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Demonologia é o estudo sistemático dos demônios. Quando envolve os estudo de textos bíblicos, é considerada um ramo da Teologia. Por geralmente se referir aos demônios descritos no Cristianismo, pode ser considerada um estudo de parte da hierarquia bíblica. Também não está diretamente relacionada ao culto aos demônios.


segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Panteão Nórdico

Estudo da Mitologia - Panteão Nórdico

De muita importância no mundo ocidental, essa mitologia relata as crenças dos povos germânicos e vikings. Uma religião voltada ao culto da natureza em sua maioria, apresentam deuses aventureiros, heróis, feiticeiros, anões e gigantes. Outra características dessa mitologia é que os deuses não são eternos, pois no Ragnarök haverá uma grande batalha em que todos eles morrerão e uma nova raça de deuses surgirão em um mundo sem crimes. 
A fonte de pesquisa é a obra de Tarsilo Orpheus Spalding, Dicionário de Mitologias Européias e Ocidentais, já que as fontes sobre essa mitologia em português são poucas.

ODIN 
O maior dos deuses, senhor das magias, da sabedoria, governante de Asgard. Odin para ter sabedoria fez alguns sacrifícios contra si mesmo: atirou um de seus olhos no poço de Mimir em troca de um gole de sabedoria, se enforcou ou dependurou-se na árvore cósmica Yggdrasil, para obter as Runas e foi revivido por magia em seguida. Ele se mantinha informado sobre os acontecimentos em toda a parte através de seus dois corvos, Hugin (Pensamento) e Munin (Memória), que vigiavam o mundo e contavam tudo o que se passa e o que já se passou. Odin tornou-se chefe do Panteão Nórdico devido ao seu gosto pelas batalhas e no salão de sua fortaleza reunia os vencidos em batalhas. Odin é a figura central entre os deuses nórdicos, pois era símbolo de bravura. Odin também era chamado Woden. Logo, Woden's Day (Dia de Woden) se tornou Wednesday (em inglês), que em português é o dia da semana Quarta-feira. Este dia é dedicado a Odin.

BURO 
Primeiro deus da mitologia nórdica, pai de Borr e avô de Odin. Foi criado pela vaca Audumla que lambia o gelo salgado e Ginnungagap.

BORR 
Filho de Buro, pai de Odin, Vili e Ve. Casou-se com Bestla, filha do gigante Bölthorn com a qual teve seus três filhos. 

THOR 
Deus dos trovões, considerado o mais forte entre os deuses e o mais adorado entre os povos germânicos, por isso teve a maioria dos templos em sua homenagem. Filho de Odin com Jord, Thor tinha em seu martelo Mjölnir (Significa aquilo que esmaga) sua principal arma, com a qual produzia raios. Considerado grande para um deus, de um apetite grande e extremamente forte, adorava disputa por poder e era o campeão entre os deuses contra os inimigos, os gigantes do gelo. Era casado com Sif, deusa da colheita, com quem teve uma filha chamada Thurd, além de mais 2 filhos com a gigante Jarnsaxa, Magni (força) e Modi (coragem). O dia da semana dedicado a Thor é a Quinta-feira, Thor's Day (Dia de Thor), se tornou Thursday em inglês.

LOKI 
Deus do fogo, símbolo da maldade, traiçoeiro e de pouca confiança, também estava ligado à magia, podendo assumir várias formas. Possui grande senso de estratégia e habilidades para seu interesse. Mantém boas relações com Odin e foi companheiro de Thor em inúmeras aventuras. Loki era pequeno, de olhos vivos e malignos, sedutor, dormiu com todas as deusas e depois gabava-se do feito perante os maridos traídos. Sua esposa era Sigyn, com quem teve os filhos Nari e Narfi. Também uniu-se a gigante Angrboda, com a qual teve 3 filhos monstruosos: o lobo Fenrir, a serpente Jormungand e a deusa Hel.

FREY 
Filho de Njord e irmão de Freya, casado com a gigante Gerda. Era um deus caracterizado pela beleza e força e comandava o tempo, a prosperidade, a fertilidade, alegria e a paz. Era também considerado o deus da agricultura. 

FREYA 
Deusa do amor e da fertilidade, também deusa da magia e da adivinhação. Teve vários deuses como amantes. Segundo seu mito sempre esteve à procura de Odur, seu marido perdido, enquanto chorava suas lágrimas se transformavam ouro e âmbar. Acompanhava Odin nas batalhas e compartilhava os mortos das guerras, onde metade dos guerreiros mortos iam para o seu palácio. O dia da semana dedicado a Freya é a Sexta-feira, Freya's Day (Dia de Freya), se tornou Friday em inglês.

TYR 
Deus do céu, da luz e dos juramentos. Filho de Hymir, passou a ser depois considerado filho de Odin devido à sua bravura em batalhas. Era representado como um homem sem a mão direita, decepada por Fenrir quando os deuses prenderam o monstro durante uma prova imposta pelos deuses ao monstro. Tinha como símbolo a lança, representado como símbolo de justiça.

VE 
Irmão de Odin, filho de Bor e Bestla. Ve era conhecido na mitologia nórdica por dar aos homens os dons da fala e da palavra. 

VILI 
Também irmão de Odin e Ve. Na mitologia Vili foi responsável por dar à humanidade os dons da emoção, sentimentos e pensamentos.

AEGIR 
Deus do Mar, da raça dos Vanir. Cultuado e temido pelos marinheiros, acreditava-se que Aegir aparecia para tomar a carga, homens e navios com ele para levá-los ao seu salão no fundo do oceano. Antes de começar alguma viagem os marinheiros faziam sacrifícios, especialmente de humanos, para apaziguar sua ira. Era casado com a deusa Ran com quem teve nove filhos. Aesir nem sempre é considerado um deus, mas sim um gigante amistoso dos deuses, sendo Njord considerado o deus do mar. Aegir seria o comandante das criaturas marinhas, conhecidas como Fjortun. Tinha dois serviçais, Eldir e Fimafeng, sendo este morto por Loki em um banquete no palácio de Aegir.

ALFADUR 
É considerado o deus supremo da mitologia nórdica. Será responsável pela criação do novo mundo após o Ragnarök. Confundido com Odin, Alfadur é representado como um deus incriado e infinito.

BALDER 
Filho de Odin e de Frigg, da raça dos Ases, divindade da justiça e da sabedoria. Seu episódio mais notável no mitologema está relacionado à sua morte: certa vez teve sonhos em que sua via estava ameaçada, situação que chegou a perturbar os deuses. Odin determinou o destino de Balder e tomou precauções para que nada acontecesse com ele. Frigg fez com que todas as coisas e todos os seres do mundo fizessem um juramento para que nunca ofendessem o bondoso Balder. Loki, um deus que praticava o mal, disfarçou-se de mulher e comentou com Frigg que todos os seres fizeram o juramento, menos um pequeno broto, o visco, que não jurou tal lealdade. Por ser um broto, Frigg não acreditava que tal planta faria algum mal a Balder.

Em uma festa promovida pelos deuses, os mesmos, para testar a fidelidade dos seres e coisas, começara a atirá-las em Balder e nada lhe acontecia. Apenas um dos deuses, Hord, não participava da brincadeira por ser cego. Loki perguntou a Hord porque ele não participava e o mesmo disse que por ser deficiente não podia participar, pois não sabia em que direção atiraria. Loki sugere que ele também tente e lhe entrega uma flecha feita pelo visco que não prometera lealdade a Balder. Hord, guiado por Loki, atira a flecha em Balder que o mata instantaneamente. Frigg então suplica para alguém ir até o reino de Hel, a deusa do submundo, para buscá-lo, missão que Hermond, outro filho de Odin, ficou de concretizar. Hel concordou que Balder voltasse, mas com uma condição: que todos os seres da terra chorassem por ele. Todos os seres choraram, com exceção de Loki, que não o fez. Segundo o mito, Balder retornaria depois do Ragnarök, construindo um novo mundo.

FRIGGA 
Principal deusa do panteão germânico, esposa de Odin, deusa da fertilidade e da união. Detentora de enorme sabedoria, tinha o poder da profecia e sabia do destino dos homens, mas não os revelavam. Seu principal mito está ligado ao de Balder. 

GERDA 
Deusa considerada a mais inteligente e a mais bela do panteão nórdico. Seu principal mito refere-se à sua relação com o mortal Mefym. Este a pediu em casamento e ambos foram viver em Asgard. A deusa, ao descobrir que seu amado matou sua irmã, Ninia, tentou matá-lo e ele, como castigo, selou a alma de Gerda no Nilfheim. Desde então Gerda tornou-se a deusa das almas perdidas. 

HEIMDALL 
Guardião do Bifrost, a ponte arco-íris que conduzia a Asgard. O mito caracterizava-o como um ser que tinha visão e audição extremamente apurada e nunca dormia. Munido de sua corneta Giallarhorn, avisava aos deuses quando os seus inimigos se aproximavam. No Ragnarök estava destinado a enfrentar Loki, e logo após morrer devido aos ferimentos. Era também considerado o deus das estratégias. 

HEL 
Deusa do submundo, filha de Loki com a gigante Angrboda. Tinha como irmãos o lobo Fenris e a serpente Jormungand, monstros inimigos dos deuses. O mundo inferior é chamado de Helheim. Segundo o mito Hel foi enviada para esse local por Odin. O mundo de Hel ficava às margens do rio Nastronol. Em seu reino iam as pessoas que morriam por doença ou velhice. Tinha como companheiros a Fome, a Inanição, o Atraso, a Vagareza, o Precipício e o Sofrimento. Era representada metade de seu corpo como de uma linda mulher, e a outra parte de um corpo terrível em decomposição. A palavra Inferno deriva de Hell (inferno em inglês) como referência ao submundo de sofrimentos da deusa Hel.

HODR 
Deus cego que matou Balder. Incentivado por Loki a participar da festividade dos deuses, Loki o fez atirar em Balder uma flecha feita pelo visco que não lhe prestara fidelidade. Hodr acabou sendo morto por Vali.

HOENIR 
Deus caracterizado por uma grande beleza. Foi entregue por Odin para viver com a outra família de deuses, os Vanir. Era companheiro de Odin e Loki nas corridas através do mundo e ajudava Odin nas transformações mágicas. Na criação o homem Hoenir deu a este a alma. 

IDUN 
Deusa da poesia, esposa de Bragi. Tinha uma grande beleza e era estimada dos deuses. Era a guardiã do pomar sagrado e servia aos deuses uma maçã por dia que mantinha a juventude e a força. Idun era a responsável pela imortalidade dos deuses. Seu principal mito gira em torno da acusação de adultério feira por Loki. O mesmo para especificar tal acusação faz a seguinte afirmação: "Idun aperta em seus braços o assassino de seu irmão". Também há o episódio com o gigante Thiasi que por ela se apaixonou e a sequestrou, transformando-se em águia.

JORD 
Deusa do Midgard (Terra), mãe de Thor e irmã de Njord. Devido à sua atribuição Jord não reside em Asgard com os outros deuses, mas sim na terra, cuidando-a. 

MIMIR 
Guardião da fonte da sabedoria que banhava uma das raízes da árvore Yggdrasil. A água da fonte era tão preciosa que Odin, para bebe-lá, teve que abandonar um dos seus olhos. Era considerado o mais sábio dos deuses, conhecimento obtido ao beber a água desta fonte. Teve sua cabeça decepada, mas Odin a manteve viva para consultá-la a fim de tornar-se onisciente. Seu nome se interpretava como “aquele que pensa”. 

NJORD 
Deus do mar dos Vanes, pai de Frey e Freya. Era considerado um deus pacífico, protetor dos pescadores e marinheiros. Estes em agradecimento depositavam oferendas em altares construídos próximos aos rios e mares. Njord casou-se com Skadi, deusa do inverno e da caça. Skadi o escolheu através de um critério que era observar os pés dos deuses, à procura dos pés mais limpos e bonitos. Njord foi o escolhido, mas a relação entre ambos logo desfez porque Skadi não conseguia viver nas encostas oceânicas e Njord não conseguia viver nas montanhas, devido as constantes mudanças, daí advindo a criação das estações do ano.

NANNA 
Esposa de Balder, filha de Nep. Quando Balder é assassinado, ela se desespera e joga-se na pira funerária com seu amado. 

NORNAS 
As três senhoras do destino dos humanos, chamavam-se Urd, Werdandi e Skuld. Conhecedoras dos preceitos ancestrais, dos costumes antigos e sabiam, assim, que destino de vida dar a cada um. Não só os humanos, mas os deuses estavam submetidos aos seus poderes. A cada uma delas era atribuído um conhecimento: a Urd o passado, a Werdandi o presente e a Skuld o futuro. 

SIF 
Esposa de Thor, mãe de Uller e Thurd. Deusa da excelência e da habilidade em combate, Sif apreciava os guerreiros leves e habilidosos. Tinha cabelos dourados feitos pelos Trolls (anões) depois que Loki os cortara.

SKADI 
Deusa do inverno e da caça, casou-se com Njord, relação desfeita por não conseguirem viver juntos em cada um dos seus habitats. Era filha do gigante Pjazi, assassinado por Loki, decide vingar-se da raça dos Aesir. Estes, não sendo capazes de se defenderem batendo em uma mulher, decidem que ela escolhesse um entre eles para casar-se, advindo desta escolha Njord. Desta relação nasceram Frey e Freya. Mais tarde casou-se com outro deus dos Aesir, Uller.

ULLER 
Deus da justiça e dos julgamentos, também considerado patrono da agricultura. Era filho de Thor e Sif. Casou-se com Skadi. 

VALI 
Filho de Odin, vivia obcecado pela dor que lhe causara a morte de Balder, de tal modo que não tinha sequer tempo para lavar as mãos ou pentear os cabelos.

VALQUÍRIAS 
Na mitologia nórdica são deusas secundárias a serviço de Odin. São descritas como belas jovens cavalgando em cavalos alados, armadas com elmos e escudos, sobrevoando os campos de batalha na escolha dos guerreiros abatidos em guerra que serão levados ao Valhala (lê-se vaurrála). Os poetas as representavam como virgens com plumagem de cisnes, com capacidade de voarem através dos céus. Comumente postavam-se às margens dos lagos e, segundo lendas, se um homem conseguisse apoderar-se de sua plumagem as teriam como escravas. A escolha desses guerreiros era ordenada por Odin, que precisa recolher os melhores guerreiros para a batalha do Ragnarök. Também eram mensageiras, e quando cavalgavam pelos céus, devido ao brilho de suas armaduras as reconhecia através do fenômeno da aurora boreal. O compositor Richard Wagner, inspirado no mito, compôs uma ópera chamada “As Valquírias”. 

VIDAR 
Filho de Odin, associado à vingança. Conhecido com valente e audaz, mas desprovido de inteligência. No Ragnarök será o responsável pela morte do lobo Fenrir, sobrevivendo ao crepúsculo dos deuses e sucedendo seu pai no novo mundo. 

BRAGI 
Filho de Odin, deus da poesia e da sabedoria, esposo de Idun. O episódio que lhe cabe na mitologia é a acusação de Loki de classificá-lo como um deus afeminado. Idun, ao defendê-lo, foi acusada de ser uma deusa lasciva.

FORSETI 
Deus da justiça e da meditação, filho de Balder e Nanna. Era responsável por julgar as disputas entre deuses e homens. Prometeu que em seu tribunal deuses e homens sempre chegariam a um acordo. Era conhecido como imparcial, porque só assim a justiça seria alcançada. 

MAGNI 
Filho de Thor, seu principal mito é ter salvado a vida de seu pai quando este abateu o gigante Hrungnir que acabou caindo por cima do deus. Todos tentaram libertá-lo, mas só Magni conseguiu o feito. Após o Ragnarök, Magni receberá o martelo mágico Mjölnir de seu pai, tornando-se o deus mais forte na nova era dos deuses. 

EIR 
Deusa conhecida por sua habilidade de cura e conhecedora da ressurreição, uma das deusas da montanha Lifia. Protetora dos trabalhos saudáveis, segundo a mitologia Eir entrega a todas as mulheres suas curas, ensinando os segredos das artes medicinais. 

FULLA 
Divindade menor da mitologia, irmã de Frigga. É a guardiã da caixa mágica de sua irmã.

GEFJUN 
Deusa associada à agricultura e à virgindade, à ilha dinamarquesa de Zelândia e ao rei sueco Gylfi. Segundo a mitologia a deusa desapareceu onde hoje é o lago Malarem, e nesse local foi formada a ilha Zelândia na Dinamarca. No Edda é descrito que todos os que morrem virgens tornam-se assistente da deusa. 

HLIN 
Uma das 3 serviçais de Frigg, junto com Fulla e Gná. Seu nome significa protetora.

RIND
Segundo a mitologia é descrita como uma giganta, uma deusa ou uma princesa humana, e teve com Odin o filho Váli. Sua maior fonte está no livro III do Gesta Danorum, de autoria de Saxo Grammaticus, onde é descrita como uma princesa dos rutenos. Após a morte de Balder, Odin consulta uma vidente para saber como poderia se vingar e esta lhe dá como sugestão dirigir-se ao país dos rutenos. Chegando lá, sob disfarce de guerreiro, o deus é recusado pela princesa por 2 vezes. Quando Rind adoece, Odin se disfarça de curandeira e a encontra para ajudá-la. Por sua sugestão pede para o rei amarrar a filha na cama e assim Odin a estuprou e dessa relação nasceu Bous, que vingaria Balder.

Panteão Egípcio

Estudo da Mitologia - Panteão Egípcio

Os egípcios cultuavam inúmeros deuses, com funções e aspectos variados. Existiam deuses cultuados em todo o Egito e outros adorados apenas em determinados lugares. Entre os primeiros estavam os deuses ligados à morte e ao enterro, como Osíris.

O culto a Ísis e a Osíris era o mais popular no Egito Antigo. Acreditava-se que Osíris e sua irmã-esposa, Ísis, tinham povoado o Egito e ensinado aos camponeses as técnicas  de agricultura. Conta a lenda que o deus Set apaixonou-se por Ísis e por isso assassinou Osíris. Esse ressuscitou e dirigiu-se para o Além, tornando-se o deus dos mortos.

Os antigos egípcios acreditavam que as lágrimas de Ísis, que chorava a morte do esposo, eram responsáveis pelas cheias periódicas do Nilo. Também era adorado o deus Hórus, filho de Ísis e Osíris. 
          
Estas divindades possuíam algumas características (poderes) acima da capacidade humana. Poderiam, por exemplo, estar presentes em vários locais ao mesmo tempo, assumir várias formas, até mesmo de animais e interferir diretamente nos fenômenos da natureza. As cidades do Egito Antigo possuíam um deus protetor, que recebia oferendas e pedidos da população local.

Os deuses egípcios têm muito em comum com os homens: podem nascer, envelhecer, morrer: possuem um corpo que deve ser alimentado, um nome, sentimentos. No entanto, estes aspectos muito humanos escondem uma natureza excepcional: seu corpo, composto de matérias preciosas, é dotado de um poder de transformação, suas lágrimas podem dar nascimento a seres ou minerais. Os poderes dos deuses são sempre comparados a algumas propriedades dos elementos da natureza ou dos animais, o que dá lugar a representações híbridas às vezes espantosas.

Para representar os deuses, todas as combinações são possíveis: divindades totalmente humanas, deuses inteiramente animais, com corpo de homem e cabeça de animal, com o animal inteiro no lugar da cabeça (o escaravelho, por exemplo) ou com cabeça humana. A esfinge, imagem do deus-sol e do rei, é um leão com cabeça humana. Há animais comuns a muitas divindades (o falcão, o abutre, a leoa) e outros que são característicos de apenas uma (íbis de Thot, o escaravelho de Khepri).

Os egípcios mumificavam e enterravam seus animais domésticos. Sobretudo em uma data relativamente tardia, no decorrer do 1° milênio A.C. os egípcios sacrificavam animais para mumificá-los e amontoá-los aos milhares em cemitérios especiais. São, provavelmente, ex-votos que os devotos compraram dos sacerdotes para oferecer a seu deus o seu animal preferido. O culto dos touros sagrados é muito mais antigo: um animal único torna-se uma manifestação terrestre do deus. Ele tem direito a um enterro com grandes pompas.

Havia inúmeros Deuses, sendo inevitável às rivalidades e as contradições. Abaixo são apresentados os principais deuses:


AMON
Rei dos deuses, ele é o senhor dos templos de Luxor e Carnac. Tem por esposa Mut e por filho Khonsu. Sua personalidade formou-se por volta de 2000 a.C. e traz algumas funções de Rá: sob o nome de Amon-Rá, ele é o sol que dá vida ao país. A época de Ramsés III. Amon tornou-se um monárquico, mesmo titulo que Ptah e Rá.

Frequentemente representado como um homem vestido com a túnica real e usando na cabeça duas altas plumas do lado direito, ele se manifesta, igualmente, sob a forma de um carneiro e, mais raramente, de um ganso.


Rá é um dos nomes do sol (você pode ouvir também com o nome de Ré), um dos principais deuses egípcios. Em Heliópolis ("a cidade do sol" em grego) é ele que, depois de ter decidido existir, cria o mundo e o mantém vivo.

Quando desaparece no oeste, à noite, ele é Atum, velho curvado, esperado no além pelos mortos que se aquecem com seus raios. Pela manhã, renasce no leste com a forma de um escaravelho (Khepri).

Durante o dia clareia a terra, sempre com a forma de um falcão. Estes três aspectos e 72 outros são invocados em uma ladainha sempre na entrada dos túmulos reais.

OSÍRIS
A história de Osíris pode ser interpretada de várias maneiras: primeiramente, nos relatos da criação do mundo, sua geração é a ultima a nascer e não representa mais elementos materiais do mundo (espaço, luz, terra, céu...).

Osíris é rei, esposo e pai: ele representa a existência das estruturas normais da sociedade humana. Outra versão: Osíris morto, destruído e ressuscitado evoca o retorno da cheia todos os anos, a morte, o renascimento da vegetação e dos seres humanos. Por essa razão, ele é o deus dos mortos e do renascimento.

Existe um antiga lenda envolvendo Osíris. A lenda de Osíris é sobretudo conhecida em sua versão grega. Osíris é o filho primogênito de Geb (a terra) e de Nut (o céu). Ele sucede seu pai no trono do Egito. Ciumento, seu irmão Seth o mata e espalha por todo país os pedaços de seu cadáver. Suas irmãs, Isis e Néftis, o reencontram e com a ajuda de Anúbis devolveram-lhe a vida para permitir a Isis conceber Hórus. Tendo legado a realeza terrestre a seu filho. Osíris reina no mundo subterrâneo e julga os mortos, aos quais pode cooperar com o sol em sua viagem noturna.

SETH
Seth é o Senhor do Alto Egito. Trata-se de um estranho galgo com longas orelhas cortadas, focinho recurvado e longa cauda fendida. Filho de Geb e de Nut, Seth é um deus complexo e ambíguo.

Da proa da barca de Rá, ele trespassa com sua lança os inimigos do Sol; ele serve ao faraó combatendo com a força de seu braço. Mas é perigoso, violento, imprevisível. A lenda de Osíris mostra-o em um mau dia: assassino de seu próprio irmão, ele persegue Hórus com seu ódio, jamais Seth renuncia luta, pois ele é o necessário fomentador de problemas no mundo regido por Maát.

MAAT
Esta deusa, que traz na cabeça uma pluma de avestruz, representa o equilíbrio, a harmonia do Universo tal como foi criado inicialmente. Em sociedade, este respeito pelo equilíbrio implica na prática da equidade, verdade, justiça; no respeito às leis e aos indivíduos; e na consciência do fato que o tratamento que se inflige aos outros pode nos ser infligido.

É Maát, muito simbolicamente, que se oferece aos deuses nos templos. Ela cuida dos tribunais e também possui templos.

ANÚBIS
Anúbis é o mestre dos cemitérios e o patrono dos embalsamares. É mesmo o primeiro entre eles, a quem se deve o protótipo das múmias: a de Osíris. Todo egípcio espera beneficiar-se em sua morte do mesmo tratamento e do mesmo renascimento desta primeira múmia.

Anúbis também introduz os mortos no além e protege seus túmulos com a forma de um cachorro deitado em uma capela ou caixão. É representado como homem com cabeça de cachorro ou forma de um cachorro ou na forma de um cachorro selvagem. Este animal que frequenta as necrópoles lhe é associado.

NÉFTIS
Néftis é uma das filhos de Geb e de Nut, a irmã de Ísis, Osíris e Seth. Seu nome significa "Senhora do Castelo".  É esposa deste último, mas quando ele trai e assassina Osíris ela permanece solidária à Ísis, ajudando-a a reunir os membros espalhados do morto e também tomando a forma de um milhafre para velá-lo e chorá-lo. Como Ísis, ela protege os sarcófagos e um dos vasos canopos e usa seu nome na cabeça: um cesto colocado em um edifício.

É ainda na campanha de Ísis que ela acolhe o sol nascente e o defende contra a terrível serpente Apófis.

HÁTOR
Hátor é, junto a Isis, a mais venerada das deusas. Distribuidora de alegria é a deusa do amor, da felicidade, da dança e da música. Também é a protetora da necrópole de Tebas que sai da falésia para acolher os mortos e velar os túmulos. É adorada na forma de uma mulher com chifres de vaca e disco solar na cabeça, de apenas uma mulher com cabeça de vaca ou simplesmente uma vaca.

HÓRUS
Filho de Osíris e Ísis, Hórus tem uma infância difícil, sua mãe deve escondê-lo de Seth que cobiça o trono de seu pai. Após ter triunfado sobre Seth e as forças da desordem, ele toma posse do trono dos vivos; o faraó é sua manifestação na terra.

Ele é representado como um homem com cabeça de falcão ou como um falcão sempre usando as duas coroas de rei do Alto e Baixo Egito, segura na mão direita o Ankh, símbolo da vida.  Na qualidade de deus do céu, Hórus é o falcão cujos olhos são o sol e a lua.

Com o nome de "Hórus do horizonte", assume uma das formas do sol, a que clareia a terra durante o dia. Criador do universo e de todo tipo de vida, Hórus era adorado em todo lugar. Ele é o deus mais importante de todos os deuses.

PTAH ou FTÁS
Deus de Mênfis que foi a capital do Egito no Antigo Império, Ptah é "aquele que afeiçoou os deuses e faz os homens" e "que criou as artes". Concebeu o mundo em pensamento e o criou por sua palavra.

Seu grande sacerdote chama-se "o superior dos artesãos". É, realmente, muito venerado pelos trabalhadores manuais, particularmente pelos ourives. Representa em uma vestimenta colante que lhe dá a impressão de estar sem pescoço e usando na cabeça uma calota. Tem como esposa a deusa Sekhmet e por filho o deus do nenúfar, Nefertum.

NEITH
É a mais antiga deusa citada pelos textos, talvez a protetora do Baixo Egito bem antes da unificação do país. Venerada principalmente em Sais, no Delta, ela é representada como uma mulher que usa a coroa vermelha do Baixo Egito.

Seu nome se escreve com duas flechas ou dois arcos, o que a designa bem como uma deusa guerreira. Também é protetora, com Duramulef, do vaso canopo do estômago, ela parece ser uma divindade que basta a si própria, um dos raros princípios criadores femininos entre os deuses egípcios.

THOT
Trata-se de um deus cordato, sábio, assistente e secretário-arquivista dos deuses. Divindade à qual era atribuída a revelação ao homem de quase todas as disciplinas intelectuais: a escrita, a aritmética, as ciências em geral e a magia. Era o deus-escriba e o deus letrado por excelência. Havia sido o inventor da escrita hieroglífica e era o escriba dos deuses; senhor da sabedoria e da magia.

O que faz dele o patrono dos escribas que lhe endereçam uma prece antes de escrever. "Mestre das palavras divinas". Thot preside a medida do tempo: o disco na cabeça é a lua, cujas fases ritmam os dias e as noites. Representado como um íbis ou um homem com cabeça de íbis, ou ainda um babuíno.

ATUM
Em Heliópolis, ele é o pai e o rei de todos os deuses, o criador do Universo que, por sua vontade, extraiu-se do caos inicial.

Atum é mais frequentemente representado como um rei vestido de uma tanga e mais raramente com o aspecto de uma serpente, usando as duas coroas do Alto e Baixo Egito.

SEKHMET
Sekhmet, "o poder", é mau caráter e tem cóleras pavorosas que podem propagar no país ventos ardentes, epidemias e a morte. Apaziguada por festas e oferendas, torna-se possível obter sua ajuda contra Apófis - que se opõe ao andamento do sol - os inimigos do rei em tempos de guerra ou os agentes responsáveis pela doença no corpo dos homens.

Seus sacerdotes são experts em magia e medicina. Em Mênfis, Sekhmet é a esposa de Ptah e mãe de Nefertum. É quase sempre representada como uma mulher com cabeça de leoa, coroada com o disco solar.

AMENÓFIS
Venerado pelos operários, sem dúvida na qualidade de fundador da instituição do Túmulo. o rei Amenófis I divinizado é, por sua vez, um deus e uma espécie de santo patrono. Filho da rainha Ahemés-Nefertari e do rei Amófis, ignora-se onde estaria seu túmulo, mas seu templo de milhões de anos estava separado deste.

A ele se dedicam estelas (esculturas de pedra), além de uma festa suficientemente importante para dar nome ao mês durante o qual acontece. A estátua de Amenófis, conduzida em procissão por toda necrópole, produz oráculos.

MERETSEGER
Ela é a dama da necrópole tebana, a deusa do cimo mais elevado que domina o maciço montanhoso. Sua notoriedade ultrapassa muito pouco o plano local, mas nestes limites é muito venerada, particularmente pelos operários do Túmulo.

Meretseger possui capelas em sua cidade, até mesmo nas casas, assim como um pequeno templo cavado na rocha perto do Vale das Rainhas onde está associada à Ptah. Protege os mortos e pode punir os maldosos.

Representada mais frequentemente como uma serpente, às vezes com cabeça humana, ela pode também ser uma mulher com cabeça de serpente.

ÍSIS
Ísis é a mais popular de todas as deusas egípcias, o modelo das esposas e mães, a protetora da magia invencível.

Após a morte de Osíris, ela reúne os pedaços de seus despojos, se transforma em milhafre para chorá-lo, se empenha em reanimá-lo e dele concebe um filho, Hórus. Usa na cabeça um assento com espaldar que é o hieróglifo de seu nome.

IMOTEPH
Imoteph: Sabe-se com certeza que essa divindade foi na verdade um homem: um grande sábio que apareceu misteriosamente no reinado do Faraó Djozer.

Graças a ele foram introduzidos notáveis avanços no campo da arquitetura e principalmente nas ciências medicas, a ponto de os próprios gregos mais tarde o reverenciá-lo sob o nome de Esculápio, o pai da medicina. Em egípcio arcaico significa "aquele que veio em paz".

Encontrar a sua tumba - se é que ela existe! - é o sonho dourado de todos os egiptólogos. As antigas tradições dizem que aquele deus após cumprir sua missão na Terra, retornou à companhia dos deuses.

NUT 
A deusa que representava o céu, era significativamente invocada como "A Mãe ds Deuses". Era representada por uma belíssima mulher, trazendo o disco solar orlando sua cabeça.

No túmulo de Tutancamon foi encontrado junto à sua múmia um peitoral no qual era invocado a proteção desta deusa: "Nut minha divina mãe, abre tuas asas sobre mim enquanto brilharem nos céus as imorredouras estrelas"

BAST ou BASTET
A estranhíssima deusa-mulher com rosto de gato. De acordo com a tradição ela era a personificação da alma de Ísis e protetora da sua magia. Bastet era a deusa da guerra, tinha uma profunda relação com a deusa Mut e com Sekhmet.

Era representada como uma mulher com cabeça de gato ou cabeça de leoa. Os gatos no antigo Egito tinham um significado muito importante, sendo idolatrados como deuses, e a deusa Bastet é uma mostra desse fascínio que os gatos exerciam nos povos do Antigo Egito.

Panteão Grego

Estudo da Mitologia - Panteão Grego 


O panteão Grego é constituído de deuses que se originaram na antiga Grécia, na Europa. É um dos panteões mais conhecidos. O império grego se estendeu por grande parte da Europa, parte da Ásia e África, e foi um dos impérios que mais durou na história, até a queda, que o levou a ser tomado pelo império Romano.

Na Grécia Antiga, as pessoas seguiam uma religião politeísta, ou seja, acreditavam em vários deuses. Estes, apesar de serem imortais, possuíam características de comportamentos e atitudes semelhantes aos seres humanos. Maldade, bondade, egoísmo, fraqueza, força, vingança e outras características estavam presentes nos deuses, segundo os gregos antigos. De acordo com este povo, as divindades habitavam o topo do Monte Olimpo, de onde decidiam a vida dos mortais. Zeus era o de maior importância, considerado a divindade suprema do panteão grego. Acreditavam também que, muitas vezes, os deuses desciam do monte sagrado para relacionarem-se com as pessoas. Neste sentido, os heróis eram os filhos das divindades com os seres humanos comuns. Cada cidade da Grécia Antiga possuía um deus protetor.

Cada entidade divina representava forças da natureza ou sentimentos humanos. Poseidon, por exemplo, era o representante dos mares e Afrodite a deusa da beleza corporal e do amor. A mitologia grega era passada de forma oral de pai para filho e, muitas vezes, servia para explicar fenômenos da natureza ou passar conselhos de vida. Ao invadir e dominar a Grécia, os romanos absorveram o panteão grego, modificando apenas os nomes dos deuses. 

PRINCIPAIS DIVINDADES GREGAS:

APOLO
Filho de Zeus e de Leto, também chamado Febo, irmão gêmeo de Ártemis, nasceu às fraldas do monte Cinto, na ilha de Delos. É o deus radiante, o deus da luz benéfica. A lenda mostra-nos Apolo, ainda garoto, combatendo contra o gigante Títio e matando-o, e contra a serpente Píton, monstro saído da terra, que assolava os campos, matando-a também. Na lenda de Homero ele era considerado, principalmente, como o deus da profecia. Seu oráculo mais importante estava em Delfos. Às vezes ele concedia o dom da profecia aos mortais que ele amava, tal como a princesa Cassandra, de Tróia. Apolo era músico e encantava os deuses com seu desempenho com a lira.

Era também um arqueiro-mestre e excelente corredor, sendo creditada a ele a primeira vitória nos Jogos Olímpicos. Sua irmã gêmea, Ártemis, era a guardiã das virgens e das mulheres jovens, e Apolo era o protetor especial dos rapazes. Era também o deus da agricultura, do gado, da luz e da verdade. Ensinou aos humanos a arte da cura. Alguns contos retratam Apolo como severo e cruel. De acordo com a Ilíada de Homero, Apolo atendeu às orações do sacerdote Crísias para obter a libertação de sua filha das mãos do general grego Agamenon, atirando flechas envenenadas contra o exército grego. Ele também raptou e possuiu a jovem Creusa, princesa ateniense, e abandonou-a com seu filho que nascera da união. Talvez por causa de sua beleza, Apolo era representado com mais frequência na arte antiga que qualquer outra divindade.

ARES 
Deus da guerra e filho de Zeus, rei dos deuses, e sua esposa, Hera. Os romanos o identificaram como Marte, também um deus da guerra. Ares, sanguinário e agressivo, personificava a natureza brutal da guerra. Era impopular tanto com os deuses quanto com os humanos. Entre as divindades associadas com Ares estavam sua mulher Afrodite, deusa do amor, e divindades menos importantes, como Deimos (o Temor) e Fobos (o Tumulto), que o acompanhavam em batalha. Embora Ares fosse bélico e feroz, não era invencível, mesmo contra os mortais. Ares era uma divindade ancestral de Tebas e tinha um templo em Atenas, aos pés do Areopago, ou Colina de Ares.

ARISTEU 
Filho de Apolo e da ninfa Cirene. Era adorado como o protetor dos caçadores, pastores e rebanhos, e como o inventor da apicultura e da arte de cultivar azeitonas. Quando Aristeu tentou seduzir Eurídice, a esposa do célebre músico Orfeu, ela fugiu dele e acabou sendo mortalmente ferida com a picada de uma cobra. As ninfas o puniram fazendo todas as suas abelhas morrerem. Mas ele amenizou as ninfas com um sacrifício de seu gado, de cujas carcaças emergiram novas colméias de abelhas. Aristeu era conhecido nas artes da cura e da profecia, e vagou por muitas terras para compartilhar seu conhecimento e curar doentes. Era largamente venerado como um deus beneficente e frequentemente era representado como um pastor juvenil carregando um cordeiro.

ASCLÉPIO 
O deus da medicina. Era filho de Apolo e da virgem Coronis, da Tessália. Zangado porque Coronis era infiel a ele, Apolo matou-a e arrancou o nascituro Asclépio de seu ventre. Mais tarde ele enviou Asclépio ao centauro Quíron para ser educado. Asclépio aprendeu com Quíron a arte da cura e logo se tornou um grande médico. Por Asclépio ameaçar a ordem natural das coisas e por ressuscitar os mortos, Zeus o matou com um trovão. O culto à Asclépio centralizou-se em Epidauro, mas era popular por todo o mundo Greco-Romano. Os santuários de Asclépio funcionavam como refúgios para restabelecer a saúde, onde regimes terapêuticos tais como exercícios e dietas eram prescritos. A prática mais importante associada com as curas era o ritual da incubação, em que as pessoas aflitas eram adormecidas dentro de um templo ou cerco sagrado na esperança de que o deus viesse ter com eles em seus sonhos e prescrevesse a cura para suas doenças.

ATHENA
Athena era a Deusa grega da sabedoria e das artes conhecida como Minerva pelos romanos. Athena era uma Deusa virgem, dedicada a castidade e celibato. Era majestosa e uma linda Deusa guerreira, protetora de seus heróis escolhidos e de sua cidade homônima Athenas. Única Deusa retrata usando couraça, com pala de seu capacete voltada para trás para deixar a vista sua beleza, um escudo no braço e uma lança na mão.

As habilidades bélicas e domésticas associadas com Athena envolvem planejamento e execução, atividades que requerem pensamento intencional e inteligente. Era a filha predileta de Zeus, tinha o dom da profecia e tudo que autorizava com um simples sinal de cabeça era irrevogável. Ora conduz Ulisses em suas viagens, ora ensina às mulheres a arte de tapeçaria. Foi ela que faz construir o navio dos Argonautas, segundo seu desenho e coloca à polpa o pau falante, cortado na floresta de Dodona, o qual dirigia a rota, advertindo perigos e indicando os meios de os evitar. 


Assim como Cronos, Zeus ingere sua primeira esposa, Métis (que estava grávida), uma Titã, na esperança de prevenir o nascimento de um futuro rival. Mas esse ato de integração tem uma consequência imprevista: um dia, Zeus tem uma dor de cabeça lancinante e logo dá à luz, pela cabeça, o feto que estava no útero de sua primeira esposa. A criança que nasce já madura da cabeça do pai é Athena, a filha consumada do pai. 

Era na cidade de Athenas que seu culto foi perpetuamente honrado: tinha seus altares, as suas mais belas estátuas, as suas festas solenes e um templo de notável arquitetura, o Partenon. Esse templo foi reconstruído no período de Péricles.

BOREAS 
Filho de Astreu e de Éos, deus dos ventos do norte, morava na Trácia. Pertencia à raça dos Titãs e era irmão de Zéfiro, Euro e Noto. Raptou Orítia, com a qual casou e que lhe deu os filhos Cálais e Zetes.

DIONÍSIO (BACO) 
De todas as divindades, era a que mais aproximava dos homens. Teve um nascimento milagroso, com efeito, morrendo-lhe a mãe antes que tivesse o necessário desenvolvimento, foi recolhido pelo pai (Zeus) que o costurou numa de suas coxas e aí o conservou até que o garoto pudesse enfrentar a vida.

ÉOLO 
Rei dos ventos, às vezes identificado com o filho de Poseidon e Arne. Vivia em Eólia, uma ilha flutuante, com seus seis filhos e seis filhas. Zeus tinha lhe dado o poder de acalmar e despertar os ventos. Quando o herói grego Odisseu (Ulisses) visitou Éolo, ele foi recebido como um convidado de honra. Como presente de Éolo, ao partir, Odisseu (Ulisses) recebeu dele um vento favorável e uma sacola de couro repleta com todos os ventos. Os marinheiros de Odisseu (Ulisses), pensando se tratar de uma sacola com ouro, abriram-na e a costa foi imediatamente varrida pelos ventos. Depois disso, Éolo se recusou a ajudá-los novamente. Outro Éolo na mitologia grega foi o rei da Tessália. Era o filho de Heleno, antepassado dos Helenos, os primeiros habitantes da Grécia. Éolo era o antepassado dos gregos Eólios.

EROS (AMOR) 
O deus do amor e relativo do Cupido romano. Na mitologia antiga, era representado como uma das forças primitivas da natureza, o filho do Caos, e a encarnação da harmonia e do poder criativo do universo. Logo, entretanto, passou a ser visto como um rapaz intenso e bonito, assistido por Pótos (ânsia) ou Hímero (desejo). Mais tarde a mitologia transformou-o no auxiliar constante de sua mãe, Afrodite, a deusa do amor. Na arte grega, Eros era retratado como um jovem alado, ligeiro e bonito, frequentemente com olhos cobertos para simbolizar a cegueira do amor. Às vezes ele carregava uma flor, mas mais comumente um arco de prata e flechas, com o qual ele atirava dardos de desejo contra o peito de deuses e homens. Nas lendas e na arte romana, Eros degenerou numa criança maligna e frequentemente era retratado como um bebê arqueiro.

EURO 
Vento que sopra do Oriente, dependente de Éolo.

HADES (PLUTÃO) 
Deus dos mortos. Seu nome significa "o invisível". Era também conhecido por Plutão, que significa "rico". Era filho dos Titãs Cronos e Réia, e irmão de Zeus e Poseidon. Quando os três irmãos dividiram o universo depois de terem deposto seu pai, Cronos, do trono, à Hades foi concedido o mundo subterrâneo. Acreditava-se que, com seu carro, viesse ao mundo para buscar as almas dos mortos. Possuía um capacete que o tornava invisível. Com sua rainha, Perséfone, que ele havia raptado do mundo superior, determinou o reino dos mortos. Somente Hades tinha o poder de restituir a vida de um homem, porém, utilizou-se desse poder pouquíssimas vezes e, assim mesmo, a pedido da esposa. Embora fosse um deus impiedoso e severo, o qual não atendia à nenhuma oração ou sacrifício, não era mau. Aliás, era conhecido também como Pluto, senhor dos ricos, porque tanto colheitas como metais preciosos acreditava-se provirem de seu reino inferior.

O mundo subterrâneo frequentemente era chamado de Hades. Foi dividido em duas regiões: o Érebo, por onde os mortos passavam imediatamente após a morte, e Tártaro, a região mais profunda, onde os Titãs haviam sido aprisionados. Era um lugar infeliz e sombrio, habitado por formas vagas e sombrias, além de ser cuidadosamente guardado por Cérbero, o cão de três cabeças e cauda de dragão. Rios sinistros separavam o mundo subterrâneo do mundo superior, e o velho barqueiro Caronte transportava as almas dos mortos através destas águas. Em algum lugar na escuridão do mundo subterrâneo estava localizado o palácio de Hades. Era representado como um lugar lúgubre, escuro e repleto de portões, repleto de convidados do deus e colocado no meio de campos sombrios uma paisagem assombrosa. Em lendas posteriores o mundo inferior é descrito como o lugar onde os bons são recompensados e os maus são punidos.

HEFESTO (VULCANO) 
Deus do fogo, filho de Zeus e Hera. Trabalhava admiravelmente os metais e construiu inúmeros palácios de bronze, além da esplêndida armadura de Aquiles e o cetro e a égide de Zeus. Segundo uma tradição, nasceu coxo, pelo que sua mãe lançou-o do alto do monte Olimpo, foi recolhido por Tétis e Eurínome, com as quais permaneceu durante nove anos. Voltando ao Olimpo, ao defender Hera contra Zeus, este atirou-o do céu e, precipitando durante um dia inteiro, caiu na ilha de Lemos. Suas forjas, com vinte foles, foram depois do Olimpo colocadas no Etna, onde tinha os Ciclopes como companheiros de trabalho. Hefaístos frequentemente é identificado com o deus do fogo romano, Vulcano.

HÉLIO 
Antigo deus sol, filho dos Titãs Hiperião e Téia, e irmão de Selene, deusa da lua, e Eos, deusa da alvorada. Acreditava-se que Hélio andava diariamente em sua carruagem dourada através dos céus, dando luz aos deuses e aos mortais. À noite ele mergulhava no oceano ocidental, do qual ele era carregado numa taça dourada para seu palácio no leste. Hélio sozinho podia controlar os cavalos ferozes que puxavam sua carruagem ardente. Quando seu filho Faetonte convenceu Hélio a deixá-lo guiar a carruagem através do céu, Faetonte morreu. Como é o único deus que pode ver toda a Terra do alto do céu, é o único que tudo sabe, e informa aos outros sobre certos segredos; e foi justamente por ter revelado a Hefaístos que Afrodite o traía com Ares que a deusa vingou-se dele, inspirando paixões funestas em seus descendentes: em sua filha Pasifaé e suas netas Ariadne e Fedra. Hélio foi largamente adorado por todo o mundo grego, mas seu principal culto estava em Rodes. Uma das Sete Maravilhas do Mundo, o Colosso de Rodes, era uma representação de Hélio.

HERMAFRODITO 
Filho de Hermes e Afrodite, cujos nomes compõe o seu. De uma enorme beleza, inspirou forte paixão à ninfa Salmácis, que pediu aos deuses para nunca mais se separarem; estes juntaram os dois amantes em um só corpo, criando um andrógino, isto é, um ser dotado de dois sexos.

HERMES (MERCÚRIO) 
Filho de Zeus e de Maia, o arauto dos deuses e fiel mensageiro de seu pai, nasceu numa gruta do monte Ciline, na Arcádia. Lodo que nasceu, fugiu do berço e roubou cinquenta novilhas do rebanho de Apolo, em seguida, com a casca de uma tartaruga, construiu a primeira lira e com o som deste instrumento aplacou Apolo, enfurecido pelo furto; esse deus acabou por deixar-lhe as novilhas e deu-lhe o caduceu, a vara de ouro, símbolo da paz, em troca da lira. Zeus deu-lhe o encargo de levar os mortos a Hades e acreditava-se possuir poderes mágicos sobre o sono e os sonhos. Inventou, além da lira, as letras e os algarismos, fundou os ritos religiosos e introduziu a cultura da oliveira. Deus dos Sonhos, eram-lhe oferecidos sacrifícios de porcos, cordeiros, cabritos, etc. 

Seus atributos eram a prudência e a esperteza. Livrou Ares das correntes dos Aloídas, levou Príamo à tenda de Aquiles e matou Argos, guarda de Io. Hermes era também o deus do comércio e o protetor dos comerciantes e dos rebanhos. Como a divindade dos atletas, ele protegia os ginásios e estádios e atribuía-se a ele a responsabilidade pela fortuna e a riqueza. Era representado como um jovem ágil e vigoroso, com duas pequenas asas nos pés, um chapéu de abas largas na cabeça e o caduceu nas mãos.

HIMENEU 
Deus do casamento, filho de Apolo. Personificação do cantos nupciais.

HIPNOS 
Deus do sono, filho de Érebo e da Noite e irmão gêmeo de Thanatos, a Morte.

MORFEU 
Deus dos sonhos, filho de Hipnos, deus do sono. Morfeu formava os sonhos que vinham para aqueles que adormeciam. Ele também representava seres humanos em sonhos.

NEREU 
Deus do mar, filho do deus do mar Ponto e Géia, conhecido como o velho homem do mar. Foi casado com Dóris, uma das filhas do Titã Oceano, com quem teve 50 lindas filhas, as ninfas do mar, conhecidas como Nereidas. Tinha o dom da profecia e a faculdade de tomar várias formas. 
Era representado com os cabelos, sobrancelhas, queixo e peito cobertos por juncos marinhos e por folhas de plantas similares. Nereu vivia no fundo do mar.

NOTO 
O vento do Sul. Oceano, mais velho dos Titãs, marido de Tétis, pai de todos os rios e das Oceânides. Era a personificação da água que envolve o mundo.

ORFEU 
Poeta e músico filho da musa Calíope e Apolo, deus da música, ou Eagro, rei da Trácia. Recebeu a lira de Apolo e tornou-se um músico tão perfeito que não havia nenhum mortal capaz de ser melhor do que ele. Quando Orfeu tocava e cantava, movia todos os seres animados e inanimados. Sua música encantava árvores e pedras, domesticava animais selvagens, e até mesmo os rios mudavam o seu curso na direção da música do jovem. Orfeu é mais conhecido pelo seu casamento com a adorável ninfa Eurídice. Logo depois do casamento a noiva foi picada por uma vespa e morreu. Triste com a perda, Orfeu resolveu ir ao mundo subterrâneo e tentar trazê-la de volta, algo que nenhum mortal jamais havia feito.

Hades, o soberano do mundo subterrâneo, ficou tão satisfeito com sua música que devolveu Eurídice a Orfeu com a condição de que ele não olharia para trás até que alcançassem a superfície. Orfeu não conseguiu controlar sua avidez, e assim que alcançou a luz do dia, ele olhou para trás muito rapidamente, e Eurídice, que vinha logo atrás, desapareceu. Em desespero, Orfeu abandonou a companhia humana e vagou pelas selvas, tocando para pedras, árvores e rios.
Finalmente, um bando de violentas mulheres da Trácia, que eram seguidoras de Dionísio, atacou o músico e o matou. Quando jogaram sua cabeça decepada no rio Hebrus, ele continuou a chamar por Eurídice, e finalmente foi carregado à orla de Lesbos, onde as Musas o enterraram. Depois da morte de Orfeu, sua representação tornou-se a constelação de Lira.

PAN 
Deus dos bosques, dos campos e da fertilidade, filho de Hermes, mensageiro dos deuses, e da ninfa Dríope. Era metade animal, metade homem, com chifres, membros inferiores, cascos e orelhas de bode. Era uma divindade travessa, o deus dos pastores e rebanhos. Um músico maravilhoso, acompanhava com sua flauta, as ninfas da floresta quando elas dançavam. O deus era galanteador, mas sempre rejeitado por causa de sua feiura. Pan assombrava as montanhas e cavernas e todos os lugares selvagens, mas seu local predileto era a Arcádia, onde nasceu. A palavra "pânico" se supõe derivar dos temores de viajantes que ouviam o som de sua flauta durante a solidão noturna.

POSEIDON (NETUNO) 
Depois que os Titãs foram derrotados por Zeus, na divisão do mundo coube-lhe a senhoria do mar e de todas as divindades marinhas. Tinha um palácio nas profundezas do mar, onde morava com sua esposa Anfitrite e seu filho Tritão. Entretanto, Poseidon teve inúmeros outros casos de amor, especialmente com ninfas de riachos e fontes, e teve filhos conhecidos pela sua selvageria e crueldade, entre eles o gigante Orion e o Ciclope Polífemo. Poseidon e Górgona Medusa eram os pais de Pégaso, o famoso cavalo alado. Sua arma era o tridente, com o qual levantava as ondas fragorosas, que engoliam as naus, e fazia estremecer o solo ou desperdiçar os recifes.

Odiava Ulisses, por ele ter cegado o Ciclope Polifemo, seu filho. Foi inimigo de Tróia, depois que seu rei Laomendonte lhe negou a compensação pela construção das muralhas da cidade, ocasião em que mandou um monstro marinho para devorar Hesíon, filha do rei, que Héracles matou. 
Disputou sem sucesso com Atena, deusa da sabedoria, pelo controle de Atenas. Quando ele e Apolo, deus da música, foram enganados de receber suas recompensas depois de terem ajudado Laomedonte, rei de Tróia, a construir os muros da cidade, a vingança de Posêidon contra Tróia não teve limites. Na arte, Poseidon é representado como uma figura majestosa e barbada, segurando um tridente e frequentemente acompanhado por um golfinho. Os Romanos identificaram Poseidon com seu deus do mar, Netuno.

PROMETEU 
Prometeu era um dos titãs, uma raça gigantesca, que habitou a terra antes do homem. Ele e seu irmão Epimeteu foram incumbidos de fazer o homem e assegurar-lhe, e aos outros animais, todas as faculdades necessárias à sua preservação. Epimeteu encarregou-se da obra e Prometeu de examiná-la, depois de pronta. Assim, Epimeteu tratou de atribuir a cada animal seus dons variados, de coragem, força, rapidez, sagacidade; asas a um, garras a outro, uma carapaça protegendo um terceiro, etc. Quando, porém, chegou a vez do homem, que tinha de ser superior a todos os outros animais, Epimeteu gastara seus recursos com tanta prodigalidade, que nada mais restava.

PROTEU 
Pastor das focas de Poseidon. Morava numa ilha próxima ao Egito e tinha o poder de metamorfosear-se em todas as formas que desejasse, não só de animais, mas também de plantas e de elementos, com a água e o fogo. Segundo Eurípedes, Proteu foi rei da ilha de Faros e, casando-se com Psâmate, teve os filhos Idoteu e Teoclímenes.

PRÍAPO 
Deus da fertilidade, protetor dos jardins e dos rebanhos. Era filho de Afrodite, deusa do amor, e de Dionísio, deus do vinho, ou, de acordo com algumas lendas, de Hermes, mensageiro dos deuses. Foi deformado, ao nascer, por Hera, que tinha ciúmes de sua mãe. Era comumente representado como um indivíduo grotesco com um falo enorme.

ZEFIRO 
Vento que sobra do Poente, anunciador da primavera e venerado como deus benéfico.

ZEUS (JUPITER) 
O deus supremo do mundo e regente dos deuses do Olimpo. Zeus foi considerado, de acordo com Homero, o pai dos deuses e dos mortais. Era o senhor do céu, o deus da chuva, e o ceifeiro das nuvens. Presidia aos fenômenos atmosféricos, recolhia e dispersava as nuvens, comandava as tempestades, criava os relâmpagos e o trovão e lançava a chuva com sua poderosa mão direita, à sua vontade, o raio destruidor; por outro lado mandava chuva benéfica para fecundar a terra e amadurecer os frutos. Zeus presidia sobre os deuses no Monte Olimpo, na Tessália. Chamado de o pai dos deuses, por que, apesar de ser o caçula de sua divina família, tinha autoridade sobre todos os deuses, dos quais era o chefe reconhecido por todos.

Tinha o supremo governo do mundo e zelava pela ordem e da harmonia que reinava nas coisas. Zeus era o filho mais jovem do Titã Cronos e Réia, e o irmão das divindades Poseidon, Hades, Héstia, Deméter e Hera. De acordo com um dos mitos antigos do nascimento de Zeus, Cronos, temendo que ele talvez fosse destronado por um de seus filhos, engolia-os assim que nasciam. 
Quando do nascimento de Zeus, Réia embrulhou uma pedra com os cueiros de criança e deu-a a Cronos para que engolisse pensando que fosse seu filhos, e ocultou o deus infante em Creta, onde foi alimentado com o leite da cabra Amaltéia e criado por ninfas. Quando Zeus chegou à maturidade, ele forçou Cronos a vomitar as outras crianças, que estavam ávidas para se vingar de seu pai. Na guerra que se seguiu, os Titãs lutaram ao lado de Cronos, mas Zeus e os outros deuses foram bem sucedidos, e os Titãs foram confinados no abismo do Tártaro.


Zeus, a partir de então, dominou o céu, e a seus irmãos Poseidon e Hades foi conferido o poder para dominar o mar e o mundo subterrâneo, respectivamente. A terra seria governada em comum por todos os três. É representado como o deus da justiça e da misericórdia, o protetor dos fracos e quem pune o mau. Como marido de sua irmã Hera, ele é o pai de Ares, o deus da guerra; Hebe, a deusa da juventude; Hefaístos, o deus do fogo; e Ilíthia, deusa do parto. Ao mesmo tempo, Zeus é descrito como um deus que se apaixona por uma mulher a cada instante e usando de todos os artifícios para esconder sua infidelidade da esposa. A imagem de Zeus era representada na escultura como a figura de um rei barbado. A mais célebre de todas as estátuas de Zeus era a colossal em ouro e marfim feita por Fídias, em Olímpia.

Panteão Romano

Estudo da Mitologia - Panteão Romano

A Mitologia Romana reúne um grande número de deuses. Essa quantidade de deuses advém de povos que habitaram a península do Lácio, entre os quais Sabinos, Latinos, Etruscos, que viviam na península antes da formação de Roma, e de outros povos como os Gregos, Frísios, dentre outros. A grandeza do panteão é caracterizada pelas conquistas de vários povos, à medida que avançava o Império. Para esclarecer, os deuses são divididos em 2 grupos para melhor compreensão: os di indigetes, deuses que não são de outras mitologias, e os di novensides, cuja origem é estrangeira. A maioria dos di indigetes representa pouco mais que a personificação de algumas qualidades abstratas, sendo, por isso, quase todos, deuses menores, com exceção de alguns, como Ops, Jano e Quirino. Começarei postando por esse grupo de deuses.

Deuses di indigetes

ABEONA e ADEONA 
Divindades que presidiam as viagens. Ambas eram invocadas quando alguém partia e retornava, daí a origem dos seus nomes, abire para os que partem e adire para os que retornam. Em Roma acreditava-se que Abeona era a que ensina as crianças a andarem.

ABUNDANTIA 
Divindade romana da abundância, da boa sorte e da prosperidade, era representada com uma cornucópia, e com esse objeto distribuía comida e dinheiro. Sua imagem aparecia estampada nas antigas moedas romanas.

ANA PERENA 
Divindade que presidia o curso do ano e o seu retorno, também considerada deusa da abundância e do alimento. Segundo Virgílio e Ovídio, Ana era irmã de Dido, rainha de Cartago, que se suicidou, a após a invasão da cidade de Cartago pelos Númidas, Ana lançou-se ao mar e foi parar na costa do Lácio, na península Itálica. Lá foi recebida por Enéias, mas Lavínia, sua esposa, enciumada, tramou contra sua vida. Dido apareceu em seu sonho e pediu para ela sair da casa de Enéias. Ana fugiu, mas acabou caindo no rio Númido, daí sendo reconhecida como Ana Perena, ninfa do rio.

BONA DEA 
Divindade da fertilidade e da virgindade, também considerada deusa da cura. Segundo a mitologia era filha de Fauno, com isso muitas vezes sendo chamada de Fauna. Seus rituais se caracterizavam pela ausência de homens, sendo as representações deste e de animais removidas dos cultos. Nessas reuniões diziam as palavras Vinho e Murta, porque segundo o mito, Fauno apaixonou-se por ela e a deixou bêbada, mas ela resistiu e o espancou com um pedaço de murta. Fauno transformou-se em serpente e assim conseguiu possuí-la.

CARMETA 
Ninfa da Arcádia, mãe de Evandro, com o qual conseguiu chegar à região na qual surgiu Roma. Tinha o dom da profecia, daí a origem do seu nome. Foi a primeira a cantar a grandiosidade dos descendentes de Enéias. Era venerada como a protetora da gravidez, do nascimento e das parteiras.

FIDES 
Divindade que personificava a palavra dada, a importância fundamental da palavra como a base da sociedade e da ordem política. Era descrita como uma idosa de cabelos brancos e mais velha que o próprio Júpiter. Seu templo em Roma era usado ocasionalmente pelo senado romano para reuniões.

FONTUS 
Divindade associada às fontes e nascentes. Filho de Jano e da ninfa Juturna. Sua principal celebração era a Fontanália, no dia 13 de Outubro.

FORNAX 
Divindade cultuada como deusa dos fornos, pela importância de cozinhar os pães, portanto uma deusa do lar. As festas em sua homenagem eram chamadas de Fornicais.

HORA 
Na mitologia romana Hersília era esposa de Rômulo, que após morrer foi elevado à divindade com o nome de Quirino, foi elevada à categoria de deusa após a morte de seu esposo. Segundo o mito quando estava no alto de uma colina uma estrela caiu sobre seus cabelos e acabou sumindo na atmosfera para tornar-se divindade com seu marido, daí a origem do nome Hora.

IUSTITIA 
Divindade que personificava a justiça, equivalente a Diké grega. Era representada com os olhos vendados e uma balança, como hoje conhecemos o símbolo da justiça. Segundo o mito Iustitia convivia entre os homens, mas os crimes que estes cometiam afugentaram Iustitia para o céu, onde se transformou na constelação de virgem.

LARES 
Divindades domésticas, geralmente apresentadas como filhos de Mercúrio e Lara. Também são incumbidos de proteger as encruzilhadas, atribuição que herdaram do seu pai. Estavam associados ao fogo sagrado que era mantido acesso pelas Vestais e pelo fogo do lar mantido nos altares domésticos. Eram representados como 2 adolescentes tendo em suas mãos a Cornucópia.

PENATES 
Deuses dos lares, protetores do bem-estar e das propriedades familiares, tendo seu culto ligado ao de Vesta e dos Lares. Havia também Penates protetores do estado, atribuição trazida por Enéias e que os Romanos faziam promessas e juravam em nome destes e de Júpiter. Seu culto girava em torno da família, que lhe ofereciam alimentos que eram lançados na lareira.

JANO 
Um dos principais deuses romanos, chamado “deus dos deuses”, geralmente sendo o primeiro a ser mencionado em preces e a receber porções do sacrifício, era também conhecido como o guardião do universo. Era representado com 2 faces, que simbolizavam sabedoria e conhecedor do passado e do futuro, mas também os das indecisões porque quando uma cabeça falava de uma coisa a outra falava uma coisa diferente. De seu nome originou mês de Janeiro.

JUTURNA 
Deusa secundária, geralmente mencionada como uma ninfa das fontes e venerada nas margens do rio Numício. Era filha de Dauno e irmã de Turno, reis dos Rútulos, o qual ajudou a combater Enéias e os Troianos, batalha descrita no canto XII da Eneida. De sua união com Júpiter advém sua imortalidade, tendo seu culto ligado as fontes e cursos d’água.

LIBITINA 
Deusa da morte. Raramente os romanos rendiam-lhe homenagens ou sacrifícios, sendo geralmente confundida com Prosérpina. Apesar de pouco culto possuía um santuário em Aventino. Era evocada em funerais e era uma tradição levar moedas ao seu templo quando alguém morresse.

MANES 
Eram os espíritos dos entes queridos falecidos. Os Manes eram cultuados com oferendas de vinho, de mel ou de leite e celebravam em seu louvor as festas chamadas Rosaria e as Parentalias. Segundo a mitologia, certa vez os Romanos esqueceram-se de celebrar as Parentalias e para vingarem-se os mortos saíram de seus túmulos, só retornando após as festividades.

MANTUS 
Deus de origem Etrusca, guardião do inferno. Era também considerado um demônio que atraia as suas vítimas através de jogos de azar.

NEMESTRINO 
Deus das florestas e madeiras, sendo seu nome derivado do latim nemus, que significa madeira.

PALES 
Divindade relacionada à vida pastoril, protetor de rebanhos, cultuado ora como divindade masculina ora como feminina. Em sua homenagem havia a Parilia, festa na qual se erguia uma grande fogueira que os participantes saltavam.

PICO 
Deus da agricultura, possuía o dom da profecia, filho e sucessor de Saturno e pai de Fauno. Tem seu mito ligado a Circe, que se apaixonara por ele, mas não foi correspondida, transformando-o em pica-pau, passando a ser simbolizado por esta ave. 

TELLUS E TELLUMO 
Tellus ou Terra Mater como frequentemente a chamavam é a deusa do solo fértil, fonte de alimento para todas as criaturas e devido ao seu atributo é representada como esposa do Sol e do Céu que a ela deve a sua fertilidade. Era representada como uma mulher de corpo avantajado e vários seios. Na antiguidade era confundida com Gaia. Foi a primeira guardiã do Oráculo de Delfos, depois passando a Temis a guarda, e esta passou a Apolo. Seu nome da origem é a palavra Terra que designa o nosso planeta. Tellumo é a sua versão masculina, que simboliza o crescimento e  o desabrochar da natureza.

INUUS 
Deus associado à proteção de rebanhos, também associado à fertilidade e à sexualidade. Seu nome está ligado à palavra latina inire, que significa copular. Também era associado ao deus Fauno.

POMONA 
Deusa das frutas e dos jardins. Segundo a mitologia passava seu tempo cultivando as plantas e frutos prediletos, sem se importar com mais nada. Certa vez recebeu em seu pomar a visita de uma anciã que lhe indagou do porquê não se unira a alguém. Pomona disse que não tinha interesse nos homens que a queriam. Então a anciã falou-lhe sobre Vertumno, deus das estações, e sobre suas belas feições. Quando Pomona já estava convencida a anciã mostrou sua verdadeira identidade: era o próprio deus Vertumno, que acabou sendo correspondido.

PICUMNUS E PILUMNUS 
Deuses responsáveis pelo crescimento e pelos recém-nascidos, pelo cultivo das plantas. Os romanos ofereciam refeições aos deuses quando as crianças iam nascer. Pilumno afastava dos recém-nascidos os maus espíritos e Picumno dava-lhe saúde.

PUTA 
Deusa menor da agricultura que cuidava da poda das árvores, daí a origem do seu nome. Em seus festivais, realizados nas podas das árvores, suas sacerdotisas promoviam bacanais sagrados. Daí a origem da palavra na atualidade.

QUIRINO 
Deus que representava o estado romano, de origem Sabina. Formava com Júpiter e Marte a trindade romana, a Tríade Capitolina. Era consagrado como um deus guerreiro e protetor da cidade de Roma. Os Romanos o assimilaram a Rômulo, irmão de Remo e um dos fundadores de Roma. Sua esposa era a deusa Hora. Seu altar situava-se em uma colina, o Monte Quirinal, que também nomeia a residência oficial do Presidente da Itália e de um Palácio em Roma.

SILVANO 
Deus das florestas na antiga Roma, muitas vezes associado a Fauno e a Pã. Protegia os bosques e segundo os mitos foi o primeiro a separar as propriedades em campos. Era representado com um cipreste em mãos, pois se apaixonara por uma ninfa de nome Cipariso, e esta fugindo do deus transformou-se em planta. Segundo outro mito Silvano interceptou em uma guerra entre Romanos e Etruscos ao afirmar que estes perderam um homem a mais que aqueles.

TERMINUS 
Divindade que guardava os limites das propriedades, e as pedras que as demarcavam eram abençoadas pelo patrono das famílias. Segundo um dos mitos, na época da construção do templo de Júpiter Optimus Maximus todos os outros deuses que possuíam templo no local concordaram em ceder seus lugares, menos Terminus que acabou tendo seu santuário dentro do templo.

VERTUMNO 
Deus das estações, e depois associado ao jardim e pomares devido ao casamento com a deusa Pomona. Com ela envelhecia e rejuvenescia de acordo com as estações. Tinha também como atributo a metamorfose.

VITÓRIA 
Correspondente da deusa grega Niké, exerceu um papel fundamental na sociedade romana que, no ano de 382, ao retirarem a imagem da deusa houve revolta popular, era adorada em particular por generais. Tinha a sua imagem impressa em moedas e jóias.

ANGITIA 
Deusa associada com a cura, assim como simbolizava a serpente na antiga Roma. Realizava curas a base de ervas e tinha poderes sobre as serpentes. Foi igualada à deusa Bona Dea.


Outros deuses designados di indigetes (“deuses indígenas”) não há muitos mitos ou informações. Aqui coloco alguns:


AEQUITAS 
Representa o ideal ético dos romanos.

AETERNITA 
Representa a eternidade.

ANGERONA 
Deusa do silêncio.

ANTEVORTE 
Deusa do futuro.

INVIDIA 
Deusa da inveja e do ciúme.

LUPÉRCIO 
Protetor dos lobos.


Deuses di novensides


Aqui estão as principais divindades da mitologia romana, adotados em sua maioria na época da república. 


JÚPITER 
Senhor dos deuses e principal divindade da religião romana, Júpiter era identificado com Zeus grego. Filho de Saturno e Cibele, pai de vários deuses romanos, como Marte, Vênus e Minerva, e avô dos fundadores de Roma, Rômulo e Remo. Também era deificado como o deus do dia, dos raios, trovão e dos fenômenos atmosféricos. Seus mitos são os mesmos atribuídos a Zeus. Seus cultos mais conhecidos são os de Júpiter latial, Júpiter capitolino, onde havia um templo dedicado à tríade capitolina (Júpiter, Juno e Minerva). Rômulo atribuiu-lhe outro epíteto, Stator (que detém), quando numa guerra contra os Sabinos, ao alçar suas armas aos céus pediu a Júpiter vitória contra os inimigos e como recompensa edificaria um templo em sua homenagem.

MARTE 
Deus da guerra, assim como seu correspondente grego, Ares, era filho de Júpiter e Juno. É considerado o pai de Roma, pois de sua relação com a vestal e princesa de Alba Longa, Réia Sílvia, nasceram Rômulo e Remo, os fundadores de Roma. Seu templo principal, o Campus Martius, era o local de culto e festividades em honra ao deus, onde eram oferecidos ao deus dos animais para assegurar a proteção em guerras.

VÊNUS 
Deusa do amor e da beleza, correspondente a Afrodite grega. Seu culto em Roma é bem mais antigo e sua assimilação à deusa grega só foi concretizada em época posterior. Os romanos as tinham como ancestral, pois seu filho Enéias foi o fundador desse povo.

MINERVA 
Deusa da sabedoria, da justiça e da guerra, assim como sua correspondente grega, Athena, era filha de Júpiter e Prudência (Métis na Grécia). Era a deusa preferida de Júpiter, e com seu irmão Marte vivia as turras. Em Roma fazia parte da tríade capitolina com Juno e Júpiter. Seu principal templo, conhecido como Minerva Cativa situava-se no Monte Célio, onde Rômulo foi socorrido pelos etruscos.

BACO 
Deus do vinho, correspondente do grego Dionísio, filho de Júpiter e Sêmele. As festas em suas homenagens eram conhecidas como Bacanais, que eram secretas e apenas frequentada por mulheres. As mulheres, possuídas pela “embriaguez do deus”, desfilavam pelas ruas de Roma atraindo os pares do sexo oposto. As bacantes, no seu delírio, cometiam toda sorte de excesso, sejam selvagens, luxuriosos ou desregrados.

FEBO 
Deus da luz e das artes, correspondente grego de Apolo. Era também conhecido pelos epítetos brilhante e luminoso. Era irmão de Diana, filho de Júpiter e Latona.

CERES 
Deusa da terra, especificamente da agricultura, filha de Saturno e Cibele, irmã de Júpiter, Netuno, Plutão, Juno, Vestia, e mãe de Prosérpina. Seu culto estava ligado à agricultura e em Roma eram celebrados em sua homenagem os festivais Ambarvália e a Cereália. Tinha um templo em sua homenagem no Monte Aventino.

NETUNO 
Deus dos mares, das fontes e das correntes de água, correspondente latino do deus grego Poseidon, filho de Saturno e Cibele. Em Roma celebrava-se em honra do deus a Neptunalia, e seu principal templo localizava-se entre os Montes Aventino e Palatino, próximo ao Circus Maximus.

PLUTÃO 
Deus do mundo dos mortos, correspondente do Hades grego, filho de Saturno e Cibele, e irmão de Júpiter e Netuno, casado com Prosérpina (correspondente da Perséfone grega). Em Roma não havia uma noção de pós-morte, mas apenas a crença de um local que eles chamavam de Orcus. Com a assimilação do culto grego, esse local passou a identificar-se com o deus grego. Em sua homenagem celebravam sacrifícios de animais, chamado februationes. Não existiam templos em sua homenagem.

MERCÚRIO 
Mensageiro dos deuses e deus da eloquência, do comércio, dos viajantes, e protetor dos ladrões, filho de Júpiter e Maia Maiestas. Correspondente do deus grego Hermes, seu templo situava-se no Circo Máximo entre os Montes Aventino e Palatino, e celebravam em sua homenagem a Mercurália.

SATURNO 
Dentre as divindades de origem grega é a única que possuía um mito diferente de seu correspondente helênico, Cronos. Em Roma era cultuado como deus da Agricultura, da Justiça e da Força. A diferença de seu mito para Cronos está no episódio após sua expulsão do céu por Júpiter. Ao ser expulso Saturno refugiou-se na região do Lácio, e lá exerceu sua soberania em um período de paz, conhecida como a idade do ouro, onde ensinou aos homens a agricultura. Nesse período Saturno deve ter sido o Rei de Roma, já que muitos romanos atribuíram ao deus à fundação da cidade. Seu templo situava-se no Capitólio, e em sua homenagem eram realizadas as Saturnais, onde, durante uma semana não havia atividades, os cidadãos participavam de banquetes e até os escravos eram liberados de seus penosos serviços.

VULCANO 
Deus do fogo, correspondente ao Hefesto grego, filho de Júpiter e Juno. Seus mitos são iguais ao do deus helênico. Era o ferreiro dos deuses e confeccionou para seu pai os raios.

JUNO 
Rainha dos deuses, esposa de Júpiter e mãe de Lucina (Ilítia grega), Juventa (Hebe grega), Marte e Vulcano. Correspondente da deusa grega Hera, era a protetora dos matrimônios e das famílias, sendo invocada também no trabalho de parto. Os Romanos a cultuavam sobre alguns epítetos, como Moneta, a deusa que alerta, pois, segundo um mito, os gansos do santuário da deusa avisaram aos Romanos sobre a invasão dos gauleses, saindo-se assim vitoriosos. Outro epíteto para invocá-la era Lucina, a que traz a luz, por ajudar no trabalho de parto. Seu principal templo situava-se no Capitólio, na conhecida tríade capitolina, com Júpiter e Minerva.

VESTA 
Deusa do fogo sagrado, do lar e da cidade, correspondente da grega Héstia. Era uma das 12 principais divindades romanas, e seu templo era guardado pelas Vestais, sacerdotisas virgens que protegiam o fogo sagrado consagrado à deusa. Em sua homenagem era realizada a Vestália.

ESCULÁPIO 
Deus da medicina, correspondente grego de Asclépio, filho de Febo e Crotonis, uma mortal. Seu templo foi erguido em Roma após no início do século III a.C., após a cidade ser assolada por uma pestilência.

DIANA 
Deusa da lua e da caça, irmã de Febo e filha de Júpiter e Latona, correspondente da helênica Ártemis. Obteve de seu pai a permissão para sempre permanecer casta. Seu templo mais importante localizava-se no Monte Aventino, e seu sacerdote devia ser um escravo fugitivo, desde que matasse o antecessor em combate.

FORTUNA 
Deusa da sorte e da esperança, correspondente grega de Tique, era representada com uma cornucópia e um timão, e filha de Júpiter. Era venerada em Roma como Primigeneia, a primogênita. Segundo um mito o rei Sérvio Túlio foi amante da deusa, tendo uma imagem do rei em seu templo.

CUPIDO 
Deus do amor, filho de Vênus e Marte, correspondente grego de Eros. Era representado como um garoto alado e munido de um arco e flechas. Seu mito mais conhecido é seu romance com Psique, a deusa da alma.

AURORA 
Deusa do amanhecer, identificada com a deusa grega Éos. Seu mito mais importante está em sua relação com Tithonus, que a deusa tomou como amante e pediu a Júpiter que lhe concedesse a imortalidade, mas esqueceu-se de pedir a juventude eterna. Tithonus envelheceu para sempre e levou uma vida infeliz no palácio de Aurora.

BELONA 
Deusa romana da guerra, companheira de Marte nos campos de batalha. Corresponde da deusa grega Enyo. Era identificada como a fúria da guerra. De seu nome originou o termo bélico que se refere a elementos da guerra.

CIBELE 
Deusa de origem Frígia (Ásia Menor), o culto de Cibele chegou a Roma na época das guerras Púnicas, com a chegada de uma pedra negra que simbolizava seu culto, colocada num templo no Palatino. Em Roma foi identificada como esposa de Saturno, e correspondente grega de Réia. Nas civilizações que fora cultuada era considerada a deusa-mãe, protetora dos seus povos e deusa da fertilidade. Seu culto caracterizava-se por ter manifestações orgiácas, celebrados por curetes e coribantes.

CLITUNNO 
Deus do rio Clitunno, filho de Oceanus e Tétis. É um deus secundário na mitologia romana e não há mitos de relevância.

FAMA 
Era a divindade poética, mensageira de Júpiter. Os romanos a descreviam como um monstro com asas e muitos olhos e orelhas, que ecoava pelo mundo todo tipo de novidade, sejam elas verdadeiras ou falsas. Residia em um palácio nos confins da terra, do mar e do céu e estava sempre na companhia da Credulidade, do Erro, da Falsa Alegria, do Terror, da Sedução e dos Falsos Rumores.

FAUNO 
Deus romano identificado com o grego Pã, considerada uma divindade benfazeja, protetora dos rebanhos e dos pastores. Também é assimilado á um antigo rei do Lácio, anterior à vinda de Enéias a região. Fazia parte do seu culto a procissão das Lupercálias, durante a qual os jovens mostravam-se vestidos apenas com uma pele de cabra e açoitavam as mulheres com correias de couro cru, que, segundo o rito, as tornavam fecundas.

MAIA MAIESTAS 
Correspondente da deusa grega Maia, era cultuada em Roma como uma deusa da primavera dos primeiros povos itálicos. O mês de maio foi nomeado em sua homenagem.

PROSÉRPINA 
Deusa do reino dos mortos, filha de Júpiter e Ceres. Seus mitos são identificados a da deusa Perséfone, sua correspondente grega. Em Roma, antes de ser identificada com a deusa helênica, estava ligada às atividades agrícolas e era a deusa da germinação.

Panteão Hindu

Estudo da Mitologia - Panteão Hindu

Principal religião da Índia, o Hinduísmo é um tipo de união de crenças com estilos de vida. Sua cultura religiosa é a união de tradições étnicas. Atualmente é a terceira maior religião do mundo em número de seguidores. Tem origem em aproximadamente 3000 a.C na antiga cultura Védica.

O Hinduísmo da forma que o conhecemos hoje é a união de diferentes manifestações culturais e religiosas. Além da Índia, tem um grande número de seguidores em países como, por exemplo, Nepal, Bangladesh, Paquistão, Sri Lanka e Indonésia.

Aqueles que seguem o Hinduísmo devem respeitar as coisas antigas e a tradição; acreditar nos livros sagrados; acreditar nos Deuses; persistir no sistema das castas (determina o status de cada pessoa na sociedade); ter conhecimento da importância dos ritos; confiar nos guias espirituais e, ainda, acreditar na existência de encarnações anteriores.

O nascimento de uma pessoa dentro de uma casta é resultado do karma produzido em vidas passadas. Somente os brâmanes, pertencentes às castas "superiores" podem realizar os rituais religiosos hindus e assumir posições de autoridade dentro dos templos.

Principais Deuses do Hinduísmo:

Brahma (representa a força criadora do Universo); 
Ganesha (deus da sabedoria e sorte); 
Matsya (aquele que salvou a espécie humana da destruição); 
Saraswati (deusa das artes e da música); 
Shiva (deus supremo, criador da Ioga), 
Vishnu (responsável pela manutenção do Universo).

Em detalhes:


BRAHMA
O criador do universo. Representado com 4 rostos, cada um virado para um ponto cardeal, como que para contemplar toda sua obra. Diz-se que, de cada uma das cabeças saiu um dos 4 Vedas, livros sagrados indianos contendo a sabedoria universal. Junto com Vishnu e Shiva, representa a trindade dos deuses hindús. Costuma ser representado deitado sobre uma flor-de-lótus que, na Índia, simboliza a expansão espiritual, por ter brotado após a passagem do Buda em sua peregrinação.


SARASWATI
É a forma feminina do criador Brahma, sendo sua esposa. Saraswati representada como todo o conhecimento e a inteligência. Aparece sentada numa flor-de-lótus, símbolo da transmutação, vestida com um sari branco (que representa a pureza) e trazendo um rosário de contas na mão (lembrando assim a importância da oração). Também é a Deusa da música e sempre tem uma Veena (instrumento musical) à mão. Aperfeiçoa o intelecto e a criatividade. Todos os lares que tem Saraswati podem contar com a influência da cultura, arte, música, inteligência e criatividade.


VISHNU
O preservador do mundo, não só da Terra. Não é criador como Brahma, mas mantém as formas, coisas, objetos, idéias, pensamentos coesos, faz com que tudo tenha sentido. É o senhor do "Dharma" (das leis naturais), responsável pela órbita dos planetas, pela posição do sol, pela lei da gravidade, pelo refluxo das marés. Geralmente representado com um disco solar chamado "Chakra" sobre a cabeça. É o deus da unidade, coesão.

Vishnu é a divindade conservadora. Aparece em 10 encarnações ou Avatares que mostram a ajuda do Deus aos homens durante a evolução do mundo; e para que se tornassem melhores trilhando o caminho da virtude. 

1°- MATSYA - como peixe 
2°- KURMA - como tartaruga 
3°- VARAHA - como javali 
4°- NARASHIMA - meio homem, meio leão 
5°- VAMANA - o anão 
6°- PARASURANA - o homem zangado 
7°- RAMA - o homem perfeito 
8°- KRISHNA - divino governante e legislador 
9°- BUDA - o homem da compaixão 
10°- SHIVA - o destruidor 

Ele é azul para simbolizar o infinito. Leva um disco na mão mostrando que mantém o Dharma, a retidão, a justiça e honradez, e a ordem do Universo. A concha (caramujo) simboliza a remoção da ignorância e a música do Cosmos. O gada ou Massa é para combater os demônios, internos e externos. O Lótus representa a beleza do Universo e a pureza e ainda a transformação. O veículo de Vishnu é Garuda, o homem Águia, uma figura de grande força, poder e piedade.


LAKSHIMI
É a parte feminina de Vishnu, o Conservador. A graça do Deus está personificada em Lakshmi, que é eterna e onipresente. Na Índia, quando alguém enriquece, se diz que Lakshmi foi visitá-lo, pois ela concede prosperidade e fartura aos homens. Lakshmi atua, também, na beleza e no amor. É a Deusa da fertilidade. Em uma das mãos posicionada o Mudra Abhaya diz: "Não tenhas medo". Nos protege. A outra mão posicionada no Mudra Varada (com os dedos para baixo) nos concede graça e a prosperidade. Segura uma flor de Lótus e senta-se nela, enfatizando a importância da vida pura sem a qual a prosperidade e a graça são como uma concha vazia. A Flor de Lótus simboliza também a transcendência do espírito sobre a matéria. O Elo que une a Terra ao Cosmos. Tê-la em casa com amor e devoção, não faltará prosperidade e fartura.


SHIVA
Opondo-se a Vishnu, Shiva tem aparentemente uma conotação negativa como o deus da destruição. Mas se pensarmos que a destruição sempre traz renovação, Shiva aparece como uma figura grata. Responsável pela morte do ego humano, é Shiva quem encaminha a humanidade para a luz por meio da aniquilação de suas ilusões.

Ambíguo, dual, ora é representado como asceta, meditando no monte Kailasa, ora com uma metade feminina, que seria Parvati. Sua imagem mais famosa é na forma de Nataraja, o deus dançarino, rodeado por um círculo em chamas, ou seja, o universo, que ele mantém em perpétuo movimento.

Shiva é o deus da impermanência das coisas, e o mais cultuado de toda Índia. E como renovação também significa vida, paradoxalmente, o deus da destruição é também o deus da fertilidade.

Shiva é frequentemente representado como Nataraja "Rei dos Dançarinos" que com sua dança, desperta a energia cósmica. Ele dança sobre o demônio Pasmara Purusha que representa nosso Ego inflamado. E somente destruindo nosso Ego chegaremos à iluminação. Pode ser representado com dois, seis ou oito braços dependendo dos símbolos de poder que tenha nas mãos. 
Em uma das mãos segura Rena, que representa a mente instável do homem, e que deve ser mantida sob controle para evitar o sofrimento. 
Na outra mão segura uma Damaru (tambor), que simboliza a atividade criativa e o ritmo do Universo. 
Na terceira mão segura o Fogo, símbolo da destruição. 
Na quarta mão a posição dos dedos na Abhaya Mudra diz "Não temas, pois eu te protejo, mesmo quando destruo". 
O Círculo de Fogo representa o contínuo movimento do Universo através dos desígnios do criador. 
O Rio Sagrado dos Ganges é representado pelas ondulações atrás da cabeça de Shiva, significando a eternidade e a pureza. 
A Lua Crescente em sua cabeça nos lembra o movimento e a passagem do tempo. 
A Serpente é o símbolo da energia cósmica. 
O terceiro olho nos adverte que o Deus tudo vê e conhece. 
O Veículo de Shiva é o boi ou Nandi, por isso é considerado sagrado. 
Na orelha direita, usa a Kundala, na esquerda usa a Tatanka, para mostrar que ele é meio homem e meio mulher, simbolizando a união ideal. 
As Rugas falam da transitoriedade de nosso corpo. 
A Pele de Tigre sobre a qual está sentado é o símbolo da arrogância e do orgulho que devem ser suprimidos. Shiva é a própria montanha, o próprio Himalaya.


GANESHA
Corpo de homem e cabeça de elefante, sábio, ponderado, ajuda as pessoas a superarem suas dificuldades. É um dos mais cultuados e queridos deuses da Índia. Fonte de inspiração para os escritores, é o autor do poema épico "Mahabharata", que relata a formação e a história do mundo e da Índia. Cedo, perdeu sua cabeça humana ao enfrentar Shiva, companheiro de sua mãe Parvati. Para compensar, Shiva colocou no corpo do rapaz a cabeça da primeira criatura que encontrou: um elefante.

Ganesha, a divindade, filho de Shiva e Parvati, é a primeira divindade a ser invocada em qualquer ritual. É considerado o grande removedor de obstáculos, tanto materiais como espirituais, e protetor dos negócios. 
Sua cabeça representa a inteligência, e a cobra em volta do seu pescoço, a energia cósmica. 
Seu veículo é um rato, que simboliza a igualdade do maior e do menor perante os olhos do Deus. Ganesha está relacionado a qualidades como prudência, diplomacia, sagacidade e firmeza. É o Deus mais venerado na Índia e se encontra em todos os lares. É colocado na entrada da casa para que deixe passar somente energias positivas expulsando as energias negativas. Está sempre acompanhado pela deusa Lakshimi.


KARTTIKEYA
"Filho das Plêiades", também conhecido entre outros nomes como Skandha "jato de esperma", por ter nascido do esperma de Shiva, que foi lançado ao mundo, sem controle, por um descuido do deus ao ser interrompido em sua cópula com Parvati, e que depois de uma série de peripécias, caiu no rio Ganges. Filho exclusivo, portanto, de Shiva. Karttikeya é o antipático "Senhor dos Exércitos", de olhos ferozes e arregalados, lembrado principalmente nas situações de guerra e, talvez por isso, um deus não tão popular quanto seu irmão. Tem por montaria um galo.


KRISHNA
A oitava reencarnação de Vishnu. Em sua forma humana aparece como um dos heróis do poema épico "Mahabharata", onde auxilia seu pupilo Arjuna em várias batalhas. Astuto, ardiloso, dá lições aos homens que pecam pelo orgulho e ambição. Sabe aproveitar os prazeres terrenos, pois tem fama de sedutor. Seus ensinamentos são paradoxais, como os dos grandes sábios, e só após muito (ou nada) refletir, podemos aprender com ele.

Krishna é o mais célebre dos Avatares (deuses com formas humanas fiéis). Seu nome significa "Escuro", graças à sua pele em tom azulado. É representado como um jovem formoso, de corpo forte e cabelos anelados. Além disso, é a divindade que conta com o maior número de adeptos na Índia. Vários livros sagrados falam sobre Krishna, mas o principal é o Bhagavad Gita. É a divindade do amor, como ele próprio se definiu: "Eu sou o amor puro dos amantes, que lei nenhuma pode proibir". Tendo Krishna com você, pode-se lutar contra todos os demônios internos e externos. Ele tem força, poder e piedade.


PARVATI
Esposa e companheira de Shiva, é também simbolizada como a manifestação feminina do deus da destruição. Parvati, "A da Montanha" é a Senhora das cavernas, das reentrâncias, das anfractuosidades, dos locais de mistério, a vulva, o útero. É também a Senhora dos animais. Para ela realizam-se rituais onde se oferece leite.


KALI
É a divindade que atua na eliminação do Ego, mostrando que tudo é temporal. É a forma irada de Durga, e aparece sempre carregando vários crânios nas mãos, para lembrar aos homens a mortalidade dos mesmos. Assim, Kali nos adverte de que o tempo é imutável e Todo-Poderoso. É uma guerreira do sexo feminino, uma característica que nenhuma outra deidade pode expressar. É muito venerada pelos hindus, especialmente nos estados do leste. Seus seguidores sempre podem contar com a sua presença para lutar contra todos os seus inimigos e aqueles que vos querem mal.


RAMA
8ª Reencarnação de Vishnu, Marido de Sita. O herói mais importante da mitologia hindu é o príncipe Rama. A história da busca de sua esposa Sita, que foi raptada pelo demônio Ravana. Rama tinha uma metade da divindade de Vishnu.


HANUMAN
Deus hindu do aprendizado, Hanuman, também conhecido como Maruti, era filho de Vayu, deus dos ventos, do ar, da respiração e um dos deuses principais dos planetas superiores. Talvez por isso, ele tenha ficado famoso tanto pela velocidade quanto pela habilidade de voar. Hanuman possuía vários poderes místicos, tais como se tornar gigantesco ou minúsculo e voar como o vento. Metade humano, metade macaco, Hanuman liderava um exército de macacos. Era companheiro e auxiliar leal de Rama, uma encarnação do grande deus Vishnu (o sustentador do universo), e o apoiou fielmente na batalha contra o demônio Ravana.

Simbolicamente, o macaco é a ciência superior, a lógica superior, que possibilita "medir o mundo", medir a Grande Obra, e saber o quanto se gastará para se realizar o Trabalho Alquímico.

Às Vezes ele pode ser visto abrindo o próprio peito para mostrar que Sita e Rama realmente residem em seu coração. Ele pode ser visto também carregando uma enorme montanha na qual existiam as ervas necessárias para salvar Lakshmana, o irmão do rei Rama, que tinha sido ferido em combate. As lendas dizem que Hanuman é o deus da casta dos Kshatryas (guerreiros e admiradores). Representa muita força e coragem nas batalhas da vida.

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