquicos, e ele consegue se desligar melhor da sensação de interdimensionalidade, que freqüentemente tonteia os praticantes após rituais densos e longos.

Desta forma é fácil perceber que o local de nossa permanência cotidiana não seria o mais apropriado a se usar para praticar rituais, pois a carga do ambiente poderia ir se acumulando e gerar desconforto físico e espiritual aos moradores da casa . Mesmo no interesse da eficiência dos rituais, ter um local reservado só para eles faz com que a mente se assente com mais facilidade e inicie o processo de concentração necessário à sacralização do espaço ritualístico, de onde vem todo o potencial energético que torna o ritual eficiente.



Incensos e seus significados

Há anos, o incenso vem sendo utilizado pelas diversas crenças, religiões e mesmo pessoas descompromissadas com qualquer tipo de credo.
Os antigos, extremamente cautelosos e minuciosos em relação ao preparo de seus rituais, e é claro, do ambiente em que realizavam estes rituais, escolhiam os incensos mais apropriados para aquilo que desejavam e esperavam alcançar.
O uso dos incensos se propagou pelo tempo, tornando-se um importante instrumento universal de meditação, purificação, proteção, etc.

I. Os incensos, uma vez utilizados de maneira correta, criam uma atmosfera no ambiente, de energia, equilíbrio e harmonia, que ajudam o ser humano a sintonizar mais facilmente com os planos superiores;
II. Associam o homem à divindade, o finito ao infinito.
III. Os incensos estão relacionados ao elemento ar e representam a percepção da consciência que está presente em toda parte.

Os Incensos são misturas de ervas e aromas, ou seja, misturas de componentes que possuem a função básica de elevar espiritualmente, tanto o ambiente como o próprio ser, servindo como agente mediúnico das intenções humanas ao Astral.
Para manipular corretamente o incenso, devemos tomar certos cuidados tais como:
a) Acender o incenso sempre com uma intenção clara, podendo ser um puro agradecimento, prece, meditação ou o que mais tiver em mente;
b) Nunca devemos apagar o incenso com sopros;
c) Tentar sempre escolher a fragrância ou mistura conciliando com o que buscamos.
Alguns escritores descrevem a fumaça como sendo o, abstratamente, a transmutação da matéria em espírito, ou seja, carvão com o aroma, respectivamente. Talvez isto explique o porquê da necessidade de se ter uma intenção.
TIPOS, FORMAS E FRAGRÂNCIAS

Quanto às fragrâncias, precisamos entender que apesar de existirem milhares delas, precisamos encontrar aquela que corresponde com a nossa intenção.
Por exemplo, se sua intenção é conectar-se com as energias cósmicas, a fragrância indicada será a âmbar. Se a intenção é de se sentir feliz, com alegria de viver, a indicada será a canela, e por aí vai.

Eu vou passar uma pequena lista das fragrâncias com suas correspondências, dessa maneira ficará mais fácil para você escolher.


Algumas fragrâncias para incensos:


Absinto
Estimulante geral para cansaço físico.

Alecrim
Traz saúde, sucesso nos negócios e acalma.

Alfazema
Acalma e limpa o ambiente.

Almíscar
Afrodisíaco, sensualidade e atração.

Amor Perfeito
Purifica ambientes, ajuda nos estudos, amor e elevação nas vibrações.

Angélica
Espiritualidade.

Anis
Para despertar o amor interno, para despertar forças.

Arruda
Proteção e limpa ambientes carregados negativamente.

Bálsamo
Acalma e equilibra energia.

Bálsamo rosa
Acalma, purifica ambientes, ajuda nos estudos, amor e eleva as vibrações psíquicas.

Benjoin
Exorcismo e espiritualidade.

Camomila
Acalma, purifica ambientes, ajuda nos estudos e desenvolvimento psíquico.

Canela
Estimulante, atrai prosperidade, bens materiais, acalma e afrodisíaco feminino.

Cânfora
Limpa ambientes carregados negativamente, desenvolvimento psíquico e acalma.

Côco
Estimula o bem estar.

Cedro
Purifica o ambiente, despertar forças e desenvolvimento psíquico.

Cravo
Excitante, afrodisíaco e expectorante.

Cravo-da-índia
Purifica ambientes, desperta forças, espiritualidade, sensualidade e atração.

Egypcio
Purifica ambientes e amor.

Erva-doce
Poderoso calmante.

Espiritual
Purifica ambientes, desperta forças e espiritualidade.

Quéfron
Eleva as vibrações e desenvolvimento psíquico.

Romanus
Para despertar forças, desenvolvimento psíquico.

Rosa
Purifica ambientes, ajuda nos estudos, espiritualidade, amor, elevação das vibrações e desenvolvimento psíquico.

Rosa branca
Purifica os sentimentos e acalma.

Rosa Musgo
Rejuvenesce e amacia a pele.

Rosário
Para despertar forças e desenvolvimento psíquico.

Sândalo
Equilíbrio mental, acalma, purifica ambientes, ajuda nos estudos, amor, espiritualidade, elevação das vibrações, sensualidade e atração.

Templum
Ajuda nos estudos, espiritualidade, eleva as vibrações e desenvolvimento psíquico.

Verbena
Ativa a sensualidade.

Violeta
Desperta a auto-confiança e afrodisíaco.

Vetiver
Ativa a sensualidade e comando.

Ylang Ylang
Ativa a sensualidade.
Escolha o incenso adequado para cada objetivo.

Para atrair:

Alegria e felicidade - pitanga, limão, maçã, mirra e erva cidreira
Prosperidade e riqueza - âmbar, canela, benjoim, mirra, noz moscada, verbera
Meditação e espiritualidade - alfazema, lírio, mirra, sândalo, acácia, flor de lótus
Limpeza energética - alecrim, arruda, beijoim, cânfora, cedro, eucalipto, mirra, verbera
Paz, calma e equilíbrio - camomila, alecrim, alfazema, arruda, citronela, erva doce, eucalipto, flor de laranjeira, flor de lótus, lírio, maçã, rosas, sândalo, violeta. jasmim
Amor e romance - alfazema, almíscar, camomila, erva doce, dama da noite, jasmim, noz moscada, patchouly, rosas, verbera
Afrodisíaco, sexualidade e sensualidade - almíscar, dama da noite, jasmim, rosa, patchouly, orquídea
Sucesso - erva cidreira, almíscar e canela.

Incensos e Essências Aromáticas:
Acácia - ótimo incenso para uso nos locais de trabalho e negócios, pois acalma a mente
Madeira - muito usado para desatar "nós" ou abrir caminhosRosa - usado para atrair amor ou ativar o relacionamento afetivo e acalmar
Amêndoa - usado para limpeza energética de ambientes
Alecrim - usado para limpeza de ambientes
Ópio - ótimo incenso para energizar objetos e ambientes
Almíscar - potente incenso para ascender ou inflamar as relações amorosas
Jasmim - muito usado para criar uma atmosfera amorosa e romântica
Benjoim - pode ser usado para proteger os ambientes e atrair sucesso
Lótus - incenso da paz
Patchuli - para quem quer grandes paixões
Sândalo - muito usado para quem quer meditar ou orar
Mirra - usado para limpezas energéticas
Flor de laranjeira - ótimo calmante quando se sente o ambientenervoso
Mil-flores - usado contra o olho gordo e a inveja
Dama da noite - para encontros amorosos
Maçã - muito bom para saúde, alegria e amor
Campestre - estimula a intuição e atividades mentais
Canela - atrai justiça e sucesso
Gerânio - dá coragem para enfrentar momentos de mudanças
Ylang-Ylang - aumenta a auto-estima e o amor próprio
Olíbano - traz sensação de proteção e aconchego e limpa as vias respiratórias
Manjerona - acalma o coração agoniado
Bergamota - controla o apetite e combate a depressão
Lavanda - traz equilíbrio e diminui a ansiedade
Eucalipto - promove a limpeza das vias respiratórias
Menta - bom para usar nos ambientes para tirar cheiros
Citronela - essência de purificação ambiental
Âmbar - tônico sexual
Camélia - aumenta o amor e as paixões
Baunilha - estimula a sensualidade
Lavanda - aproxima os amantes
Verbena - alivia todos os tipos de conflitos
Cravo - renova as energias
Sândalo - eleva a espiritualidade
Limão - é tonificante
Pinho - aumenta a atração
Jacinto - aumenta a intuição

As Runas Sagradas


As Runas eram conhecidas como uma forma de escrita, que servia tanto para a comunicação como para fins mágicos. Geralmente, inscritas em pedras num alfabeto antigo, com letras características, foram usadas pelos antigos povos germânicas e pelos próprios vikings, como uma arte divinatória, nos encanamentos e em talismãs rúnicos.
"Em todas as suas variedades, as runas podem ser consideradas como uma antiga forma de escrita da Europa do Norte. A versão escandinava que também é conhecida como 'Futhark', derivado das suas primeiras seis letras: 'F', 'U' 'Th', 'A', 'R', e 'K'), e a versão anglo-saxônica conhecida como Futhorc (o nome também tem origem nas primeiras letras deste alfabeto).
As inscrições rúnicas mais antigas datam de cerca do ano 150, e o alfabeto foi substituído pelo alfabeto latino com a cristianização, por volta do século VI na Europa central e no século XI, na Escandinávia. 'Runemal' era a arte do uso de alfabetos rúnicos para obter respostas, como um oráculo, instrumento usado pelos iniciados nesta arte para buscar o autoconhecimento." 
Canto Rúnico a Odin - Edda
"Encontrarás nas runas,
Símbolos mágicos,
Bons, fortes e poderosos,
Como assim os quis o Senhor da Magia,
Como os fizeram os Deuses propícios,
Como os gravou o Príncipe dos Sábios." 
As runas são símbolos que nos remetem ao mais profundo autoconhecimento da nossa própria natureza, traduzindo, através da sua grafia, toda ancestralidade e a sabedoria do grande Deus nórdico Odin. 
O 'futhark' antigo, com 24 sinais alfabéticos, ainda é o mais utilizados entre nós para se consultar na forma oracular. As runas são divididas em três grupos de oito símbolos, chamadas aett ou aettir, no plural, e nos permitem acessar o que chamamos de "o inconsciente coletivo das possibilidades". 
1. A Criação - Aett de Fehu:
O primeiro jogo de 8 Runas representam a criação do mundo, a fertilidade e início da vida. Regido pelo Deus Freyr, diz respeito à realização material e ao plano físico.

Fehu (Fêihu) - O gado, a riqueza
Posição normal: riquezas materiais e espirituais, sucesso e vitória.
Invertida: Frustrações, impasses e perda de estima pessoal.
Uruz (Úruz) - O touro bravo, a força Posição normal: Boa sorte, amadurecimento e progresso numa carreira.
Invertida: Oportunidades perdidas, influências negativas e desânimo.
Thurisaz (Thurisáz) - Os espinhos de Thor Posição normal: Proteção, decisão importante a tomar e boas notícias.
Invertida: Decisões precipitados, cautela e más notícias.

Ansuz (Änsuz) - Palavras de Odin Posição normal: Sabedoria, conselho dado por uma pessoa mais velha.
Invertida: Falta de comunicação, futilidade e movimento inútil.
Raidho (Raithô) - A carruagem Posição normal: Viagem, união e progressos em direção às metas da vida.
Invertida: Rompimentos, fracassos e viagens desagradáveis.
Kenaz (Kenaz) - A tocha Posição normal: Renovação, novos começos e iluminação.
Invertida: Perda de prestígio social ou de posses valiosas, fim de um ciclo.
Gebo (Gueibo) - O presente Posição normal: União, equilíbrio, bons negócios e amor correspondido.
Invertida: Não tem posição invertida.
Wunjo (Uúnjo) - A alegria Posição normal: Felicidade, bem estar e transformação para melhor.
Invertida: Infelicidade emocional, crises e perdas afetivas.
2. A Necessidade - Aett de Hagal:
O segundo Aett de 8 Runas, ensina-nos a aprender com as adversidades da vida. Regido pelas forças da natureza e dos elementais, diz respeito ao plano emocional.
Hagalaz (Hagalaz) - O granizo Posição normal: Precauções, limitações e adiamento dos planos.
Invertida: Essa Runa não tem posição invertida. Símbolo enigmático
Naudhiz (Nauthis) - A necessidade Posição normal: Paciência e cautela para que os planos sejam bem-sucedidos.
Invertida: Evite a precipitação, controle a raiva e aprenda com a adversidade. Dependendo do material estudado não há posição invertida.
Isa (Ísa) - O gelo
Posição normal: Período de gestação, saber esperar o momento oportuno.
Invertida: Essa Runa não tem posição invertida.
Jera (Jéra) - A colheita do ano
Posição normal: Período de espera, fertilidade, alegria e satisfação.
Invertida: Essa Runa não tem posição invertida.
Eihwaz (Éiuaz) - O teixo
Posição normal: Proteção, final de um ciclo e começo de uma nova vida.
Invertida: Essa Runa não tem posição invertida.
Perdhro (Perthro) - Algo oculto
Posição normal: Ganhos inesperados, conhecimentos ocultos e espiritual.
Invertida: Desapontamentos, traições e paciência.
Algiz (Algiz) - A proteção do alce
Posição normal: Viagem, novos caminhos, alegria e progresso.
Invertida: Inquietação, vulnerabilidade e perigos vindo de fora.
Sowelo (Souelú) - O SolPosição normal: Auto-realização, regeneração e vitória.
Invertida: Essa Runa não tem posição invertida.
3. A Humanidade - Aett de Tyr:
O terceiro Aett de 8 Runas, nos mostra como conduzir a nossa vida. Regido pelo Deus Tyr, invoca a justiça e diz respeito à realização do plano espiritual.
Tiwaz (Tiuás) - O Deus TyrPosição normal: Vitórias, discernimento, intuição e poderes psíquicos.
Invertida: Problemas emocionais e força vital sendo desperdiçada.
Berkana (Bercana) - O vidoeiroPosição normal: Nascimento de um bebê ou nova idéia e amadurecimento.
Invertida: Confusão. Desânimo, separações e carências.
Ehwaz (Éuaz) - O cavalo
Posição normal: Movimento, mudanças, progresso e lealdade.
Invertida: Saber esperar, evitar ação e mudanças.
Mannaz (Mánaz) - O homem Posição normal: Integração, confiança e clareza interior.
Invertida: Falta de fé, bloqueios e inimigos ocultos.
Laguz (Lagús) - A águaPosição normal: Fluidez das emoções, intuição e poderes psíquicos.
Invertida: Pensamentos confusos, enganos e fracassos.
Ingwaz (Inguáz) - A Deusa Freya
Posição normal: Realização de um sonho, nascimento, amor e sexualidade.
Invertida: Essa Runa não tem posição invertida.
Dagaz (Dagaz) - O dia
Posição normal: Prosperidade, mudanças e transformações positivas.
Invertida: Essa Runa não tem posição invertida.
Othila (Ocíla) - A herança
Posição normal: Sabedoria ancestral, propriedade, heranças e notícias de longe.
Invertida: Problemas com propriedade e heranças.

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